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Santa Catarina

DECRETO Nº 1.309, de 13 de dezembro de 2012

Nº 1309/2012

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CAPÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS CAPÍTULO II – DA SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE  CAPÍTULO III – DO SISTEMA ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA, CAPÍTULO IV – DOS CONSELHOS ESTADUAIS DE CULTURA, CAPÍTULO V – DAS SECRETARIAS DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL CAPÍTULO VI – DOS CONSELHOS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL CAPÍTULO VII – DAS APLICAÇÕES DOS CONTRIBUINTES DO ICMS CAPÍTULO VIII – DA DESTINAÇÃO DOS RECURSOS CAPÍTULO IX – DO CADASTRAMENTO, DA PROPOSTA DE TRABALHO, DOS DOCUMENTOS E DA APROVAÇÃO CAPÍTULO X – DAS CONDIÇÕES DE CELEBRAÇÃO CAPÍTULO XI – DA FORMALIZAÇÃO DOS ATOS CAPÍTULO XII – DO CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO CAPÍTULO XIII – DAS VEDAÇÕES CAPÍTULO XIV – DA ALTERAÇÃO DOS ATOS CAPÍTULO XV – DA PUBLICIDADE CAPÍTULO XVI – DA CONTRATAÇÃO COM TERCEIROS CAPÍTULO XVII – DA TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS CAPÍTULO XVIII – DA MOVIMENTAÇÃO DOS RECURSOS CAPÍTULO XIX – DA CONTRAPARTIDA CAPÍTULO XX – DO ACOMPANHAMENTO E DA FISCALIZAÇÃO CAPÍTULO XXI – DA PRESTAÇÃO DE CONTAS CAPÍTULO XXII – DA DEVOLUÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS CAPÍTULO XXIII – DA RESCISÃO CAPÍTULO XXIV – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
115 artigos

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, usando da competência privativa que lhe confere o art. 71, incisos I e III, da Constituição do Estado, e tendo em vista o disposto na Lei Complementar nº 381, de 07 de maio de 2007, na Lei nº 13.336, de 08 de março de 2005, Lei nº 13.792, de 18 de julho de 2006, e Lei nº 14.366, de 25 de janeiro de 2008,

D E C R E T A:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Art. 1.
A execução descentralizada de programas de governo e ações da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL), que envolva a transferência de recursos com objetivo de financiar projetos pelo Fundo Estadual de Incentivo à Cultura (FUNCULTURAL), Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo (FUNTURISMO) e Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte (FUNDESPORTE), no âmbito do Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e ao Esporte (SEITEC), será efetivada por meio da celebração de instrumento legal denominado contrato de apoio financeiro, nos termos deste Decreto, observada a legislação vigente.
Parágrafo únicoOs entes da Federação, quando beneficiários das transferências de que trata o caput, deverão incluí-las em seus respectivos orçamentos.
Art. 2.
Para os fins deste Decreto, consideram-se:
Icolaboração ao SEITEC: aplicação, doação ou contribuição feita por pessoas físicas ou jurídicas de qualquer natureza, contribuintes ou não do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) do Estado, diretamente à conta específica do SEITEC, conforme determina o art. 7º da Lei nº 13.336, de 2005, e na forma estabelecida neste Decreto;
IIcontrapartida: valor dos recursos orçamentários e financeiros ou de bens e serviços economicamente mensuráveis com o qual o contratado irá participar no projeto, segundo os termos do instrumento legal;
IIIcontratado ou proponente: órgão ou entidade da administração pública estadual, pessoa física com atuação nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte e entidade privada sem fins lucrativos, cujo ato constitutivo ou instrumento congênere disponha expressamente sobre sua finalidade naquelas áreas e não distribua lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto;
IVcontratante ou concedente: a SOL, nos projetos de abrangência internacional, nacional e estadual e nos projetos prioritários e especiais, e as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional (SDRs), nos projetos de abrangência regional;
Vcontrato de apoio financeiro: instrumento legal firmado entre contratante e contratado por meio do qual são ajustadas cláusulas e condições para a efetivação de obrigações recíprocas, visando à consecução de objetivos de interesse público nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte;
VIcontribuinte: estabelecimento inscrito no cadastro de contribuintes do ICMS, que venha a contribuir financeiramente nos projetos aprovados para o SEITEC;
VIIdirigente: aquele que possua vínculo com entidade privada sem fins lucrativos e detenha qualquer nível de poder decisório, assim entendidos os conselheiros, presidentes, diretores, superintendentes, gerentes, administradores, entre outros;
VIIIente da Federação: União, Estados, Distrito Federal e Municípios, incluída a administração indireta;
IXetapas: ações que serão desenvolvidas durante a vigência do contrato de apoio financeiro, formuladas em ordem cronológica de execução;
Xfato gerador da despesa: momento em que ocorre o recebimento do material ou a prestação do serviço, independente do pagamento ao fornecedor;
XIfinanciamento de programas e projetos: apoio financeiro destinado a cobrir parcial ou totalmente custos de programas e projetos culturais, turísticos e esportivos por meio da transferência de recursos vinculados;
XIIinterveniente: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta, de qualquer esfera de governo, ou entidade privada sem fins lucrativos, que participe do contrato para auxiliar no acompanhamento e na fiscalização do objeto ou assumir outras obrigações não financeiras em nome próprio;
XIIIobjeto: produto final do contrato de apoio financeiro, contendo descrição detalhada e objetiva do que se pretende realizar ou obter, observados sua finalidade, o plano de trabalho e o projeto aprovado;
XIVobra: construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação de bem imóvel;
XVorçamento prévio: documento apresentado quando o objeto proposto envolver aquisição de bens ou prestação de serviços, contendo, no mínimo, três fornecedores pesquisados, acompanhados da indicação do nome ou da razão social, registro no Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), telefone de contato, data da pesquisa, detalhamento do bem ou serviço, incluindo quantidade, valor unitário e valor total;
XVIpadronização: estabelecimento de critérios a serem seguidos no instrumento legal com objeto idêntico, especialmente quanto às características do objeto e ao seu custo;
XVIIplano de mídia: documento apresentado pelo proponente contendo informações sobre a forma de divulgação do projeto e de promoção do Estado e da SOL, observadas as regras previstas em instrução normativa a ser expedida pela SOL;

XVIII - plano de trabalho: proposta de trabalho aprovada e cronograma de desembolso financeiro definido pelo contratante;

XIXprojeto: peça preparatória ao contrato de apoio financeiro que contém proposta de trabalho e documentos complementares necessários à análise e aprovação do objeto;
XXprojeto básico: conjunto de elementos necessários e suficientes para caracterizar a obra ou o serviço, elaborado com base em estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento e que possibilitem a avaliação do custo da obra ou do serviço de engenharia e a definição dos métodos e do prazo de execução;
XXIprojetos prioritários e especiais: projetos de relevante interesse público, considerados essenciais para fomentar o desenvolvimento econômico e social do Estado nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), em subação específica;
XXIIproposta de trabalho: manifestação formal do proponente em celebrar contrato de apoio financeiro, devidamente justificada, contendo o detalhamento do objeto a ser executado, os valores, o cronograma físico, as despesas a serem realizadas e a previsão de início e fim;

XXIII - Sistema Estadual de Incentivo à Cultura, ao Turismo e ao Esporte (SEITEC): conjunto de ações com o objetivo de fomentar a execução de programas e projetos de interesse estadual nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte;

XXIVtarefas: divisões existentes na execução de uma etapa; e
XXVvalor total do contrato: montante referente ao valor do repasse incentivado pelo contratante mais a importância relativa à contrapartida do contratado ajustada no instrumento legal, inclusive para efeitos de devolução.
Art. 3.
A SOL e as SDRs deverão divulgar no Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal (SIGEF) os programas, as ações e as subações a serem executados de forma descentralizada e, quando couber, os critérios para a seleção do contratado.
§ 1ºOs programas, as ações e as subações deverão ser divulgados pelo contratante após a publicação da LOA ou no momento em que pretender executá-los.
§ 2ºOs critérios de seleção do contratado deverão ser estabelecidos de forma objetiva, com base nas diretrizes dos programas, por meio de instrução normativa.
Art. 4.
Os atos e procedimentos relativos à seleção de propostas, execução, acompanhamento e prestação de contas dos contratos de apoio financeiro serão realizados por intermédio do módulo de transferências voluntárias do SIGEF e serão disponibilizados à consulta pública na internet, por meio do portal das transferências do Estado, denominado Portal SCtransferências.
Art. 5.
Os projetos incentivados deverão utilizar, preferencialmente, recursos humanos, materiais, técnicos e naturais disponíveis no Estado.

CAPÍTULO II

DA SECRETARIA DE ESTADO DE TURISMO, CULTURA E ESPORTE

Art. 6.
A SOL será o órgão gestor do SEITEC, devendo exercer a administração orçamentária, financeira e contábil de cada Fundo, especialmente no que se refere à:
Ielaboração do cronograma financeiro da receita e da despesa;
IIelaboração da proposta orçamentária; e
IIIrealização da contabilidade, organização e expedição de balancetes, balanços e outras demonstrações contábeis, na forma da legislação aplicável.
Art. 7.
A SOL fará publicar instrução normativa em que constem os limites e critérios para o financiamento de projetos com recursos dos Fundos.

CAPÍTULO III

DO SISTEMA ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA,

Art. 8.
O SEITEC financiará projetos consoante os programas previstos no Plano Estadual da Cultura, do Turismo e do Desporto do Estado de Santa Catarina (PDIL), voltados às práticas de cultura, turismo e esporte e contemplados no Plano Plurianual (PPA), mediante administração autônoma e gestão própria de recursos.
Parágrafo únicoO SEITEC é formado pelos seguintes Fundos:
IFUNCULTURAL;
IIFUNTURISMO; e
IIIFUNDESPORTE.

SEÇÃO I

Dos Recursos

Art. 9.
O FUNCULTURAL, de natureza financeira, é constituído por recursos provenientes das seguintes fontes:
I0,5% (cinco décimos por cento) da receita tributária líquida do Estado, na forma estabelecida no § 6º do art. 216 da Constituição da República;
IIreceitas decorrentes da aplicação de seus recursos;
IIIcontribuições, doações, financiamentos e recursos oriundos de entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras;
IVrecursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Social (FUNDOSOCIAL), instituído pela Lei nº 13.334, de 28 de fevereiro de 2005; e
Vtributação de atividades lotéricas, conforme prevê a Lei nº 13.336, de 2005; e
VIoutros recursos que lhe venham a ser destinados.
§ 1ºÉ vedada a utilização de recursos do FUNCULTURAL, recebidos na forma do inciso I deste artigo, para pagamento de despesas com pessoal e encargos sociais, serviços da dívida do Estado ou quaisquer outras despesas correntes não vinculadas diretamente aos projetos ou programas.
§ 2ºA LOA deverá prever que, no mínimo, 60% (sessenta por cento) dos recursos do FUNCULTURAL sejam destinados a apoiar projetos apresentados por agentes que se caracterizem como pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, descontando-se do montante global os recursos destinados:
Ia apoiar programas e ações específicas incluídas no orçamento anual;
IIaos programas e às ações de execução da SOL;
IIIà manutenção e aos projetos realizados pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC); e
IVàs campanhas de divulgação e esclarecimentos do próprio Fundo.

Art. 10.
FUNTURISMO, de natureza financeira, é constituído por recursos provenientes das seguintes fontes:
Irecursos oriundos do FUNDOSOCIAL, instituído pela Lei nº 13.334, de 2005;
IIreceitas decorrentes da aplicação de seus recursos;
IIIcontribuições, doações, financiamentos e recursos oriundos de entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras; e
IVoutros recursos que lhe sejam destinados.
Art. 11.
FUNDESPORTE, de natureza financeira, é constituído por recursos provenientes das seguintes fontes:
Irecursos oriundos do FUNDOSOCIAL, instituído pela Lei nº 13.334, de 2005;
IIreceitas decorrentes da aplicação de seus recursos;
IIIcontribuições, doações, financiamentos e recursos oriundos de entidades públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras;
IVrecursos provenientes da tributação de atividades lotéricas na forma da Lei nº 11.348, de 17 de janeiro de 2000; e
Voutros recursos que lhe sejam destinados.
Art. 12.
As contribuições aos Fundos, realizadas por pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, deverão ser efetivadas por meio de documento de arrecadação de receitas estaduais, consignando o código de arrecadação próprio, definido em portaria do Secretário de Estado da Fazenda.
Art. 13.
A SOL divulgará em seu sítio oficial na internet a sistemática de recolhimento das contribuições aos Fundos que formam o SEITEC.

SEÇÃO II

Da Organização do SEITEC

SUBSEÇÃO I – Dos Comitês Gestores

Art. 14.
A administração superior de cada Fundo será exercida por um Comitê Gestor, órgão executivo subordinado à SOL, e será composto pelos seguintes membros:
ISecretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, ou seu substituto legal, que o presidirá;
IIdirigente máximo da entidade responsável pela área afim no âmbito do Poder Executivo estadual, ou seu substituto legal; e
III1 (um) representante da sociedade civil organizada ou seu suplente, membros dos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte, escolhido por seus pares, para um mandato de 2 (dois) anos, podendo ser reconduzido uma vez.
Art. 15.
Compete ao Comitê Gestor de cada Fundo:
Icoordenar, em articulação com a Diretoria de Políticas Integradas do Lazer (DIPI) e com a Diretoria do SEITEC, a formulação das políticas e diretrizes gerais que orientarão as aplicações do Fundo;
IIpropor editais de apoio às áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte;
IIIaprovar editais, quando houver;
IVaprovar, de acordo com as políticas governamentais e prioridades de Estado e a capacidade orçamentária e financeira, os projetos de âmbito internacional, nacional e estadual e os projetos prioritários e especiais;
Vcoordenar, em articulação com os órgãos públicos responsáveis pela execução de projetos financiados pelo Fundo, a elaboração de propostas orçamentárias compatíveis com as políticas públicas e a capacidade de investimento do Fundo;
VIacompanhar os resultados da execução dos projetos financiados com recursos do Fundo; e
VIIcoordenar, com auxílio da Diretoria do SEITEC, os trâmites administrativos necessários ao pleno funcionamento dos Fundos e à orientação dos proponentes e dos contribuintes do ICMS.
§ 1ºOs Comitês Gestores deverão fundamentar suas decisões, considerando a conveniência, a oportunidade, a relevância do projeto, as análises técnicas e os pareceres dos respectivos Conselhos Estaduais.
§ 2ºOs Comitês Gestores tomarão suas decisões por maioria simples e realizarão reuniões mensais obrigatórias, cabendo ao seu presidente a convocação dos membros em caráter extraordinário.

SUBSEÇÃO II – Da Diretoria

Art. 16.
A Diretoria do SEITEC terá as seguintes atribuições:
Iprestar apoio técnico e administrativo aos Comitês Gestores e aos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte;
IIdistribuir os processos para análise e manifestação dos integrantes dos Comitês Gestores e agendar, organizar e secretariar as reuniões, quando solicitadas;
IIIlavrar as atas das reuniões dos Comitês Gestores;
IVelaborar editais de apoio às áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte de âmbito internacional, nacional, estadual e regional, em parceria com a DIPI;
Vreceber, mediante protocolo, os documentos complementares aos projetos prioritários e especiais;
VIdesenvolver as atividades necessárias ao bom desempenho dos serviços administrativos dos Fundos e de apoio técnico aos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte;
VIIdar publicidade institucional, por meio do Diário Oficial do Estado (DOE) e do sítio oficial da SOL na internet, aos projetos financiados com recursos dos Fundos;
VIIIemitir parecer técnico, nos projetos de âmbito internacional, nacional, estadual e regional e nos projetos prioritários e especiais, conforme prevê o art. 45 deste Decreto;
IXanalisar as prestações de contas dos recursos transferidos a projetos prioritários e especiais e a projetos de âmbito internacional, nacional e estadual;
Xfiscalizar os projetos aprovados em todas as suas fases, podendo, para tanto, proceder a vistorias, avaliações, perícias e demais levantamentos que julgar necessários ao perfeito cumprimento deste Decreto, recorrendo à assessoria técnica da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e à Procuradoria Geral do Estado (PGE), quando julgar necessário, observado o Decreto nº 724, de 18 de outubro de 2007; e
XIlevar ao conhecimento da SEF qualquer irregularidade que constatar em procedimentos por parte de contribuintes do ICMS.
Art. 17.
Compete à DIPI:
Imanifestar-se sobre os projetos prioritários e especiais, com base em estudos técnicos, demonstrando sua relevância e essencialidade para fomentar o desenvolvimento econômico e social do Estado nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte;
IIcontrolar e consolidar as ações, integradas ou não, relacionadas às áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte visando ao cumprimento das metas estabelecidas na Lei nº 13.792, de 18 de julho de 2006;
IIIemitir parecer nas propostas de trabalho quanto à correta adequação ao PDIL;
IVdefinir a abrangência dos projetos em internacional, nacional, estadual regional;
Vsubsidiar a Gerência de Planejamento na elaboração dos anteprojetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual relacionadas aos programas e às ações para as áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte;
VIpropor e elaborar editais em apoio à SOL, às entidades vinculadas e às SDRs, com base em estudos e pesquisas sobre políticas públicas governamentais envolvendo as áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte, em parceria com a Diretoria do SEITEC; e
VIImanifestar-se quanto à adequação dos editais de apoio às áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte propostos pelas SDRs e pelas entidades vinculadas.

CAPÍTULO IV

DOS CONSELHOS ESTADUAIS DE CULTURA,

Art. 18.
Aos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte caberá emitir parecer sobre os projetos a serem encaminhados aos Comitês Gestores e aos Secretários de Estado de Desenvolvimento Regional, em conformidade com as prioridades das políticas públicas governamentais.
§ 1ºNa análise dos projetos, os Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte deverão manifestar-se, principalmente, quanto ao mérito, à finalidade pública, à necessidade de realização do projeto na região, à exequibilidade dos prazos propostos e às credenciais do proponente, comprovando sua capacidade para a execução do projeto.
§ 2ºA deliberação dos projetos deverá observar a ordem cronológica de recebimento das propostas de trabalho nos conselhos estaduais.

CAPÍTULO V

DAS SECRETARIAS DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Art. 19.
Compete às SDRs:
Iaprovar em caráter final e executar os trâmites necessários à consecução dos projetos de âmbito regional, observados os limites orçamentários próprios;
IIanalisar a prestação de contas dos recursos transferidos a projetos de âmbito regional;
IIIelaborar editais de apoio à área da Cultura, do Turismo e do Esporte de âmbito regional;
IVexecutar os programas e as ações governamentais, objeto de descentralização dos créditos orçamentários e financeiros da SOL, nos termos da LOA;
Vreceber os documentos cadastrais e validar no SIGEF o cadastro dos proponentes residentes nos municípios de sua abrangência;
VIreceber, mediante protocolo, os documentos complementares dos projetos de âmbito internacional, nacional, estadual e regional;
VIIconferir os documentos complementares dos projetos de âmbito internacional, nacional e estadual e encaminhá-los à SOL;
VIIIacompanhar e fiscalizar os resultados da execução dos projetos de âmbito regional financiados com recursos do Fundo; e
IXemitir relatório à SOL referente aos recursos aplicados em projetos desenvolvidos e executados sob sua responsabilidade.
Art. 20.
Compete ao Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional aprovar os projetos de âmbito regional, de acordo com as políticas governamentais, observada a capacidade orçamentária e financeira e considerando o previsto no art. 45 deste Decreto.

CAPÍTULO VI

DOS CONSELHOS DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Art. 21.
Compete aos Conselhos de Desenvolvimento Regional, no que diz respeito aos projetos de âmbito regional a serem financiados com recursos dos Fundos:
Ideliberar sobre os projetos regionais e auxiliar na decisão do Secretário da SDR, quanto ao repasse de recursos estaduais para aplicação em projetos de desenvolvimento regional, nos termos do inciso IV do art. 83 da Lei Complementar nº 381, de 2007; e
IIacompanhar os resultados da execução dos projetos financiados com recursos dos Fundos por meio das SDRs.

CAPÍTULO VII

DAS APLICAÇÕES DOS CONTRIBUINTES DO ICMS

Art. 22.
Ato do Chefe do Poder Executivo fixará, no mês de janeiro de cada ano, o montante do ICMS a ser aplicado em projetos no âmbito do SEITEC, observado o disposto na LOA.

SEÇÃO ÚNICA – Do Benefício ao Contribuinte

Art. 23.
Ao contribuinte do ICMS que aplicar recursos financeiros nos Fundos instituídos no âmbito do SEITEC para financiamento de projetos culturais, turísticos e esportivos será permitido apropriar em conta gráfica, a título de crédito, valor correspondente à aplicação.
§ 1ºA aplicação será comprovada pela transferência de recursos financeiros por parte do contribuinte diretamente aos Fundos do SEITEC.
§ 2ºO valor do crédito poderá corresponder até 5% (cinco por cento) do imposto incidente sobre as operações e prestações efetuadas pelo contribuinte a cada mês, observando-se o seguinte:
Iquando a transferência de recursos ao respectivo Fundo for efetuada entre o primeiro e o décimo dia do mês, o crédito será calculado com base no imposto incidente sobre as operações e prestações efetuadas pelo contribuinte no mês imediatamente anterior;
IIquando a transferência de recursos ao respectivo Fundo for efetuada entre o décimo primeiro e o último dia do mês, o crédito será calculado com base no imposto incidente sobre as operações e prestações efetuadas pelo contribuinte nesse mesmo mês; e
IIIquando o valor da transferência de recursos ao respectivo Fundo ensejar apropriação de crédito em mais de um período, a partir da segunda apropriação até a última, o crédito será calculado com base no imposto incidente sobre as operações e prestações efetuadas pelo contribuinte em cada um dos períodos subsequentes àqueles de que tratam os incisos I ou II deste artigo, conforme o caso.
§ 3ºA SOL, após manifestação favorável da SEF, poderá autorizar, ao sujeito passivo do ICMS que o solicitar previamente, o recolhimento de contribuições tendo por base o montante do imposto por ele recolhido no ano civil anterior, até o limite de 20% (vinte por cento) sobre o total, podendo ser recolhido integralmente em um único mês ou parceladamente durante o exercício.
§ 4ºO limite previsto no § 2º não se aplica à hipótese estabelecida no § 3º.
§ 5ºO crédito deverá ser escriturado no Livro de Registro de Apuração do ICMS e lançado em quadro específico da Declaração de Informações do ICMS e Movimento Econômico (DIME), previstos no Anexo 5 do Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 2.870, de 27 de agosto de 2001.
§ 6ºO disposto neste artigo aplica-se às operações praticadas por substituto tributário desde que o sujeito passivo seja devidamente inscrito no Cadastro de Contribuinte do ICMS de Santa Catarina.
§ 7ºTratando-se de contribuinte enquadrado no Simples Nacional instituído pela Lei Complementar federal nº 123, de 14 de dezembro de 2006, o crédito a que se refere o § 2º não poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) do imposto a recolher no período considerado.
§ 8ºA transferência efetuada no prazo previsto no § 2º, inciso I, atendidas as condições previstas no caput, poderá ser apropriada como crédito no período imediatamente anterior àquele em que a transferência for efetuada.
§ 9ºNa hipótese de contribuinte contemplado com prazo adicional para recolhimento do imposto previsto no art. 1º da Lei nº 10.789, de 3 de julho de 1998, a data final do prazo previsto no § 2º, inciso I deste artigo, será aquela a que o contribuinte fizer jus para cumprimento de sua obrigação principal.
§ 10ºApropriado o crédito nos termos do § 7º e não procedendo o contribuinte ao repasse dos recursos financeiros ao respectivo Fundo no prazo por ele previsto ou o fazendo no prazo em montante menor que o crédito efetuado, o contribuinte deverá estornar o crédito lançado a maior e efetuar o pagamento do imposto devido com os acréscimos legais.
§ 11ºO disposto neste artigo não se aplica ao ICMS devido por diferencial de alíquotas nas operações com mercadorias destinadas à integração ao ativo permanente ou ao uso e ao consumo.
§ 12ºA receita prevista no caput será reconhecida e registrada contabilmente no mesmo mês em que os recursos ingressarem na SOL.

CAPÍTULO VIII

DA DESTINAÇÃO DOS RECURSOS

SEÇÃO I

Da Seleção dos Projetos

Art. 24.
Consideradas as áreas previstas no PDIL, na seleção dos projetos deverá ser observado o seguinte:
Igarantia da participação de artistas, intelectuais, técnicos e produtores culturais de quaisquer linguagens, correntes, manifestações, escolas de pensamento e padrões estéticos na apresentação dos projetos;
IIutilização de processos e métodos que permitam a fruição consciente e crítica da obra artística e cultural, por segmentos cada vez mais amplos da comunidade;
IIIdistribuição equânime do apoio do Estado à sociedade, abrangendo todo o território catarinense;
IVoportunidade de surgimento de criações inéditas e de grupos alternativos não filiados a organizações de reconhecido prestígio local;
Vatendimento a projetos que, em razão de seu caráter experimental e folclórico ou sua marginalização cultural, não disponham de um grande público consumidor, mas evidenciem um forte conteúdo estético, cultural e educacional; e
VIentre os projetos culturais propostos por pessoas jurídicas de direito público, priorização daqueles comprometidos com formação artística e cultural ou de preservação do patrimônio cultural material e imaterial e aos projetos previstos em editais de apoio.

SEÇÃO II

Do Fundo Estadual de Incentivo ao Turismo

Art. 25.
FUNTURISMO, além das áreas previstas no PDIL, deverá destinar recursos aos projetos previstos no calendário de participação em exposições e feiras no Estado.

SEÇÃO III

Do Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte

Art. 26.
Além das áreas previstas no PDIL, o FUNDESPORTE deverá destinar recursos aos projetos previstos no calendário esportivo do Estado.

SEÇÃO IV

Dos Editais

Art. 27.
s Comitês Gestores e as SDRs priorizarão os editais de apoio às áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte, dentro do orçamento anual do FUNCULTURAL, FUNTURISMO e FUNDESPORTE como instrumento de aprovação de projetos para distribuição dos recursos dos Fundos.
§ 1ºO projeto escolhido receberá o valor estabelecido no edital para sua execução.
§ 2ºOs comitês gestores tomarão suas decisões por maioria simples, competindo-lhes aprovar os editais após julgados em seu mérito pelos respectivos conselhos estaduais, em conformidade com as prioridades das políticas públicas governamentais.
§ 3ºA destinação de recursos à proponente pessoa física deverá ser realizada preferencialmente por edital.

CAPÍTULO IX

DO CADASTRAMENTO, DA PROPOSTA DE TRABALHO, DOS DOCUMENTOS E DA APROVAÇÃO

Art. 28.
Para apresentar proposta de trabalho, o proponente deverá estar cadastrado no SIGEF.
Art. 29.
As informações constantes do cadastramento deverão ser atualizadas pelo contratado no SIGEF até que sejam exauridas todas as obrigações referentes ao contrato celebrado e quando houver nova solicitação de recurso.

SEÇÃO I

Do Cadastramento

Art. 30.
Para fins de cadastramento, deverão ser informados:
Iquando se tratar de entidade privada sem fins lucrativos: denominação, endereço, correio eletrônico, inscrição no CNPJ, transcrição das finalidades estatutárias, qualificações específicas e dados do representante e demais dirigentes;
IIquando se tratar de órgão ou entidade pública: nome do proponente, endereço, correio eletrônico, inscrição no CNPJ e dados do representante; e
IIIquando se tratar de pessoa física: nome, inscrição no CPF, dados profissionais, endereço, correio eletrônico e dados do representante legal, quando for o caso.
Art. 31.
Para fins de comprovação das informações cadastrais, as entidades privadas sem fins lucrativos deverão apresentar os seguintes documentos:
Icópia autenticada da Carteira de Identidade e do CPF do representante e demais dirigentes;
IIcópia autenticada do estatuto social registrado no cartório competente e suas alterações;
IIIcomprovante de inscrição no CNPJ;
IVcomprovante de endereço da entidade e de residência do seu representante;
Vcópia autenticada da ata da última assembleia que elegeu o corpo dirigente da entidade, registrada no cartório competente;
VIcomprovante do funcionamento regular da entidade, com data inferior a 1 (um) ano;
VIIrelatório de atividades desenvolvidas no último ano e comprovação dessas informações por meio de publicações na mídia ou em material publicitário, entre outros;
VIIIcópia da lei estadual ou municipal que declare a entidade de utilidade pública ou comprovante de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP); e
IXcópia autenticada do Certificado de Registro de Entidade Desportiva (CRED), no caso de projetos esportivos.
Art. 32.
Para fins de comprovação das informações cadastrais, os órgãos e as entidades públicas deverão apresentar os seguintes documentos:
Icópia autenticada da Carteira de Identidade e do CPF do representante; e
IIcópia do termo de posse do prefeito ou do ato de nomeação ou eleição do presidente de entidade da administração indireta ou instrumento equivalente.
Art. 33.
Para fins de comprovação das informações cadastrais, o proponente pessoa física deverá apresentar os seguintes documentos:
Icópia autenticada da Carteira de Identidade e do CPF;
IIcomprovante de residência no Estado por, no mínimo, 3 (três) anos;
IIIcurrículo e documentos que comprovem seu conteúdo;
IVcópia autenticada do registro profissional, quando houver; e
Vcomprovante legal de representação do menor de idade, se for o caso.
§ 1ºO currículo de que trata o inciso III poderá ser substituído pelo portfólio quando o analista técnico entender que será suficiente para comprovação profissional.
§ 2ºNo caso de proponente menor de idade, o representante legal deverá apresentar os documentos previstos no inciso I deste artigo.
Art. 34.
A validação do cadastro das entidades privadas, sem fins lucrativos, dos órgãos e das entidades públicas e das pessoas físicas será realizada pelas SDRs após a confirmação dos dados inseridos no cadastramento.
Parágrafo únicoOs documentos cadastrais deverão ser entregues na SDR de abrangência do município em que o proponente estiver sediado.
Art. 35.
As SDRs, denominadas órgãos cadastradores, constituirão processo único e específico para cada proponente, que deverá ser registrado no Sistema de Gestão de Protocolo Eletrônico (SGP-e) do Estado, ao qual deverão ser anexados os documentos cadastrais e suas atualizações.
Parágrafo únicoOs documentos cadastrais e suas atualizações deverão ser digitalizados, conforme procedimentos normatizados pela Secretaria de Estado de Administração (SEA), permanecendo disponíveis no SGP-e para consulta dos partícipes e dos órgãos de controle interno e externo do Estado.

SEÇÃO II

Da Proposta de Trabalho

Art. 36.
De acordo com o programa e com as diretrizes estabelecidas pelo órgão contratante, o proponente cadastrado manifestará seu interesse em celebrar o contrato mediante inclusão de proposta de trabalho no SIGEF, que conterá, no mínimo:
Idescrição do título, do objeto e da finalidade do projeto, de modo a permitir a identificação precisa do que se pretende realizar ou obter;
IIjustificativa contendo a caracterização do interesse público em executar o objeto, evidenciando os benefícios econômicos e sociais a serem obtidos pela sociedade;
IIIlocal ou região de execução do objeto e indicação do público-alvo sob os aspectos quantitativo e qualitativo;
IVestimativa dos recursos financeiros, discriminando o valor do repasse a ser realizado pelo contratante e o da contrapartida a ser realizado para o proponente;
Vdescrição dos bens a serem adquiridos, dos serviços a serem realizados ou das obras a serem executadas e seus valores de acordo com o orçamento prévio ou projeto básico;
VIdespesas com encargos tributários incidentes sobre as obras e os serviços, quando houver;
VIIdespesas de mídia relativas à divulgação do projeto e à promoção do Estado e da SOL, quando a forma indicada no plano de mídia exigir desembolso de recursos do contrato;
VIIIdescrição dos bens e serviços economicamente mensuráveis referentes à contrapartida não financeira, quando houver;
IXcronograma físico contendo a descrição das etapas, das tarefas e da previsão de execução;
Xprevisão dos prazos inicial e final para a execução do objeto, bem como da data específica do evento, se for o caso;
XIinformações relativas à capacidade técnica e operacional do proponente para a execução do objeto; e
XIImenção de recursos financeiros, bens e serviços que serão recebidos de outros parceiros para a execução do projeto, se for o caso.
Parágrafo únicoAo serem incluídos dados relativos à prestação de serviços vinculados ao projeto, especialmente os de assistência, capacitação e promoção de seminários e congêneres, definidos em instrução normativa da SOL, o proponente deverá detalhar as horas técnicas de todos os profissionais envolvidos discriminando a quantidade e o custo individual.
Art. 37.
proponente deverá apresentar plano de mídia para a divulgação do projeto no qual deverá constar, obrigatoriamente, o apoio institucional do Estado por meio da SOL e do respectivo Fundo, conforme definido em instrução normativa.
Parágrafo únicoObservados os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, a SOL deverá definir em instrução normativa as regras relativas às despesas de divulgação.
Art. 38.
Para as entidades privadas sem fins lucrativos, será necessário que o objeto descrito na proposta de trabalho identifique-se com as suas finalidades estatutárias.
Art. 39.
A SOL poderá padronizar objetos idênticos, discriminando as especificações a serem observadas nos contratos.

SEÇÃO III

Dos Documentos

Art. 40.
Após a definição de abrangência do projeto pela DIPI, o proponente deverá apresentar à SDR de abrangência do seu município sede os seguintes documentos, de acordo com o objeto da proposta:
Iproposta de trabalho devidamente assinada;
IIcomprovantes de que o proponente é o detentor dos direitos de exploração comercial de marca, patente industrial, processo de produção, produto ou obra intelectual ou artística original, se for o caso;
IIIplano de mídia conforme previsto no art. 37;
IVplano de distribuição dos produtos resultantes da execução do contrato, se for o caso;
Vestimativa de borderô de evento nos casos em que houver cobrança de ingresso;
VIlicenças ambientais expedidas pelos órgãos competentes, quando o contrato envolver obras, instalações ou serviços que exijam estudos ambientais;
VIIprojeto arquitetônico aprovado pelas autoridades responsáveis pelo tombamento e decreto de tombamento, no caso de patrimônio tombado;
VIIIedital elaborado pelo proponente definindo as regras de julgamento e os valores para aprovação prévia do contratante, no caso de despesas com premiações;
IXorçamento prévio, no caso de aquisição de bens e prestação de serviços;
Xno caso de obras:

<![if !supportLists]>a) <![endif]>projeto básico;

<![if !supportLists]>b) <![endif]>alvarás e licenças municipais expedidas pelos órgãos competentes;

<![if !supportLists]>c) <![endif]> projeto de captação de águas pluviais, conforme o Decreto nº 99, de 1º de março de 2007, em caso de construção nova;

<![if !supportLists]>d) <![endif]>registro fotográfico das condições atuais; e

<![if !supportLists]>e) <![endif]>cópia autenticada da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), expedida pelo conselho profissional competente;

XIdocumentos específicos para cada tipo de projeto, previstos em instrução normativa da SOL.
§ 1ºO projeto básico poderá ser dispensado no caso de objeto padronizado.
§ 2ºOs documentos previstos neste artigo deverão ser digitalizados, com exceção dos documentos definidos nos incisos VII e X, alíneas “a” e “c”, e inseridos pelo contratante como peça integrante do processo registrado no SGP-e.
§ 3ºO edital previsto no inciso VIII deverá vedar a participação no processo seletivo de membros da instituição proponente, do próprio proponente e de pessoas ligadas à organização.
§ 4ºA SOL, por meio da Diretoria do SEITEC, poderá prever em instrução normativa documentos específicos para cada tipo de projeto, nas áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte.

SEÇÃO IV

Da Aprovação

Art. 41.
s projetos de âmbito internacional, nacional e estadual e os projetos prioritários e especiais terão seus contratos firmados depois de atendidos os seguintes requisitos, nesta ordem:
Ienquadramento do projeto pela DIPI;
IIanálise técnica pela Diretoria do SEITEC;
IIIdeliberação dos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte, conforme a área de cada projeto;
IVaprovação do Comitê Gestor; e
Vaprovação do Secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte.
Art. 42.
s projetos de âmbito regional terão seus contratos firmados depois de atendidos os seguintes requisitos, nesta ordem:
Ienquadramento do projeto pela DIPI;
IIanálise técnica pela Diretoria do SEITEC;
IIIdeliberação do Conselho de Desenvolvimento Regional;
IVdeliberação dos Conselhos Estaduais de Cultura, de Turismo e de Esporte, conforme a área de cada projeto; e
Vaprovação do Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional.
Art. 43.
s projetos estarão sujeitos ainda à aprovação da Secretaria de Estado da Casa Civil (SCC), segundo valores a serem definidos em ato do Chefe do Poder Executivo.
Art. 44.
As alterações de valor na fase final de aprovação do projeto deverão ser fundamentadas pelo contratante.
Parágrafo únicoNo caso de alteração quantitativa e qualitativa na fase final de aprovação, a proposta deverá ser readequada pelo proponente e novamente analisada pelo setor técnico e aprovada pela SOL.
Art. 45.
A SOL, por meio da Diretoria do SEITEC, deverá analisar a proposta de trabalho e os documentos previstos no art. 40, manifestando-se, principalmente, com relação aos seguintes itens:
Ise o objeto proposto está em consonância com o programa e com os critérios previamente estabelecidos;
IIse a proposta atende ao interesse público;
IIInecessidade de realização do objeto, mediante análise da demanda na região a ser beneficiada;
IVviabilidade técnica, no caso de obra, fundamentado em parecer de profissional habilitado;
Vse as despesas previstas estão em conformidade com o valor de mercado;
VIse a despesa para aquisição de bens permanentes atende ao disposto no inciso IV do art. 46 deste Decreto, se houver;
VIIconformidade da proposta com o objeto social da entidade, no caso de entidades privadas sem fins lucrativos; e
VIIIcapacidade técnica e operacional do proponente para executar o objeto.
§ 1ºA análise técnica deverá ser realizada por servidor público efetivo e habilitado nas áreas de conhecimento requeridas para o desempenho da função.
§ 2ºO analista técnico terá seu cadastro validado no SIGEF mediante autorização prévia da Diretoria do SEITEC, observada a exigência prevista no § 1º deste artigo.
§ 3ºO setor técnico deverá observar a ordem de recebimento dos documentos para análise das propostas.
§ 4ºO atendimento de todos os critérios de seleção não implica aprovação da proposta.
Art. 46.
É vedada a aprovação de projetos cujo objeto ou despesa consista em:
Irealização de eventos que cobrem ingressos ou que recebam qualquer outro tipo de receita, salvo quando reverterem para o projeto ou forem devolvidos ao respectivo Fundo;
IIrealização de recepção e festas que sejam de acesso restrito ao público;
IIIrealização de gastos com alimentação, exceto nos casos de deslocamentos em viagens, quando poderão ser concedidas diárias na forma do art. 108 deste Decreto ou em substituição a estas, quando o proponente comprovar ser mais vantajoso o pagamento conjunto de alimentação, hospedagem e deslocamento urbano;
IVaquisição de bens permanentes, salvo quando se mostrar mais vantajosa que a locação e for imprescindível à execução do projeto;
Vmanutenção da contratada;
VIprodução de bens e serviços em que o proponente não for o detentor dos direitos de exploração comercial de marca, patente industrial, processo de produção, produto ou obra intelectual ou artística original;
VIIpagamento exclusivo de royalty;
VIIIaquisição de coquetéis e contratação de serviços de bufê ou similar; e
IXinvestimento com duração superior a um exercício financeiro que não esteja previsto no PPA ou em lei que autorize a sua inclusão, conforme disposto no § 1º do art. 167 da Constituição da República.
§ 1ºÉ vedada a aprovação de projeto cujo objeto se refira à divulgação de eventos.
§ 2ºConsideram-se despesas com manutenção da contratada as de natureza contínua realizadas pela contratada e que não tenham relação direta com projetos aprovados no âmbito do SEITEC.
Art. 47.
É vedado o apoio financeiro a projetos de cunho religioso.
Parágrafo únicoExcepcionam-se da vedação prevista no caput os projetos que tenham como finalidade financiar a infraestrutura para o turismo religioso no Estado e os projetos cujo objeto consista na realização de eventos reconhecidos e registrados como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial, na forma da legislação vigente.
Art. 48.
A SOL, por meio da Diretoria do SEITEC, deverá manifestar-se pela aprovação ou reprovação da proposta de trabalho, podendo solicitar readequações com o objetivo de obter esclarecimentos antes de concluir o seu parecer.
Parágrafo únicoO prazo de readequação será de, no mínimo, 10 (dez) dias.
Art. 49.
Aprovada a proposta de trabalho, o contratante deverá:
Ielaborar cronograma de desembolso, de acordo com as etapas e tarefas a serem executadas;
IIemitir pré-empenho vinculado à proposta, que resultará no bloqueio orçamentário e financeiro do valor a ser transferido naquele exercício; e
IIIelaborar questionário com perguntas que permitam constatar se a finalidade do contrato será atingida após sua execução, por meio da Gerência de Fiscalização de Projetos Incentivados da SOL ou setor similar quando for outro órgão ou entidade concedente.
Parágrafo únicoOs dados da proposta juntamente com o cronograma de desembolso aprovados comporão o plano de trabalho, parte integrante do projeto e do contrato.
Art. 50.
As propostas reprovadas permanecerão registradas no SIGEF, podendo o proponente visualizar a decisão e os motivos da recusa.

CAPÍTULO X

DAS CONDIÇÕES DE CELEBRAÇÃO

Art. 51.
Para a celebração de contrato, o proponente deverá apresentar ou comprovar:
Iregularidade relativa à prestação de contas de recursos anteriormente recebidos;
IIregularidade relativa aos tributos e demais débitos administrados pela SEF;
IIIregularidade perante os órgãos e as entidades estaduais;
IVregularidade perante o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
Vregularidade perante o Instituto Nacional da Previdência Social (INSS);
VIregularidade junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), da pessoa física e de todos os dirigentes das entidades privadas sem fins lucrativos;
VIIcertidão emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis comprovando a propriedade plena do imóvel com data não superior a 30 (trinta) dias, nos casos em que o contrato tiver como objeto a execução de obras; e
VIIIautorização do órgão competente para a realização de evento ou similar, no caso de montagem de estrutura temporária, se for o caso.
Parágrafo únicoExcetuam-se as exigências previstas nos incisos IV e V para o proponente pessoa física.
Art. 52.
Se o proponente for município, além das exigências previstas no art. 51, deverá comprovar ou apresentar:
Iprevisão orçamentária referente à contrapartida, se houver;
IICertificado de Regularidade Previdenciária (CRP); e
IIIcertidão emitida pelo TCE atestando o cumprimento das exigências para as transferências voluntárias, previstas na Lei Complementar federal nº 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 53.
Se o proponente for entidade da administração indireta do município, além dos documentos previstos no art. 51, deverá comprovar que o ente ao qual está vinculado atende às condições de celebração previstas neste Decreto.
Art. 54.
A comprovação da regularidade, mediante apresentação de certidões, será efetuada por intermédio do SIGEF ou, na impossibilidade de efetuá-la, mediante apresentação da devida documentação junto ao órgão cadastrador.

CAPÍTULO XI

DA FORMALIZAÇÃO DOS ATOS

Art. 55.
preâmbulo do contrato de apoio financeiro conterá o número da transferência, a qualificação completa dos partícipes e a menção de subordinação às normas deste Decreto e a outras aplicáveis à matéria.
Art. 56.
contrato de apoio financeiro conterá obrigatoriamente cláusulas que estabeleçam:
Itítulo do projeto, objeto detalhado e finalidade do contrato;
IIvalor total a ser transferido, com a indicação da fonte de recursos, detalhando o valor das parcelas do exercício em curso e as previstas para exercícios futuros;
IIIvalor da contrapartida, quando houver, e forma de sua aferição, quando prestada por meio de bens e serviços economicamente mensuráveis;
IVclassificação da despesa e número do pré-empenho e da nota de empenho;
Vinformação de que os recursos, para atender às despesas em exercícios futuros, no caso de investimento, estão consignados no PPA ou previstos em lei que as autorize;
VIforma pela qual a execução física do objeto será acompanhada pelo contratante, inclusive com indicação dos recursos humanos e tecnológicos que serão empregados na atividade;
VIIobrigação do contratado de incluir regularmente no SIGEF as informações exigidas por este Decreto, mantendo-as atualizadas;
VIIIprerrogativa do contratante de assumir ou transferir a responsabilidade pela execução do objeto, no caso de paralisação ou da ocorrência de fato relevante, de modo a evitar sua descontinuidade;
IXobrigação do contratado de identificar os bens permanentes adquiridos e as obras executadas, na forma do art. 75;
Xobrigação do contratado de exibir ao público as informações relativas ao contrato e à sua execução, na forma do art. 74;
XIcompromisso do contratado de regularizar o processo de abertura de conta corrente junto à instituição financeira prevista no art. 81 deste Decreto, de acordo com as normas por ela estipuladas, com o objetivo de ativar a conta para recebimento dos recursos financeiros;
XIIcompromisso do contratado de movimentar os recursos na conta bancária única e específica;
XIIIcompromisso do contratado de autorizar a instituição financeira prevista no art. 81 deste Decreto a transmitir ao contratante arquivo contendo informações sobre a movimentação financeira da conta corrente, para análise dos dados e disponibilização no Portal SCtransferências;
XIVas vedações previstas nos arts. 62, 64, 65 e 79 deste Decreto;
XVobrigatoriedade de a aquisição de bens e serviços comuns realizar-se na modalidade pregão, preferencialmente na forma eletrônica, no caso de ente da Federação;
XVIobrigação do contratado de prestar contas dos recursos recebidos e da contrapartida, na forma do Capítulo XXI;
XVIIhipóteses de rescisão do contrato, na forma do art. 105 deste Decreto e da legislação específica;

XVIII - faculdade dos partícipes de rescindirem o instrumento, a qualquer tempo, na forma do art. 107 deste Decreto;

XIXdestino dos bens remanescentes na data da conclusão, rescisão ou extinção do contrato, se houver, respeitado o disposto na legislação pertinente;
XXvigência do contrato, fixada de acordo com o prazo previsto para a execução do objeto no plano de trabalho;
XXIobrigatoriedade de aplicar no objeto os recursos resultantes da cobrança de ingressos e de outras receitas advindas ou de devolvê-los ao respectivo Fundo, caso não forem utilizados;
XXIIobrigatoriedade de devolver os recursos, nos casos previstos neste Decreto; e

XXIII - indicação do foro competente para dirimir conflitos decorrentes de sua execução.

§ 1ºÉ vedada a inclusão de cláusula que estabeleça vigência ou efeito financeiro retroativos, sob pena de nulidade do ato e de responsabilidade do agente.
§ 2ºÉ vedada a existência de mais de um proponente para o mesmo objeto, exceto quando se tratar de ações complementares, o que deverá ficar consignado no respectivo instrumento legal, delimitando-se as parcelas referentes de responsabilidade deste e as que devam ser executadas à conta de outro instrumento.
§ 3ºO contrato de apoio financeiro e de eventuais aditivos será firmado pelos partícipes e pelos intervenientes, se houver, e, no mínimo, por 2 (duas) testemunhas devidamente qualificadas.
Art. 57.
Será obrigatória a definição da destinação dos bens remanescentes do contrato.
§ 1ºConsideram-se bens remanescentes os equipamentos e materiais permanentes adquiridos, produzidos ou transformados com recursos do contrato, necessários à execução do objeto, mas que a este não se incorporam.
§ 2ºOs bens remanescentes poderão ser doados ao contratado, quando necessários para assegurar a continuidade do programa ou da ação governamental, observado o disposto na legislação vigente.
§ 3ºCaso os bens remanescentes não sejam necessários à continuidade do programa ou da ação governamental, o contratado deverá entregá-los ao contratante após a rescisão ou extinção do contrato ou no prazo de apresentação da prestação de contas final.
§ 4ºEm caso de extinção ou de qualquer forma de suspensão das atividades da entidade sem fins lucrativos, os bens remanescentes deverão ser devolvidos ao contratante.
Art. 58.
A celebração do contrato será precedida de análise da assessoria jurídica do contratante.
Parágrafo únicoApós a análise prevista no caput, o contrato deverá ser encaminhado para o responsável pelo controle interno do órgão para conhecimento.

CAPÍTULO XII

DO CRÉDITO ORÇAMENTÁRIO E FINANCEIRO

Art. 59.
A reserva orçamentária e financeira se dará por meio do pré-empenho, que deverá ser realizado após a aprovação do Comitê Gestor ou do Secretário de Estado de Desenvolvimento Regional.
Parágrafo únicoÉ vedado à SOL descentralizar créditos orçamentários para pagamento de projetos financiados com recursos do SEITEC sem a prévia manifestação prevista no art. 45 deste Decreto.
Art. 60.
contratante emitirá nota de empenho, observado o Princípio Orçamentário da Anualidade.
§ 1ºNo caso de contrato com vigência plurianual, o contratante deverá empenhar o valor previsto para ser transferido no respectivo exercício.
§ 2ºNa hipótese de não cumprimento do disposto no § 1º, o contratante não poderá celebrar novos contratos enquanto perdurar a situação.
§ 3ºO cronograma de desembolso informado na nota de empenho deverá observar a disponibilidade financeira do órgão e as etapas e tarefas previstas na proposta de trabalho.
§ 4ºÉ vedado o empenho de projetos cuja execução do objeto já tenha sido iniciada ou concluída.

CAPÍTULO XIII

DAS VEDAÇÕES

Art. 61.
Fica o contratante proibido de firmar contrato de apoio financeiro e de realizar repasse de recursos a contratado que:
Inão apresentar prestação de contas de recursos anteriormente recebidos;
IInão tiver, por qualquer motivo, a sua prestação de contas aprovada pelo concedente;
IIInão tiver procedido à devolução de equipamentos, veículos e máquinas cedidos pelo Estado ou adquiridos com recursos do contrato, quando assim estabelecido; ou
IVestejam em qualquer outra situação de inadimplência, mora ou irregularidade para com a administração pública estadual.
Art. 62.
contrato deverá ser executado em estrita observância às cláusulas avençadas e às normas pertinentes, sendo vedado:
Ialteração do objeto do contrato;
IIrealização de despesas a título de administração, de gerência ou similar, exceto no caso previsto no inciso II do art. 65;
IIIpagamento de gratificação, consultoria, assistência técnica ou qualquer espécie de remuneração a servidor ou empregado que pertença aos quadros de pessoal do contratante, do contratado e do interveniente, inclusive, com recursos de contrapartida, os resultantes da venda de bilheteria e os recebidos de outros parceiros;
IVutilização dos recursos em desacordo ao previsto no plano de trabalho, ainda que em caráter de emergência;
Vrealização de despesas em data anterior ou posterior à vigência do contrato;
VIpagamento a fornecedor em data posterior à vigência do instrumento, salvo se expressamente autorizado pelo contratante e desde que o fato gerador da despesa tenha ocorrido durante a vigência contratual;
VIIrealização de despesas com tarifas bancárias, multas, juros, inclusive referentes a pagamentos ou recolhimentos fora dos prazos;
VIIIpagamento de despesas com pessoal ativo, inativo ou pensionista do contratado, quando o contratado for ente da Federação; e
IXdistribuição de ingressos a parceiro ou a qualquer pessoa física ou jurídica de direito público ou privado.
§ 1ºNão constitui alteração do objeto a ampliação ou redução dos quantitativos previstos no plano de trabalho desde que não prejudique a funcionalidade do objeto e seja autorizada pelo contratante mediante análise prévia no setor técnico.
§ 2ºA vedação prevista no inciso III do caput não alcança a contratação temporária desde que seja exclusiva para a execução do projeto, na forma da Lei federal nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993.
§ 3ºA vedação prevista no inciso IX do caput não alcança a distribuição de bilhetes à pessoa jurídica de direito público ou à entidade privada sem fins lucrativos, desde que prevista em cláusula específica do contrato de apoio financeiro e seja destinada a uma finalidade pública.
Art. 63.
É vedada a celebração de contrato com:
Ientidades privadas sem fins lucrativos, que tenham como dirigente servidor público do contratante ou de órgão ou entidade vinculada ao contratante, ou pessoa que exerça qualquer atividade remunerada nesses órgãos ou entidades;
IIigrejas, cultos religiosos, associações de servidores públicos, associações comerciais e industriais, clube de dirigentes lojistas, sindicatos ou quaisquer outras entidades congêneres;
IIIentidades privadas com fins lucrativos;
IVentidades privadas cujas finalidades estatutárias não se relacionem com as características do programa;
Vproponentes que não disponham de capacidade técnica e operacional para executar o contrato; e
VIórgãos e entidades da administração pública estadual, ressalvada a descentralização de créditos orçamentários, instituída pela Lei nº 12.931, de 13 de fevereiro de 2004.
Parágrafo únicoA vedação prevista no inciso I do caput aplica-se aos respectivos cônjuges, companheiros e parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o segundo grau.
Art. 64.
São vedados ao contratado ou proponente:
Ia comercialização dos produtos resultantes da execução do projeto, exceto a cobrança de ingressos decorrentes da realização de eventos, desde que revertam para o projeto ou sejam devolvidos ao respectivo Fundo;
IIo repasse dos recursos recebidos para outras entidades de direito público ou privado; e
IIIa aquisição de bens ou serviços fornecidos por ele próprio, exceto nos casos previstos no art. 65 deste Decreto, e por seu cônjuge e parentes em linha reta, colateral ou por afinidade até o segundo grau, inclusive nos casos em que fizerem parte do quadro societário da empresa a ser contratada.
§ 1ºA vedação prevista no inciso III do caput aplica-se a todos os dirigentes da entidade.
§ 2ºExcepciona-se da vedação prevista no inciso III deste artigo a contratação de serviços técnicos de notória especialização, enumerados no art. 13 da Lei federal nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e a contratação de profissional de qualquer setor artístico, desde que reconhecido pela crítica especializada ou pela opinião pública.
§ 3ºConsidera-se de notória especialização o profissional cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho seja essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato.
Art. 65.
É vedada a autorremuneração do proponente, exceto:
Inos casos previstos em editais;
IInos casos de prestação de serviços relativos à gestão de projeto pelo proponente pessoa física no percentual de até 5% (cinco por cento) do valor a ser repassado pelo contratante, limitado ao teto de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais); e
IIInos casos de serviços técnicos de notória especialização, enumerados no art. 13 da Lei federal nº 8.666, de 1993, e para a contratação de profissional de qualquer setor artístico, desde que reconhecido pela crítica especializada ou pela opinião pública e limitado ao desempenho de duas funções.
§ 1ºEntende-se como autorremuneração qualquer forma de obtenção de vantagem advinda da aplicação dos recursos, principalmente nos casos de contratação do próprio proponente e dos dirigentes da entidade ou de empresa da qual façam parte do quadro societário.
§ 2ºConsidera-se gestão de projeto as ações relacionadas à elaboração do projeto, coordenação geral, produção executiva e prestação de contas.
Art. 66.
É vedado um mesmo projeto ser beneficiado por mais de um mecanismo de financiamento público, exceto quando ficar comprovado o incentivo complementar dos órgãos ou das entidades públicas para a execução do projeto.

CAPÍTULO XIV

DA ALTERAÇÃO DOS ATOS

Art. 67.
contrato poderá ser alterado durante seu período de vigência por meio de termo aditivo ou de apostilamento com as devidas justificativas.
Art. 68.
A proposta de aditivo deverá ser apresentada, no mínimo, 30 (trinta) dias antes de expirado o prazo de vigência do contrato, devendo ser analisada pelos setores técnico e jurídico e aprovada pelo ordenador do contratante.
Parágrafo únicoNo caso de aditivo de valor, deverão ser observados os limites previstos no art. 65, §§ 1º e 2º da Lei federal nº 8.666, de 1993, e seguir o trâmite de aprovação previsto nos arts. 41, 42 e 43 deste Decreto, conforme o caso.
Art. 69.
As alterações por meio de apostilamento não poderão modificar o valor e a vigência do contrato, podendo ser realizadas de ofício ou mediante solicitação do contratado.
§ 1ºPoderão ser realizadas por apostilamento as alterações relativas a:
Ifonte de recursos e natureza da despesa;
IIcronograma de desembolso;
IIIetapas e tarefas; e
IVbens e serviços, desde que não alterem a finalidade do contrato.
§ 2ºA proposta de apostilamento deverá ser apresentada pelo contratado, no mínimo, 30 (trinta) dias antes de expirado o prazo de vigência do contrato, devendo ser analisada pelo setor técnico e aprovada pelo ordenador do contratante.
§ 3ºAs alterações por meio de apostilamento ficam dispensadas da análise jurídica e da publicação.

CAPÍTULO XV

DA PUBLICIDADE

Art. 70.
A eficácia do contrato e de seus aditivos está condicionada à publicação do respectivo extrato no DOE, que deverá ser providenciada no prazo de até 20 (vinte) dias contados da data da sua assinatura.
§ 1ºA data de publicação determina o início da vigência do contrato e de seus aditivos.
§ 2ºA publicação dos termos aditivos deverá ocorrer dentro do período de vigência do contrato.
Art. 71.
Aos atos de celebração, alteração, liberação de recursos, acompanhamento da execução e prestação de contas dos contratos será dada publicidade no Portal SCtransferências.
Art. 72.
A SOL deverá divulgar previamente em seu sítio oficial na internet informações detalhadas por município sobre os eventos abertos ao público, incentivados com recursos dos Fundos, indicando o local, a data, os horários e os valores dos ingressos, quando houver.
§ 1ºQuando os projetos forem de âmbito regional, as SDRs deverão enviar as informações previstas no caput deste artigo à SOL, em até 2 (dois) dias úteis contados da data de publicação oficial do contrato de apoio financeiro.
§ 2ºA divulgação de que trata o caput deverá ocorrer em até 5 (cinco) dias úteis contados da data de publicação oficial do contrato de apoio financeiro.
Art. 73.
A SOL deverá disponibilizar ao público, em seu sítio oficial na internet, as obras de natureza intelectual ou artística em formato digital, nos casos previstos em instrução normativa da SOL.
Art. 74.
contratado deverá disponibilizar ao público o extrato do contrato contendo o objeto, a finalidade, os valores, as datas de liberação e o detalhamento da aplicação dos recursos.
§ 1ºNo caso de órgão ou entidade pública e entidade privada sem fins lucrativos, o extrato deverá ser exibido em sua sede, no local da execução do objeto, e em seu sítio oficial, na internet, se houver.
§ 2ºA obrigação de disponibilizar o extrato no sítio oficial na internet poderá ser atendida com a inserção de link que possibilite acesso direto ao Portal SCtransferências.
§ 3ºA exigência prevista no caput não se aplica ao proponente pessoa física.
Art. 75.
contratado deverá identificar os bens permanentes adquiridos e as obras executadas com recursos do contrato por meio de etiquetas, adesivos ou placas.
Parágrafo únicoNa identificação do bem permanente, deverá constar, no mínimo, o número do contrato e a menção à participação do Estado, por meio do respectivo Fundo da SOL.
Art. 76.
As entidades de classe representativas dos diversos segmentos catarinenses das áreas da Cultura, do Turismo e do Esporte terão acesso às informações referentes aos projetos de sua área beneficiados com recursos dos Fundos.

CAPÍTULO XVI

DA CONTRATAÇÃO COM TERCEIROS

Art. 77.
Se o contratado for ente da Federação, a execução do contrato se sujeitará às normas previstas na Lei federal nº 8.666, de 1993, e na Lei federal nº 10.520, de 17 de julho de 2002.
§ 1ºPara aquisição de bens e serviços comuns, será obrigatório o emprego da modalidade pregão, preferencialmente na forma eletrônica.
§ 2ºA inviabilidade da utilização do pregão na forma eletrônica deverá ser devidamente justificada pelo dirigente ou autoridade competente.
§ 3ºO procedimento licitatório deverá ser específico para o objeto contratado.
Art. 78.
Na aquisição de bens e na contratação de serviços com recursos do contrato, a entidade privada sem fins lucrativos deverá observar os princípios da impessoalidade, da moralidade e da economicidade.
Parágrafo únicoPara a aquisição de bens e contratação de serviços, poderá ser instituído sistema de cotação prévia de preços ou adotado o Sistema de Registro de Preços (SRP) do Estado.
Art. 79.
É vedado ao contratado adquirir bens ou serviços de fornecedores que não atendam o que preveem os incisos I a III do art. 51 deste Decreto.
Parágrafo únicoA vedação prevista no caput aplica-se somente a valores acima de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) por fornecedor, sendo vedado o fracionamento de despesas.

CAPÍTULO XVII

DA TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS

Art. 80.
A transferência dos recursos obedecerá ao cronograma de desembolso previsto no plano de trabalho.
§ 1ºQuando a liberação dos recursos ocorrer em 3 (três) ou mais parcelas, a terceira ficará condicionada à aprovação da prestação de contas referente à primeira parcela liberada, e assim sucessivamente.
§ 2ºÉ vedada a realização de transferências financeiras em data posterior à vigência do contrato.
§ 3ºNas hipóteses de rescisão ou extinção do contrato, é vedada a liberação de recursos.
Art. 81.
s recursos serão depositados em conta bancária única e específica do contrato, aberta automaticamente pelo contratante na instituição financeira responsável pela centralização e processamento da movimentação financeira do Estado.
Parágrafo únicoCompete ao contratado atender às normas estabelecidas pela instituição financeira para ativação da conta corrente.
Art. 82.
A liberação das parcelas do contrato será suspensa no caso de descumprimento pelo contratado de qualquer cláusula do acordo, especialmente quando verificado:
Iirregularidade na aplicação dos recursos;
IIatrasos não justificados no cumprimento das etapas programadas;
IIIdesvio de finalidade no objeto do contrato;
IVnão cumprimento dos prazos de prestação de contas;
Vausência de informação dos pagamentos relativos à execução do contrato, conforme determina o art. 86; ou
VIqualquer circunstância que enseje a instauração de tomada de contas especial, na forma da legislação vigente.
Art. 83.
Quando o objeto do contrato for evento com data pré-definida e o cronograma de desembolso não puder ser cumprido pelo contratante até a data do evento, somente será possível repassar os valores previstos no contrato se:
Io contrato ainda estiver vigente; e
IIo contratado comprovar a ocorrência do evento e os valores a serem pagos aos fornecedores, demonstrando a relação entre as despesas realizadas e a execução do objeto.
§ 1ºO contratado deverá apresentar os documentos relacionados no art. 97 deste Decreto, à exceção dos previstos nos seus incisos II, IV e XIV para análise do setor de prestação de contas do contratante, que deverá emitir parecer manifestando-se pela possibilidade ou não de os recursos serem transferidos.
§ 2ºOs valores a serem pagos aos fornecedores, previstos no inciso II deste artigo, deverão estar suportados por documentos fiscais emitidos no período de ocorrência do fato gerador da despesa.

CAPÍTULO XVIII

DA MOVIMENTAÇÃO DOS RECURSOS

Art. 84.
s recursos serão depositados em conta bancária única e específica do contrato.
Parágrafo únicoCompete ao contratado atender às normas estabelecidas pela instituição financeira para ativação da conta corrente.
Art. 85.
s pagamentos deverão ser realizados por meio de transferência eletrônica.
Art. 86.
Após a realização de cada pagamento, o contratado deverá incluir no SIGEF, no mínimo, as seguintes informações:
Idescrição da despesa detalhando os bens adquiridos, os serviços prestados e as obras executadas;
IInome, CNPJ ou CPF do fornecedor ou prestador do serviço;
IIInúmero da operação bancária;
IVnúmero da licitação, se houver;
Vdados do contrato a que se refere o pagamento, se houver; e
VIdados das notas fiscais ou outros comprovantes de despesa.
Art. 87.
s recursos, enquanto não empregados na sua finalidade, serão obrigatoriamente aplicados em Fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto, lastreados em títulos da dívida pública federal.
Parágrafo únicoOs rendimentos da aplicação financeira não serão considerados como contrapartida e deverão ser devolvidos ou aplicados no objeto do contrato, estando sujeitos às mesmas condições de prestação de contas exigidas para os recursos transferidos.

CAPÍTULO XIX

DA CONTRAPARTIDA

Art. 88.
A modalidade e os percentuais de contrapartida deverão ser definidos pela contratante no momento de inclusão das informações previstas no art. 3º deste Decreto, devendo-se observar:
Ino caso de município, o disposto no art. 38 do Decreto nº 127, de 30 de março de 2011; e
IIno caso de entidade privada sem fins lucrativos e pessoa física, a exigência de pelo menos uma das modalidades previstas no art. 89.
Art. 89.
A contrapartida poderá ser prestada por meio de recursos financeiros e de bens e serviços economicamente mensuráveis, observadas as seguintes condições:
Iquando financeira, a contrapartida deverá ser depositada na conta bancária única específica do contrato, em conformidade com os prazos estabelecidos no cronograma de desembolso; e
IIquando prestada por meio de bens e serviços, deverá indicar a forma de aferição do valor correspondente, comprovado por meio de orçamentos ou composição de custos.
§ 1ºO proponente deverá comprovar que os recursos ou bens referentes à contrapartida proposta estão devidamente assegurados.
§ 2ºA contrapartida deverá ser calculada sobre o valor total do contrato.
§ 3ºApós a celebração do contrato, não poderá ser alterada a modalidade da contrapartida.
Art. 90.
A contrapartida financeira deverá ser aportada proporcionalmente às parcelas a serem repassadas pelo contratante.
Parágrafo únicoEm caso de atraso no repasse dos recursos pelo contratante, o contratado poderá aportar antecipadamente o valor da contrapartida para a execução do objeto.
Art. 91.
A aplicação da contrapartida, quando houver, deverá ser comprovada no mesmo processo de prestação de contas dos recursos transferidos pelo Estado e se subordinará às normas deste Decreto.

CAPÍTULO XX

DO ACOMPANHAMENTO E DA FISCALIZAÇÃO

Art. 92.
A função gerencial fiscalizadora será exercida pelo contratante, de forma a verificar a regularidade dos atos praticados e a execução do objeto conforme o plano de trabalho, ficando assegurado o poder discricionário de reorientar ações e de acatar ou não justificativas com relação às disfunções eventualmente havidas na execução.
§ 1ºO contratante deverá realizar fiscalização in loco para verificar a execução do objeto do contrato.
§ 2ºQuando o valor do repasse dos projetos de abrangência internacional, nacional e estadual e os projetos prioritários e especiais forem igual ou inferior ao previsto no art. 23, inciso I, alínea “a”, da Lei federal nº 8.666, de 1993, a fiscalização in loco poderá ser dispensada a critério do concedente.
§ 3ºQuando o valor do repasse de projetos de abrangência regional for igual ou inferior ao previsto no art. 23, inciso II, alínea “a”, da Lei federal nº 8.666, de 1993, a fiscalização in loco poderá ser dispensada a critério do concedente.
§ 4ºNo prazo de 5 (cinco) dias contados da assinatura do instrumento, o contratante deverá designar, por portaria, profissional habilitado para acompanhamento do objeto quando se tratar de obras.
Art. 93.
As SDRs deverão participar do acompanhamento e da fiscalização da execução dos projetos como intervenientes do contrato, quando requisitados pela SOL.
Parágrafo únicoNo caso de o interveniente constatar qualquer irregularidade, deverá comunicar ao contratante o fato ocorrido para providências legais.
Art. 94.
No acompanhamento e na fiscalização do objeto, o contratante deverá verificar, no mínimo:
Ia regularidade da aplicação dos recursos;
IIa compatibilidade entre a execução do objeto e os pagamentos efetuados pelo contratado; e
IIIo cumprimento das etapas e tarefas previstas no plano de trabalho.
Parágrafo únicoO contratante deverá registrar no SIGEF o acompanhamento da execução do objeto do contrato.
Art. 95.
No caso de obras, a cada medição, o contratante deverá emitir Laudo Técnico de Supervisão assinado por profissional habilitado, com registro no órgão fiscalizador da profissão.
§ 1ºO contratante deverá incluir no SIGEF fotos da obra após a emissão do Laudo Técnico de Supervisão.
§ 2ºNo caso de ausência de profissional habilitado, o contratante poderá solicitar ao Departamento Estadual de Infraestrutura (DEINFRA) profissional para realizar a supervisão.
Art. 96.
contratante comunicará ao contratado eventuais irregularidades de ordem técnica ou legal e suspenderá a transferência de recursos até a regularização.

CAPÍTULO XXI

DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

Art. 97.
A prestação de contas parcial consistirá na inclusão das informações previstas no art. 86 e na apresentação dos seguintes documentos:
Icomprovantes das despesas realizadas;
IIextrato da conta corrente e da aplicação financeira, com a movimentação completa do período;
IIIcontratos, se houver;
IVcópia das transferências eletrônicas realizadas;
Vdemonstrativo detalhado das horas técnicas efetivamente realizadas nos serviços de assessoria e assistência, de consultoria, de capacitação e promoção de seminários e congêneres, indicando o profissional, sua qualificação, a data, o número de horas trabalhadas e o valor;
VIART ou RRT de execução e fiscalização e laudo técnico de cada medição, assinado pelo engenheiro responsável, em caso de obras;
VIIcópia da proposta de preço vencedora, das atas da comissão de licitação, dos termos de adjudicação e de homologação das licitações realizadas e das justificativas para sua dispensa ou inexigibilidade, em caso de ente da Federação;
VIIIcópia das notas de empenho, em caso de ente da Federação;
IXcomprovação de material da realização parcial do projeto, por meio de fôlder, cartaz do evento, exemplar de publicação impressa, CD, DVD, fotografia de eventos e restaurações, entre outros;
Xfotografias dos bens permanentes adquiridos e das obras executadas, se for o caso;
XIrelação em que conste nome e CPF dos participantes, suas assinaturas, nome do palestrante, tema abordado, carga horária, local e data, em caso de despesas relacionadas a eventos com palestras ou similares;
XIIrelatório de abastecimento de combustível contendo, no mínimo, informações em ordem cronológica extraídas do documento fiscal sobre identificação da placa do veículo, numeração do hodômetro, data, quantidade e valores unitários e totais de cada abastecimento;
XIIIrelação dos passageiros fornecida pela empresa contratada, no caso de locação de veículo para transporte de pessoas;
XIVcomprovante de pagamento dos encargos tributários incidentes sobre cada etapa executada das obras e dos serviços, quando houver;
XVcomprovante de qualificação profissional apresentado por pessoa física, no caso de prestação de serviços técnicos regulamentados por conselho de classe; e
XVIoutros documentos que o setor técnico entender necessários para comprovação da correta e regular aplicação dos recursos, bem como aqueles previstos no termo de contrato.
§ 1ºA nota fiscal, para fins de comprovação da despesa do contrato, deverá obedecer aos requisitos de validade e preenchimento exigidos pela legislação tributária e ser emitida dentro do período de vigência do contrato.
§ 2ºPara efeito do disposto no inciso I deste artigo, recibos não se constituem em documentos hábeis a comprovar despesas sujeitas à incidência de tributos municipais, estaduais e federais.
§ 3ºO documento comprobatório da despesa deverá conter a expressão “contrato”, seguido do número do instrumento e da declaração do responsável certificando que o material foi recebido ou o serviço prestado.
§ 4ºNos casos em que o contratado for entidade privada sem fins lucrativos ou pessoa física, a prestação de contas será feita com os documentos comprobatórios originais em primeira via.
§ 5ºOs casos de não comprovação de retenção e pagamento dos encargos tributários deverão ser comunicados pelo contratante aos órgãos competentes.
§ 6ºNo caso de apresentação de comprovantes emitidos em outro idioma, apresentar tradução assinada por profissional habilitado.
Art. 98.
A prestação de contas final consistirá na apresentação dos seguintes documentos e informações:
Irelatório de cumprimento do objeto e da finalidade do contrato;
IIrelação dos bens adquiridos, produzidos ou construídos, se houver, e indicação de sua localização;
IIIrelação dos serviços prestados, se houver;
IVrelação dos treinados ou capacitados, se houver;
Vrelação com nome, número do CPF, endereço e telefone dos beneficiados, em caso de doação;
VIcomprovante de devolução dos bens remanescentes, conforme previsto no termo de contrato;
VIIcomprovação material da realização final do projeto, por meio de fôlder, cartaz do evento, exemplar de publicação impresso, CD, DVD, fotografia de eventos e restaurações, entre outros;
VIIIcópia de obra de natureza intelectual ou artística em formato digital nos casos previstos em instrução normativa da SOL;
IXdemonstrativo de resultados assinado por contabilista habilitado contendo todas as despesas e receitas envolvidas na execução do objeto, nos casos em que houver cobrança de ingresso ou recebimento de recursos de outros parceiros;
Xcópia do termo de recebimento provisório ou definitivo a que se refere o art. 73, inciso I, alíneas “a” e “b”, da Lei federal nº 8.666, de 1993, em caso de ente da Federação;
XIcópia do certificado de propriedade, no caso de aquisição ou conserto de veículo automotor;
XIIcertidões no Cadastro Específico do INSS (CEI) no caso de obras, na forma da legislação vigente;
XIIImanifestação do Conselho Fiscal da entidade privada sem fins lucrativos, quando houver, quanto à correta aplicação dos recursos no objeto do contrato e quanto ao atendimento da finalidade pactuada;
XIVmanifestação do controle interno do contratado quanto à regular aplicação dos recursos no objeto do contrato, em caso de ente da Federação;
XVresposta ao questionário elaborado pelo contratante sobre o cumprimento da finalidade do contrato, enviada por meio do Portal SCtransferências;
XVIcomprovante de recolhimento do saldo de recursos, quando houver; e
XVIIoutros documentos que o setor técnico entender necessários para comprovação da correta e regular aplicação dos recursos, bem como aqueles previstos no termo de contrato.
Art. 99.
As prestações de contas parciais, observado o art. 86, deverão ser apresentadas:
Iapós a execução das despesas relativas à parcela recebida, observado o prazo de vigência do contrato, no caso de órgãos e entidades públicas; e
IIno prazo de 60 (sessenta) dias, contados do recebimento de cada parcela, no caso de entidade privada sem fins lucrativos e pessoa física.
§ 1ºExcepcionalmente, e a juízo do concedente, o prazo fixado no inciso II do caput poderá ser prorrogado uma única vez, por período não superior a 60 (sessenta) dias.
§ 2ºNo caso de órgãos e entidades públicos, a prestação de contas da última parcela ou da parcela única poderá ser apresentada no prazo da prestação de contas final.
Art. 100.
A prestação de contas final deverá ser apresentada:
Ino prazo de 30 (trinta) dias após o final da vigência do contrato, no caso de órgãos e entidades públicas; e
IIno prazo de prestação de contas da última parcela, no caso de entidade privada sem fins lucrativos e pessoa física.
Art. 101.
Incumbe ao concedente analisar a aplicação dos recursos transferidos ao contratado, devendo considerar, dentre outros aspectos e conforme o caso:
Ia regular aplicação dos recursos nas finalidades pactuadas;
IIa observância, na aplicação dos recursos, dos princípios da legalidade, legitimidade, economicidade e impessoalidade e das normas regulamentares editadas pelo concedente;
IIIo cumprimento do plano de trabalho;
IVa regularidade dos documentos comprobatórios da despesa e da composição da prestação de contas;
Vexecução total ou parcial do objeto;
VIaplicação total ou parcial da contrapartida; e
VIIdevolução, ao concedente, de eventual saldo de recursos não aplicados no objeto do repasse, inclusive os decorrentes de receitas de aplicações financeiras.
§ 1ºO concedente deverá concluir pela regularidade, regularidade com ressalva ou irregularidade da prestação de contas, por meio de parecer técnico fundamentado.
§ 2ºO concedente terá o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para a análise das prestações de contas parciais e de 60 (sessenta) dias para análise da prestação de contas final, contados da data da sua apresentação.
Art. 102.
Na prestação de contas dos recursos repassados às entidades de que trata este Decreto, os técnicos responsáveis deverão analisar todas as possíveis situações de irregularidade ou ilegalidade a ser encaminhadas ao TCE, conforme disciplinado em ato do Chefe do Poder Executivo.
§ 1ºConstatada a ausência da prestação de contas, a autoridade administrativa deverá adotar providências administrativas visando regularizar a situação, observando-se os prazos previstos em regulamento.
§ 2ºA autoridade administrativa competente, sob pena de responsabilidade solidária, deverá instaurar Tomada de Contas Especial, na forma da legislação própria, no caso de pendência da hipótese de que trata o § 1º desde artigo.

CAPÍTULO XXII

DA DEVOLUÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS

Art. 103.
contratado deverá restituir, atualizado monetariamente desde a data do recebimento:
Io recurso transferido:
a)quando não executado o objeto do contrato;
b)quando não atingida a finalidade do contrato; e
c)quando não apresentada a prestação de contas;
IIo recurso transferido ou parte:
a)utilizado em desacordo com o previsto no contrato; e
b)quando a documentação apresentada não comprovar a sua regular aplicação.
Art. 104.
s saldos financeiros e os rendimentos de aplicações financeiras não utilizados no objeto deverão ser devolvidos ao contratante no prazo de apresentação da prestação de contas.
§ 1ºA devolução será realizada observando a proporcionalidade entre os recursos transferidos e a contrapartida financeira, independentemente da época em que foram aportados pelas partes.
§ 2ºExcetua-se do disposto no § 1º os recursos provenientes da cobrança de ingresso, que deverão ser recolhidos integralmente ao respectivo Fundo.
Art. 105.
As SDRs deverão restituir os saldos previstos no art. 104 ao respectivo Fundo, por meio de ordem bancária, em até 5 (cinco) dias contados da data do seu recebimento.
§ 1ºA devolução prevista no caput também se aplica aos casos em que o projeto tenha sido executado por meio de orçamento próprio.
§ 2ºA ordem bancária deverá conter, no mínimo, informações sobre o motivo da devolução, o número do contrato e do processo de prestação de contas, a identificação do contratado, o número da nota de liquidação, a data do repasse financeiro à conta bancária específica do projeto e outras informações consideradas relevantes para registro contábil.

CAPÍTULO XXIII

DA RESCISÃO

Art. 106.
Constitui motivo para a rescisão do instrumento legal, além dos casos previstos em legislação específica, o inadimplemento de quaisquer das cláusulas pactuadas, especialmente nos casos em que constatada:
Iutilização dos recursos em desacordo com o objeto do contrato e respectivo plano de trabalho;
IIfalta de apresentação da prestação de contas nos prazos estabelecidos;
IIIfraude, simulação ou conluio do proponente comprovado na prestação de contas; ou
IVverificação de qualquer outra circunstância que enseje a instauração de tomada de contas especial, na forma da legislação vigente.
Parágrafo únicoQuando da conclusão, denúncia, rescisão ou extinção do contrato, os saldos financeiros remanescentes, inclusive os provenientes das receitas obtidas das aplicações financeiras realizadas, serão devolvidos à entidade ou ao órgão repassador dos recursos, no prazo improrrogável de 30 (trinta) dias do evento.
Art. 107.
É facultado aos partícipes retirarem-se do contrato a qualquer tempo, o que implicará a sua extinção antecipada, não os eximindo das responsabilidades e obrigações originadas durante o período em que estiveram vigentes.

CAPÍTULO XXIV

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 108.
s valores e a forma de concessão das diárias vinculadas aos projetos deverão ser definidos em instrução normativa da SOL, observadas as normas previstas no Decreto nº 1.127, de 5 de março de 2008, e suas alterações.
Art. 109.
Fica vedada a utilização do benefício fiscal em relação a projetos de que sejam beneficiários o próprio contribuinte, o substituto tributário, seus sócios ou titulares.
Parágrafo únicoA vedação prevista neste artigo estende-se aos ascendentes, descendentes até segundo grau, cônjuges ou companheiros dos titulares e sócios.
Art. 110.
s partícipes deverão manter os processos em arquivo à disposição dos órgãos de controle interno e externo, pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados da data da decisão definitiva do TCE nos processos de prestação ou tomada de contas do ordenador de despesa do contratante.
Art. 111.
Para efeitos do disposto no inciso III do art. 51, os contratados deverão comprovar a regularidade perante os seguintes órgãos e entidades:
IFundo de Materiais, Publicações e Impressos Oficiais da SEA;
IICentrais Elétricas de Santa Catarina S/A (CELESC);
IIICompanhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN);
IVCompanhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (COHAB/SC);
VCompanhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC);
VICentro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S/A (CIASC);
VIIEmpresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S/A (EPAGRI);
VIIIFundação do Meio Ambiente (FATMA); e
IXDepartamento de Transportes e Terminais (DETER).
Art. 112.
A inobservância das disposições deste Decreto pelo contratante constitui omissão de dever funcional e sujeitará o infrator às punições previstas em lei.
Art. 113.
Secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte e o Secretário de Estado da Fazenda, no âmbito das suas respectivas competências, ficam autorizados a baixar normas administrativas para o fiel cumprimento do disposto neste Decreto.
Art. 114.
s contratos celebrados anteriormente à vigência deste Decreto deverão observar as normas vigentes à época da sua celebração.
Art. 115.
Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 13 de dezembro de 2012

JOÃO RAIMUNDO COLOMBO

Derly Massaud de Anunciação

Nelson Antônio Serpa

Celso Antonio Calcagnotto

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