Bahia
Lei Estadual da Bahia nº 11482, de 10 de julho de 2009
Nº 11482/2009
Nesta página
Art. 1. CAPÍTULO I – DAS METAS FISCAIS E PRIORIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL CAPÍTULO II – DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS CAPÍTULO III – DAS DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO CAPÍTULO IV – DAS AS DISPOSIÇÕES REFERENTES ÀS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS AOS MUNICÍPIOS E À DESTINAÇÃO DE RECURSOS AO SETOR PRIVADO CAPÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS À POLÍTICA E À DESPESA DE PESSOAL DO ESTADO CAPÍTULO VI – DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL E MEDIDAS PARA INCREMENTO DA RECEITA CAPÍTULO VII – DA POLÍTICA DE APLICAÇÃO DE RECURSOS DA AGÊNCIA FINANCEIRA ESTADUAL DE FOMENTO CAPÍTULO VIII – DAS DISPOSIÇÕES FINAISVer também:
Lei nº 11.630,de 30 de dezembro de 2009 - Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado para o exercício financeiro de 2010.
Anexos disponíveis no download.
Dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício de 2010 e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA,
faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
CAPÍTULO I
DAS METAS FISCAIS E PRIORIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL
CAPÍTULO II
DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DOS ORÇAMENTOS
CAPÍTULO III
DAS DIRETRIZES PARA A ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO
SEÇÃO I
Da Elaboração dos Orçamentos
SEÇÃO II
Da Execução dos Orçamentos
SEÇÃO III
Da Alteração dos Orçamentos
SEÇÃO IV
Da Programação da Execução Orçamentária e Financeira e sua Limitação
CAPÍTULO IV
DAS AS DISPOSIÇÕES REFERENTES ÀS TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS AOS MUNICÍPIOS E À DESTINAÇÃO DE RECURSOS AO SETOR PRIVADO
SEÇÃO I
Das Transferências Voluntárias aos Municípios
SEÇÃO II
Da Destinação de Recursos ao Setor Privado
SEÇÃO III
Dos Empréstimos, Financiamentos e Refinanciamentos
SEÇÃO IV
Da Destinação de Recursos a Pessoas Físicas
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES RELATIVAS À POLÍTICA E À DESPESA DE PESSOAL DO ESTADO
CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES SOBRE ALTERAÇÕES NA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL E MEDIDAS PARA INCREMENTO DA RECEITA
CAPÍTULO VII
DA POLÍTICA DE APLICAÇÃO DE RECURSOS DA AGÊNCIA FINANCEIRA ESTADUAL DE FOMENTO
CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA, em 10 de julho de 2009.
JAQUES WAGNER
Governador
Eva Maria Cella Dal Chiavon
Secretária da Casa Civil
Manoel Vitório da Silva Filho
Secretário da Administração
Roberto de Oliveira Muniz
Secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária
Carlos Martins Marques de Santana
Secretário da Fazenda
Walter Pinheiro
Secretário do Planejamento
Adeum Hilário Sauer
Secretário da Educação
Antonio Carlos Batista Neves
Secretário de Infra-Estrutura
Nelson Pellegrino
Secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos
Jorge José Santos Pereira Solla
Secretário da Saúde
Rafael Amoedo Amoedo
Secretário da Indústria, Comércio e Mineração
Nilton Vasconcelos Júnior
Secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte
Antonio César Fernandes Nunes
Secretário da Segurança Pública
Márcio Meirelles
Secretário de Cultura
Juliano Sousa Matos
Secretário do Meio Ambiente
Afonso Bandeira Florence
Secretário de Desenvolvimento Urbano
Ildes Ferreira de Oliveira
Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
Edmon Lopes Lucas
Secretário de Desenvolvimento e Integração Regional
Domingos Leonelli Neto
Secretário de Turismo
Luíza Helena de Bairros
Secretária de Promoção da Igualdade
Rui Costa dos Santos
Secretário de Relações Institucionais
Valmir Carlos da Assunção
Secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza
ANEXO I
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
PRIORIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL
DIRETRIZ
Programa
Prioridade
ARTICULAR A BASE CIENTÍFICA COM TECNOLOGIA APLICADA AO DESENVOLVIMENTO
TecnoVia: Parque Tecnológico de Salvador
Construção da Infraestrutura de Acesso no Parque Tecnológico de Salvador
Construção do Prédio Central do Parque Tecnológico - Tecnocentro
Construção do Virtuarium no Parque Tecnológico
ARTICULAR A BASE CIENTÍFICA COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ? TIC
Inclusão Sócio Digital
Implantação de Centros Digitais de Cidadania ? CDCs
DESENVOLVER A INFRAESTRUTURA SOCIAL (HABITAÇÃO, SANEAMENTO E ENERGIA)
Água para Todos ? PAT
Construção de Sistema de Abastecimento de Água Integrado e Infraestrutura Complementar na Bacia de Tucano ? PAC
Construção de Sistema Simplificado de Abastecimento de Água
Construção de Sistema de Abastecimento de Água Convencional
Perfuração de Poços
Construção de Sistema de Abastecimento de Água Integrado
Implantação de Sistema de Abastecimento de Água em Áreas Urbanas
Ampliação de Sistema de Abastecimento de Água em Áreas Urbanas - PAC
Construção de Cisternas para Armazenamento de Àgua
Dias Melhores: Urbanização Integrada de Assentamentos Precários
Qualificação Urbana e Ambiental de Assentamentos Precários
Dias Melhores: Provisão de Habitação
Construção de Unidades Habitacionais
Produção de Unidades Habitacionais em Zonas Urbanas e Rurais
Dias Melhores: Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais
Recuperação do Patrimônio Histórico
Preservação do Centro Histórico de Salvador
Elaboração de Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador
Esgotamento Sanitário, Drenagem e Manejo de Águas Pluviais
Ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário na Zona Urbana
Implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário na Zona Urbana e Rural
Mobilidade Urbana e Interurbana
Implantação da Via Expressa
Apoio à Implantação de Projetos de Equipamento e Infraestrutura para Melhoria da Mobilidade
Implantação de Obras de Infraestrutura no Sistema Viário
Universalização do Serviço de Energia Elétrica
Implantação de Rede de Distribuição de Energia Elétrica na Área Rural - Luz para Todos
DINAMIZAR A AGRICULTURA FAMILIAR E DESENVOLVER O AGRONEGÓCIO ARTICULADO COM A REDE DE PRODUÇÃO ESTADUAL
Biossustentável: Produção e Uso de Biocombustíveis da Bahia
Assistência Técnica a Agricultores Familiares na Produção de Oleaginosas
Desenvolvimento da Irrigação
Reabilitação de Áreas de Projetos de Irrigação
Monitoramento de Áreas de Projetos de Irrigação
Implantação de Áreas de Projetos de Irrigação
Assistência Técnica e Extensão Rural em Áreas Irrigadas para Agricultores Familiares
Produzir: Programa de Combate à Pobreza Rural
Assistência Técnica às Associações Comunitárias ? Produzir
Implantação de Projeto Comunitário para Geração de Ocupação, Renda e Infraestrutura ? Produzir
Qualificar: Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária para a Agricultura Familiar
Assistência Técnica e Extensão Rural aos Agricultores Familiares
Apoio à Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar
Assistência Técnica e Extensão Rural aos Beneficiários de Crédito do Pronaf em Atividades Agrícolas e não Agrícolas no Meio Rural
Apoio às Atividades Não-agrícolas no Meio Rural
Reforma Agrária
Vistoria de Imóvel Rural para Reforma Agrária
Acompanhamento de Ações Integradas de Assistência Técnica e Extensão Rural para Agricultores Familiares Legalmente Assentados em Áreas de Reforma Agrária
Sertão Produtivo: Dinamização das Cadeias Produtivas do Semi-árido
Fomento a Projetos de Agregação de Valor aos Empreendimentos da Agricultura Familiar
Estruturação de Arranjos Institucionais de Desenvolvimento das Principais Cadeias Produtivas dos Agricultores Familiares no Semi-árido
Adesão de Agricultores Familiares ao Fundo Garantia Safra do Governo Federal
Terra da Gente: Fortalecimento das Cadeias Produtivas Agropecuárias
Apoio a Empreendimentos de Agroindustrialização e Comercialização em Rede
Produção de Sementes Básicas em Campos Experimentais e de Difusão Tecnológica
Distribuição de Mudas para Agricultores Familiares
Revitalização da Lavoura Cacaueira
Apoio a Projetos Agropecuários
Fortalecimento da Floricultura Tropical e Subtropical
Diversificação de Culturas na Região Cacaueira
Distribuição de Sementes para Agricultores Familiares
Desenvolvimento da Fruticultura Tropical
Gente de Valor: Desenvolvimento de Comunidades Rurais nas Áreas mais Carentes do Estado da Bahia - Prodecar
Assistência Técnica a Produtor Rural do Semi-árido Baiano ? Prodecar/Gente de Valor
Implantação de Projetos Comunitários no Semi-árido Baiano ? Prodecar/Gente de Valor
Implementação de Projetos de Apoio à Produção e Infraestrutura Social
Desenvolvimento Sustentável do Semi-árido
Bahia Protegida: Fiscalização do Trânsito de Animais e Vegetais
Vigilância Ativa no Trânsito de Produtos Agropecuários
Bahia que Produz: Sanidade Animal e Vegetal
Fiscalização Intensificada a Produtores Rurais, Distribuidores, Revendedores e Prestadores de Serviços Fitossanitários
Realização de Vacinação Animal ? Febre Aftosa
Vigilância Ativa das Pragas e Doenças dos Vegetais e animais
DINAMIZAR E ADENSAR CADEIAS PRODUTIVAS (INDÚSTRIA, COMÉRCIO, SERVIÇOS E MINERAÇÃO), ARTICULANDO REDES DE DIFERENTES PORTES E EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS, COM MELHOR DISTRIBUIÇÃO TERRITORIAL
Mineração, Desenvolvimento Sustentável e Preservação Ambiental
Execução de Obras de Infraestrutura Viária em Áreas de Mineração
Desenvolvimento Industrial com Adensamento das Cadeias Produtivas e Integração das Pequenas e Médias Empresas
Realização de Infraestrutura para Implantação de Empresas Industriais SUDIC
Gerenciamento de Ações para Implantação do Pólo da Indústria Naval
Elaboração de Estudos e Projetos para Implantação do Pólo da Indústria Naval
DINAMIZAR O TURISMO E SERVIÇOS SUPERIORES GERADORES DE EMPREGO E RENDA
Prodetur: Fortalecimento das Zonas Turísticas
Recuperação de Patrimônio Histórico e Cultural em Áreas Turísticas ? Prodetur
Impactur: Infraestrutura Para Aceleração do Crescimento e da Estabilização do Fluxo Turístico.
Execução de Obras de Urbanização e Requalificação Urbana de Áreas Turísticas - Impactur
Requalificação de Equipamentos de Apoio ao Desenvolvimento do Turismo
Apoio à Implantação da Rodovia BA-654 - Itacaré-Taboquinha
Centro de Qualificação Profissional do Litoral Norte
FORTALECER AS IDENTIDADES CULTURAIS NOS TERRITÓRIOS, ACOLHENDO AS DIVERSIDADES E ASSEGURANDO O ACESSO À PRODUÇÃO E AO CONSUMO DE BENS CULTURAIS
História, Memória e Patrimônio
Recuperação Sócio-ambiental do Centro Histórico de Salvador
Preservação de Sítios Históricos
Realização de Eventos para Divulgação e Difusão do Patrimônio Material, Imaterial e Museus
Desenvolvimento Territorial da Cultura
Implantação do Plano de Desenvolvimento Territorial da Cultura
Procultura: Promoção da Cultura
Implantação de Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia
Apoio a Atividades Artísticos-culturais
GARANTIR A SEGURANÇA E A INTEGRIDADE AO CIDADÃO, CENTRANDO AÇÕES NA INFORMAÇÃO, NA INTELIGÊNCIA, NA PREVENÇÃO E NO RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS
Expansão e Modernização do Sistema de Segurança Pública
Instalação de Equipamento de Telecomunicação para o Sistema de Segurança Pública
Ampliação e Renovação da Frota de Veículos para o Sistema de Segurança Pública
Expansão da Rede Física do Sistema de Segurança Pública
Melhoria da Rede Física do Sistema de Segurança Pública
Implantação Integral do Sistema Integrado de Gestão Informatizada Policial no Sistema de Segurança Pública
Realização de Concurso Público para Aumento de Efetivo da Polícia Militar, Polícia Civil e DPT
Infraestrutura para o Sistema Penitenciário
Recuperação de Unidades Prisionais
Construção de Unidades Prisionais
Aquisição de Veículo para o Sistema Penitenciário
Polícia Integrada, Sociedade Protegida
Implantação e Promoção da Polícia Comunitária
Desenvolvimento de Atividade Continuada de Policiamento Preventivo
Desenvolvimento de Atividade Continuada de Inteligência Policial
GARANTIR AO CIDADÃO ACESSO INTEGRAL, HUMANIZADO E DE QUALIDADE ÀS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE, ARTICULADOS TERRITORIALMENTE DE FORMA PARTICIPATIVA E INTERSETORIAL
Assistência Farmacêutica
Desenvolvimento do Serviço Medicamento em Casa
Expansão e Melhoria da Infraestrutura de Saúde
Apoio à Construção de Unidades de Saúde da Família
Construção de Hospital no Subúrbio Ferroviário de Salvador
Construção do Hospital da Criança
Expansão e Qualificação da Atenção Básica com Inclusão Social
Incentivo Financeiro Estadual para Estratégia Saúde da Família
Cooperação, Acompanhamento e Avaliação da Atenção Básica em Saúde nos Municípios
Integração e Operação das Práticas de Vigilância da Saúde
Diagnóstico Laboratorial de Interesse para Saúde Pública
Reorganização da Atenção Especializada
Implantação de Internação Domiciliar nos Municípios
Reorganização da Atenção às Urgências
Ampliação da Assistência Pré-Hospitalar Móvel do SAMU 192
GARANTIR EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE, COMPROMETIDA COM AS DEMANDAS DE APRENDIZAGEM DO CIDADÃO
Todos pela Alfabetização ? TOPA
Desenvolvimento da Educação de Jovens e Adultos
Formação de Alfabetizadores do TOPA
Formação de Coordenadores do TOPA
Suprimento de Material Didático Pedagógico - TOPA
Atendimento a Alfabetizando na Merenda Escolar - TOPA
Atendimento a Alfabetizando no Transporte Escolar ? TOPA
Qualidade na Educação Básica: Inovação Curricular
Implementação da Educação em Tempo Integral.
Implementação de Politíca de Enfrentamento da Distorção Idade/Série na Educação Básica
Implementação do Plano de Desenvolvimento e Universalização do Ensino Médio com Qualidade
Implementação de Sistemática para Identificação e Disseminação das Inovações Curriculares e de Práticas Pedagógicas Exitosas
Expansão da Educação Profissional e Tecnológica
Aparelhamento de Unidade de Educação Profissional
Melhoria da Rede Física de Educação Profissional
Implementação e Desenvolvimento da Educação Profissional e Tecnológica
Educação Profissional - Formação Inicial e Continuada para Populações Vulneráveis
Construção de Centro de Educação Profissional
Melhoria da Infraestrutura Estadual da Educação Básica
Expansão da Rede Física do Ensino
Melhoria da Rede Física do Ensino
Aparelhamento e Reaparelhamento da Rede Física de Ensino
Aquisição de Imóvel para a Rede Estadual de Ensino
PRESERVAR E RECUPERAR O MEIO AMBIENTE E SUA SUSTENTABILIDADE
Recuperação Ambiental da Baia de Todos os Santos - BTS
Estudo de Viabilidade para o Plano de Desenvolvimento da Ilha de Itaparica e Entorno
Planejamento, Gestão e Política Ambiental
Elaboração do Zoneamento Ecológico e Econômico do Estado
Valorização dos Ativos Ambientais, Promoção do Conhecimento e Inovação
Licenciamento Ambiental de Atividades e Empreendimentos Impactantes
PROMOVER O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
Assistência Social: Construindo o Desenvolvimento
Recuperação de Unidades de Assistência Social
Implantação de Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS
Co-financiamento a Municípios para Implementação dos Serviços e Benefícios Socioassistenciais
Atendimento a Criança e Adolescentes na Jornada Ampliada
Apoio a Município na Execução dos Serviços Socioeducativos do Peti
Atendimento e Ressocialização de Criança e Adolescente
Desenvolvimento de Educação para Jovens em Cumprimento de Medidas Socioeducativas
Reforma das Unidades Escolares Socioeducativas
Realização de Oficinas de Iniciação Profissional
Bahia Solidária: Mais Trabalho e Renda
Apoio à Concessão de Crédito Produtivo e Orientado - Credibahia
Implantação de Centro Público de Economia Solidária
Desenvolvimento Social Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais da Bahia
Apoio a Implantação de Infraestrutura Social e Produtiva em Comunidades e Povos Tradicionais
Implantação de Núcleos Produtivos em Comunidades Tradicionais
Desenvolvimento Social Sustentável em Comunidades Remanescentes de Quilombos
Apoio à Regularização Fundiária em Comunidades Quilombolas
Esporte de Alto Rendimento
Estudo de Viabilidade Técnica para Construção de Arena Multiuso ? Fonte Nova
Gerenciamento de Ações para Implantação de Arena Multiuso ? Fonte Nova
Esporte e Lazer: Ação Participativa e Integrada
Construção de Equipamentos Esportivos e de Lazer
Segurança Alimentar e Nutricional
Incentivo a Produção e Consumo de Leite
Desenvolvimento do Programa de Aquisição de Alimentos - PAA Estadual
Apoio a Ações de Inclusão Produtiva e Geração de Renda das Famílias em Situação de Insegurança Alimentar
Trabalho Decente: Trabalhador Cidadão
Qualificação e Requalificação Profissional do Trabalhador
Intermediação para o Trabalho Formal
Bahia Jovem: Oportunidades e Direitos
Inserção de Jovens Rurais nas Cadeias Produtivas do Setor Agropecuário do Estado/Trilha
Auxilio Financeiro a Jovens ? Trilha
Projeto de Inserção e Qualificação para Jovens/Trilha
Auxilio Financeiro a Estudantes Beneficiários do Programa Jovens Baianos
Incentivo ao Protagonismo e Empreendedorismo Juvenil
Co-financiamento do Serviço Socioeducativo Projovem Adolescente
Formação de Jovens Alfabetizadores - Parceiros do TOPA
Juventude Cidadã
PROMOVER POLÍTICAS DE IGUALDADE E DE DIREITOS HUMANOS, COM FOCO EM ETINIA E GÊNERO
Gestão da Política de Cidadania e Direitos Humanos
Desenvolvimento do Plano Estadual de Direitos Humanos
Fortalecimento de Ações Públicas para a Incorporação e Promoção da Igualdade Racial e de Gênero
Implementação do Projeto de Combate ao Racismo, Machismo e ao Sexismo Institucional-PCRSI
Instituição de Fórum Estadual de Promoção de Igualdade Racial e de Gênero
RECUPERAR E AMPLIAR A INFRAESTRUTURA ECONÔMICA E A LOGÍSTICA
Conquistando Horizontes: Infraestrutura de Transportes Rodoviários
Implantação de Rodovia na BA. 414, Ipirá ? Pintadas
Pavimentação de Rodovia na BA. 233, BR. 101- Acajutiba
Restauração de Rodovia na BA. 233, Ipirá - Itaberaba
Restauração de Rodovia na BA. 493, BR. 116 - Santa Terezinha - Castro Alves
Restauração de Rodovia na BR. 030, Sussuarana - Brumado
Restauração de Rodovia na BR. 330, Jequié - Entr. Pé de Serra
Restauração de Rodovia na BA. 148, Ibititá ? Ibipeba - Barra do Mendes
Restauração de Rodovia na BA. 084, Biritinga - Nova Soure
Restauração de Rodovia na BA. 130 - BR. 242 ? Boa Vista do Tupim
Restauração de Rodovia na BA. 084 - BR. 235 - Coronel João Sá
Restauração de Rodovia na BA. 233 - BR. 324 - Pé de Serra
Restauração de Rodovia na BR. 349 - BR 324 - Capela do Alto Alegre
Restauração de Rodovia na BA. 504, Ouriçangas - Irará
Restauração de Rodovia na BA. 383 - BA. 120 - Nordestina
Restauração de Rodovia na BA. 504, Alagoinhas - Aramari
Restauração de Rodovia na BA. 233 - BR. 101, Esplanada - Altamira
Restauração de Rodovia na BA. 411, Serrinha - Barrocas
Restauração de Rodovia na BA. 026 - BR. 116 - Brejões
Restauração de Rodovia na BA. 131 - BA. 245 - Iramaia
Restauração de Rodovia na BA. 411, Conceição do Coité - Salgadalia
Restauração de Rodovia na Ba. 270, Pontiraguá ? Rio Pardo
Restauração de Rodovia na BA. 393, Heliópolis - Divisa BA/SE
Restauração de Rodovia na BA. 131, Piritiba - Porto Feliz
Restauração de Rodovia na BA. 152, Ibitiara - Novo Horizonte
Restauração de Rodovia na BA. 120, Santa Inês - Cravolândia
Restauração de Rodovia na BA. 516 - BR. 101, Teodoro Sampaio - Picado
Restauração de Rodovia BA. 386 - BR. 235 - Pedro Alexandre
Restauração de Rodovia, BA. 987 - BA. 001 - Trancoso
Restauração de Rodovia na BA. 131 - Miguel Calmon - Entroncamento Piritiba
Restauração de Rodovia na BA. 131 - Miguel Calmon - Jacobina
Restauração de Rodovia na BA. 504 - Itanagra - Linha Verde
Restauração de Rodovia na BR. 421 - Mundo Novo - Piritiba
Restauração de Rodovia na BA. 417 - Várzea do Poço - Serrolândia
Implantação de Rodovia na BA.001, Canavieiras - Belmonte
Restauração de Rodovia na BA.210, Sento Sé - Sobradinho
Recuperação da Rodovia BR. 235, Remanso - Casa Nova
Implantação de Rodovia, BA. 654, Itacaré - Taboquinha
Implantação da BA. S/C BR 101 (Km 500) Porto Sul (Ilhéus)
Duplicação da BA. 262, trecho BR. 101 - Uruçuca ? Ilhéus
Implantação da BA. S/C, trecho anel de contorno de Ilhéus
Recuperação do Sistema Viário 093
Estudo de Viabilidade para Concessão do Sistema BA 093
Licenciamento Ambiental para Serviços e Obras de Infraestrutura de Transportes
Conservação da Rede Rodoviária
Construção de Pontes
Implantação de Acessos a Sedes Municipais
Recuperação de Pontes
Conquistando Horizontes: Restauração e Manutenção de Rodovias - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 160/161 - Xique - Xique/Barra - Estreito - BR. 342 ? Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BR. 407/BA. 262 - Brumado - Vitória da Conquista - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 263 - Vitória da Conquista - Itambé - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 172 - Entr. BR. 242 (Já Vi) - Sta. Maria da Vitória ? Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 052 - Xique - Xique - Entr. BA. 131 (Porto Feliz) ? Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 001/046, Bom Despacho - Nazaré - Sto. Antônio de Jesus ? Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 148, Brumado - Livramento de Nossa Senhora - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 152, Livramento de Nossa Senhora - BA. 156 - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 156/BA. 152 - (Rio do Pires - BR. 242) - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 148/BA. 052 (Irecê) - BA. 432 (Entr. Lapão) - Premar
Liberação de Faixa de Domínio para Servidão de Rodovias - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 432/BA. 148 (Entr. Ibititá - Segredo) - BR. 242 (Carne Assada) ? Premar
Elaboração de Estudos e Projetos de Infraestrutura de Transportes de Rodovias - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 210, Juazeiro - Paulo Afonso - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 131, Senhor do Bonfim - Lage do Batata - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 161, Barra - BR. 242 - Premar
Restauração e Manutenção Preventiva na BA. 144, Lage do Batata - Morro do Chapéu - Premar
Encurtando Distâncias: Logística de Transporte e Infraestrutura para a Intermodalidade
Gerenciamento de Ações para Implantação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste
Gerenciamento de Ações para Implantação do Complexo Porto Sul
Construção da Via da Variante Ferroviária Camaçari - Porto de Aratu - PAC
Ampliação de Terminal Aeroviário
Construção de Aeroporto em Vitória da Conquista
Estudo de Viabilidade e Projeto para Implantação de Infraestrutura ? Ponte Salvador Itaparica
ANEXO II - A1
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
ANEXO DE METAS FISCAIS
METAS ANUAIS 2010 a 2012
(Art. 4º, § 1º. da LC nº 101/2000)
R$ 1.000,00
Especificação
2010
2011
2012
Valor Corrente (A)
Valor Constante (*)
% PIB (A/PIB) x 100
Valor Corrente (B)
Valor Constante (*)
% PIB (B/PIB) x 100
Valor Corrente (C)
Valor Constante (*)
% PIB (C/PIB) x 100
Receita Total
22.974.178
21.934.483
15,73
23.175.566
21.173.931
14,64
24.332.365
21.273.511
14,23
Receitas Não-Financeiras ( I )
21.804.162
20.817.416
14,93
22.699.243
20.738.747
14,34
23.997.317
20.980.582
14,03
Despesa Total
22.974.178
21.934.483
15,73
23.175.566
21.173.931
14,64
24.332.365
21.273.511
14,23
Despesas Não-Financeiras ( II )
21.458.760
20.487.645
14,69
21.754.025
19.875.166
13,75
22.894.092
20.016.045
13,39
Resultado Primário ( I - II )
345.402
329.771
0,24
945.218
863.581
0,60
1.103.225
964.537
0,65
Resultado Nominal
666.993
635.854
0,46
(137.159)
(125.313)
(0,09)
(416.814)
(364.415)
(0,24)
Dívida Pública Consolidada
12.356.852
11.797.643
8,46
12.210.875
11.156.242
7,72
11.785.307
10.303.761
6,89
Dívida Consolidada Líquida
11.140.590
10.636.423
7,63
11.003.431
10.053.083
6,95
10.586.617
9.255.759
6,19
Fonte: SEPLAN
(*) Preços médios esperados 2009 com base na projeção do IGP-DI
ANEXO II - A2
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
ANEXO DE METAS FISCAIS
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 1º da LC nº 101/2000)
Evolução Projetada do Estoque da Dívida - 2009 a 2012
(a preços correntes)
R$ 1.000,00
Ano
Saldo Projetado
Ativo Financeiro Líquido
Dívida Consolidada Líquida
Dívida Interna
Dívida Externa
Total
2009
9.260.557
2.436.377
11.696.933
1.222.337
10.474.596
2010
9.078.670
3.278.182
12.356.852
1.216.262
11.140.590
2011
8.754.699
3.456.176
12.210.875
1.207.444
11.003.431
2012
8.294.204
3.491.104
11.785.307
1.198.690
10.586.617
Fonte: Sefaz / Saf / Depat / Gepub
Evolução Projetada do Estoque da Dívida - 2009 a 2012
(a preços médios esperados 2009) *
R$ 1.000,00
Ano
Saldo Projetado
Ativo Financeiro Líquido
Dívida Consolidada Líquida
Dívida Interna
Dívida Externa
Total
2009
9.260.557
2.436.377
11.696.933
1.222.337
10.474.596
2010
8.667.816
3.129.828
11.797.643
1.161.220
10.636.423
2011
7.998.570
3.157.672
11.156.242
1.103.159
10.053.083
2012
7.251.528
3.052.233
10.303.761
1.048.001
9.255.759
Fonte: Sefaz / Saf / Depat / Gepub
* Corrigida pelo IGP-DI
ANEXO II - B
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS METAS FISCAIS DO EXERCÍCIO ANTERIOR
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso I da LC nº 101/2000)
Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais de 2008
A Lei de Responsabilidade Fiscal ? LRF estabeleceu, em seu artigo 4º, § 2º, inciso I, que o Anexo de Metas Fiscais conterá, além do demonstrativo de metas anuais, a avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
As metas fiscais do Estado da Bahia para o exercício de 2008 foram originalmente estabelecidas através da Lei nº 10.648, de 26 de julho de 2007 (LDO), que dispôs sobre as diretrizes orçamentárias para aquele exercício. Mudanças no cenário macroeconômico levaram a Lei Orçamentária Anual ? Lei nº 10.956, de 28 de dezembro de 2007, a incorporar ajustes nas metas fiscais.
Os parâmetros fixados na Lei Orçamentária serão objeto dos comentários a seguir:
Resultado Fiscal
O resultado primário, no exercício de 2008, foi de R$ 1.437.346 mil, 7,07% superior à meta original fixada na LDO que foi de R$ 1.342.402 mil, e ficou 0,58% superior à previsão atualizada de R$ 1.429.115 mil. Este comportamento foi decorrente do desempenho das receitas correntes, que permitiu a cobertura integral das despesas correntes e, ainda, gerou um excedente para o financiamento de parte das despesas de capital. As receitas correntes alcançaram um total de R$ 19.317.523 mil contra uma despesa corrente de R$ 17.002.090 mil, resultando num superávit corrente de R$ 2.315.433 mil.
Metas Fiscais
Exercício de 2008
R$ 1.000,00
Descrição
Previsão Atualizada
Realizado
% de Realização
Receitas Fiscais
21.058.481
19.226.190
91,30
Despesas Fiscais
19.629.365
17.788.844
90,62
Resultado Primário
1.429.115
1.437.346
100,58
Resultado Nominal
(752.116)
(129.952)
17,28
Fonte: Sicof / Sefaz / Saf / Copaf
O Resultado Nominal mostra a variação da Dívida Fiscal Líquida entre dois períodos. Para o exercício de 2008, a meta do resultado nominal indicava que a Dívida Consolidada Líquida poderia diminuir em até R$ 752.116 mil. Entretanto, o resultado nominal realizado demonstra que houve uma redução do estoque desta dívida no montante de R$ 129.952 mil. O efeito da valorização do dólar impossibilitou uma redução mais significativa do saldo líquido da dívida.
Receita Total
A arrecadação total do Estado no exercício de 2008 atingiu o montante de R$ 19.650.607 mil que, comparado ao valor previsto de R$ 22.204.353 mil, correspondeu a 88,50% do estimado para o ano. A frustração da arrecadação foi da ordem de 11,50%, influenciada pelo resultado do último trimestre do ano, quando as receitas realizadas estiveram abaixo das expectativas, já refletindo os efeitos da crise econômica mundial. As receitas correntes, que decorrem principalmente dos impostos arrecadados diretamente pelo Estado, alcançaram o valor de R$ 19.317.523 mil, correspondendo a 92,67% do valor orçado atualizado.
Execução Orçamentária da Receita
Exercício de 2008
R$ 1.000,00
Receitas
Previsão atualizada anual
Realizado
% Realização
(a)
(b)
(b/a)
Receitas Correntes
20.845.253
19.317.523
92,67
Receita Tributária
11.428.497
10.886.568
95,26
ICMS
10.271.916
9.558.039
93,05
Outras Tributárias
1.156.581
1.328.529
114,87
Receita de Contribuições
960.510
1.027.654
106,99
Receita Patrimonial
336.899
246.955
73,30
Receita Agropecuária
1.537
30
1,95
Receita Industrial
120
-
0,00
Receita de Serviços
100.349
65.345
65,12
Transferências Correntes
7.092.767
7.284.669
102,71
FPE
4.102.895
4.220.382
102,86
Transferências. Multigovernamentais - Fundef
1.005.392
1.307.855
130,08
Outras Transferências
1.984.480
1.756.432
88,51
Outras Receitas Correntes
1.549.976
677.747
43,73
Conta Retificadora da Receita Orçamentária
(1.912.805)
(2.173.385)
113,62
Receita Intra-Orçamentária Corrente
1.287.402
1.301.939
101,13
Receitas de Capital
1.359.100
333.084
24,51
Operações de Crédito
695.841
133.329
19,16
Alienação de Bens
99.622
12.388
12,44
Amortização de Empréstimos
77.973
67.848
87,01
Transferências de Capital
485.654
118.777
24,46
Outras Receitas de Capital
10
742
7.420,00
Total
22.204.353
19.650.607
88,50
Fonte: Sicof / Sefaz / Saf / Copaf
Contribuindo com a parcela mais significativa, as receitas tributárias em 2008 atingiram o montante de R$ 10.886.568 mil, ou seja, 95,26% do valor previsto de R$ 11.428.497 mil. O ICMS, principal item da receita estadual, apresentou uma arrecadação de R$ 9.558.039 mil, equivalente a 93,05% do valor orçado para o exercício. No último trimestre, a arrecadação desacelerou em função da crise financeira, o que provocou incertezas na economia, refletindo, assim, na frustração de receita de 6,95% em relação ao valor previsto para 2008.
As transferências correntes, segunda maior fonte de receitas do Estado, representadas principalmente pelas transferências constitucionais da União, figuraram, em seu conjunto, com um total realizado de 102,71% do previsto. Pode-se destacar, dentre as transferências correntes, o Fundo de Participação dos Estados ? FPE, com uma realização total de R$ 4.220.382 mil, situando-se 2,86% acima da previsão orçamentária.
Nas receitas de capital, cuja realização total foi de R$ 333.084 mil, equivalentes a 24,51% do previsto, a maior participação foi das operações de crédito, com realização de R$ 133.329 mil, correspondendo a 19,16% do esperado, seguida das transferências de capital, que atingiram o montante de R$ 118.777 mil, equivalente a 24,46% do previsto.
Despesa Total
A despesa realizada em 2008 totalizou R$ 19.875.029 mil, correspondendo a 89,51% do previsto, considerando-se as dotações orçamentárias atualizadas. As despesas correntes representaram 85,54% e as despesas de capital 14,46% do total das despesas, sendo que as primeiras obtiveram uma realização mais destacada, alcançando 94,12% do previsto.
Balanço Orçamentário da Despesa
Exercício de 2008
R$ 1.000,00
Despesas
Previsão atualizada anual
Realizado
% Realização
(a)
(b)
(b/a)
Despesas Correntes
18.064.823
17.002.090
94,12
Pessoal e Encargos
9.617.726
9.380.190
97,53
Juros e Encargos da Dívida
571.560
565.027
98,86
Outras Despesas Correntes
7.875.537
7.056.872
89,60
Transferências Constitucionais aos Municípios
2.776.455
2.750.143
99,05
Outras Despesas Correntes
5.099.083
4.306.729
84,46
Despesas de Capital
4.139.530
2.872.939
69,40
Investimentos
1.981.392
1.217.185
61,43
Inversões Financeiras
329.321
198.000
60,12
Amortização da Dívida
1.828.817
1.457.755
79,71
Reserva de Contingência
-
-
-
Total
22.204.353
19.875.029
89,51
Fonte: Sicof / Sefaz / Saf / Copaf
A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece limites para os gastos com pessoal e para o grau de endividamento dos entes, comparativamente à Receita Corrente Líquida. A seguir são apresentados dados que evidenciam a situação do Estado da Bahia.
Despesa de Pessoal e Encargos Sociais
As despesas com pessoal e encargos sociais atingiram, no ano de 2008, o montante de R$ 9.380.190 mil, correspondendo a 97,53% do valor orçado para o mesmo período. O quadro a seguir demonstra a relação do gasto de pessoal por Poder relativamente à Receita Corrente Líquida, com base na metodologia e limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, onde se observa que todos os Poderes cumpriram seus limites.
Despesa de Pessoal em Relação à Receita Corrente Líquida
Exercício de 2008
Poder
% Realizado
Limite Prudencial
Limite Legal
Executivo, inclusive Defensoria Pública
43,10
46,17
48,60
Legislativo
2,58
3,23
3,40
Judiciário
5,67
5,70
6,00
Ministério Público
1,61
1,90
2,00
Total
52,96
57,00
60,00
Fonte: Sicof / Sefaz / Saf / Copaf
Dívida Pública
A dívida consolidada do Estado da Bahia em 31.12.2008 registrou um montante de R$ 11.498.748 mil, sendo R$ 9.576.985 mil referentes à dívida interna e R$ 1.921.763 mil referentes à dívida externa.
Dívida Consolidada
R$ 1.000,00
Tipo
Valor
%
Interna *
9.576.985
83,29
Externa
1.921.763
16,71
Total
11.498.748
100,00
Fonte: Sicof
* Incluído o valor de R$ 468.193 mil relativo a precatórios (outras)
A relação entre a Dívida Consolidada Líquida - DCL e a Receita Corrente Líquida - RCL correspondeu a 0,72 em 2008. Essa relação não ultrapassou o limite fixado pelo Senado Federal de 2,00 vezes a RCL, conforme os dados em 31.12.2008:
Posição da Dívida Pública
Item
Limite fixado
Situação atual
Relação Dívida Consolidada Líquida / RCL
2,0 vezes
0,72 vez
Operações de crédito realizadas no exercício / RCL
16,0%
0,94%
Garantias concedidas / RCL
22,0%
0,74%
Fonte: Sefaz / Copaf / Relatórios de Gestão Fiscal
A análise do resultado fiscal relativo ao exercício de 2008 demonstra o cumprimento das metas de gestão fiscal.
ANEXO II - C
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
METAS FISCAIS ATUAIS COMPARADAS COM AS FIXADAS NOS TRÊS EXERCÍCIOS ANTERIORES
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso II da LC nº 101/2000)
R$ 1.000,00
Especificação
Valores a Preços Correntes
2007
2008*
2009*
2010
2011
2012
Receita Total
17.279.325
19.030.710
22.480.184
22.974.178
23.175.566
24.332.365
Receitas Primárias (I)
17.004.820
18.281.932
21.541.802
21.804.162
22.699.243
23.997.317
Despesa Total
16.930.379
19.030.710
22.480.184
22.974.178
23.175.566
24.332.365
Despesas Primárias (II)
15.124.962
17.385.156
20.843.752
21.458.760
21.754.025
22.894.092
Resultado Primário (I - II)
1.879.858
896.776
698.050
345.402
945.218
1.103.225
Resultado Nominal
(1.245.651)
(875.665)
979.424
665.993
(137.159)
(416.814)
Dívida Pública Consolidada
11.445.125
10.607.000
11.696.933
12.356.852
12.210.875
11.785.307
Dívida Consolidada Líquida
10.370.837
9.495.172
10.474.596
11.140.590
11.003.431
10.586.617
Especificação
Valores a Preços Constantes
2007
2008
2009**
2010
2011
2012
Receita Total
20.594.583
19.947.990
22.480.184
21.934.483
21.173.931
21.273.511
Receitas Primárias (I)
20.267.410
19.163.121
21.541.802
20.817.416
20.738.747
20.980.582
Despesa Total
20.178.687
19.947.990
22.480.184
21.934.483
21.173.931
21.273.511
Despesas Primárias (II)
18.026.878
18.223.121
20.843.752
20.487.645
19.875.166
20.016.045
Resultado Primário (I - II)
2.240.533
940.001
698.050
329.771
863.581
964.537
Resultado Nominal
(1.484.645)
(917.872)
979.424
635.854
(125.313)
(364.415)
Dívida Pública Consolidada
13.641.017
11.118.257
11.696.933
11.797.643
11.156.242
10.303.761
Dívida Consolidada Líquida
12.360.614
9.952.839
10.474.596
10.636.423
10.053.083
9.255.759
Fonte: Seplan / Sefaz
* Preços médios esperados para 2009 com base na projeção do IGP-DI
** Orçado Inicial
As metas fiscais previstas para o período 2010-2012 encontram-se demonstradas nos Anexos II-A1, cujos cálculos foram desenvolvidos conforme a descrição abaixo.
Memória e Metodologia de Cálculo da Receita 2010-2012
As receitas cujos valores serviram de referência para o estabelecimento das metas fiscais para o Governo da Bahia, no período de 2010 a 2012, foram estimadas utilizando-se, em grande parte, a mesma metodologia adotada em anos anteriores.
Para subsidiar as estimativas das receitas do Tesouro Estadual para o triênio 2010-2012, em especial daquelas chamadas de suporte de receita (impostos do Estado, incluindo os transferidos pela União, a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico e os Royalties), adotou-se os procedimentos descritos detalhadamente a seguir:
A análise das receitas realizadas foi efetuada com base na série histórica do período de 2005 a 2008, observados os seguintes procedimentos:
de processos de análise, na previsão para 2010-2012.
II Inclusão de variáveis que afetam o comportamento futuro
Para as receitas que sofrem influência do PIB, admitiu-se uma elasticidade unitária, de forma que as mesmas capturaram toda variação do PIB. As estimativas do PIB estadual foram elaboradas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais - SEI, que levou em conta o cenário que a economia do Estado desenha nesse momento enquanto que, para o PIB Brasil, utilizou-se as estimativas contidas no Projeto de LDO/2010 da União, conforme estão apresentadas na tabela a seguir.
Como expectativa inflacionária para o período 2010-2012, adotou-se a variação na média esperada do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), projetado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, apresentado na tabela abaixo.
Parâmetros Macroeconômicos
Parâmetro
2010
2011
2012
IGP-DI
4,74
4,50
4,50
PIB - Ba
2,20
3,70
3,40
PIB ? Br
4,50
5,00
5,00
As receitas provenientes de transferências voluntárias da União foram incluídas no Sistema Informatizado de Planejamento - Siplan diretamente pelos órgãos e entidades públicas estaduais competentes para a negociação e gestão dos recursos correspondentes. Esses valores informados, após serem discutidos e avaliados pelas Secretarias do Planejamento e da Fazenda, foram acatados ou revisados, de forma a garantir a adequação à respectiva série histórica. Este mesmo procedimento foi adotado para as receitas próprias das entidades da Administração indireta.
Com relação às receitas de operações de crédito, para o período 2010-2012, incluíram-se as já negociadas e autorizadas pelo Poder Legislativo, bem como aquelas em estudo ou tramitação na esfera federal, levando-se em conta, em ambos os casos, o grau de endividamento do Estado, nos termos da Lei Complementar Federal nº 101/2000, das Resoluções pertinentes do Senado Federal e do Programa de Ajuste Fiscal firmado com o Governo Federal.
Para as demais receitas, observando-se as especificidades de cada item, aplicou-se um dos seguintes modelos de projeção: variação de preços, crescimento vegetativo, orçado do ano em execução corrigido, realizado do ano anterior corrigido, média de execução dos três últimos anos corrigida, dentre outros.
ANEXO II - D1
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
EVOLUÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso III da LC nº 101/2000)
Evolução do Patrimônio Líquido (preços correntes)
R$ 1,00
Patrimônio Líquido
2008
%
2007
%
2006
%
Patrimônio/Capital
(37.520.164.818)
100
(36.112.434.166)
100
(26.091.407.376)
100
Reservas
-
-
-
-
-
-
Resultado Acumulado
-
-
-
-
-
-
Total
(37.520.164.818)
100
(36.112.434.166)
100
(26.091.407.376)
100
Regime Previdenciário
Patrimônio Líquido
2008
%
2007
%
2006
%
Patrimônio/Capital
(37.513.481.478)
100
(34.102.641.947)
100
(23.409.323.458)
100
Reservas
-
-
-
-
-
-
Resultado Acumulado
-
-
-
-
-
-
Total
(37.513.481.478)
100
(34.102.641.947)
100
(23.409.323.458)
100
Fonte: Sicof / Sefaz / SAF / Copaf
ANEXO II - D2
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
ORIGEM E APLICAÇÃO DOS RECURSOS OBTIDOS COM A ALIENAÇÃO DE ATIVOS
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso III da LC nº 101/2000)
Discriminação
2008
2007
2006
Receita de Capital (I)
12.387.754
2.642.684
15.020.648
Alienação de Ativos
12.387.754
2.642.684
15.020.648
Alienação de Bens Móveis
5.613.596
1.091.054
4.098.844
Alienação de Bens Imóveis
6.774.158
1.551.630
10.921.804
Despesa de Capital (II)
2.323.222
31.360.210
255.516.778
Investimentos
2.323.222
831.605
7.928.163
Inversões Financeiras
-
-
-
Amortização da Dívida
-
30.528.605
247.588.615
Despesa Corrente (III)
1.201.501
-
-
Regime Geral de Previdência Social
-
-
-
Regime Próprio dos Servidores Públicos
1.201.501
-
-
Saldo Financeiro a Aplicar (I-II-III)
No ano
10.064.531
(28.717.526)
(240.496.130)
Até o ano
(12.888.340)
(22.952.872)
5.764.654
Fonte : Sicof / Sefaz / Saf / Copaf
Nota: O valor acumulado de 2006 contempla o saldo financeiro dos exercícios anteriores.
ANEXO II - E
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
AVALIAÇÃO DA SITUAÇÃO FINANCEIRA E ATUARIAL
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso IV da LC nº 101/2000)
Em 1º de janeiro de 2008 entrou em vigor a Lei nº 10.955 , de 21 de dezembro de 2007, que alterou a vinculação institucional do Fundo de Custeio da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia, o qual deixou de integrar a estrutura da Secretaria da Fazenda e passou para a Secretaria da Administração, bem como a sua denominação, passando a se chamar Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia, mantendo a sigla Funprev. Com o advento da referida Lei, também foi criado o Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do Estado da Bahia - Baprev, sendo ambos os Fundos administrados pela Superintendência de Previdência - Suprev, órgão integrante da estrutura da Secretaria da Administração.
Estes fundos tem, entre suas finalidades, proceder ao pagamento das pensões, aposentadorias, salário-família dos funcionários aposentados e auxílio-reclusão devida aos servidores públicos estaduais, seus dependentes e pensionistas, com participação contributiva do Estado da Bahia como patrocinador e dos funcionários ativos, inativos e pensionistas como participantes.
De acordo com o art. 5º, combinado com o art. 4º da reportada Lei, as receitas do Baprev, tanto dos servidores (12%) quanto a patronal (24%), serão capitalizadas em uma conta exclusiva, a fim de que os seus recursos sejam destinados ao pagamento dos benefícios previdenciários dos servidores públicos estatutários, civis e militares, de quaisquer dos Poderes do Estado da Bahia, que ingressaram no serviço público a partir de 1º de janeiro de 2008.
No caso do Funprev, será o referido Fundo constituído de duas contas, segundo o disposto no art. 7º, combinado com o art. 6º da citada Lei:
A contribuição dos servidores ativos, a partir do exercício de 2004, passou a ser de 12% calculada sobre o valor bruto da remuneração do mês. A contribuição patronal do Estado em 2004 foi de 15% e, a partir de janeiro de 2005, por força da Lei nº 9.444/2005, passou a ser de 24% do valor bruto da folha de pagamentos dos servidores ativos.
Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia - Funprev
No quadro abaixo estão demonstradas as receitas e despesas do Funprev executadas durante o exercício de 2008, os valores orçados para 2009 e a estimativa para o exercício de 2010.
Funprev ? Receitas e Despesas
Exercício
2008
2009
2010
Receita / Despesa
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Receitas Previdenciárias
579.225
26,92
769.439
30,78
649.347
25,27
Contribuições dos Servidores
548.676
25,50
744.439
29,78
623.004
24,24
Compensação Financeira
30.549
1,42
25.000
1,00
26343
1,03
Receitas Intra-Orçamentárias
1.009.304
46,91
1.084.639
43,39
1.112.313
43,28
Contribuição Patronal
1.009.304
46,91
1.084.639
43,39
1.112.313
43,28
Receita Patrimonial
4.299
0,20
4.383
0,18
7.817
0,30
Outras Receitas Correntes
558.578
25,96
641.249
25,65
800.523
31,15
Repasses do Tesouro Estadual
557.417
25,91
640.949
25,64
800.000
31,13
Outras
1.161
0,05
300
0,01
523
0,02
Receita de Capital
0
0,00
0
0,00
0
0,00
Total das Receitas
2.151.406
100,00
2.499.710
100,00
2.570.000
100,00
Despesas Previdenciárias
2.108.698
100,00
2.499.710
100,00
2.570.000
100,00
Administração Geral
0
0,00
0
0,00
0
0,00
Inativos e Pensionistas
2.108.698
100,00
2.447.896
100,00
2.511.511
97,72
Reserva Prev. p/ Cap. Funprev
0
0,00
51.814
0,00
58.489
2,28
Total das Despesas
2.108.698
100,00
2.499.710
100,00
2.570.000
100,00
Resultado Previdenciário
42.708
0
0
Fontes: Balanço Geral do Estado Exercício de 2008, Execução Orçamentária e Orçamentos 2009 e Estimativas 2010.
As contribuições patronal e dos servidores foram as principais fontes de financiamento do Funprev e representaram 72,41% das receitas em 2008. Nos exercícios seguintes passarão a 73,17% em 2009 e 67,52% em 2010. Em contrapartida, os repasses do Tesouro para cobertura dos déficits representaram 25,91% em 2008 e passarão a 25,64% em 2009 e 31,13% em 2010.
A participação do Estado no financiamento da previdência para os exercícios de 2009 e 2010, seja com a contribuição patronal ou com repasses do Tesouro, montarão em 69,03% e 74,41%, respectivamente. A contribuição dos servidores ativos, inativos e pensionistas ainda mantêm-se com uma participação relativamente baixa, cuja variação não alcança 30% para o financiamento do sistema, apesar de uma alíquota de contribuição considerada elevada.
Deve-se notar ainda, que, a totalidade da despesa do Funprev é com o pagamento de inativos e pensionistas, uma vez que os custos administrativos foram consignados no orçamento da Secretaria da Administração a partir do advento da Lei nº 10.955/2007.
Avaliação Atuarial
A avaliação atuarial é um estudo técnico baseado em levantamento de dados estatísticos em que se busca mensurar os recursos necessários à garantia dos benefícios oferecidos pelo sistema de previdência. O exercício se fundamenta na adoção de premissas, hipóteses de ocorrências admissíveis e variáveis a ponderar, que sensibilizam os resultados e, tudo isso, projetado para um horizonte de 30 (trinta) anos. Nas previsões, dentre os principais elementos, leva-se em conta a legislação vigente, benefícios admissíveis, massa de segurados, expectativas de vida e, usualmente, as seguintes variáveis de ponderação: tábua de mortalidade, tábua de invalidez, taxa de turn-over, previsibilidade de crescimento real do salário, inexistência de solidariedade de gerações no financiamento dos benefícios, arbitramento de uma idade para início dos trabalhos, taxa real de retorno na aplicação do patrimônio financeiro, indexador do sistema atuarial etc. Ao final, o que se tem é uma previsão que expressa o montante, em valor presente, do que o sistema previdenciário deveria ter em caixa para saldar de uma só vez todo o estoque de benefícios existentes. As suas expressões são as seguintes:
Funprev: Provisão Matemática de Benefícios
Posição em 31 / 08 / 2008
Benefício
Nº de beneficiários
Valor mensal do benefício
Provisão matemática
Benefícios já concedidos
88.332
163.947
22.257.982
Aposentadorias
69.942
136.363
18.682.778
Pensão por morte
18.390
27.584
3.575.204
Benefícios a conceder
139.669
339.518
19.385.902
Aposentadorias e Pensões
139.669
339.518
19.385.902
Total do Passivo Atuarial
41.643.884
Fonte: Relatório de Avaliação Atuarial ? ETA - Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda.
O Fundo de Previdência é representado pelo valor patrimonial acumulado para fazer frente aos pagamentos dos benefícios já concedidos e a conceder.
O Funprev apresenta a seguinte situação, na posição de 31 / 08 / 2008:
Posição em 31 / 08 / 2008
Item
Valor
Fundo de Previdência
63.005
Compensação Financeira a Receber
4.052.243
Provisão Matemática
41.643.884
Déficit Técnico Total
37.528.636
Fonte: Relatório de Avaliação Atuarial ? ETA - Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda.
A reserva matemática representa o montante de recursos necessários para manutenção dos benefícios aos níveis atuais de contribuição. Diante da existência de déficit técnico, a sua cobertura deverá ser feita ao longo do tempo, através das contribuições dos participantes e patronais e por aportes adicionais do Tesouro, em valores crescentes, o que já vem ocorrendo, conforme demonstrado no quadro Receita/Despesa, sob o título de "Repasses do Tesouro Estadual".
Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do Estado da Bahia ? Baprev
No quadro abaixo estão demonstradas as receitas e despesas do Baprev executadas durante o exercício de 2008, os valores orçados para 2009 e a estimativa para o exercício de 2010.
Baprev ? Receitas e Despesas
Exercício
2008
2009
2010
Receita / Despesa
Valor
%
Valor
%
Valor
%
Receitas Previdenciárias
5.597
35,88
10.527
31,68
23.465
32,20
Contribuições dos Servidores
5.597
35,88
10527
31,68
23.465
32,20
Receitas Intra-Orçamentárias
9.558
61,27
21.054
63,35
46.921
64,38
Contribuição Patronal
9.558
61,27
21.054
63,35
46.921
64,38
Receita Patrimonial
446
2,86
1.652
4,97
2.495
3,42
Total das Receitas
15.601
100,00
33.233
100,00
72.881
100,00
Despesas Previdenciárias
11
100,00
33.233
100,00
72.881
100,00
Inativos e Pensionistas
11
100,00
33.233
100,00
72.881
100,00
Total das Despesas
11
100,00
33.233
100,00
72.881
100,00
Resultado Previdenciário
15.590
0
0
Fontes: Balanço Geral do Estado Exercício de 2008, Execução Orçamentária e Orçamentos 2009 e Estimativas 2010.
As contribuições patronal e dos servidores foram as principais fontes de financiamento do Baprev e representaram 97,13% das receitas em 2008. Nos exercícios seguintes passarão a 95,03% em 2009 e 96,58% em 2010.
Assim como ocorre com o Funprev, a totalidade da despesa do Baprev é com o pagamento de inativos e pensionistas, uma vez que os custos administrativos foram consignados no orçamento da Secretaria da Administração a partir do advento da Lei nº 10.955/2007.
Avaliação Atuarial
Baprev: Provisão Matemática de Benefícios
Posição em 31 / 08 / 2008
Benefício
Nº de beneficiários
Valor mensal do benefício
Provisão matemática
Benefícios já concedidos
0
0
0
Pensão por morte
0
0
0
Benefícios a conceder
5.014
5.939
2.280
Aposentadorias e Pensões
5.014
5.939
2.280
Total do Passivo Atuarial
2.280
Fonte: Relatório de Avaliação Atuarial ? ETA - Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda.
O fundo de previdência é representado pelo valor patrimonial acumulado para fazer frente aos pagamentos dos benefícios já concedidos e a conceder.
O Baprev apresenta a seguinte situação, na posição de 31 / 08 / 2008:
Baprev
Posição em 31 / 08 / 2008
Item
Valor
Fundo de Previdência
4.533
Compensação Financeira a Receber
0
Provisão Matemática
2.280
Superávit Técnico Total
2.253
Fonte: Relatórios gerenciais da Digef
Relatório de Avaliação Atuarial - ETA - Escritório Técnico de Assessoria Atuarial S/S Ltda.
A reserva matemática representa o montante de recursos necessários para manutenção dos benefícios aos níveis atuais de contribuição.
ANEXO II ? F1
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
DEMONSTRATIVO DA ESTIMATIVA E COMPENSAÇÃO DA RENÚNCIA DE RECEITA
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso V da LC nº 101/2000)
Previsão da Renúncia da Receita
R$ 1.000,00
Tributo
Modalidade
Programa
2010
2011
2012
Território de Identidade
Compensação*
ICMS
Crédito presumido
Calçado e Cerâmica
49.500
51.975
54.574
Estado
ICMS
Crédito presumido
Informática
171.600
180.180
189.189
Metropolitano de Salvador e Litoral Sul
ICMS
Crédito presumido
FazBahia
25.996
27.296
28.661
Estado
ICMS
Financeiro e crédito presumido
Programa Automotivo da Bahia ? Proauto
905.371
950.640
998.172
Metropolitano de Salvador
ICMS
Crédito presumido
Programa de Desenvolvimento da Indústria do Cobre do Estado da Bahia ? Procobre
20.229
21.241
22.303
Metropolitano de Salvador
ICMS
Crédito presumido
Programa de Desenvolvimento do Algodão ? Proalba
25.996
27.296
28.661
Oeste Baiano
ICMS
Dilatação de pagamento e financeiro
Programa de Desenvolvimento e Integração Econômica do Estado da Bahia ? Desenvolve
558.672
586.605
615.935
Estado
ICMS
Crédito presumido e redução da base de cálculo
Outros de Natureza Fiscal
27.934
29.330
30.797
Estado
Total
1.785.298
1.874.563
1.968.291
Fonte: Sefaz
Notas:
1. O cálculo teve como parâmetro a renúncia prevista e efetiva de 2008;
2. Em relação ao Desenvolve, considerou-se a média de renúncia por empresa com base no 3º quadrimestre de 2008 e mais uma estimativa do aumento no número de empresas que passarão a ser beneficiárias do programa no decorrer de 2009;
3. Para o Proauto, tomou-se a renúncia da principal empresa beneficiária do programa em 2008 e partiu-se da premissa de que haverá um maior redirecionamento para vendas internas, o que incrementará a renúncia, uma vez que não há renúncia nas exportações;
4. Para os anos de 2011 e 2012, estimou-se um incremento anual de 5%.
Com relação às medidas de compensação a renúncias de receita, vale ressaltar que, na estimativa das receitas orçamentárias para o exercício de 2010, estas renúncias já foram expurgadas para o cálculo dos tributos correspondentes. Desse modo, não se observará impacto na receita.
Quanto à compensação para as despesas obrigatórias de caráter continuado, esta se dará pela ampliação da base de cálculo refletida pelo crescimento real da atividade econômica. Esse cálculo está amplamente explicitado no Anexo II ? F2 das Metas Anuais atualizado nesta proposta na forma do parágrafo único do art. 3º da Lei nº 11.062, de 23 de julho de 2008 ? LDO 2009.
ANEXO II ? F2
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
DEMONSTRATIVO DA MARGEM DE EXPANSÃO DAS DESPESAS
OBRIGATÓRIAS DE CARÁTER CONTINUADO
METAS ANUAIS
(Art. 4º, § 2º. Inciso V da LC nº 101/2000)
Margem de Expansão das Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado
R$ milhares
Evento
Valor Previsto 2010
Aumento Permanente da Receita
634.071
(-) Aumento referente a transferências constitucionais
158.518
(-) Aumento referente a transferências do Fundeb
95.111
Saldo Final do Aumento Permanente de Receita (I)
380.442
Margem Bruta (II) = (I)
380.442
Saldo Utilizado da Margem Bruta (III)
379.536
Impacto de novas DOCC
133.105
Impacto do aumento do salário mínimo
246.431
Margem Líquida de Expansão de DOCC (IV) = (II) - (III)
906
Fonte: Seplan / Saeb
Como exigência introduzida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, essa estimativa busca assegurar que nenhuma despesa classificada como obrigatória de caráter continuado seja criada sem a devida fonte de financiamento responsável por sua integral cobertura. Conforme o art. 17 da referida Lei, considera-se despesa obrigatória de caráter continuado aquela de natureza corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixe para o Estado a obrigação de sua execução por um período superior a dois exercícios.
Para o exercício de 2010, a referida cobertura ocorrerá pelo aumento permanente de receita, considerando o crescimento real da atividade econômica refletido diretamente na arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadoria e Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS.
Para essa apuração foram considerados: como taxa de crescimento esperada para o PIB/Ba, 3,8%, e como expectativa de inflação média, 4,74%. A margem para cobertura obtida, excluídas as transferências obrigatórias, foi de R$ 380,4 milhões.
Considerando R$ 246,4 milhões como impacto relativo ao aumento do salário mínimo e R$ 133,1 milhões relativo a novas despesas de pessoal, obtém-se um saldo líquido de R$ 906 mil, conforme demonstrado no quadro acima.
ANEXO III
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS 2010
AVALIAÇÃO DE RISCOS FISCAIS
(Art. 4º, § 3º. da LC nº 101/2000)
A Lei Complementar Federal nº 101/00 ? Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá o Anexo de Riscos Fiscais, compreendendo os passivos contingentes e outros riscos fiscais capazes de afetar as contas públicas.
As ações judiciais movidas contra o Estado envolvem, quase sempre, cobrança de débitos de natureza alimentícia ou patrimonial, este último se desdobrando em: a) dívidas resultantes de serviços prestados, indenizações em geral, locações, fornecimentos; e b) inversões financeiras (desapropriações).
As ações movidas contra o Estado, agrupadas em razão da natureza da causa, são relativas à reintegração, remuneração e enquadramento de servidores públicos estaduais, indenização, desapropriação e cobrança, inserindo-se nestes grupos os passivos das seguintes empresas estatais: Consórcio Rodoviário Intermunicipal da Bahia ? Criba, Companhia de Desenvolvimento do Vale do Paraguaçu ? Desenvale e Companhia de Navegação Baiana ? CNB.
Cumpre esclarecer que os valores das causas, atribuídos no início das respectivas demandas, têm conseqüências de natureza processual, porém não se prestam como determinantes das condenações que geralmente se compõem de principal, correção monetária, juros e outros encargos. Dessa forma, torna-se difícil estabelecer o impacto fiscal relativo a esses passivos já que não se sabe, quando do ajuizamento da ação, quais os valores efetivamente envolvidos na demanda. Convém ressaltar, também, que em grande número dessas ações o Estado resulta vitorioso, pelo que delas não advirá passivo nenhum.
Atente-se, ainda, para o fato de que os pagamentos devidos em decorrência de sentenças judiciais transitadas em julgado estão sujeitos ao sistema de precatórios que, de acordo com o artigo 100 da Constituição Federal, serão objeto de dotações orçamentárias quando recebidos até 1º de julho do exercício no qual se elabora a proposta dos orçamentos, podendo o respectivo pagamento ocorrer até o final do exercício seguinte.
Outrossim, vale ressaltar que a norma do art. 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ? ADCT, introduzida pela Emenda Constitucional nº 30, de 13 de setembro de 2000, autoriza a liquidação dos precatórios pendentes na data de sua promulgação e os que decorram de ações iniciais ajuizadas até 31/12/99, em prestações anuais, iguais e sucessivas, no prazo máximo de dez anos, ressalvados, porém, os créditos definidos em lei como de pequeno valor, os de natureza alimentícia, os de que trata o art. 33 do ADCT e suas complementações, assim como aqueles que já tiverem os seus respectivos recursos liberados ou depositados em juízo.
Este dispositivo atenua os riscos fiscais, posto que, na hipótese de uma condenação que implique no pagamento de um valor relevante, os seus efeitos podem ser diluídos em dez exercícios, a partir do seguinte àquele do recebimento do precatório.
Por último, convém assinalar que o Estado da Bahia, valendo-se de previsão constitucional, vem desenvolvendo esforços junto aos Núcleos de Conciliação de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado e do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, no sentido de firmar com os credores de precatórios de natureza alimentícia, vencidos até 31.12.2006, condições e prazos para pagamento, buscando tornar previamente conhecidos e compatíveis com as forças do Erário, os desembolsos a serem realizados em cada exercício financeiro.
Com relação às garantias concedidas pelo Estado, distinguem-se:
- Uma delas refere-se à operação contratada diretamente com a União, com amparo na Lei nº 6.481/93, com saldo devedor de R$ 4.646 mil, em 31/03/2009, e prazo final para 2012.
- A outra operação, contratada com organismos financeiros internacionais, com autorização da Lei 4.619/85, possui saldo devedor de R$ 6.619 mil, em 31/03/2009, cujo vencimento ocorrerá em março de 2011.
Estas operações foram contratadas antes da vigência da Lei Complementar Federal 101/2000 e não representam risco potencial para o Tesouro Estadual, posto que as beneficiárias são empresas de grande porte com as quais o Estado mantém contratos de prestação de serviços e, portanto, têm créditos perante o Tesouro Estadual.
Com relação às operações de garantia tratadas no item "a" acima, considerando o prazo de desembolso, a natureza da garantia e a existência de dotação orçamentária para atender às obrigações contratuais, inexiste risco adicional para as finanças públicas do Estado. Quanto à garantia prestada pelo Fundese, eventual risco seria diluído ao longo do tempo, além do que o Estado estaria coberto por recursos do próprio Fundo, reduzindo proporcionalmente seu programa de investimento e evitando, assim, quaisquer efeitos sobre as metas fiscais estabelecidas.
Informe-se ainda que, no orçamento do Estado, são consignadas dotações específicas para o pagamento de precatórios, além da previsão de uma reserva de contingência, constituindo, deste modo, um montante capaz de atender ocorrências que possam causar impacto na situação das contas fiscais da Administração Pública Estadual.