Distrito Federal
Lei Distrital do Distrito Federal nº 3687, de 20 de outubro de 2005
Nº 3687/2005
Art. 1.
Fica instituído o Segundo Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública do Distrito Federal – REFAZ II, destinado a promover a regularização de créditos, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou não, na forma e nas condições estabelecidas nesta Lei.
§ 1ºO disposto no caput aplica-se aos débitos relativos ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias – ICM; ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS; ao Imposto sobre Serviços – ISS; ao Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU; ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA; ao Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis por Natureza ou Acessão Física e de Direitos Reais sobre Imóveis – ITBI; ao Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis ou Doação de Bens e Direitos – ITCD; à Taxa de Limpeza Pública – TLP; à Taxa de Utilização de Área de Domínio Público – TUADP; à Taxa de Segurança contra Incêndio; à Taxa de Fiscalização de Obras; à Taxa de Vigilância Sanitária; à Taxa Ambiental; à Taxa de Licença Urbanística e à Contribuição de Iluminação Pública – CIP; as Taxas incidentes aos Beneficiários do Programa de Promoção ao Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável do Distrito Federal – Pró-DF, instituído pela Lei nº 2.427, de 14 de julho de 1.999, e suas alterações; às Taxas de Ocupação de Imóveis; às Taxas de Ocupação de Área Pública; às Taxas de Concessão, Permissão ou Preço Público; às multas emitidas em decorrência do poder de polícia; às multas emitidas pelo Distrito Federal ou suas autarquias, em decorrência da aplicação da Lei federal nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. O disposto no caput aplica-se aos débitos relativos ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICM), ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação (ICMS); ao Imposto sobre Serviços (ISS); Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU); ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); ao Imposto sobre Transmissão “Inter Vivos” de Bens Imóveis por Natureza ou Acessão Física e de Direitos Reais sobre Imóveis (ITBI); ao Imposto Sobre Transmissão “Causa Mortis” ou Doação de Bens e Direitos (ITCD); à Taxa de Limpeza Pública (TLP); à Taxa de Utilização de Área de Domínio Público (TUADP), à Taxa de Segurança contra Incêndio, à Taxa de Fiscalização de Obras, à Taxa de Vigilância Sanitária, à Taxa Ambiental, à Taxa de Licença Urbanística e à Contribuição de Iluminação Pública (CIP); as Taxas incidentes aos Beneficiários do Programa de Promoção ao Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável do Distrito Federal (Pró-DF), instituído pela Lei nº 2.427, de 14 de julho de 1.999, e suas alterações; às Taxas de Ocupação de Imóveis; às Taxas de ocupação de área pública; às Taxas de Concessão, Permissão ou Preço Público. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 2ºPoderão ser incluídos no REFAZ II:
Ios débitos consolidados oriundos de declarações espontâneas ou lançamentos de ofício:
a)cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de julho de 2005, quanto ao ICM, ICMS e ISS sociedades uniprofissionais e empresas;
b)cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2004, nos demais casos;
IIos débitos procedentes de ação fiscal que comprovem as situações previstas no § 1º do art. 62 da Lei Complementar nº 4, de 30 de dezembro de 1994, desde que constituídos até a data da publicação desta Lei.
§ 3ºConsidera-se débito consolidado, para efeito dos disposto nesta Lei, o montante obtido pela soma do principal devido, da atualização monetária, dos juros de mora reduzidos, da multa reduzida, inclusive a de caráter moratório, e dos demais acréscimos previstos na legislação tributária.
§ 4ºSerão consolidados separadamente: Respeitada a competência do órgão credor dos valores a que se refere esta Lei, serão consolidados separadamente: (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Itodos os débitos do ICM, do ICMS e do Simples Candango;
IItodos os débitos dos demais tributos relacionados no § 1º deste artigo;
IIIas multas emitidas pelo Distrito Federal ou suas Autarquias, em decorrência da aplicação da Lei federal nº 9.503, de 23 de setembro de 1997; (Inciso Revogado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
IVas taxas de ocupação de imóveis e as multas delas decorrentes, as taxas e multas do Programa de Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável do Distrito Federal – Pró-DF, instituído pela Lei distrital nº 2.427, de 14 de julho de 1999, e suas alterações; (Inciso Revogado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Vas Taxas de Ocupação de Área Pública; as Taxas de Concessão, Permissão ou Preço Público; as multas emitidas em decorrência do poder de polícia;
VItodos os demais tributos relacionados no § 1º deste artigo.
§ 5ºO contribuinte poderá optar pelo pagamento de apenas uma ou de ambas as consolidações de que trata o parágrafo anterior. O contribuinte poderá optar pelo pagamento de apenas uma ou mais consolidações de que trata o parágrafo anterior. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 6ºOs débitos referidos no caput deste artigo, ainda não constituídos, deverão ser confessados, de forma irretratável e irrevogável.
(Autoria do Projeto: Poder Executivo)
Institui o Segundo Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública do Distrito Federal – REFAZ II e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL,
FAÇO SABER QUE A CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 2.
O REFAZ II consiste na redução de juros de mora e multa, inclusive a moratória, relacionados a débitos de que trata o artigo anterior, nas seguintes proporções: (Legislação Correlata - Lei 3856 de 24/05/2006)
I99% (noventa e nove por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 28 de outubro de 2005; 99% (noventa e nove por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 16 de dezembro de 2005; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
II90% (noventa por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 29 de novembro de 2005; 90% (noventa por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 27 de janeiro de 2006; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
III80% (oitenta por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 16 de dezembro de 2005; 80% (oitenta por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 24 de fevereiro de 2006; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
IV70% (setenta por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 20 de janeiro de 2006; 70% (setenta por cento), se recolhido integralmente o débito até o dia 22 de março de 2006; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
V60% (sessenta por cento), se recolhido o débito em até 60 (sessenta) parcelas mensais e sucessivas, desde que requerido o parcelamento até 16 de dezembro de 2005; 60% (sessenta por cento), se recolhido o débito em até 60 (sessenta) parcelas mensais e sucessivas, desde que efetuado o parcelamento até 16 de dezembro de 2005; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
VI75% (setenta e cinco por cento) para os débitos a que se refere o inciso II do § 2º do art. 1º, desde que o montante devido seja recolhido à vista, até o dia 16 de dezembro de 2006. 75% (setenta e cinco por cento) para os débitos a que se refere o inciso II do § 2º, art. 1º, desde que o montante devido seja recolhido à vista até o dia 16 de dezembro de 2005. (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 1ºRessalvado o pagamento de custas e emolumentos judiciais, o recolhimento de débito de acordo com as regras estabelecidas neste artigo implicará a redução do encargo previsto no art. 42, parágrafo único, da Lei Complementar nº 4, de 30 de dezembro de 1994, e de honorários advocatícios na mesma proporção aplicada às multas, inclusive moratórias, e juros de mora.
§ 2ºOs débitos iguais ou superiores a R$185,48 (cento e oitenta e cinco reais e quarenta e oito centavos), decorrentes exclusivamente de penalidades pecuniárias por descumprimento de obrigação acessória, cujo fato gerador tenha ocorrido até o dia 31 de dezembro de 2004, poderão, obedecido o estabelecido no § 3º do art. 1º, ser quitados com redução de 70% (setenta por cento), desde que o valor seja integralmente recolhido até o dia 16 de dezembro de 2005.
§ 3ºNão se aplica o disposto no inciso V do caput aos débitos do ICM, do ICMS e do Simples Candango.
§ 4ºA restrição de que trata o parágrafo anterior, relativamente às empresas optantes pelo Simples Candango, não se aplica aos débitos de IPTU, IPVA, ISS, ITBI, ITCD, TLP, TUADP e CIP, conforme disposto no § 7º do art. 4º.
§ 5ºO disposto neste artigo não autoriza a restituição ou a compensação de importâncias já pagas.
Art. 3.
O recolhimento dos débitos na forma desta Lei estará condicionado a:
Iemissão de documento pela Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal – SEF, informando o valor da consolidação dos débitos a serem quitados, o desconto concedido, a data limite para o pagamento e, na hipótese de que trata o inciso V do art. 2º, a quantidade e o valor de cada parcela; emissão de documento pela Secretaria de Estado de Fazenda do Distrito Federal (SEF) ou pelo órgão credor dos valores a que se refere esta Lei informando o valor da consolidação dos débitos a serem quitados, o desconto concedido, a data limite para o pagamento e, na hipótese de que trata o inciso V do art. 2º, a quantidade e o valor de cada parcela; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
IIexpressa renúncia a qualquer defesa ou recurso administrativo, bem como desistência dos já interpostos, relativo ao débito a ser quitado;
IIIexpressa renúncia em juízo a qualquer defesa ou recurso judicial, bem como desistência dos já interpostos, relativo ao débito a ser quitado;
IVexpressa renúncia a qualquer parcelamento ou compensação com precatórios já requeridos, relativos aos débitos a serem quitados, para pagamento em espécie ou nos termos do art. 6º, na forma dos incisos I a IV do art. 2º; expressa renúncia a qualquer parcelamento ou compensação com precatórios já requeridos, relativos aos débitos a serem quitados, para pagamento, em espécie ou nos termos do art. 6º, na forma dos incs. I a IV e VI do art. 2º; (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Vaceitação plena e irrestrita de todas as condições estabelecidas nesta Lei e em regulamento específico;
VIprocuração do contribuinte com poderes específicos, se for o caso.
§ 1ºO contribuinte que não receber o documento de que trata o inciso I deverá requerê-lo nas Agências de Atendimento da Receita da SEF, até três dias úteis antes dos prazos de que tratam os incisos I a V do art. 2º. O contribuinte que não receber o documento de que trata o inciso I deverá requerê-lo nas Agências de Atendimento da Receita da SEF ou no setor de atendimento do órgão credor dos valores a que se refere esta Lei, até três dias úteis antes dos prazos de que tratam os incisos I a V e VI do art. 2º. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 2ºTratando-se de débito em execução fiscal, com penhora ou arresto de bens efetivados nos autos, ou com outra garantia, a concessão do parcelamento fica condicionada à manutenção da respectiva garantia.
§ 3ºO pagamento integral ou da primeira parcela constitui confissão irretratável e irrevogável do débito e aceitação plena e irrestrita das demais condições estabelecidas nesta Lei ou em regulamento específico.
Art. 4.
Quando o contribuinte optar pela forma de pagamento prevista no inciso V do art. 2º, o valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$73,98 (setenta e três reais e noventa e oito centavos), no caso de pessoas físicas e contribuintes optantes pelo Regime Tributário Simplificado do Distrito Federal – SIMPLES CANDANGO, instituído pela Lei nº 2.510, de 29 de dezembro de 1999, e pelo Regime Tributário Especial aos prestadores de serviços sujeitos ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – RTE-ISS, estabelecido pela Lei nº 3.247, de 17 de dezembro de 2003, e a R$185,48 (cento e oitenta e cinco reais e quarenta e oito centavos) para os demais contribuintes.
§ 1ºA primeira parcela corresponderá a 5% (cinco por cento) do total do débito consolidado, independentemente dos valores especificados no caput.
§ 2ºCada parcela será acrescida de variação acumulada do Índice Nacional de Preço ao Consumidor – INPC, ou outro índice que vier a substituí-lo, calculada a partir do mês seguinte ao do deferimento até o segundo mês anterior ao do pagamento, e de juros simples de 1% (um por cento) durante o parcelamento, a ser considerado a partir da primeira parcela.
§ 3ºA parcela não paga até o dia do vencimento será acrescida, ainda, de multa de 10% (dez por cento).
§ 4ºA multa de mora prevista no parágrafo anterior será de 5% (cinco por cento), quando efetuado o pagamento até um mês após a data do respectivo vencimento.
§ 5ºO regulamento fixará o prazo de vencimento das parcelas.
§ 6ºO disposto no caput, no que se refere às empresas optantes pelo Simples Candango, alcança somente os débitos relativos ao IPTU, IPVA, ISS, ITBI, ITCD, TLP, TUADP e CIP.
Art. 5.
O contribuinte será excluído do parcelamento a que se refere esta Lei na hipótese de:
Ifalta de pagamento de três parcelas, consecutivas ou não, ou de qualquer parcela por mais de três meses;
IIdescumprimento das demais condições estabelecidas nesta Lei ou em regulamento específico.
§ 1ºPara efeito do disposto neste artigo, serão considerados todos os estabelecimentos da empresa beneficiária do parcelamento situados no território do Distrito Federal.
§ 2ºOcorrendo a exclusão do parcelamento, o pagamento efetuado deve ser utilizado para a extinção do crédito de forma proporcional a cada um dos elementos que o compõe.
§ 3ºPoderá haver a reativação, uma única vez, do parcelamento excluído, desde que o contribuinte:
Iregularize todas as pendências que ocasionaram a exclusão até dois meses após a expedição da comunicação de que trata o § 5º deste artigo;
IIcumpra as demais exigências estabelecidas pela SEF ou pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal – PGDF. cumpra as demais exigências estabelecidas pela SEF, pela Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) ou pelo órgão credor dos valores a que se refere esta Lei. (Inciso Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 4ºPara efeito do disposto no parágrafo anterior, as parcelas vincendas não poderão ser alteradas em função da reativação, prevalecendo as condições iniciais assumidas pelo contribuinte.
§ 5ºA exclusão do parcelamento será comunicada ao contribuinte, por meio de ato da SEF ou da PGDF, e implicará exigibilidade imediata da totalidade do crédito confessado e não pago, assim como a automática execução da garantia prestada, quando existente, restabelecendo-se, em relação ao montante não pago, os encargos e acréscimos legais na forma da legislação aplicável à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores. A exclusão do parcelamento será comunicada ao contribuinte, por meio de ato da SEF, da PGDF ou do órgão credor dos valores a que se refere esta Lei, e implicará exigibilidade imediata da totalidade do crédito confessado e não pago, assim como a automática execução da garantia prestada, quando existente, restabelecendo-se, em relação ao montante não pago, os encargos e acréscimos legais na forma da legislação aplicável à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Art. 6.
Os titulares ou cessionários de créditos líquidos e certos, de qualquer natureza, decorrentes de ações judiciais contra a Fazenda Pública do Distrito Federal, suas Autarquias e Fundações, poderão utilizá-los para a compensação de débitos relativos ao Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU; ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA; ao Imposto sobre Serviços – ISS; ao Imposto sobre Transmissão Inter Vivos, de Bens Imóveis de Natureza ou Acessão Física e Direitos Reais sobre Imóveis – ITBI; ao Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis ou Doação de Bens e Direitos – ITCD; à Taxa de Limpeza Pública – TLP; à Taxa de Utilização de Área de Domínio Público – TUADP; à Taxa de Segurança contra Incêndio; à Taxa de Fiscalização de Obras; à Taxa de Vigilância Sanitária; à Taxa Ambiental; à Taxa de Licença Urbanística e à Contribuição de Iluminação Pública – CIP; as Taxas Incidentes aos Beneficiários do Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado – Pró-DF, instituído pela Lei nº 2.427, de 14 de julho de 1999, e suas alterações; às Taxas de Ocupação de Imóveis; às Taxas de Ocupação de Área Pública; às taxas de Concessão, Permissão ou Preço Público; às multas emitidas em decorrência do poder de polícia; às multas emitidas pelo Distrito Federal ou suas Autarquias, em decorrência da aplicação da Lei federal nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, nos termos dos incisos I a V do art. 2º. Os titulares ou cessionários de créditos líquidos e certos, de qualquer natureza, decorrentes de ações judiciais contra a Fazenda Pública do Distrito Federal, suas Autarquias e Fundações, poderão utilizá-los para a compensação de débitos relativos ao Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU); ao Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA); ao Imposto sobre Serviços (ISS), ao Imposto sobre Transmissão “Inter Vivos”, de Bens Imóveis (ITBI); ao Imposto Sobre Transmissão “Causa Mortis” ou Doação de Bens e Direitos (ITCD); à Taxa de Limpeza Pública (TLP), à Taxa de Utilização de Área de Domínio Público (TUADP), à Taxa de Segurança contra Incêndio, à Taxa de Fiscalização de Obras, à Taxa de Vigilância Sanitária, à Taxa Ambiental, à Taxa de Licença Urbanística e à Contribuição de Iluminação Pública (CIP); as Taxas Incidentes aos Beneficiários do Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado (Pró-DF), instituído pela Lei nº 2.427, de 14 de julho de 1999, e suas alterações; às Taxas de Ocupação de Imóveis; às Taxas de ocupação de área pública; às taxas de Concessão, Permissão ou Preço Público, nos termos dos incisos I a V do art. 2º. (Artigo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 1ºPara efeitos deste artigo considera-se crédito líquido e certo aquele devidamente formalizado por meio de precatório judicial;
§ 2ºNo caso de diferença por incorreção do valor notificado para compensação por meio de precatório judicial, o devedor deverá ser notificado para complementar o valor, inclusive, mediante apresentação de novo precatório, assegurada a opção por parcelamento na forma e nos prazos previstos nesta Lei.
§ 3ºA compensação de que trata o caput deverá ser requerida junto à PGDF ou às Agências de Atendimento da Receita da SEF até três dias úteis antes dos prazos de que tratam os incisos I a V do art. 2º. A compensação de que trata o caput deverá ser requerida junto às Agências de Atendimento da Receita da SEF, à PGDF ou ao órgão credor dos valores a que se refere esta Lei, até três dias úteis antes dos prazos de que tratam os incisos I a V do art. 2º. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 4ºOs precatórios judiciais apresentados para compensação, cuja data de atualização seja anterior à data de opção de pagamento dos tributos, serão atualizados automaticamente, até a data da opção, pela Secretaria de Fazenda do Distrito Federal ou Procuradoria-Geral do Distrito Federal, utilizando para tanto os índices adotados pelo órgão de origem ou sentença judicial do respectivo precatório. Os precatórios judiciais apresentados para compensação, cuja data de atualização seja anterior à data de opção de pagamento dos tributos, serão atualizados automaticamente, até a data da opção, pela Procuradoria Geral do Distrito Federal, utilizando para tanto os índices adotados pelo Órgão de origem ou Sentença Judicial do respectivo precatório. (Parágrafo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Art. 7.
O contribuinte beneficiário do parcelamento instituído pelo Programa de Recuperação de Créditos da Fazenda Pública do Distrito Federal – REFAZ, na forma da Lei nº 3.194, de 29 de setembro de 2003, poderá, desde que em dia com suas obrigações, migrar para o Programa de Recuperação instituído por esta Lei e utilizar-se do instituto da compensação na forma prescrita no art. 6º.
§ 1ºOs pagamentos efetuados no parcelamento do primeiro Programa de Recuperação de Créditos serão devidamente considerados para efeito da consolidação do débito do contribuinte que optar pela migração para o REFAZ II.
§ 2ºAo contribuinte que optar pela migração para o Segundo Programa de Recuperação de Créditos, serão assegurados todos os benefícios previstos nesta Lei.
§ 3ºA migração de que trata o caput deverá ser requerida junto a Procuradoria-Geral do Distrito Federal ou às Agências de Atendimento da Receita da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal.
Art. 8.
Ressalvada a hipótese do § 3º do art. 5º, ao contribuinte excluído do parcelamento a que se refere esta Lei, não poderá ser concedida qualquer outra modalidade de parcelamento ou compensação parcelada ou não, com precatório, até 31 de dezembro de 2007.
Art. 9.
Aplicar-se-á na concessão de parcelamento pelo REFAZ II, no que não for contrário às disposições desta Lei, as normas existentes na legislação tributária para outras modalidades de parcelamento e para compensação por meio de precatório.
Art. 10.
recolhimento dos créditos em qualquer uma das formas mencionadas no art. 2º não tem efeito homologatório, permitindo a cobrança de débitos apurados pelo Fisco posteriormente.
Art. 11.
Não poderão ser pagos na forma desta Lei os débitos em fluência de prazo para pagamento, os oriundos de imposto retido e não recolhido, os pendentes de julgamento e os sujeitos a pagamento antecipado do ICMS.
§ 1ºDesde que não se refiram às demais situações do caput, não se incluem na vedação deste artigo os débitos decorrentes de autuações em fluência de prazo para pagamento.
§ 2ºO descumprimento, a qualquer momento, dos requisitos desta Lei ensejará a perda dos benefícios nela previstos, tornando imediatamente exigível a diferença em relação aos pagamentos efetuados.
§ 3ºNão se aplica o caput deste artigo aos produtos agrícolas sujeitos ao regime de substituição tributária.
Art. 12.
s débitos parcelados de acordo com o dispositivo nos incisos IV a IX do art. 2º da Lei nº 3.194, de 29 de setembro de 2003, excluídos ou não, poderão ser pagos nas formas dos incisos I a V do art. 2º desta Lei, vedada a concessão de compensação por meio de precatórios.
Art. 13.
Ficam remitidos os débitos decorrentes das taxas de ocupação devidas, até 2002, pelos permissionários do Mercado de Flores, da Região Administrativa do Plano Piloto – RA I, e dos concessionários ou permissionários das bancas de jornais e revistas do Distrito Federal, existentes na data de publicação desta Lei, inscritos na dívida ativa ou não, ajuizados ou por ajuizar.
Art. 14.
Poder Executivo editará os atos necessários ao cumprimento desta Lei. Fica o Poder Executivo autorizado a parcelar, em até 60 (sessenta) meses os débitos, de pessoas físicas ou jurídicas, oriundos de decisões do TCDF. (Artigo Alterado(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 1ºO benefício previsto no caput não exclui a atualização monetária e não ensejará direito a qualquer desconto do valor devido. (Acrescido(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
§ 2ºO valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 100,00 (cem reais). (Acrescido(a) pelo(a) Lei 3689 de 27/10/2005)
Art. 15.
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 16.
Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 20 de outubro de 2005
117º da República e 46º de Brasília
JOAQUIM DOMINGOS RORIZ
Citada por 32 normas
Normas do acervo que mencionam esta. Exibindo as 30 principais.
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 45110, de 26 de outubro de 2023
- Lei Complementar Distrital do Distrito Federal nº 1025, de 25 de outubro de 2023
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 42902, de 7 de janeiro de 2022
- Lei Complementar Distrital do Distrito Federal nº 996, de 29 de dezembro de 2021
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 41463, de 12 de novembro de 2020
- Lei Complementar Distrital do Distrito Federal nº 976, de 9 de novembro de 2020
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5719, de 29 de setembro de 2016
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5668, de 13 de julho de 2016
- Lei Complementar Distrital do Distrito Federal nº 897, de 18 de junho de 2015
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 36400, de 16 de março de 2015 · 2 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5463, de 16 de março de 2015 · 3 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 35648, de 22 de julho de 2014 · 3 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5365, de 3 de julho de 2014 · 3 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 34823, de 8 de novembro de 2013 · 3 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5211, de 6 de novembro de 2013 · 3 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 34473, de 19 de junho de 2013
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 34295, de 18 de abril de 2013 · 3 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 5096, de 10 de abril de 2013 · 3 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 33977, de 9 de novembro de 2012 · 3 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 4960, de 1 de novembro de 2012 · 3 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 4527, de 20 de dezembro de 2010 · 4 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 4526, de 20 de dezembro de 2010
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 31835, de 23 de junho de 2010
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 30760, de 28 de agosto de 2009 · 4 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 29666, de 30 de outubro de 2008 · 4 menções
- Lei Complementar Distrital do Distrito Federal nº 781, de 1 de outubro de 2008 · 4 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 26838, de 25 de maio de 2006
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 3856, de 24 de maio de 2006 · 2 menções
- Decreto Distrital do Distrito Federal nº 26442, de 12 de dezembro de 2005 · 10 menções
- Lei Distrital do Distrito Federal nº 3689, de 27 de outubro de 2005 · 3 menções