Jurisnauta
Fundo Texto Formato

São Paulo

Decreto Estadual de São Paulo nº 52520, de 21 de dezembro de 2007

Nº 52520/2007

JOSÉ SERRA, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais,

Decreta:

Art. 1.
- Ficam reorganizadas, nos termos deste decreto, as Penitenciárias a seguir identificadas, da Secretaria da Administração Penitenciária, previstas, respectivamente, nos incisos VI do artigo 3º, V do artigo 4º e XVI do artigo 6º do Decreto nº 45.798, de 9 de maio de 2001:
IPenitenciária "Dr. Geraldo de Andrade Vieira" de São Vicente, integrada na estrutura da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região do Vale do Paraíba e Litoral;
IIPenitenciária "Odon Ramos Maranhão" de Iperó, integrada na estrutura da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Central do Estado;
IIIPenitenciária de Assis, integrada na estrutura da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Oeste do Estado.

Parágrafo único- As unidades de que trata este artigo têm nível de Departamento Técnico.

Art. 2.
- As Penitenciárias de que trata este decreto destinam-se:
Iao cumprimento de penas privativas de liberdade, por presos do sexo masculino, em regime fechado;
IIà custódia de presos provisórios do sexo masculino.

Parágrafo único- A Penitenciária de que trata o inciso II do artigo 1º deste decreto destina-se, ainda, ao cumprimento de penas privativas de liberdade, por presos do sexo masculino, em regime semi-aberto.

Art. 3.
- As Penitenciárias de que trata este decreto têm, cada uma, a seguinte estrutura:
IEquipe de Assistência Técnica;
IIComissão Técnica de Classificação;
IIICentro de Reintegração e Atendimento à Saúde, com Núcleo de Atendimento à Saúde;
IVCentro de Trabalho e Educação, com Núcleo de Trabalho;
VCentro Integrado de Movimentações e Informações Carcerárias;
VICentro de Segurança e Disciplina, com:
a)Núcleo de Segurança I;
b)Núcleo de Segurança II;
c)Núcleo de Portaria;
VIICentro Administrativo, com:
a)Núcleo de Finanças e Suprimentos;
b)Núcleo de Pessoal;
c)Núcleo de Infra-Estrutura e Conservação;
VIIINúcleo de Escolta e Vigilância Penitenciária, com Equipe de Escolta e Vigilância.
§ 1º- Os Núcleos de Segurança, os Núcleos de Portaria e as Equipes de Escolta e Vigilância funcionarão, cada um, em 4 (quatro) turnos.
§ 2º- As unidades abrangidas pelo inciso I deste artigo têm nível de Equipe de Assistência Técnica II.

Art. 4.
- Os Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde, de Trabalho e Educação e de Segurança e Disciplina contam, cada um, com uma Célula de Apoio Administrativo, que não se caracteriza como unidade administrativa.

Art. 5.
- As unidades a seguir indicadas das Penitenciárias de que trata este decreto têm os seguintes níveis hierárquicos:
Ide Divisão Técnica de Saúde, os Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde;
IIde Divisão Técnica, os Centros de Trabalho e Educação;
IIIde Divisão:
a)os Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias;
b)os Centros de Segurança e Disciplina;
c)os Centros Administrativos;
IVde Serviço Técnico de Saúde, os Núcleos de Atendimento à Saúde;
Vde Serviço:
a)os Núcleos de Trabalho;
b)os Núcleos de Segurança;
c)os Núcleos de Portaria;
d)os Núcleos de Finanças e Suprimentos;
e)os Núcleos de Pessoal;
f)os Núcleos de Infra-Estrutura e Conservação;
g)os Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária;
VIde Seção, as Equipes de Escolta e Vigilância.

Art. 6.
- Os Núcleos de Pessoal são órgãos subsetoriais do Sistema de Administração de Pessoal.

Art. 7.
- Os Núcleos de Finanças e Suprimentos são órgãos subsetoriais dos Sistemas de Administração Financeira e Orçamentária.

Art. 8.
- Os Núcleos de Infra-Estrutura e Conservação são órgãos subsetoriais do Sistema de Administração dos Transportes Internos Motorizados e funcionarão, também, como órgãos detentores.

Art. 9.
- As Equipes de Assistência Técnica têm as seguintes atribuições:
Iassistir o dirigente do estabelecimento penal no desempenho de suas atribuições;
IIelaborar e implantar sistemas de acompanhamento e controle das atividades desenvolvidas pelas unidades do estabelecimento penal;
IIIproduzir informações gerenciais para subsidiar as decisões do dirigente do estabelecimento penal;
IVanalisar os processos e expedientes que lhes forem encaminhados;
Vpromover o desenvolvimento integrado, controlar a execução e participar da análise de planos, programas, projetos e atividades das diversas áreas do estabelecimento penal;
VIelaborar pareceres técnicos, despachos, contratos de natureza técnica e outros documentos;
VIIrealizar estudos e desenvolver trabalhos que se caracterizem como apoio técnico à execução, ao controle e à avaliação das atividades das unidades do estabelecimento penal;
VIIIprestar orientação técnica às unidades do estabelecimento penal;
IXestudar as necessidades do estabelecimento penal, propondo, ao dirigente, as soluções julgadas convenientes;
Xdesenvolver trabalhos que visem à racionalização das atividades do estabelecimento penal;
XIcolaborar no processo de avaliação da eficiência das unidades do estabelecimento penal;
XIIverificar a regularidade das atividades técnicas e administrativas do estabelecimento penal;
XIIIpromover, junto ao dirigente do estabelecimento penal, a adoção de providências que se fizerem necessárias para a realização de apuração preliminar de irregularidades funcionais nos termos da legislação vigente;
XIVmanter contatos com:
a)o dirigente da Fundação "Professor Doutor Manoel Pedro Pimentel" - FUNAP, objetivando a atuação dessa entidade no estabelecimento penal;
b)gerentes de estabelecimentos bancários oficiais, com objetivo de abrir contas bancárias para os presos;
XVfiscalizar o abastecimento das informações gerenciais a que se refere o inciso IX do artigo 27 deste decreto.

Art. 10.
- Aos Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde cabe prestar, no estabelecimento penal, assistência à saúde e psicossocial ao preso, tendo, para esse fim, as seguintes atribuições:
Iproporcionar o desenvolvimento social e humano dos presos, visando à reinserção na sociedade quando colocados em liberdade;
IIelaborar diagnósticos dos aspectos socioeconômicos dos presos;
IIIavaliar psicologicamente os presos, nas áreas de desenvolvimento geral, intelectual e emocional;
IVproceder ao diagnóstico dos presos e recomendar indicações psicológicas, psicofísicas e psicossociais, a partir da avaliação inicial;
Vregistrar informações relacionadas com os presos, de forma a compor o seu prontuário criminológico;
VIexecutar programas de preparação para a liberdade;
VIIpropiciar aos presos habilidades e conhecimentos necessários à sua integração na comunidade;
VIIIorganizar cursos regulares ou intensivos de comportamento social;
IXproporcionar meios de integração entre os presos e a comunidade em geral;
Xdesenvolver programas de valorização humana;
XIestudar e propor soluções para problemas da terapêutica penitenciária;
XIIplanejar e organizar projetos de trabalho para presos com problemas especiais, supervisionando ou ensinando-lhes, diretamente se for o caso, atividades prescritas para seu tratamento;
XIIIprestar orientação religiosa aos presos;
XIVcontribuir, se for o caso, na elaboração das perícias criminológicas;
XVcolaborar na seleção de livros e filmes destinados aos presos;
XVImanter intercâmbio de informações e experiências com o Departamento de Reintegração Social Penitenciário, propondo as medidas necessárias à aproximação entre os presos e suas famílias;
XVIIparticipar da programação das atividades de atendimento aos presos;

XVIII - verificar a inadequabilidade de comportamento dos servidores que tratam diretamente com os presos, propondo as medidas julgadas necessárias;

XIXidentificar as necessidades de treinamento para os servidores do estabelecimento penal que tratam diretamente com os presos;
XXapresentar recomendações a respeito da atuação das demais unidades de atendimento aos presos, em relação a casos específicos ou a problemas de caráter geral;
XXIacompanhar, permanentemente, o comportamento e as atividades dos presos, prestando-lhes assistência na solução de seus problemas;
XXIIorganizar e manter atualizados os prontuários criminológicos dos presos, de maneira a permitir o acompanhamento da evolução do tratamento;

XXIII - juntar aos prontuários documentos que lhes forem encaminhados para esse fim;

XXIVprovidenciar a preparação de carteiras de identidade e de trabalho, bem como de outros documentos necessários aos presos, por ocasião da liberdade.

Art. 11.
- Os Núcleos de Atendimento à Saúde têm as seguintes atribuições:
Iprestar assistência ambulatorial aos presos;
IIelaborar diagnósticos e efetuar exames clínicos, prescrevendo e acompanhando o tratamento;
IIIrealizar consulta médica, odontológica, psicossocial e de enfermagem ao preso, quando de sua inclusão no estabelecimento penal;
IVelaborar diagnósticos clínicos, de enfermagem e odontológicos, dos presos;
Vdar encaminhamento aos casos que necessitarem de complementação diagnóstica;
VIacompanhar o tratamento indicado de acordo com os protocolos de atendimento elaborados pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário;
VIIpromover a notificação compulsória de doença, de acordo com fluxo estabelecido pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário;
VIIInotificar surtos e outros eventos, tanto dos presos como dos servidores do estabelecimento penal;
IXinformar os óbitos para a Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário, bem como para os familiares do falecido;
Xexecutar programas de atenção à saúde dos presos e dos servidores;
XIregistrar as ocorrências e intercorrências no prontuário único de saúde, procedendo, conforme exigência do Sistema Único de Saúde - SUS/SP, à alimentação do banco de dados;
XIIcontrolar, solicitar e dispensar os medicamentos entregues, da lista padronizada, pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário e pelas demais instâncias do Sistema Único de Saúde - SUS/SP;
XIIIimplementar programas de prevenção e realizar atividades de saúde mental propostos pela Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário;
XIVprescrever a vacinação dos servidores e dos presos;
XVplanejar e executar programas de apoio social aos presos e seus familiares;
XVIencaminhar os presos e seus familiares à rede de assistência, de acordo com as necessidades diagnosticadas;
XVIIprestar atendimento psicológico aos presos com patologias;

XVIII - documentar no prontuário único de saúde do preso todo o atendimento realizado.

Art. 12.
- As Células de Apoio Administrativo, dos Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde, além das constantes do artigo 26 deste decreto, têm as seguintes atribuições:
Imatricular pacientes no Sistema Único de Saúde - SUS/SP e encaminhá-los, quando for o caso, para atendimento médico-hospitalar;
IIcontrolar e marcar consultas;
IIIatualizar os dados de identificação nas fichas de matrícula;
IVcontrolar os prontuários únicos de saúde e os criminológicos e zelar por sua conservação;
Vmanter e controlar os estoques de medicamentos, de acordo com as normas vigentes;
VIobservar e controlar os prazos de validade constantes nas embalagens dos medicamentos;
VIIcontrolar requisições e receitas de medicamentos em geral, principalmente entorpecentes, psicotrópicos e outros medicamentos sob regime de controle;
VIIImanter o corpo clínico sempre atualizado sobre os medicamentos disponíveis.

Art. 13.
- Os Centros de Trabalho e Educação têm as seguintes atribuições:
Iproporcionar aos presos:
a)o trabalho penitenciário;
b)a formação educacional necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades;
IIpreparar expedientes relativos à remição de pena;
IIIelaborar, submetendo à aprovação do Diretor da Penitenciária, mediante prévia manifestação do Diretor do Centro de Segurança e Disciplina, a escala de trabalho dos presos que prestam serviços de apoio e manutenção do estabelecimento penal;
IVem relação à educação:
a)elaborar o horário de aulas e distribuir os presos por turmas e classes, observadas as normas didático-pedagógicas;
b)manter atualizados os diários de classes;
c)avaliar o aproveitamento escolar dos alunos, de acordo com as normas de ensino;
d)acompanhar as atividades docentes e as desenvolvidas pelos alunos;
e)elaborar e executar programas esportivos e de recreação, que visem à recuperação, ao desenvolvimento e à manutenção das condições físicas dos presos;
f)orientar a realização de espetáculos teatrais e de outras atividades culturais;
g)elaborar programas de solenidades, de comemorações de caráter cívico e de festividades escolares, com a participação de elementos da comunidade;
h)planejar e coordenar os trabalhos de início e encerramento dos períodos letivos;
i)avaliar a execução do planejamento elaborado e sugerir a estruturação de novos cursos ou a alteração dos existentes;
j)executar os programas de ensino supletivo;
l)assegurar a eficiência do processo ensino-aprendizagem;
m)orientar cursos por correspondência;
n)identificar, nos presos, necessidades e carências de ordem física e psicológica, encaminhando-os às unidades especializadas;
o)opinar sobre a oportunidade e necessidade de aquisição de equipamentos relacionados ao desenvolvimento das atividades didáticas;
p)receber, registrar, classificar e catalogar livros, periódicos, documentos técnicos e legislação;
q)manter serviços de consultas e empréstimos de livros;
r)orientar os interessados nas consultas e pesquisas bibliográficas;
s)incentivar os presos e os servidores do estabelecimento penal a criarem hábitos de leitura;
t)organizar e conservar atualizados os catálogos necessários aos serviços;
u)manter intercâmbio com bibliotecas e centros de documentação;
v)encaminhar, para publicação, os trabalhos elaborados pelos presos;
x)zelar pela guarda e conservação do acervo da unidade;
z)sugerir a aquisição de livros e periódicos destinados aos presos.

Art. 14.
- Os Núcleos de Trabalho têm as seguintes atribuições:
Ipromover a execução do trabalho dos presos, em especial:
a)programar o trabalho;
b)orientar e acompanhar o desenvolvimento do trabalho;
c)controlar a freqüência e o rendimento em cada área de trabalho;
d)fiscalizar a presença dos presos nos locais de trabalho;
e)avaliar o aproveitamento para efeito de promoção na escala de categorias profissionais;
f)executar programas instrutivos de prevenção de acidentes de trabalho;
g)acompanhar a produção manufaturada e monitorar as empresas que fornecem serviços aos presos;
h)sugerir a implantação de novos processos de produção;
i)contribuir para o aperfeiçoamento dos produtos;
j)controlar a quantidade e a qualidade dos produtos;
l)organizar o mostruário dos produtos;
m)encaminhar o produto acabado para o Núcleo de Finanças e Suprimentos;
n)propor a alienação de produtos considerados excedentes;
IIem relação aos equipamentos e à matéria-prima de trabalho:
a)programar a utilização da maquinaria, das ferramentas, da matéria-prima e dos demais componentes exigidos para o trabalho realizado na unidade, informando ao Núcleo de Finanças e Suprimentos suas necessidades;
b)distribuir, recolher e conferir as ferramentas de trabalho;
c)promover a guarda do material de uso específico da unidade, bem como controlar seu consumo;
d)verificar o estado de conservação das máquinas e ferramentas, solicitando ao Núcleo de Infra-Estrutura e Conservação a reposição de peças e os consertos, quando necessários;
e)zelar pela correta utilização de equipamentos e materiais;
IIIem relação às oficinas:
a)desenvolver trabalhos de natureza industrial ou artesanal, que resultem na produção ou manutenção de bens em geral, para consumo interno ou de terceiros;
b)produzir bens em escala industrial;
IVem relação à lavanderia:
a)receber, registrar, lavar e passar roupas;
b)revisar, periodicamente, o estado das roupas sob sua guarda, procedendo aos consertos, quando necessário;
Vem relação à copa e cozinha:
a)executar os serviços de copa;
b)elaborar os cardápios;
c)preparar as refeições, submetendo-as à aprovação do dirigente do estabelecimento penal ou de quem for por este designado;
d)zelar pela correta utilização dos mantimentos, aparelhos e utensílios;
e)executar os serviços de limpeza dos aparelhos e utensílios, bem como dos locais de trabalho;
f)elaborar os expedientes relativos à requisição de mantimentos e outras provisões;
VIem relação à limpeza interna:
a)executar, diariamente, os serviços de limpeza e arrumação das dependências;
b)zelar pela correta utilização de equipamentos e materiais de limpeza;
c)promover a guarda do material de limpeza e controlar seu consumo.

Art. 15.
- As Células de Apoio Administrativo, dos Centros de Trabalho e Educação, além das constantes do artigo 26 deste decreto, têm as seguintes atribuições:
Iorganizar os processos de matrícula, conferindo a documentação que deva instruí-los;
IImanter registros individuais sobre a vida escolar dos alunos;
IIIcuidar da expedição de diplomas ou certificados;
IVproceder à verificação da freqüência dos alunos;
Vprover o material escolar necessário e auxiliar os alunos nos trabalhos escolares, quando solicitado;
VIprovidenciar a manutenção das salas de aula;
VIIzelar pelo material e equipamento de ensino.

Art. 16.
- Os Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias têm as seguintes atribuições:
Ireceber, registrar, distribuir e expedir papéis e processos;
IIorganizar e manter atualizados:
a)os prontuários penitenciários dos presos;
b)o arquivo de cópias dos textos digitados;
IIIzelar pela inclusão, no prontuário, de todos os elementos que contribuam para o estudo da situação processual do preso;
IVverificar a compatibilidade dos alvarás de soltura com os elementos constantes do prontuário penitenciário e outras informações disponíveis;
Vfornecer, mediante autorização do dirigente do estabelecimento penal, informações e certidões relativas às situações processual e carcerária do preso;
VIprestar ou solicitar informações, quando for o caso, à unidade incumbida de manter os prontuários criminológicos;
VIImanter a guarda e conservar os prontuários penitenciários e os cartões de identificação;
VIIIrequerer e organizar as requisições para apresentação dos presos, comunicando ao Centro de Segurança e Disciplina;
IXprovidenciar:
a)a comunicação de inclusão e exclusão de preso aos órgãos requisitantes, especialmente às varas das execuções criminais e outras varas judiciais nas quais tramitem processos que lhe digam respeito;
b)a documentação para a apresentação do preso ou a justificativa de seu não comparecimento;
c)o encaminhamento do preso, juntamente com seus prontuários, quando de sua movimentação para outro estabelecimento penal;
Xverificar a autenticidade dos documentos a serem inseridos nos prontuários penitenciários;
XIpreparar a solicitação, às Polícias Militar, Civil ou Federal, de escolta, quando das movimentações externas de presos.

Art. 17.
- Os Centros de Segurança e Disciplina têm as seguintes atribuições:
Idesenvolver os serviços de recepção, vigilância, segurança e disciplina;
IIprovidenciar a apresentação dos presos nos respectivos locais;
IIIrequisitar, ao Núcleo de Infra-Estrutura e Conservação, transporte para apresentações judiciais e transferências de presos;
IVpreparar os presos para as respectivas apresentações judiciais, conforme o procedimento determinado pela Pasta;
Vadministrar a rouparia dos agentes de segurança penitenciária e mestres de ofício;
VIagendar, com os órgãos solicitantes, o recebimento de presos;
VIIrequerer ao Centro Integrado de Movimentações e Informações Carcerárias o preparo da solicitação, às Polícias Militar, Civil ou Federal, de escolta, quando das movimentações externas de presos.

Art. 18.
- Os Núcleos de Segurança, em suas respectivas áreas de atuação, têm as seguintes atribuições:
Iem relação às atividades gerais da unidade:
a)manter a ordem, segurança e disciplina;
b)preparar o boletim de ocorrências diárias;
c)elaborar quadros demonstrativos relacionados com suas atividades;
IIem relação aos presos:
a)cuidar da observância do regime disciplinar;
b)zelar pela higiene dos presos e dos locais a eles destinados;
c)fiscalizar:

1. a distribuição da alimentação;

2. a visitação aos presos;

d)executar sua movimentação, comunicando ao Diretor do Centro de Segurança e Disciplina as alterações ocorridas;
e)acompanhar os presos, quando em trânsito interno;
f)conferir, diariamente, e manter atualizado o quadro da população carcerária;
g)providenciar o encaminhamento, ao Centro Integrado de Movimentações e Informações Carcerárias, dos documentos relacionados com a situação processual dos presos;
h)administrar a rouparia dos presos;
i)organizar e manter atualizado o cadastro dos presos;
j)registrar e fornecer informações relativas à população carcerária e sua movimentação;
l)elaborar e manter atualizados os quadros demonstrativos do movimento carcerário;
IIIem relação à inclusão dos presos:
a)receber, guardar e devolver, nos casos de liberdade, os pertences dos presos;
b)receber e encaminhar ao Centro Administrativo o dinheiro trazido pelo preso quando de sua entrada;
c)receber e conferir os documentos referentes à inclusão do preso;
d)providenciar a identificação datiloscópica e fotográfica dos presos e elaborar os respectivos documentos de identificação;
e)encaminhar os novos presos às unidades envolvidas no processo de internação;
IVem relação à segurança do estabelecimento penal:
a)inspecionar, diariamente, suas condições;
b)operar e controlar os serviços de telefonia, alarme, televisão e som;
Vexecutar a vigilância preventiva, interna e externa, da unidade prisional, de preferência com o emprego de cães;
VIem relação aos cães sob sua guarda:
a)zelar pela higiene, saúde, alimentação e vacinação dos cães;
b)executar o adestramento dos cães;
c)manter atualizado o registro dos cães.

Art. 19.
- Os Núcleos de Portaria têm as seguintes atribuições:
Iatender ao público em geral;
IIrealizar revistas na portaria, à entrada e saída de presos, veículos e volumes, bem como de servidores e visitas;
IIIrecepcionar os que se dirigem ao estabelecimento penal, inclusive presos, acompanhando-os às unidades a que se destinam;
IVanotar as ocorrências de entradas e saídas do estabelecimento penal;
Vreceber, registrar e distribuir os objetos destinados aos presos;
VIreceber a correspondência dos servidores e dos presos;
VIIexaminar e providenciar a distribuição da correspondência dos presos;
VIIIexaminar e expedir a correspondência escrita pelos presos;
IXdistribuir a correspondência dos servidores;
Xmanter registro de identificação de servidores do estabelecimento penal e das pessoas autorizadas a visitar os presos.

Art. 20.
- Os Centros Administrativos têm as seguintes atribuições:
Iprestar serviços às unidades do estabelecimento penal, nas áreas de finanças e orçamento, material e patrimônio, pessoal, transportes, comunicações administrativas e conservação;
IImanter o controle do numerário pertencente aos presos, inclusive do seu pecúlio;
IIIprovidenciar o depósito, em estabelecimento bancário oficial, de preferência do Estado de São Paulo, do numerário trazido pelo preso, quando de sua entrada, inclusive do seu pecúlio, se for o caso;
IVpreparar documentos e numerário para retirada:
a)pelos visitantes, desde que devidamente autorizados pelo preso;
b)pelos presos, por ocasião de suas saídas, temporárias ou definitiva;
Vpreparar documentação para as compras mensais solicitadas pelos presos;
VIrealizar a compra dos objetos solicitados pelos presos;
VIIefetuar o pagamento, realizar a distribuição e controlar a quantidade dos objetos comprados para os presos;
VIIIelaborar balancetes mensais do numerário dos presos;
IXefetuar o registro de entrada e saída do numerário dos presos no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios - SIAFEM/SP;
Xprovidenciar o controle eletrônico de todas as transações relativas ao numerário dos presos, inclusive de seu pecúlio.

Art. 21.
- Os Núcleos de Finanças e Suprimentos têm as seguintes atribuições:
Iem relação aos Sistemas de Administração Financeira e Orçamentária, as previstas no artigo 10 do Decreto-Lei nº 233, de 28 de abril de 1970;
IIem relação às compras:
a)desenvolver atividades relacionadas a cadastro de fornecedores de materiais e serviços, de acordo com as normas e os procedimentos pertinentes;
b)preparar expedientes referentes à aquisição de materiais ou à prestação de serviços;
c)analisar as propostas de fornecimento e as de prestação de serviços;
d)elaborar contratos relativos às compras de materiais ou à prestação de serviços;
IIIem relação ao almoxarifado:
a)analisar a composição dos estoques, com o objetivo de verificar sua correspondência às necessidades efetivas;
b)fixar níveis de estoque mínimo e máximo, bem como ponto de pedido de materiais;
c)elaborar pedidos de compra para formação ou reposição de estoque;
d)controlar o atendimento, pelos fornecedores, das encomendas efetuadas, comunicando, ao órgão responsável pela aquisição e ao órgão requisitante, os atrasos e outras irregularidades cometidas;
e)receber, conferir, guardar e distribuir, mediante requisição, os materiais adquiridos;
f)controlar o estoque e a distribuição do material armazenado;
g)manter atualizados os registros de entrada e saída e de valores dos materiais em estoque;
h)realizar balancetes mensais e inventários, físicos e de valor, do material estocado;
i)elaborar levantamento estatístico de consumo anual, para orientar a elaboração do orçamento-programa;
j)elaborar relação de materiais considerados excedentes ou em desuso, de acordo com a legislação específica;
l)receber, conferir e guardar os produtos encaminhados pelo Centro de Trabalho e Educação;
m)atender às requisições de produtos, quando autorizadas;
n)manter atualizados os registros de entrada e saída de produtos;
o)zelar pela conservação dos produtos em estoque.

Art. 22.
- Os Núcleos de Pessoal têm as atribuições previstas nos artigos 11 a 16 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998.

Art. 23.
- Os Núcleos de Infra-Estrutura e Conservação têm as seguintes atribuições:
Iem relação ao protocolo:
a)receber, registrar, classificar, autuar, controlar a distribuição e expedir papéis e processos;
b)receber e expedir malotes, correspondência externa e volumes em geral;
c)informar sobre a localização de papéis e processos;
IIem relação ao arquivo:
a)arquivar papéis e processos;
b)preparar certidões de papéis e processos;
IIIem relação ao Sistema de Administração dos Transportes Internos Motorizados, as previstas nos artigos 8º e 9º do Decreto nº 9.543, de 1º de março 1977;
IVem relação à administração patrimonial:
a)cadastrar e chapear o material permanente e os equipamentos recebidos;
b)manter intercâmbio dos bens móveis, controlando a sua movimentação;
c)verificar, periodicamente, o estado dos bens móveis, imóveis e equipamentos, adotando as providências para sua manutenção, substituição ou baixa patrimonial;
d)providenciar o seguro dos bens móveis e imóveis e promover outras medidas administrativas necessárias à defesa dos bens patrimoniais;
e)realizar, periodicamente, o inventário de todos os bens móveis constantes do cadastro;
f)providenciar o arrolamento de bens inservíveis, observando a legislação específica;
g)efetuar o registro dos bens no Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios - SIAFEM/SP;
Vefetuar a manutenção:
a)dos sistemas de comunicações;
b)da parte hidráulica;
c)da parte elétrica, incluindo, em especial, aparelhos, máquinas, equipamentos e instalações;
d)dos equipamentos de informática, realizando também a elaboração de planos e programação de manutenção preventiva e corretiva;
e)da pintura, externa e interna, da edificação e de suas instalações;
f)da edificação, das instalações, dos móveis, dos objetos, bem como dos equipamentos e aparelhos;
g)da alvenaria, executando os serviços de alvenaria, revestimentos e coberturas.

Parágrafo único- Em casos de emergência, não havendo possibilidade de atuação do Núcleo de Infra-Estrutura e Conservação, as atribuições previstas nas alíneas "a" a "c" do inciso V deste artigo caberão, observadas as áreas de atuação de cada um, aos Núcleos de Segurança I e II.

Art. 24.
- Aos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária cabe planejar, executar e fiscalizar as atividades de:
Iescolta e custódia de presos em movimentação externa;
IIguarda e vigilância nas muralhas, nos alambrados e nas guaritas.

Art. 25.
- As Equipes de Escolta e Vigilância têm as seguintes atribuições:
Iexercer a escolta armada, vigilância e proteção dos presos, quando em trânsito e movimentação externa;
IIexercer a vigilância armada nas muralhas, nos alambrados e nas guaritas da unidade prisional;
IIIelaborar boletins relatando as ocorrências diárias;
IVzelar pela higiene e segurança dos locais onde desenvolvem suas atividades;
Vadotar todas as medidas de segurança necessárias ao bom funcionamento da unidade;
VIvedar a entrada de pessoas estranhas à unidade;
VIIefetuar a revista dos presos quando for escoltá-los.

Art. 26.
- As Células de Apoio Administrativo, em suas respectivas áreas de atuação, têm as seguintes atribuições:
Ipreparar o expediente da unidade;
IIreceber, registrar, distribuir e expedir papéis e processos;
IIImanter registros sobre a freqüência e as férias dos servidores;
IVpreparar a escala de serviço;
Vestimar a necessidade de material permanente;
VImanter registro do material permanente e comunicar à unidade competente a sua movimentação;
VIIdesenvolver outras atividades características de apoio administrativo.

Art. 27.
- São atribuições comuns a todas as unidades:
Icolaborar com outras unidades do estabelecimento penal na elaboração de projetos, atividades e trabalhos que visem à ressocialização dos presos;
IIprestar informações relativas à sua área de atuação, desde que com autorização superior;
IIIsolicitar a colaboração de outras unidades do estabelecimento penal para solução de problemas de relacionamento com os presos;
IVelaborar relatórios mensais de atividades com dados qualitativos e quantitativos referentes à sua área;
Vnotificar ao Centro de Segurança e Disciplina os casos de indisciplina;
VIcoordenar, orientar e controlar o trabalho dos estagiários e voluntários;
VIIfiscalizar os serviços prestados por terceiros e, quando o contrato estiver sob sua responsabilidade, atestar sua qualidade e execução;
VIIIidentificar necessidades de treinamento específico para os servidores do estabelecimento penal que tratam diretamente com os presos;
IXabastecer e manter atualizado, eletronicamente, banco de dados implantado pela Pasta, com informações relativas à sua área de trabalho.

Art. 28.
- Aos Diretores das Penitenciárias de que trata este decreto, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Iem relação às atividades do Sistema Penitenciário:
a)dar cumprimento às determinações judiciais;
b)cumprir os alvarás de soltura e benefícios judiciais;
c)prestar as informações que lhes forem solicitadas pelos Juízes e Tribunais, pelo Ministério Público, pelo Conselho Penitenciário e por entidades públicas ou particulares;
d)solicitar:

1. às Polícias Militar, Civil ou Federal, escolta, quando das movimentações externas de presos;

2. a expedição de certidões ou cópias de peças processuais, para formação dos prontuários penitenciários e instrução de petições;

e)manter contato permanente com os presos, ouvindo seus pedidos e suas reclamações, procurando solucioná-los;
f)autorizar:

1. o remanejamento dos presos nas áreas do estabelecimento penal;

2. os pedidos de liberação de parte do pecúlio;

3. o fornecimento de informações relativas à situação carcerária dos presos;

4. as visitas individuais e especiais ao estabelecimento penal;

g)assinar o documento de identidade do preso e as certidões relativas à sua situação carcerária;
h)determinar, quando for o caso, a realização de exames de sanidade mental do preso;
i)aplicar penalidades disciplinares aos presos, dentro de sua competência regimental;
j)zelar pela qualidade da alimentação e pela integridade física e moral dos presos;
l)expedir atestado de conduta a egresso do estabelecimento penal, observada a legislação pertinente;
m)decidir sobre a utilização dos pavilhões do estabelecimento penal;
n)coordenar os grupos de atuação tática, de acordo com as diretrizes e normas da Pasta;
o)orientar a ordem e a segurança interna e externa do estabelecimento penal, providenciando, no que couber, os serviços da Polícia Militar;
p)fixar, por proposta do Centro de Trabalho e Educação, os preços dos bens produzidos no estabelecimento penal, quando for o caso;
q)organizar a escala de plantões das diretorias;
IIem relação às atividades gerais:
a)solicitar informações a outros órgãos da Administração Pública;
b)decidir sobre os pedidos de certidões e "vista" de processos;
c)promover ações para manutenção dos sistemas de tratamento de esgoto do estabelecimento penal;
IIIem relação ao Sistema de Administração de Pessoal, exercer o previsto nos artigos 27 e 29, exceto inciso I, do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998, com a nova redação dada ao inciso XII do referido artigo 27 pelo Decreto nº 43.881, de 9 de março de 1999, observadas as alterações efetuadas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado pela Lei Complementar nº 942, de 6 de junho de 2003;
IVem relação aos Sistemas de Administração Financeira e Orçamentária, na qualidade de dirigentes de unidades de despesa, exercer o previsto no artigo 14 do Decreto-Lei nº 233, de 28 de abril de 1970;
Vem relação ao Sistema de Administração dos Transportes Internos Motorizados, na qualidade de dirigentes de subfrota, exercer o previsto no artigo 18 do Decreto nº 9.543, de 1º de março de 1977;
VIem relação à administração de material e patrimônio:
a)assinar editais de licitação;
b)exercer o previsto nos artigos 1º e 2º do Decreto nº 31.138, de 9 de janeiro de 1990, alterados pelo Decreto nº 33.701, de 22 de agosto de 1991, exceto quanto a licitação na modalidade de concorrência;
c)autorizar, por ato específico, as autoridades que lhes são subordinadas a requisitarem transporte de material por conta do Estado;
VIIaprovar a escala de trabalho dos presos, elaborada pelo Diretor do Centro de Trabalho e Educação, após manifestação do Diretor do Centro de Segurança e Disciplina;
VIIIobservar as normas determinadas pela Pasta, acerca de sua área de atuação, dando publicidade aos servidores para o respectivo cumprimento.

Art. 29.
- Aos Diretores dos Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde, em suas respectivas áreas de atuação, compete opinar sobre a designação ou o remanejamento dos presos nos pavilhões e nas unidades do estabelecimento penal.

Art. 30.
- Aos Diretores dos Centros de Trabalho e Educação, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Iassinar diplomas, certificados e atestados relativos ao trabalho e à vida escolar dos presos;
IIindicar ao Centro de Reintegração e Atendimento à Saúde:
a)a necessidade de transferências de serviço dos presos;
b)os casos de presos inaptos ao trabalho;
IIIenviar ao dirigente do estabelecimento penal relatório mensal de aproveitamento dos presos;
IVelaborar a escala de trabalho dos presos.

Art. 31.
- Aos Diretores dos Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias, em suas respectivas áreas de atuação, compete informar ao Diretor da Penitenciária as incompatibilidades existentes entre os elementos constantes dos alvarás de soltura e os prontuários penitenciários.

Art. 32.
- Aos Diretores dos Centros de Segurança e Disciplina, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Ielaborar a escala de serviço do pessoal da área de vigilância penitenciária;
IIinformar, diariamente, ao Diretor da Penitenciária as alterações na população carcerária e sua movimentação;
IIImanifestar-se sobre a seleção, orientação, indicação e escala de trabalho dos presos;
IVautorizar visitas aos presos, assinando as respectivas fichas de identificação;
Vsindicar as faltas disciplinares dos presos;
VIaplicar penalidades disciplinares aos presos, dentro de sua competência regimental;
VIIpropor ao Coordenador, por intermédio do Diretor da Penitenciária, a adoção de providências, junto à unidade competente da Polícia Militar do Estado de São Paulo, para treinamento de Agentes de Segurança Penitenciária e obtenção de orientação técnica, necessários ao manejo adequado de cães nas atividades de vigilância preventiva;
VIIIavaliar o rendimento dos cães adestrados, apresentando sugestões com vista à obtenção de melhores resultados, quando for o caso.

Art. 33.
- Aos Diretores dos Centros Administrativos, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Ivisar extratos para publicação no Diário Oficial do Estado;
IIassinar certidões relativas a papéis e processos arquivados.

Art. 34.
- Aos Diretores dos Centros, em suas respectivas áreas de atuação, compete, ainda, exercer o previsto no artigo 30 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998, observadas as alterações efetuadas no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado pela Lei Complementar nº 942, de 6 de junho de 2003.

Art. 35.
- Aos Diretores dos Núcleos de Atendimento à Saúde, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Ielaborar a escala de plantões do pessoal da unidade de saúde;
IImanter intercâmbio com serviços médicos externos;
IIIdiscutir, periodicamente, com os profissionais envolvidos, os casos examinados, para orientação diagnóstica e terapêutica;
IVorientar e fiscalizar a documentação clínica dos pacientes.

Art. 36.
- Aos Diretores dos Núcleos de Finanças e Suprimentos, em suas respectivas áreas de atuação, compete:
Iem relação aos Sistemas de Administração Financeira e Orçamentária, exercer o previsto nos artigos 15 e 17 do Decreto-Lei nº 233, de 28 de abril de 1970;
IIem relação à administração de material, aprovar a relação de materiais a serem mantidos em estoque e a de materiais a serem adquiridos.

Art. 37.
- Os Diretores dos Núcleos de Pessoal, na qualidade de dirigentes de órgãos subsetoriais do Sistema de Administração de Pessoal, em suas respectivas áreas de atuação, têm as competências previstas no artigo 33 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998, alterado pelo Decreto nº 48.826, de 23 de julho de 2004.

Art. 38.
- Os Diretores dos Núcleos de Infra-Estrutura e Conservação, em suas respectivas áreas de atuação, têm as seguintes competências:
Ina qualidade de dirigentes de órgãos detentores, do Sistema de Administração dos Transportes Internos Motorizados, exercer o previsto no artigo 20 do Decreto nº 9.543, de 1º de março de 1977;
IIautorizar a baixa de bens móveis no patrimônio.

Art. 39.
- Aos Diretores dos Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária compete:
Icuidar do armamento e da munição utilizados na unidade, bem como das viaturas sob sua responsabilidade, zelando por sua guarda, manutenção, conservação e limpeza;
IIelaborar as escalas de serviços dos servidores;
IIIsupervisionar a vigilância e escolta;
IVadotar medidas relativas à fiscalização, intensificando a segurança do servidor na muralha;
Vzelar pelo condicionamento físico dos servidores, realizando testes de avaliação e estabelecendo metas a serem atingidas;
VIpromover o treinamento e a avaliação de tiro, visando ao preparo dos servidores.

Art. 40.
- Aos Chefes das Equipes de Escolta e Vigilância compete:
Irealizar a ronda diurna e/ou noturna nos postos de vigilância;
IIpercorrer a área sob sua responsabilidade, atentando para eventuais anomalias;
IIIefetuar a distribuição:
a)das tarefas de vigilância nas muralhas, nos alambrados e nas guaritas e de escolta armada externa dos presos;
b)dos postos de trabalho;
IVorientar os servidores sobre as medidas de precaução a serem adotadas no desenvolvimento das atividades;
Vsupervisionar a revista dos presos.

Art. 41.
- São competências comuns aos Diretores das Penitenciárias de que trata este decreto e aos demais dirigentes de unidades até o nível de Diretor de Serviço, em suas respectivas áreas de atuação:
Imanter seus superiores imediatos permanentemente informados sobre o andamento das atividades das unidades subordinadas;
IIavaliar o desempenho das unidades subordinadas e responder pelos resultados alcançados, bem como pela adequação dos custos dos trabalhos executados;
IIIdecidir sobre recursos interpostos contra despacho de autoridade imediatamente subordinada, desde que não esteja esgotada a instância administrativa;
IVapresentar relatórios sobre os serviços executados pelas unidades administrativas subordinadas;
Vpraticar todo e qualquer ato ou exercer quaisquer das atribuições ou competências das unidades ou dos servidores subordinados;
VIavocar, de modo geral ou em casos especiais, as atribuições ou competências das unidades ou dos servidores subordinados;
VIIem relação ao Sistema de Administração de Pessoal, exercer o previsto no artigo 34 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998;
VIIIem relação à administração de material e patrimônio:
a)autorizar a transferência de bens móveis entre as unidades administrativas subordinadas;
b)requisitar, à unidade competente, material permanente ou de consumo.

Art. 42.
- São competências comuns aos Diretores das Penitenciárias de que trata este decreto e aos demais responsáveis por unidades até o nível de Chefe de Seção:
Icumprir e fazer cumprir as leis, os decretos, os regulamentos, as resoluções, as decisões, os prazos para desenvolvimento dos trabalhos e as ordens das autoridades superiores;
IItransmitir a seus subordinados as diretrizes a serem adotadas no desenvolvimento dos trabalhos;
IIIpropor à autoridade superior o programa de trabalho e as alterações que se fizerem necessárias;
IVorientar e acompanhar as atividades dos servidores subordinados;
Vopinar e propor medidas que visem ao aprimoramento de sua área;
VImanter a regularidade dos serviços, expedindo as necessárias determinações ou representando às autoridades superiores, conforme o caso;
VIImanter ambiente propício ao desenvolvimento dos trabalhos;
VIIIprovidenciar a instrução de processos e expedientes que devam ser submetidos à consideração superior, manifestando-se, conclusivamente, a respeito da matéria;
IXindicar seus substitutos, obedecidos os requisitos de qualificação inerentes ao cargo, à função-atividade ou à função de serviço público;
Xem relação ao Sistema de Administração de Pessoal, exercer o previsto no artigo 35 do Decreto nº 42.815, de 19 de janeiro de 1998.

Art. 43.
- As competências previstas neste capítulo, sempre que coincidentes, serão exercidas, de preferência, pelas autoridades de menor nível hierárquico.

Art. 44.
- As Comissões Técnicas de Classificação têm, cada uma, a seguinte composição:
Io Diretor da Penitenciária, que será o seu Presidente;
IIo Diretor do Centro de Reintegração e Atendimento à Saúde;
IIIo Diretor do Centro de Trabalho e Educação;
IVo Diretor do Centro de Segurança e Disciplina;
Vprofissionais das áreas de psiquiatria, psicologia e assistência social.

Art. 45.
- As Comissões Técnicas de Classificação têm as seguintes atribuições:
Iefetuar a classificação dos sentenciados, quando de sua inclusão no estabelecimento penal;
IIelaborar o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao sentenciado.

Art. 46.
- Para efeito da atribuição da gratificação "pro labore" de que trata o artigo 14 da Lei Complementar nº 959, de 13 de setembro de 2004, ficam caracterizadas como específicas da carreira de Agente de Segurança Penitenciária as funções a seguir discriminadas, destinadas às Penitenciárias de que trata este decreto, na seguinte conformidade:
I3 (três) de Diretor de Divisão, para os Centros de Segurança e Disciplina;
II36 (trinta e seis) de Diretor de Serviço, sendo 1 (uma) para cada turno, assim distribuídas:
a)24 (doze) aos Núcleos de Segurança;
b)12 (doze) aos Núcleos de Portaria.

Art. 47.
- Para efeito da concessão da gratificação "pro labore" de que trata o artigo 28 da Lei nº 10.168, de 10 de julho de 1968, ficam classificadas as funções de serviço público a seguir discriminadas, destinadas às Penitenciárias de que trata este decreto, na seguinte conformidade:
I3 (três) de Diretor Técnico de Departamento;
II3 (três) de Supervisor de Equipe de Assistência Técnica II, para as Equipes de Assistência Técnica;
III3 (três) de Diretor Técnico de Divisão de Saúde, para os Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde;
IV3 (três) de Diretor Técnico de Divisão, para os Centros de Trabalho e Educação;
V6 (seis) de Diretor de Divisão, assim distribuídas:
a)3 (três) aos Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias;
b)3 (três) aos Centros Administrativos;
VI3 (três) de Diretor Técnico de Serviço de Saúde, para os Núcleos de Atendimento à Saúde;
VII12 (doze) de Diretor de Serviço, assim distribuídas:
a)3 (três) aos Núcleos de Trabalho;
b)3 (três) aos Núcleos de Finanças e Suprimentos;
c)3 (três) aos Núcleos de Pessoal;
d)3 (três) aos Núcleos de Infra-Estrutura e Conservação.

Parágrafo único- Serão exigidos dos servidores designados para as funções retribuídas mediante "pro labore", nos termos deste artigo, os seguintes requisitos de escolaridade ou habilitação legal e de experiência profissional:

1. para as de Diretor Técnico de Departamento, diploma de nível superior ou habilitação legal correspondente nas áreas de direito, psicologia, ciências sociais, pedagogia ou serviço social e experiência de, no mínimo, 4 (quatro) anos de atuação profissional ou na área penitenciária;

2. para as de Supervisor de Equipe de Assistência Técnica II e as de Diretor Técnico de Divisão, diploma de nível superior ou habilitação legal correspondente e experiência de, no mínimo, 4 (quatro) anos de atuação profissional ou na área penitenciária;

3. para as de Diretor Técnico de Divisão de Saúde e as de Diretor Técnico de Serviço de Saúde, diploma de nível superior ou habilitação legal correspondente para o exercício de atividades da área de saúde abrangidas pela Lei Complementar nº 674, de 8 de abril de 1992, e experiência de, no mínimo, 3 (três) anos de atuação profissional na área de saúde;

4. para as de Diretor de Divisão e as de Diretor de Serviço, certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente e experiência de, no mínimo, 2 (dois) anos de atuação na respectiva área.

Art. 48.
- Para efeito da atribuição da gratificação "pro labore" de que trata o artigo 10 da Lei Complementar nº 898, de 13 de julho de 2001, com a redação dada pelo inciso IV do artigo 1º da Lei Complementar nº 976, de 6 de outubro de 2005, ficam caracterizadas como específicas da classe de Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária as funções a seguir discriminadas, destinadas às Penitenciárias de que trata este decreto, na seguinte conformidade:
I3 (três) de Diretor de Serviço, para os Núcleos de Escolta e Vigilância Penitenciária;
II12 (doze) de Chefe de Seção, para as Equipes de Escolta e Vigilância, sendo 1 (uma) para cada turno.

Art. 49.
- Para fins de atribuição da Gratificação por Comando de Unidade Prisional - COMP, instituída pela Lei Complementar nº 842, de 24 de março de 1998, alterada pelas Leis Complementares nº 917, de 4 de abril de 2002, e nº 975, de 6 de outubro de 2005, as Penitenciárias de que trata este decreto ficam classificadas como:
ICOMP IV, a Penitenciária "Dr. Geraldo de Andrade Vieira" de São Vicente;
IICOMP V:
a)a Penitenciária "Odon Ramos Maranhão" de Iperó;
b)a Penitenciária de Assis.

Art. 50.
- Os Centros de Reintegração e Atendimento à Saúde serão compostos de pessoal multidisciplinar:
Icom formação universitária, em especial de médico psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional, psicólogo ou pedagogo, de preferência com especialização ou experiência nas áreas penitenciária e criminológica;
IIcom habilitação profissional na área de saúde, em especial de médico, cirurgião-dentista, enfermeiro, farmacêutico ou auxiliar de enfermagem, para exercício nos respectivos Núcleos de Atendimento à Saúde.

Art. 51.
- As designações para o exercício de funções de serviço público retribuídas mediante "pro labore" de que trata este decreto somente poderão ocorrer após a efetiva implantação ou funcionamento das respectivas unidades.

Parágrafo único- Ficam dispensados, para efeito deste decreto, os procedimentos definidos pelo Decreto nº 20.940, de 1º de junho de 1983, tendo em vista o disposto nos artigos 1º, parágrafo único, 3º, § 2º, 5º e 47 deste decreto.

Art. 52.
- Deverão residir, obrigatoriamente, na área da respectiva Penitenciária:
Io dirigente do estabelecimento penal, quando no exercício de seu cargo;
IIos demais servidores necessários à manutenção da segurança e disciplina.

Art. 53.
- O fornecimento de refeições, ou o correspondente em gêneros alimentícios "in natura", aos servidores que atuam nos estabelecimentos penais de que trata este decreto, será realizado nos termos do disposto no Decreto nº 51.687, de 22 de março de 2007.

Art. 54.
- Os regimentos internos dos estabelecimentos penais de que trata este decreto deverão dispor sobre o seguinte:
Idireitos, deveres e regalias conferidos aos presos;
IIespécies e critérios de aplicação de penas disciplinares;
IIIforma de atuação de todas as unidades do estabelecimento penal;
IVobrigações do pessoal penitenciário, inclusive administrativo, no tocante ao tratamento a ser dispensado aos presos;
Voutras matérias pertinentes.

Art. 55.
- Os bens produzidos nas Penitenciárias de que trata este decreto, originários de suas atividades industriais, desde que não destinados especificamente à comercialização, reverterão em seu próprio proveito, obedecida a seguinte escala de prioridade:
Ipara consumo e utilização do próprio estabelecimento produtor;
IIpara consumo e utilização dos demais estabelecimentos penais.

Parágrafo único- Os bens que não puderem ter a destinação prevista neste artigo, por excederem as respectivas necessidades, por serem facilmente perecíveis ou por não ser economicamente compensador o seu transporte, poderão ser ofertados ao público por preços e condições de venda, segundo critérios a serem fixados em portaria do respectivo Coordenador.

Art. 56.
- Os almoxarifados das Penitenciárias de que trata este decreto exercerão o controle dos bens a que se refere o artigo 55 deste decreto, na forma da legislação em vigor.

Art. 57.
- As atribuições e as competências previstas neste decreto poderão ser detalhadas mediante resolução do Secretário da Administração Penitenciária.

Art. 58.
- A reorganização das Penitenciárias de que trata este decreto vincula-se ao cumprimento do disposto no artigo 51 do Decreto nº 52.376, de 19 de novembro de 2007.

Art. 59.
- Os dispositivos adiante identificados do Decreto nº 45.798, de 9 de maio de 2001, passam a vigorar com a seguinte redação:
Io item 1 do parágrafo único do artigo 3º:

"1. as dos incisos IV e IX, pelo Decreto nº 43.277, de 3 de julho de 1998;";(NR)

IIo item 2 do parágrafo único do artigo 6º:

"2. a do inciso XVII, pelo Decreto nº 43.277, de 3 de julho de 1998;".(NR)

Art. 60.
- Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial:
Ido Decreto nº 42.371, de 21 de outubro de 1997, os artigos 2º, 4º a 53, 55 a 59 e 61 a 65;
IIo Decreto nº 43.226, de 24 de junho de 1998;
a)do artigo 2º:

1. a alínea "s" do inciso I;

2. a alínea "b" do inciso II;

b)o item 16 do § 1º do artigo 12;
c)os Subanexos 18 e 23 do Anexo a que se refere o artigo 95;
a)a alínea "c" do inciso II;
b)a alínea "r" do inciso IV;
Vdo Decreto nº 45.798, de 9 de maio de 2001, o item 1 do parágrafo único do artigo 4º;
VIIdo Decreto nº 47.782, de 22 de abril de 2003, o inciso II do artigo 1º;
VIIIdo Decreto nº 49.642, de 1º de junho de 2005, o inciso III do artigo 58;
IXdo Decreto nº 50.412, de 27 de dezembro de 2005, o inciso V do artigo 58;
XIdo Decreto nº 52.376, de 19 de novembro de 2007, o inciso II do artigo 52.

Palácio dos Bandeirantes, 21 de dezembro de 2007

JOSÉ SERRA

Citada por 1 norma

Normas do acervo que mencionam esta.

Remissões do artigo

Nenhuma remissão cadastrada.

Citado por

Questões sobre este artigo