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Amazonas

Lei Estadual do Amazonas nº 3075, de 1 de agosto de 2006

Lei nº 3075/2006

PODER LEGISLATIVO

DISPÕE sobre as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentaria de 2007, e dá outras providências. (Decreto nº 26.439, D.Of. nº 31.010 de 29.12.06 - Reformula os Quadros de Detalhamento da Despesa)

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1.
São estabelecidas, em cumprimento ao disposto nos incisos de I a VIII,
§ 2ºº do artigo 157 da Constituição do Estado do Amazonas, as diretrizes orçamentárias do Estado para 2007, compreendendo:
Ias metas e prioridades da administração pública direta e indireta;
IIas projeções das receitas e despesas para o exercício financeiro de 2007;
IIIos critérios para a distribuição setorial e regional dos recursos para os órgãos e Poderes do Estado e para os Municípios;
IVas diretrizes relativas à política de pessoal;
Vas orientações para a elaboração, execução e alterações da Lei Orçamentária anual de 2007;
VIas disposições sobre as alterações da legislação tributária;
VIIas políticas de aplicação da Agência de Fomento do Estado do Amazonas S.A - AFEAM;
VIIIas disposições gerais.

CAPÍTULO II

DAS METAS E PRIORIDADES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL

Art. 2.
Em consonância com o artigo 157,
§ 2ºº, I da Constituição Estadual, as metas e as prioridades para o exercício financeiro de 2007, compatíveis com o Plano Plurianual 2004 - 2007, são as especificadas no Anexo I, que integra esta Lei, as quais terão precedência na alocação de recursos na Lei Orçamentária anual de 2007 e na sua execução, não se constituindo, todavia, em limite à programação das despesas.
Parágrafo únicoOs orçamentos serão elaborados em consonância com as metas e prioridades de que trata o caput deste artigo.

CAPÍTULO III

DA PROJEÇÃO DAS RECEITAS DO EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2007

Art. 3.
As previsões de receita, nos termos do artigo 12 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000:
Iobservarão as normas técnicas e legais e considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante;
IIserão acompanhadas de:
a)demonstrativo de sua evolução de 2003 a 2005;
b)da projeção para 2008 e 2009;
c)da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.
§ 1ºº As previsões das receitas considerarão, ainda: º do artigo 147, e incisos I e II do
Io estabelecido nos artigos 142 e 145,
§ 2ºº do artigo 151 da Constituição do Estado do Amazonas; º O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes no Projeto de Lei Orçamentária, nos termos do º do artigo 12 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
IIo comportamento da arrecadação nos meses de janeiro a junho de 2006;
IIIa perspectiva de desempenho da economia e seus reflexos na arrecadação do Estado;
IVa interferência do Estado no que se relaciona a sua participação na economia;
Va desmobilização ou aquisição de ativos públicos.
§ 3ºº O Poder Executivo colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público, no mínimo, trinta (30) dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subseqüente, inclusive da receita corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo, nos termos do º do artigo 12 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.

CAPÍTULO IV

DOS CRITÉRIOS PARA A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS PARA OS ÓRGÃOS E PODERES DO ESTADO E PARA OS MUNICÍPIOS

Art. 4.
Na elaboração e execução dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, serão observadas as seguintes vinculações constitucionais:
Icinqüenta por cento (50%) da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores licenciados no Estado, a serem transferidos ao Município onde ocorreu a licença, conforme estabelece o inciso III do
§ 2ºº do

artigo 147 da Constituição Estadual; º do artigo 147 da Constituição Estadual;

IIvinte e cinco por cento (25%) do produto da arrecadação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, a serem transferidos aos Municípios, obedecido o disposto no inciso IV do
IIIvinte e cinco por cento (25%) dos recursos recebidos pelo Estado, relativos à arrecadação com a exportação de produtos industrializados, a serem transferidos aos Municípios nos termos do
§ 3ºº do artigo 159 da Constituição

Federal, e inciso VII do

§ 2ºº do artigo 147 da Constituição Estadual;
IVvinte e cinco por cento (25%) da parcela recebida pelo Estado, relativa à cota-parte estadual do Fundo Especial do Petróleo e à compensação financeira sobre o valor do óleo bruto, do xisto betuminoso e do gás, a serem transferidos aos Municípios, obedecido ao disposto no artigo 9.º da Lei n.º 7.990, de 28 de dezembro de 1989;
Vvinte e cinco por cento (25%) da parcela recebida pelo Estado, relativa à cota-parte estadual da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool combustível (CIDE), instituída pela Lei Federal n.º 10.336, de 19 de dezembro de 2001, a serem transferidos aos Municípios, obedecido ao disposto no artigo 1.º - B, da Lei Federal n.º 10.866, de 4 de maio de 2004;
VIvinte e cinco por cento (25%), no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida e proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino, de acordo com o artigo 212 da Constituição Federal e

artigo 200 da Constituição Estadual;

VIIum por cento (1%), no mínimo, da receita tributária líquida à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, como recursos de sua privativa administração, para aplicação em desenvolvimento científico e tecnológico, de acordo com o
§ 3ºº do artigo 217 da Constituição Estadual, alterado pela Emenda Constitucional n.º 40, de 5 de dezembro de 2002, e vinte por cento (20%) da compensação financeira de que trata o
§ 1ºº do artigo 20 da Constituição Federal, na forma do inciso III do artigo 238 da Constituição Estadual. º De acordo com o
§ 2ºº do artigo 60 do ADCT da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional n.º 14, de 12 de setembro de 1996, serão destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, de que trata a Lei Federal n.º 9.424, de 24 de dezembro de 1996, pelo menos quinze por cento (15%) dos recursos a que se referem o inciso II do artigo 155, a alínea "a" do inciso I e o inciso II do artigo 159 da Constituição Federal. º Com relação à repartição de receita aos Municípios de que tratam os incisos I e II deste artigo, será observado o disposto nos §
§ 7ºº e 8.º do artigo 147 da Constituição Estadual.
Art. 5.
O orçamento dos demais Poderes e do Ministério Público, no que se relaciona à previsão de despesa custeada com recursos do Tesouro Estadual, não poderá exceder aos seguintes percentuais do total da receita tributária líquida do Estado:
IPoder Judiciário 7%;
IIMinistério Público 3,3%;
IIIPoder Legislativo 7,1%, devendo, para tal, ser observada a seguinte distribuição:
a)Assembléia Legislativa 4,1%;
b)Tribunal de Contas do Estado 3%.
§ 1ºº Para efeito do disposto nesta Lei, receita tributária líquida é a receita efetivamente arrecadada, deduzidas as transferências aos Municípios.
§ 2ºº Serão computadas como receita tributária líquida efetivamente arrecadada, as importâncias correspondentes às multas, juros e correção monetária, vinculadas à exigência dos tributos, bem como as oriundas da cobrança da dívida ativa tributária, correspondendo tanto à principal como à acessória, devidamente atualizadas.
§ 3ºº Na elaboração e execução dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social de todos os Poderes, deverão ser observados os limites de despesas com pessoal, na forma do disposto nos artigos 7.º e 9.º desta Lei,

respectivamente.

§ 4ºº A Defensoria Pública terá como parâmetro para elaboração de sua respectiva proposta orçamentária para 2007, os valores aprovados na Lei orçamentária vigente, com as devidas alterações decorrentes dos créditos suplementares e especiais aprovados até 30 de junho de 2006, nos termos que trata o
§ 2ºº do artigo 134 da Constituição Federal.
Art. 6.
As despesas de capital serão programadas de modo a atender aos preceitos estabelecidos no artigo 166 da Constituição Estadual, às prioridades constitucionais, objeto do § 10 do artigo 157 da Constituição Estadual, e às prioridades constantes do Anexo I de que trata o artigo 2.º desta Lei.

CAPÍTULO V

DAS DIRETRIZES RELATIVAS À POLÍTICA DE PESSOAL

Art. 7.
Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e o Ministério Público do Estado terão como limites de suas propostas orçamentárias, para pessoal e encargos sociais, a despesa com a folha de pagamento calculada de acordo com a situação vigente em junho de 2006, projetada para o exercício, considerando os eventuais acréscimos legais, inclusive revisão geral, a serem concedidos aos servidores públicos estaduais, alterações do plano de carreira e admissões para preenchimento de cargos, em conformidade com o disposto no artigo 9.º desta Lei.
Art. 8.
No exercício de 2007, observado o disposto no artigo 169 da Constituição Federal, e no artigo 9.º desta Lei, somente poderão ser admitidos servidores se, cumulativamente: I existirem cargos vagos a preencher; II houver prévia dotação orçamentária suficiente para o atendimento da despesa; III for observado o limite previsto no artigo 7.º desta Lei.
Art. 9.
Para fins de atendimento ao disposto no inciso II do
§ 1ºº do artigo 169 da Constituição Federal, atendido o inciso I do mesmo dispositivo, ficam autorizadas as concessões de quaisquer vantagens, aumentos de remuneração, criação de cargos, empregos e funções, alterações de estruturas de carreiras, bem como admissões ou contratações de pessoal a qualquer título, desde que observado o limite e sua respectiva repartição, previstos no inciso II do

artigo 19 e inciso II do artigo 20, respectivamente, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.

Art. 10.
disposto no
§ 1ºº do artigo 18 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, aplica-se exclusivamente para fins de cálculo do limite da despesa total com pessoal, independentemente da legalidade ou validade dos contratos.
Parágrafo únicoNão se considera como substituição de servidores e empregados públicos, para efeito do caput, os contratos de terceirização relativos à execução indireta de atividades que, simultaneamente: I sejam acessórias, instrumentais ou complementares aos assuntos que constituem área de competência legal do órgão ou entidade, na forma de regulamento; II não sejam inerentes a categorias funcionais abrangidas por plano de cargos do quadro de pessoal do órgão ou entidade, salvo expressa disposição legal em contrário, ou quando se tratar de cargo ou categoria extinta, total ou parcialmente; III não caracterizem relação direta de emprego.
Art. 11.
As disposições de servidores civis e militares do Poder Executivo deverão obedecer ao disposto no inciso

XXIII do artigo 109 da Constituição Estadual e ao Decreto Estadual n.º 21.683, de 9 de fevereiro de 2001.

Art. 12.
Aplicam-se aos militares, no que couber, as exigências estabelecidas neste Capítulo.

CAPÍTULO VI

DAS ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO, EXECUÇÃO E ALTERAÇÕES DA LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL DE 2007

SEÇÃO I

Da Estrutura e Organização dos Orçamentos

Art. 13.
Para efeito desta Lei, entende-se por: I Programa: o instrumento de organização da ação governamental, visando à concretização dos objetivos pretendidos, mensurado por indicadores estabelecidos no plano plurianual; II Atividade: um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo; III Projeto: um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou aperfeiçoamento da ação de governo; IV Operação Especial: as despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços; V Subtítulo: menor nível de categoria de programação, sendo utilizado, exclusivamente, para especificar a localização física da ação; VI Unidade Orçamentária: o menor nível da classificação institucional, agrupada em órgãos orçamentários, entendidos estes como os de maior nível da classificação institucional; VII Concedente: o órgão ou a entidade da administração pública direta ou indireta responsável pela transferência de recursos financeiros, inclusive os decorrentes de descentralização de créditos orçamentários; VIII Convenente: o órgão ou a entidade da administração pública direta ou indireta dos governos Federal ou Municipais, e as entidades privadas com os quais a Administração Estadual pactue a transferência de recursos financeiros, inclusive quando decorrentes de descentralização de créditos orçamentários.
§ 1ºº As categorias de programação de que trata esta Lei serão identificadas no Projeto de Lei Orçamentária por programas e respectivos projetos, atividade ou operações especiais, desdobrados em subtítulos, com indicação do produto, da unidade de medida e da meta física.
§ 2ºº O produto e a unidade de medida a que se refere o § 1º deste artigo, deverão ser os mesmos especificados para cada ação constante do Plano Plurianual.
§ 3ºº São vedadas, na especificação dos subtítulos, alterações do produto e da finalidade da ação.
§ 4ºº As metas físicas serão indicadas em nível de subtítulo e agregadas segundo os respectivos projetos, atividades ou operações especiais, e constarão no demonstrativo a que se refere o inciso XI do Anexo II desta Lei.
§ 5ºº Cada atividade, projeto e operação especial identificará a função e a subfunção às quais se vincula.
Art. 14.
s Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social compreenderão a programação dos Poderes do Estado, seus fundos, órgãos, autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, devendo a correspondente execução orçamentária e financeira ser registrada no Sistema de Administração Financeira Integrada - AFI.
Art. 15.
s Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social discriminarão a despesa por unidade orçamentária, explicitando as categorias de programação e os respectivos subtítulos quando existirem, com suas respectivas dotações, esfera orçamentária, grupo de natureza de despesa, modalidade de aplicação e fonte de recursos.
§ 1ºº A esfera orçamentária tem por finalidade identificar se o orçamento é Fiscal (F) ou da Seguridade Social (S).
§ 2ºº Os grupos de natureza de despesa constituem agregação de elementos de despesa das mesmas características quanto ao objeto de gasto, conforme discriminamos a seguir: I Pessoal e Encargos Sociais - 1; II Juros e Encargos da Dívida - 2; III Outras Despesas Correntes - 3; IV Investimentos - 4; V Inversões Financeiras, incluídas quaisquer despesas referentes à constituição ou aumento de capital de empresas - 5; VI Amortização da Dívida - 6.
§ 3ºº A Reserva de Contingência, prevista no artigo 19 desta Lei, será identificada pelo dígito nove no que se refere ao grupo de natureza da despesa.
§ 4ºº As unidades orçamentárias serão agrupadas em órgãos orçamentários, entendidos como os de maior nível da classificação funcional.
§ 5ºº A modalidade de aplicação destina-se a indicar se os recursos serão aplicados: I mediante transferência financeira, inclusive a decorrente de descentralização orçamentária:
a)a outras esferas de Governo, seus órgãos ou entidades;
b)as entidades privadas sem fins lucrativos e outras instituições. II diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário, ou por outro órgão ou entidade no âmbito do mesmo nível de governo.
§ 6ºº A especificação da modalidade de que trata este artigo observará, no mínimo, o seguinte detalhamento: I União - 20; II Administração Municipal - 40; III Entidades Privadas sem Fins Lucrativos - 50; IV Aplicação Direta - 90; ou V A ser definida - 99.
§ 7ºº É vedada a execução orçamentária com a modalidade de aplicação "a ser definida - 99".
Art. 16.
A alocação dos créditos orçamentários será feita diretamente à unidade orçamentária responsável pela execução das ações correspondentes, ficando proibida a consignação de recursos a título de transferências para unidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.
Parágrafo únicoA vedação contida no inciso VI do artigo 159 da Constituição Estadual não impede a descentralização de créditos orçamentários para execução de ações de responsabilidade da unidade

descentralizadora.

Art. 17.
Projeto de Lei Orçamentária anual que o Poder Executivo encaminhará à Assembléia Legislativa e a respectiva Lei serão constituídos de: I texto da Lei; II quadros orçamentários consolidados, incluídos os complementos referenciados no artigo 22, III da Lei Federal n.° 4.320, de 17 de março de 1964, conforme Anexo II desta Lei. III discriminação da legislação da receita e de despesa, referente aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social; IV anexos específicos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, contendo:
a)receitas: de acordo com a classificação constante no Anexo III da Lei Federal n.° 4.320, de 17 de março de 1964, identificando a fonte de recurso correspondente a cada cota-parte de natureza de receita;
b)despesas: discriminadas na forma prevista no artigo 15 desta Lei e nos demais dispositivos pertinentes a esta Lei. V anexo do orçamento de investimento a que se refere o inciso II do
§ 5ºº do artigo 157 da Constituição Estadual, na forma definida nesta Lei; VI será acompanhada de demonstrativo regionalizado do efeito sobre as receitas e despesas, decorrentes de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, nos termos do disposto no
§ 6ºº do artigo 157 da Constituição Estadual, bem como das medidas de compensação à renúncia de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado, nos termos do inciso II do artigo 5.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
§ 1ºº Os anexos da despesa, previstos na alínea "b" do inciso IV do caput deste artigo, deverão conter quadros - síntese por órgão e unidade orçamentária, descriminando os valores: I constantes no Projeto de Lei Orçamentária e seus créditos adicionais no exercício de 2005; II empenhados no exercício de 2005; III constantes no Projeto de Lei Orçamentária para o exercício de 2006; IV propostos para ao exercício de 2007.
§ 2ºº A mensagem que encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária anual conterá: I resumo da política econômica e social do Governo; II justificativa da estimativa e da fixação, respectivamente, dos principais agregados da receita e da despesa.
§ 3ºº Os quadros orçamentários consolidados e as informações complementares exigidos por esta Lei identificarão, logo abaixo do respectivo título, o dispositivo legal a que se referem.
Art. 18.
A Lei Orçamentária discriminará em categorias de programação específicas as dotações destinadas: I à participação em constituição ou aumento de capital das empresas; II ao pagamento de precatórios judiciários de que trata o artigo 100 da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional Federal n.º 30, de 13 de setembro de 2000; III ao cumprimento de débitos judiciais transitados em julgado considerados de pequeno valor.
Art. 19.
A Lei Orçamentária conterá reserva de contingência, equivalente a, no mínimo, dois por cento (2%) da receita corrente líquida prevista, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos, nos termos do inciso III do artigo 5.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
Parágrafo únicoNão será considerada, para os efeitos do caput, a reserva à conta de receitas próprias e vinculadas.
Art. 20.
Na Lei Orçamentária constará, para cada unidade administrativa, descrição sucinta de suas principais finalidades, com indicação da respectiva legislação, nos termos do parágrafo único do artigo 22 da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964.

SEÇÃO II

Das Diretrizes Gerais

Art. 21.
bservado o disposto nos artigos 21, 67 e 85 da Constituição Estadual, as diretrizes estabelecidas nesta Lei nortearão a elaboração das propostas orçamentárias dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e do Ministério Público.
Parágrafo únicoPara efeito do disposto no caput deste artigo, os Poderes Legislativo, Judiciário e o Ministério Público do Estado encaminharão ao Órgão Central de Planejamento e de Orçamento Estadual, até o dia 30 de setembro, suas respectivas propostas orçamentárias, para fins de consolidação do Projeto de Lei Orçamentária, observadas as disposições desta Lei.
Art. 22.
A elaboração do Projeto, a aprovação e a execução da Lei Orçamentária de 2007 deverão ser realizadas de modo a evidenciar a transparência da gestão fiscal, observando-se o princípio da publicidade e permitindo-se o amplo acesso da sociedade a todas as informações relativas a cada uma dessas etapas.
Parágrafo únicoSerão divulgadas na Internet, ao menos: I as estimativas das receitas de que trata o
§ 3ºº do artigo 12 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; II a proposta da Lei Orçamentária, inclusive em versão simplificada, seus anexos, e as informações complementares; III a Lei Orçamentária anual e seus anexos.
Art. 23.
s projetos em fase de execução, desde que revalidados à luz das prioridades estabelecidas nesta Lei, terão preferência sobre novos projetos.
Art. 24.
custeio com pessoal e encargos sociais terá prevalência absoluta sobre qualquer outro tipo de dispêndio.
Art. 25.
Na programação da despesa não poderão ser: I fixadas despesas sem que estejam legalmente instituídas as unidades executoras; II incluídas despesas a título de investimentos - Regime de Execução Especial, ressalvados os casos de calamidade pública formalmente reconhecidos, na forma do artigo 167,
§ 3ºº da Constituição Federal.
Art. 26.
s recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do Projeto de Lei Orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos adicionais, especiais ou suplementares, com a prévia e específica autorização legislativa, na forma do
§ 6ºº do artigo 158 da Constituição Estadual.
Art. 27.
Além de observar as demais diretrizes estabelecidas nesta Lei, a alocação dos recursos na Lei Orçamentária anual e em seus créditos adicionais será feita de forma a propiciar o controle dos custos das ações e a avaliação dos resultados dos programas de governo.
Art. 28.
Não poderão ser destinados recursos para atender a despesas com clubes e associações de servidores ou quaisquer outras entidades congêneres, excetuadas creches e escolas para o atendimento pré-escolar.
Art. 29.
É vedada a destinação de recursos a título de subvenções sociais para entidades privadas, ressalvadas

aquelas sem fins lucrativos, que exerçam atividades de natureza continuada nas áreas de assistência social, saúde e educação, e que preencham uma das seguintes condições: I serem de atendimento direto ao público, de forma gratuita, e estejam registradas nos respectivos Conselhos Nacional, Estadual e Municipal; II sejam vinculadas a organismos internacionais de natureza filantrópica ou assistencial; III sejam qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, e/ou Organização Social (OS), de acordo com a Lei Federal n.° 9.790, de 23 de março de 1999, Lei Estadual n.º 3.017, de 21 de dezembro de 2005 e Lei Federal n.º 9.637, de 15 de maio de 1998.

Art. 30.
É vedada a destinação de recursos a entidades privadas a título de contribuição corrente, ressalvadas as autorizadas em Lei específica ou destinada a entidades sem fins lucrativos, selecionadas para execução, em parceria com a administração pública estadual, de programas e ações que contribuam diretamente para o alcance de megaobjetivos, desafios, objetivos e metas previstas no Plano Plurianual.
Art. 31.
É vedada a destinação de recursos a título de "auxílios", previstos no art. 12,
§ 6ºº da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964, para entidades privadas, ressalvadas as sem fins lucrativos e desde que sejam: I de atendimento direto e gratuito ao público e voltadas para o ensino ou representativas das escolas públicas estaduais e municipais; II voltadas para as ações de saúde e de atendimento direto e gratuito ao público, prestadas pela Santa Casa de Misericórdia e por outras entidades sem fins lucrativos, e que estejam registradas no Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS ou Conselho Estadual de Assistência Social; III signatárias de contrato de gestão com a Administração Pública Estadual, não qualificadas como Organizações Sociais nos termos da Lei Federal n.º 9.637, de 15 de maio de 1998; IV consórcios públicos, legalmente instituídos; V qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, de acordo com a Lei Federal n.º 9.790, de 23 de março de 1999, e participem da execução de programas constantes no Plano Plurianual, devendo a destinação de recursos guardar conformidade com os objetivos sociais de entidades; VI qualificadas como instituições de apoio ao desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica.
Parágrafo únicoAs entidades privadas beneficiadas com recursos do orçamento do Estado a qualquer título, submeter-se-ão à fiscalização do Poder concedente, com a finalidade de verificar o cumprimento de metas e objetivos para os quais receberam os recursos.

SEÇÃO III

Das Transferências Voluntárias

Art. 32.
As transferências voluntárias do Estado para Municípios, definidas nos termos do artigo 25 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, consignadas na Lei Orçamentária e em seus créditos adicionais, dependerão da comprovação por parte da unidade beneficiada, no ato da assinatura do instrumento original e seus aditivos, de que: I instituiu, regulamentou e arrecadou todos os tributos previstos no artigo 156 da Constituição Federal,

ressalvado o imposto previsto no inciso III do mesmo artigo, com a redação dada pela Emenda Constitucional Federal n.º 3, de 17 de março de 1993, quando comprovada a ausência do fato gerador, nos termos do disposto no

Parágrafo únicodo artigo 11 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; II se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao Estado, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos, nos termos da alínea "a" do inciso IV do
§ 1ºº do artigo 25 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; III cumpre os limites constitucionais relativos à educação e à saúde, nos termos da alínea "b" do inciso IV do º do artigo 25 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; IV observa os limites das dívidas consolidadas e mobiliárias, de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em restos a pagar e de despesa total com pessoal, nos termos da alínea "c" do inciso IV do º do artigo 25 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; V existe previsão de contrapartida, nos termos do disposto na alínea "d" do inciso IV do º do artigo 25 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000; VI se acha em dia quanto à documentação relativa à regularidade fiscal, nos termos do disposto no artigo 29 da Lei Federal n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, em razão do artigo 116 da referida Lei; VII obedece, no que couber, ao disposto na Resolução n.º 3, de 10 de setembro de 1998 do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, em virtude do artigo 113 da Lei Federal n.º 8.666, de 21 de junho de 1993. º A contrapartida será estabelecida em termos percentuais do valor previsto no instrumento de transferência voluntária de modo compatível com a capacidade financeira do respectivo Município beneficiado e considerando o seu Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, tendo como limite mínimo (10%) dez por cento.
§ 2ºº Caberá ao órgão concedente: I verificar a implementação das condições previstas neste artigo e, ainda, exigir da autoridade competente do Município declaração que ateste o cumprimento dessas disposições, subsidiadas nos balanços contábeis de 2006 e dos exercícios anteriores, da Lei Orçamentária para 2007 e correspondentes documentos comprobatórios; II acompanhar a execução das atividades, projetos ou operações especiais e respectivos subtítulos, desenvolvidos com os recursos transferidos.
Art. 33.
A partir da instituição do Cadastro Informativo de Inadimplência do Estado - CADIN/AM, de que trata a Lei Estadual n.º 2.596, de 28 de janeiro de 2000, somente poderão receber transferências de recursos, a título de subvenção social, auxílio ou transferências voluntárias, as entidades ou Municípios, conforme o caso, que comprovarem regularidade junto ao referido cadastro.
§ 1ºº Nenhuma liberação de recursos transferidos nos termos deste artigo poderá ser efetuada sem o prévio registro no Sistema de Administração Financeira Integrada - AFI ou sistema específico que vier a ser instituído.
§ 2ºº Os órgãos ou entidades concedentes deverão disponibilizar na Internet informações contendo, no mínimo, data da assinatura dos instrumentos de transferência voluntária, nome do convenente, objeto das transferências, valor liberado e classificação funcional, programática e econômica do respectivo crédito.

SEÇÃO IV

Da Administração da Dívida e das Operações de Crédito

Art. 34.
A administração da dívida pública estadual interna ou externa tem por objetivo principal minimizar custos e viabilizar fontes alternativas de recursos para o Tesouro Estadual.
Art. 35.
Na Lei Orçamentária para o exercício de 2007, as despesas com amortização, juros e demais encargos da dívida serão fixadas com base nas operações contratadas e nas autorizações concedidas, de acordo com Lei de Diretrizes Orçamentária Federal vigente.

SEÇÃO V

Das Alterações da Lei Orçamentária

Art. 36.
s subtítulos, as fontes de recursos e as modalidades de aplicação, aprovadas na Lei Orçamentária e em seus créditos adicionais poderão ser modificados, justificadamente, para atender às necessidades de execução, se autorizados por meio de Portaria do Secretário de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico.
Parágrafo únicoAs modificações a que se refere este artigo também poderão ocorrer quando da abertura de créditos suplementares autorizados na Lei Orçamentária.
Art. 37.
s projetos de Lei relativos a créditos adicionais serão apresentados na forma e com o detalhamento dos quadros dos Créditos Orçamentários constantes na Lei Orçamentária anual.
§ 1ºº Acompanharão os projetos de Lei relativos a créditos adicionais, exposições de motivos circunstanciadas que os justifiquem e indiquem as conseqüências dos cancelamentos de dotações propostas sobre a execução das atividades, dos projetos, das operações especiais e dos respectivos subtítulos.
§ 2ºº Cada projeto de Lei deverá restringir-se a um único tipo de crédito adicional conforme definido nos incisos I e II do artigo 41 da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964.
§ 3ºº Para fins do disposto no
§ 8ºº do artigo 157 da Constituição Estadual e no
§ 2ºº deste artigo, considera-se crédito suplementar a criação de grupo de natureza de despesa em categoria de programação ou subtítulos existentes.
§ 4ºº Nos casos de crédito à conta de recursos de excesso de arrecadação, as exposições de motivos, de que trata o
§ 1ºº deste artigo, conterão a atualização das estimativas de receitas para o exercício, apresentadas de acordo com a classificação de que trata a alínea "a" do inciso IV do artigo 17 desta Lei.
§ 5ºº Os créditos adicionais aprovados pela Assembléia Legislativa serão considerados automaticamente abertos com a sanção da respectiva Lei.
Art. 38.
s recursos alocados na Lei Orçamentária, destinados ao pagamento de precatórios judiciários, somente poderão ser cancelados para a abertura de créditos adicionais com outra finalidade, mediante autorização específica da Assembléia Legislativa.
Art. 39.
A reabertura de créditos especiais e extraordinários, conforme disposto no
§ 2ºº do artigo 159 da Constituição Estadual, quando necessária, será efetivada mediante Decreto do Governador do Estado.
Art. 40.
Poder Executivo poderá, mediante Decreto, transpor, remanejar, transferir ou utilizar, total ou parcialmente as dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária de 2007 e em seus créditos adicionais, em decorrência da extinção, transformação, transferência, incorporação ou desmembramento de órgão e entidades, bem como de alterações de suas competências ou atribuições, mantidos a estrutura programática, expressa por categoria de programação, conforme definida no
§ 1ºº do artigo 13 desta Lei, inclusive os títulos, descritores, metas e

objetivos, assim como o respectivo detalhamento por esfera orçamentária, grupo de natureza da despesa, fontes de recursos e modalidades de aplicação da Lei Federal nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976.

Parágrafo únicoNa transposição, transferência ou remanejamento de que trata o caput poderá haver ajuste na classificação funcional.
Art. 41.
Se o Projeto de Lei Orçamentária não for sancionado pelo Governador do Estado até 31 de dezembro de 2006, a programação nele constante poderá ser executada para o atendimento de despesas que constituem obrigações constitucionais ou legais do Estado, selecionadas no Anexo IV desta Lei.

SEÇÃO VI

Das Diretrizes Específicas do Orçamento da Seguridade Social

Art. 42.
Orçamento da Seguridade Social abrangerá os órgãos e unidades orçamentárias, inclusive fundos, fundações, instituídas e mantidas pelo Poder Público, que atuem nas áreas de saúde, previdência e assistência social, na forma do disposto nos artigos 181, 182, 183, 184 e 185 da Constituição Estadual, e nos artigos 194, 195, 196, 198,
§ 1ºº, 199, 200 e 203 da Constituição Federal.

SEÇÃO VII

Das Diretrizes Específicas do Orçamento de Investimentos

Art. 43.
orçamento de investimentos, previsto no inciso II do
§ 5ºº do artigo 157 da Constituição Estadual, será apresentado para empresas em que o Estado do Amazonas, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social, com direito a voto.
§ 1ºº Para efeito de compatibilidade da programação orçamentária a que se refere este artigo, com a Lei Federal n.o 6.404, de 15 de dezembro de 1976, serão consideradas investimento as despesas com aquisição do ativo imobilizado, executadas e relativas à aquisição de bens para arrendamento mercantil.
§ 2ºº A despesa será discriminada nos termos do artigo 15 desta Lei, especificando a classificação funcional e as fontes previstas no parágrafo seguinte.
§ 3ºº O detalhamento das fontes de financiamento do investimento de cada entidade, referida neste artigo, será feito de forma a evidenciar os recursos: I gerados pela empresa; II decorrentes de participação acionária do Estado; III oriundos de transferências do Estado, sob outras formas que não as compreendidas no inciso II deste parágrafo; IV oriundos de operações de crédito internas ou externas; V de outras origens.
§ 4ºº A programação dos investimentos à conta de recursos oriundos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, inclusive mediante participação acionária, observará o valor e a destinação constantes no orçamento original.
§ 5ºº Não se aplicam às empresas integrantes do orçamento de investimentos as normas gerais da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964, no que concerne ao regime contábil, à execução do orçamento e ao demonstrativo de resultado.
Art. 44.
A proposta orçamentária relativa aos investimentos de que trata este Capítulo terá sua elaboração sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, ficando as empresas referidas no artigo 43 desta Lei, obrigadas a fornecer as informações necessárias para a elaboração da proposta.

CAPÍTULO VII

DAS DISPOSIÇÕES SOBRE AS ALTERAÇÕES DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 45.
A Lei que conceda ou amplie incentivo ou benefício de natureza tributária somente entrará em vigor se atendidas as exigências do artigo 14 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
Parágrafo únicoSão considerados incentivos ou benefícios de natureza tributária, para fins do caput deste artigo, os gastos governamentais indiretos, decorrentes do Sistema Tributário vigente, que visam a atender objetivos econômicos e sociais, explicitados na norma que desonera o tributo, constituindo-se exceção do Sistema Tributário de referência e que alcance, exclusivamente, determinado grupo de contribuinte, produzindo a redução da arrecadação potencial e, consequentemente, aumentando a disponibilidade econômica do contribuinte.

CAPÍTULO VIII

DAS POLÍTICAS DE APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA AGÊNCIA FINANCEIRA OFICIAL DE FOMENTO

Art. 46.
A Agência de Fomento do Estado do Amazonas S.A. - AFEAM tem por finalidade promover o desenvolvimento econômico do Estado, mediante financiamento de atividades produtivas, nos termos do artigo 2.º da Lei Estadual n.º 2.505, de 12 de novembro de 1998, cabendo a ela a responsabilidade pela execução da política e dos programas específicos de financiamento de atividades econômicas, com ênfase nas micro, pequenas e médias empresas e na produção primária no Interior do Estado, inclusive as operações com recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas - FMPES e do Fundo de Fomento ao Turismo, Infra-Estrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas - FTI, observados os objetivos e características operacionais desses Fundos, nos termos do artigo 3.º da Lei Estadual n.º 2.505, de 12 de novembro de 1998.
Parágrafo únicoNos termos do
§ 1ºº do artigo 151 da Constituição Estadual, alterado pela Emenda Constitucional Estadual n.º 20, de 22 de dezembro de 1995, cinqüenta por cento (50%) dos recursos provenientes do Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas - FMPES serão destinados a financiamento de atividades econômicas, dos quais sessenta por cento (60%) deverão ser aplicados no Interior do Estado.
Art. 47.
Na concessão de empréstimos e financiamentos, a que se refere o artigo anterior, serão observadas as seguintes prioridades: I estímulo ao uso múltiplo e sustentável das florestas do Estado do Amazonas, mediante a utilização de seus

recursos madeireiros e não-madeireiros disponíveis, utilizando manejo florestal sustentável; II apoio ao desenvolvimento de empreendimentos empresariais, agroindustriais e produtores rurais que se insiram na cadeia produtiva da fruticultura, mandiocultura, fitoterápicos e fitocosméticos, pesca e piscicultura, florestais e não madeiros, turismo e outras de relevância para o Estado; III apoio, de igual forma, a pecuária de corte e Leite em Municípios de inequívoca vocação, além do incentivo à implantação de agroindústrias e melhoria das já existentes, bem como agroindustrialização dos derivados de origem vegetal e animal; IV apoio ao desenvolvimento das empresas e produtores rurais com atividade voltada para a captura de pescado, sob critérios de sustentabilidade econômica, e da piscicultura para implantação da infra-estrutura básica e melhoria das já existentes, com vistas ao aumento da produção de peixe e seus derivados; V o estímulo à criação de ocupações econômicas; VI a geração e o aumento de renda à população; VII a redução das desigualdades sociais e econômicas entre as microrregiões administrativas do Estado; VIII o aumento da oferta de alimentos à população, mediante incentivos à produção local, objetivando reduzir a dependência externa existente; IX a melhoria da qualidade de vida da população mais carente, principalmente da que vive na periferia de Manaus e no Interior do Estado, via financiamento destinado à oferta de produtos de consumo popular, mediante o apoio a vocações empresariais de baixa renda e ao desenvolvimento e fortalecimento das micro e pequenas empresas; X a expansão da infra-estrutura da indústria, da agricultura e da agroindústria, com prioridade para o investimento no Interior do Estado.

CAPÍTULO IX

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 48.
Projeto de Lei Orçamentária anual será encaminhado pelo Governador do Estado à Assembléia Legislativa até o dia 31 de outubro de 2006, conforme Emenda Constitucional Estadual n.º 44, de 10 de dezembro de 2003.
Art. 49.
Todos os órgãos integrantes da estrutura do Poder Público Estadual estão obrigados a colaborar, participar e prestar informações necessárias à elaboração da proposta orçamentária, sob coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico.
Art. 50.
As propostas orçamentárias relativas aos Poderes Judiciário e Legislativo, e ao Ministério Público serão de sua responsabilidade, observado o estabelecido no artigo 5.º desta Lei, agregando-se à do Poder Executivo, para efeito de compatibilidade e apreciação pela Assembléia Legislativa.
Art. 51.
Para efeito do cumprimento dos prazos legais e controles exigidos pela Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, todos os Poderes e o Ministério Público e seus respectivos órgãos da administração direta e indireta utilizarão, para sua execução orçamentária, o Sistema de Administração Financeira Integrada do Estado - AFI.
Art. 52.
São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesa que viabilizem a execu ção de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária ou, ainda, a geração de despesa ou assunção de obrigações que não atendam ao disposto nos artigos 16 e 17 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de

maio de 2000.

Parágrafo únicoA contabilidade registrará os atos e fatos relativos à gestão orçamentário-financeira efetivamente ocorridos, sem prejuízo das responsabilidades e providências derivadas da inobservância do caput deste artigo.
Art. 53.
s casos omissos relativos à elaboração orçamentária serão definidos pela Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico.
Art. 54.
Fica o Poder Executivo autorizado a aprovar, por Decreto, o Quadro de Detalhamento da Despesa (QDD) do Orçamento Geral do Estado, no qual os recursos serão explicitados por esfera, unidade orçamentária, programa, projeto, atividade ou operação especial, fontes de recursos e natureza da despesa.
Art. 55.
Caso seja necessária a limitação do empenho das dotações orçamentárias e da movimentação financeira de que trata o artigo 9.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, será fixado, separadamente, percentual de limitação do conjunto de "projetos" e de "atividades e operações especiais", calculado de forma proporcional à participação dos Poderes e do Ministério Público no total das dotações iniciais, constantes na Lei Orçamentária de 2007, em cada um dos dois conjuntos, excluídas: I as despesas que constituem obrigações constitucionais ou legais de execução, conforme Anexo IV, previsto no

artigo 61 desta Lei; II as dotações constantes na proposta orçamentária, desde que a nova estimativa de receita, seja igual ou superior àquela estimada na proposta orçamentária, destinadas às:

a)despesas de ações vinculadas às funções de saúde, educação e assistência social, não incluídas no inciso I;
b)"atividades" dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público.
§ 1ºº Na hipótese da ocorrência do disposto no caput deste artigo, o Poder Executivo comunicará aos demais Poderes e ao Ministério Público do Estado o montante que caberá a cada um tornar indisponível para empenho e movimentação financeira.
§ 2ºº Os Poderes e o Ministério Público, com base na comunicação de que trata o parágrafo anterior, publicarão ato, estabelecendo, internamente, os limites de movimentação financeira e empenho.
Art. 56.
A arrecadação de todas as receitas realizadas pelos órgãos, fundos, autarquias e fundações integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, inclusive as diretamente arrecadadas, serão devidamente classificadas e contabilizadas no Sistema de Administração Integrada do Estado - AFI, no mês do efetivo ingresso.
Art. 57.
Todos os atos e fatos relativos a pagamento ou transferência de recursos financeiros para outra esfera de governo ou entidade privada, registrados no Sistema de Administração Integrada do Estado - AFI, conterão, obrigatoriamente, referência ao programa de trabalho correspondente ao respectivo crédito orçamentário no detalhamento existente na Lei Orçamentária.
Art. 58.
Para os efeitos do artigo 16 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000: I as especificações nele contidas integrarão o processo administrativo de que trata o artigo 38 da Lei Federal n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, bem como os procedimentos de desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o
§ 3ºº do artigo 182 da Constituição Federal; II para fins do º do artigo referido no caput, entendem-se como despesas irrelevantes aquelas cujo valor não ultrapasse, para bens e serviços, os limites dos incisos I e II do artigo 24 da Lei Federal n.º 8.666, de 21 de junho de 1993.
Art. 59.
Para efeito do disposto no artigo 42 da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000:

I considera-se contraída a obrigação no momento da formalização do contrato administrativo ou instrumento congênere; II no caso de despesas relativas à prestação de serviços já existentes e destinados à manutenção da administração pública, consideram-se como compromissadas apenas as prestações, cujo pagamento se deva verificar no exercício financeiro, observado o cronograma pactuado.

Art. 60.
Poder Executivo deverá elaborar e publicar até trinta (30) dias após a publicação da Lei Orçamentária de 2007, cronograma anual de desembolso mensal, por órgão do Poder Executivo, observando, em relação às despesas constantes nesse cronograma, a abrangência necessária à obtenção das metas fiscais, nos termos do artigo 8.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 61.
Acompanha esta Lei, o Anexo IV, contendo a relação das ações que constituem obrigações constitucionais do Estado, nos termos do
§ 2ºº do artigo 9.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000.
Art. 62.
Integra esta Lei, em atendimento ao disposto no
§ 3ºº do artigo 4.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, o Anexo V, contendo a demonstração dos Riscos Fiscais.
Art. 63.
desembolso dos recursos financeiros, correspondentes aos créditos orçamentários e adicionais consignados aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público do Estado e à Defensoria Pública do Estado do Amazonas, será feito até o dia 20 de cada mês, na forma do disposto no artigo 160 da Constituição Estadual.
Art. 64.
Revogadas as disposições em contrário, esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

ANEXO II Relação dos Quadros Orçamentários (Inciso II do Art. 17).

Ireceita e despesa, dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, isolada e conjuntamente, segundo categorias econômicas, conforme o Anexo I da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964;
IIevolução da receita do Tesouro Estadual, segundo as categorias econômicas e seu desdobramento em fontes, discriminando cada imposto e contribuição;
IIIresumo das receitas dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e conjuntamente, por categorias econômicas, especificando as do Tesouro e de outras fontes;
IVrecursos próprios de todas as fontes, por órgão e unidade orçamentária;
Vevolução da despesa do Tesouro Estadual, segundo as categorias econômicas e grupos de natureza de despesa;
VIresumo das despesas dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, isolada e conjuntamente, por categorias econômicas e grupos de natureza de despesa, especificadas segundo os recursos do Tesouro e de outras fontes;
VIIdespesas dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, isolada e conjuntamente, segundo o Poder, órgão e unidade orçamentária, por fonte de recursos e grupos de natureza de despesa;
VIIIdespesas dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, isolada e conjuntamente, segundo a função e subfunção e programa;
IXfontes de recursos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, isolada e conjuntamente, por grupos de natureza de despesa;
Xprogramação referente à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, nos termos do artigo 212 da Constituição Federal, em nível de órgão, com fontes e valores detalhados por categoria de programação;
XIdespesas dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, segundo os programas de governo, com os seus objetivos e indicadores detalhados por atividades, projetos e operações especiais, e identificado o produto a ser obtido, se for o caso, a unidade de medida, a meta e a unidade orçamentária executora;
XIIreceitas, de acordo com a classificação constante do Anexo III da Lei Federal n.º 4.320, de 17 de março de 1964, identificando a fonte de recurso correspondente a cada cota-parte de natureza de receita.

ANEXO III Relação das Informações Complementares ao Projeto de Lei Orçamentárias de 2007

1. Despesa com pessoal e encargos sociais, por Poder, órgão e total, executada nos últimos dois anos, a execução provável em 2006 e o programado para 2007, com a indicação da representatividade percentual do total e por Poder em relação à receita corrente líquida, tal como definida na Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, demonstrando a memória de cálculo. 2. memória de cálculo das estimativas:

a)da reserva de contingência;
b)das transferências constitucionais aos Municípios;
c)do montante de recursos para aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino, a que se refere o artigo 212 da Constituição Federal, e do montante de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental, previsto no artigo 60 do ADCT da Constituição Federal. 3. Demonstrativo da receita corrente líquida prevista na proposta orçamentária, explicitando a metodologia utilizada:
d)da reserva de contingência;
e)das transferências constitucionais aos Municípios;
f)do montante de recursos para aplicação na manutenção e desenvolvimento do ensino, a que se refere o artigo 212 da Constituição Federal, e do montante de recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental, previsto no artigo 60 do ADCT da Constituição Federal;
g)do montante de recursos para aplicação na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas - FAPEAM, nos termos do artigo 217 e 238, inciso III da Constituição Estadual;
h)do montante de recursos para manutenção das ações de saúde, a que se refere o inciso II, do artigo 77 do ADCT da Constituição Federal.

ANEXO IV Despesas Obrigatórias de Caráter Constitucional ou Legal (Artigo 61 desta Lei)

1. Transferências Constitucionais e Legais aos Municípios por Repartição de Receita:

a)50% (cinqüenta por cento) da arrecadação do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, licenciados no Estado (inciso III do
§ 2ºº do artigo 147 da Constituição Estadual); º do artigo 147 da Constituição Estadual); º do artigo 147 da Constituição Estadual); º do artigo 147 da Constituição Estadual, nos termos das Leis Federais n.º 9.478/1997 e 7.990/1989);
b)25% (vinte e cinco por cento) da arrecadação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre a Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (inciso IV do
c)25% (vinte e cinco por cento) dos recursos recebidos pelo Estado, relativos à exportação de Produtos Industrializados (inciso VII do
d)25% (vinte e cinco por cento) dos recursos recebidos pelo Estado, relativas à cota-parte estadual do Fundo Especial do Petróleo e à compensação financeira sobre o valor do óleo bruto, do xisto betuminoso e do gás (inciso VIII do
e)25% (vinte e cinco por cento) da parcela recebida pelo Estado, relativa à cota-parte estadual da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool combustível (CIDE), instituída pela Lei Federal n.º 10.336, de 19 de dezembro de 2001, obedecido ao disposto no artigo 1.º - B, da Lei Federal n.º 10.866, de 4 de maio de 2004. 2. Manutenção e Desenvolvimento do Ensino - 25% (vinte e cinco por cento) da receita, resultantes de impostos, compreendida e proveniente de transferências (artigo 200 da Constituição Estadual). 3. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas:
a)1% (um por cento) da Receita Tributária, excluída a parcela de transferência aos Municípios (§
§ 3ºº e 4.º do

artigo 217 da Constituição Estadual);

b)20% (vinte por cento) da compensação financeira pela exploração do petróleo e do gás natural, de recursos hídricos e de outros minerais (inciso III do artigo 238 da Constituição Estadual). 4. Ações de Saúde - 12% (doze por cento) da receita resultante de impostos, compreendida e proveniente de transferências (inciso II do artigo 77 do ADCT da Constituição Federal, acrescido pela Emenda Constitucional Federal n.º 29, de 13 de setembro de 2000). 5. Pessoal e Encargos Sociais. 6. Inativos e Pensionistas do Estado. 7. Sentenças Judiciais Transitadas em Julgado. 8. Serviços da Dívida. 9. Contribuição ao PASEP.

ANEXO V Anexo de Riscos Fiscais (

Art. 4.
, , § , , , , ,
§ 3ºº, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000)

A partir da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, os diversos entes da federação tiveram que assumir o compromisso com o equilíbrio fiscal. Assim, a Lei de Diretrizes Orçamentárias deve conter o Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas caso se concretizem. Mesmo com o avanço na solidificação do ajuste fiscal, existem sempre riscos que podem representar alterações nos

indicadores fiscais esperados, que podem ter conseqüências nas decisões futuras da política fiscal. O compromisso da atual administração com o equilíbrio das contas públicas renova-se a cada edição da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A tarefa não se resume a prever despesas e receitas compatíveis entre si, mas estende-se ao exercício de identificação dos principais riscos a que as contas públicas estão sujeitas no momento da elaboração orçamentária. Existem duas categorias de riscos fiscais: os riscos orçamentários e os riscos da dívida. Os riscos orçamentários afetam o cumprimento da meta de resultado primário e são aqueles que dizem respeito à possibilidade de as receitas e despesas previstas não se confirmarem, isto é, de existirem desvios entre as receitas ou despesas orçadas e realizadas. Do lado da receita, pode-se apontar como exemplo a frustração de parte da arrecadação de determinado imposto, em decorrência de fatos novos e imprevistos à época da programação orçamentária. Por sua vez, as despesas realizadas pelo governo podem apresentar desvios tanto em função do nível de atividade econômica, quanto em função de fatores ligados a obrigações constitucionais legais. Nesse sentido, a Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, em seu artigo 9.º, prevê que, se ao final do bimestre a realização da receita não comportar o cumprimento das metas de resultado estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos 30 dias subseqüentes, limitação de empenho e movimentação financeira. Este mecanismo permite que desvios, em relação às previsões, sejam corrigidos ao longo do ano, de forma a não afetar o cumprimento das metas do resultado primário. Dessa forma, os riscos orçamentários são compensados por meio da realocação e da redução de despesas bem como de mecanismos de esforço fiscal no sentido de alavancar a arrecadação de receitas. Os chamados riscos da dívida são oriundos de dois tipos diferentes de eventos. O primeiro diz respeito à administração da dívida, ou seja, riscos decorrentes da variação das taxas de juros e câmbio nos títulos vincendos. Os riscos da dívida são especialmente relevantes porque afetam a relação entre a dívida e a RCL - Receita Corrente Líquida, definida na Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000. O segundo tipo de risco de dívida relaciona-se aos chamados passivos contingentes, isto é, dívidas cuja existência depende de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais que envolvam o Estado, ainda que não exclusivamente. Quanto aos riscos que podem advir dos passivos contingentes, é importante ressaltar a característica de imprevisibilidade quanto ao resultado da ação, havendo sempre a possibilidade de o Estado sair vitorioso e não haver o impacto fiscal, sendo também imprevisível quando serão finalizadas, uma vez que tais ações levam em geral, um longo período para chegar ao resultado final. Em oposição aos passivos contingentes, há os ativos contingentes, isto é, os direitos do Estado sujeitos à decisão judicial para o recebimento. Caso sejam recebidos, implicarão receita adicional para o governo estadual. O montante da dívida ativa da fazenda estadual no encerramento do exercício de 2005 corresponde a R$ 1,99 bilhão. Para cobrir os eventuais riscos fiscais, está prevista no artigo 19 do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, para inclusão, pelo Estado, na Proposta de Lei Orçamentária Anual, uma reserva de contingência no valor de 2% (dois por cento) do total da Receita Corrente Líquida para o exercício, visando atender passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos, conforme estabelece o inciso III do artigo 5.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000. Objetivando minimizar os efeitos de possíveis riscos fiscais, o Governo do Estado vêm realizando diversas ações nas áreas econômica, tributária, administrativa e de planejamento. Na área econômica, dentre os vários projetos

analisados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico - SEPLAN, 162 (cento e sessenta e dois) foram aprovados pelo Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas - CODAM, no exercício de 2005. Esses projetos representam um investimento de R$ 2.294.187.884,00 (dois bilhões, duzentos e noventa e quatro milhões, cento e oitenta e sete mil, oitocentos e oitenta e quatro reais) na economia Estadual, implicando na geração de 8.335 (oito mil, trezentos e trinta e cinco) empregos diretos e no aumento da arrecadação de impostos. No primeiro quadrimestre deste ano já foram aprovados 63 (sessenta e três) projetos, com um investimento previsto de R$ 1.148.026.174,00 (um bilhão, cento e quarenta e oito milhões, vinte e seis mil, cento e setenta e quatro reais), onde se prevê a criação de 4.082 (quatro mil e oitenta e dois) empregos diretos. Na área de gestão, o Governo do Estado, através de parceria entre as Secretarias de Planejamento, Fazenda e Administração, está investindo no planejamento das ações estaduais, no controle dos gastos públicos, na reestruturação de seus processos de trabalho e na implantação de modernos sistemas informatizados. Essas intervenções refletiram na redução do nível de participação do custo de manutenção das instituições da Administração Pública no orçamento do Estado executado em 2005. Esses resultados estão sendo obtidos graças ao programa estadual de modernização das áreas fazendária e de planejamento e gestão. Portanto, medidas de alargamento da base tributária e de recuperação dos créditos tributários lançados ou inscritos em Dívida Ativa e não recolhidos representam proteção do lado da receita; assim como, a adoção de medidas de austeridade e melhoria da qualidade dos gastos públicos, bem como o valor alocado na reserva de contingência do lado da despesa representam proteção contra riscos fiscais e passivos contingentes, capazes de ameaçar o equilíbrio orçamentário e, como tal, destinar-se a gastos novos, imprevistos, cujo objetivo é atender perdas que, conquanto sejam previsíveis, episódicas, contingentes ou eventuais. Por essa razão está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias a sua constituição, com vistas a enfrentar prováveis perdas, provenientes de situações emergenciais.

ANEXO VI (

§ 1ºº e 2.º da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000)

A Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, em seu artigo 4.º, º, estabelece que integrará o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias o Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultado nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referem e para os dois seguintes. Em cumprimento a essa determinação legal, o referido Anexo inclui os seguintes demonstrativos:

a)Metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas aos resultados nominal e primário e montante da dívida;
b)Avaliação do cumprimento das metas relativas a 2005;
c)Evolução do patrimônio líquido, nos três últimos exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos;
d)Avaliação de projeções atuariais do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS);
e)Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita;
f)Margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.

ANEXO VI Demonstrativo das Metas Anuais.

Em cumprimento ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF; o Anexo de Metas Anuais estabelece a meta do resultado primário, como percentual do Produto Interno Bruto - PIB para o exercício de 2007 e indica as metas de 2008 e 2009. A cada exercício, havendo mudanças no cenário macroeconômico interno e externo, as metas são revistas no sentido de manter uma política fiscal responsável. As metas projetadas para os exercícios de 2007, 2008 e 2009, prevêem a manutenção do esforço fiscal traduzidas na obtenção de superávit primários, constante do quadro abaixo. LRF, art. 4º, § 1º R$ milhares ESPECIFICAÇÃO 2007 2008 2009

Valor Corrente Valor Constante % PIB Valor Corrente Valor Constante % PIB V a l o r Corrente Valor Constante % PIB (a) (a/PIB x 100) (b) (b/PIB x 100) (c) (c/PIB x 100) Receita Total 6.337.835 6.018.836 19,278 6.654.727 6.319.778 19,278 7.004.100 6.651.567 19,278 Receitas Primárias (I) 6.163.837 5.853.596 18,749 6.520.512 6.192.319 18,890 6.843.652 6.499.194 18,837 Despesa Total 6.337.835 6.018.836 19,278 6.654.727 6.319.778 19,278 7.004.100 6.651.567 19,278 Despesa Primárias (II) 6.045.684 5.741.390 18,390 6.362.471 6.042.232 18,432 6.711.728 6.373.911 18,474 Resultado Primário (I -II) 118.153 112.206 0,359 158.041 150.087 0,458 131.923 125.283 0,363

Resultado Nominal 76.536 72.684 0,233 84.391 80.144 0,244 93.041 88.358 0,256 Dívida Pública Consolidada 2.182.598 2.072.742 6,639 2.291.728 2.176.379 6,639 2.412.043 2.290.639

6,639 Dívida Consolidada Líquida 1.731.900 1.644.729 5,268 1.818.763 1.727.220 5,269 1.916.010 1.819.573 5,274 FONTE:SEFAZ

ANEXO VI

Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais do Exercício Anterior.

Este demonstrativo visa ao cumprimento do

§ 2ºº, item I, do art. 4.º da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF e tem por finalidade estabelecer uma comparação entre as metas fixadas e o resultado obtido no exercício orçamentário

anterior ao que se refere a LDO. A meta estimada do resultado primário para o exercício de 2005 do Governo Estadual foi estabelecida pela Lei n.º 2.910, de 02 de agosto de 2004 - LDO 2005 no valor de R$ 260,9 milhões. O resultado primário apurado foi de R$ 148,9 milhões, com variação negativa em relação à previsão de R$ 112 milhões, ou seja, 42,92%. Este resultado foi reflexo da utilização de créditos orçamentários abertos com recursos do superávit financeiro de 2004, num total de R$ 157 milhões, sem a receita correspondente no exercício de 2005, desconsiderando esta despesa o resultado primário seria de R$ 305,9 milhões, portanto superior ao estimado em R$ 45 milhões. O resultado nominal estimado para o exercício de 2005 foi de R$ 58,8 milhões, tendo sido apurado um resultado negativo de R$ 129,5 milhões. Isto significa, pelo conceito de resultado nominal, que o estoque da dívida fiscal líquida, em 2005, foi menor que o saldo de 2004. O valor da meta da dívida líquida do governo previsto na LDO para o exercício de 2005 foi de R$ 1,74 bilhão. O saldo apurado em 31.12.2005 foi de R$ 1,54 bilhão, menor que o previsto, portanto, em R$ 198,7 milhões.

LRF, art. 4º, § 2º, inciso I R$ milhares ESPECIFICAÇÃO Metas Previstas em 2005 % PIB Metas Realizadas em 2005 % PIB Variação

(a) (b) Valor (c)=b-a) % (c/a)x100 Receita Total 4.308.043 14,178 5.241.634 17,453 933.591 21,67 Receita Primárias (I) 4.287.343 14,110 5.160.917 17,184 873.574 20,38 Despesa Total 4.308.043 14,178 5.258.372 17,509 950.329 22,06 Despesa Primárias (II) 4.026.440 13,251 5.012.045 16,688 985.605 24,48 Resultado Primário (I -II) 260.903 0,859 148.872 0,496 (112.031) (42,94) Resultado Nominal 58.860 0,194 (129.510) -0,431 (188.370) (320,03) Dívida Pública Consolidada 2.189.490 7,206 1.993.900 6,639 (195.590) (8,93) Dívida Consolidada Líquida 1.740.585 5,728 1.541.905 5,134 (198.680) (11,41) FONTE: SEFAZ

ANEXO VI Metas Fiscais Atuais Comparadas com as Fixadas nos Três Exercícios Anteriores.

De acordo com o º, item II, do artigo 4.º da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, deve ainda compor o Anexo de Metas Fiscais, Demonstrativo das Metas Anuais, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores. A fim de gerar maior consistência e subsídio às análises, os valores devem ser demonstrados a preços correntes e constantes. A meta de resultado primário superavitário para o Estado do Amazonas, proposta para 2006 é de R$ 167,6 milhões, conforme apresentado no quadro abaixo. Esta meta foi definida com base no orçamento para o exercício, aprovado pela Lei n.º 3.020, de 28 de dezembro de 2005 - LOA. Esta meta direciona para a manutenção do equilíbrio das finanças estaduais.

As referidas metas devem ser vistas como indicativos, sendo revisadas em função da realização das receitas e despesas do Estado, sendo o esforço fiscal e o controle das despesas realizado durante o triênio 2003/2005, fundamental para a definição de metas para os superávits primários. As hipóteses usadas nas estimativas refletem a expectativa do Governo Federal, quanto à consolidação da retomada do crescimento econômico.

LRF, art. 4º, § 2º, inciso II R$ milhares ESPECIFICAÇÃO VALORES A PREÇOS CORRENTES 2004 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 % Receita Total 4.515.371 5.241.634 16,08 5.745.906 9,62 6.337.835 10,30 6.654.727 5,00 7.004.100 5,25 Receita Não-Financeira (I) 4.464.731 5.160.917 15,59 5.636.059 9,21 6.163.837 9,36 6.520.512 5 , 7 9 6.843.652 4,96 Despesa Total 4.500.551 5.258.372 16,84 5.745.906 9,27 6.337.835 10,30 6.654.727 5,00 7.004.100 5,25 Despesa Não-Financeira (II) 4.249.359 5.012.045 17,95 5.468.449 9,11 6.045.684 10,56 6.362.471 5 , 2 4 6.711.728 5,49 Resultado Primário (I -II) 215.373 148.872 (30,88) 167.610 12,59 118.153 (29,51) 158.041 3 3 , 7 6 131.923 (16,53) Resultado Nominal (25.531) (129.510) 407,27 69.386 (153,58) 76.536 10,31 84.391 10,26 93.041 1 0 , 2 5

Dívida Pública Consolidada 2.115.449 1.993.900 (5,75) 2.083.626 4,50 2.182.598 4,75 2.291.728 5 , 0 0

2.412.043 5,25 Dívida Consolidada Líquida 1.681.725 1.541.905 (8,31) 1.650.627 7,05 1.731.900 4,92 1.818.763 5 , 0 2 1.916.010 5,35

ESPECIFICAÇÃO VALORES A PREÇOS CONSTANTES 2004 2005 % 2006 % 2007 % 2008 % 2009 % Receita Total 4.759.201 5.498.475 15,53 5.745.906 4,50 6.018.836 4,75 6.319.778 5,00 6.651.567 5,25 Receita Não-Financeira (I) 4.705.827 5.413.802 15,04 5.636.059 4,11 5.853.596 3,86 6.192.319 5 , 7 9 6.499.194 4,96 Despesa Total 4.743.580 5.516.032 16,28 5.745.906 4,17 6.018.836 4,75 6.319.778 5,00 6.651.567 5,25 Despesa Não-Financeira (II) 4.478.824 5.257.635 17,39 5.468.449 4,01 5.741.390 4,99 6.042.232 5 , 2 4 6.373.911 5,49

Resultado Primário (I -II) 227.003 156.167 (31,20) 167.610 7,33 112.206 (33,06) 150.087 3 3 , 7 6 125.283 (16,53) Resultado Nominal (26.910) (135.856) 404,86 69.386 (151,07) 72.684 4,75 80.144 10,26 88.358 1 0 , 2 5

Dívida Pública Consolidada 2.229.683 2.091.601 (6,19) 2.083.626 (0,38) 2.072.742 (0,52) 2.176.379 5 , 0 0

2.290.639 5,25 Dívida Consolidada Líquida 1.772.538 1.617.458 (8,75) 1.650.627 2,05 1.644.729 (0,36) 1.727.220 5 , 0 2 1.819.573 5,35 FONTE: SEFAZ

ANEXO VI Evolução do Patrimônio Líquido (

§ 2ºº, III, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000) De acordo com o º, inciso III, do artigo 4.º, da LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal, o Anexo de Metas Fiscais também deve conter a demonstração da evolução do Patrimônio Líquido dos três exercícios anteriores ao ano de edição da respectiva LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias. O quadro abaixo apresenta a evolução do patrimônio do Estado, registrado em balanço geral da administração direta e indireta, nos exercícios de 2003 a 2005 e demonstra o compromisso do Governo do Estado com o trato das finanças públicas e com o seu equilíbrio, do que resultou um saldo positivo de R$ 2,06 bilhões.

LRF, art. 4º, § 2º, inciso III R$ milhares PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2005 % 2004 % 2003 % Patrimônio / Capital 1.917.549 92,92 1.781.561 92,91 1.213.787 68,13 Reservas 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Resultado Acumulado 146.054 7,08 135.987 7,09 567.774 31,87 TOTAL 2.063.603 100,00 1.917.549 100,00 1.781.562 100,00

ANEXO VI Origem e Aplicação dos Recursos Obtidos com a Alienação de Ativos (

§ 2ºº, III, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000)

Segundo o artigo 4.º, º, inciso III, da LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal, como uma continuidade da demonstração da evolução do patrimônio líquido, devem ser destacadas as origens e aplicações de recursos obtidos com a alienação de ativos. É importante ressaltar o disposto no artigo 44 da LRF segundo o qual é vedada a aplicação de receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público para o financiamento de despesa corrente, salvo se destinada por Lei aos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos. No exercício de 2005, o Estado registrou receita com Alienação de Bens no valor de R$ 1,03 milhão. Do saldo da receita de Alienação de Bens de 2004, mais o valor arrecadado em 2005, foram aplicados R$ 1,08 milhões em investimentos, nos termos da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, tendo sido registrado um saldo a aplicar de R$ 117 mil. LRF, art. 4º, § 2º, inciso III R$ milhares RECEITAS REALIZADAS 2005 2004 2003

(a) (d) RECEITAS DE CAPITAL Receita de Alienação de Ativos 1.032 1.618 413 Alienação de Bens Móveis 1.032 1.618 413 Alienação de Bens Imóveis 0 0 0 TOTAL (I) 1.032 1.618 413

DESPESAS LÍQUIDADAS 2005 2004 2003 (b) (e) APLICAÇÃO DE RECURSOS DA ALIENAÇÃO DE ATIVOS

Investimentos 1.082 1.668 31.845 Inversões Financeiras 0 0 0

Amortização da Dívida 0 0 0 DESPESAS CORRENTES DO RPPS 0 0 0 TOTAL (II) 1.082 1.668 31.845 SALDO FINANCEIRO DO EXERCÍCIO (III) = (I - II) (c) = (a-b)+(f) (f) = (d-e)+(g) (g) 117 167 218 FONTE: SEFAZ

ANEXO VI Avaliação da Situação Financeira e Atuarial do Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos Receitas e Despesas Previdenciárias do RPPS (

§ 2ºº, IV, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000).

A Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, em seu artigo 4.º, estabelece que integrará o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias, Anexo de Metas Fiscais, contendo entre outros, a avaliação da situação financeira e atuarial dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos. A avaliação da situação financeira terá por base os Demonstrativos das Receitas e Despesas Previdenciárias do Regime Próprio dos Servidores Públicos, publicados no Relatório Resumido de Execução Orçamentária do último bimestre dos três (03) anos anteriores ao da edição da LDO. A avaliação atuarial deve ser feita com base no Demonstrativo da Projeção Atuarial do Regime Próprio dos Servidores Públicos, publicado no Relatório Resumido de Execução Orçamentária do último bimestre do ano anterior ao da edição da LDO.

LRF, art. 4º, § 2º, inciso IV, alínea a R$ milhares RECEITAS PREVIDENCIÁRIAS 2003 2004 2005 RECEITAS CORRENTES 113.807 147.272 127.433 Receita de Contribuições 100.065 121.236 122.176

Pessoal Civil 83.766 101.388 103.395 Pessoal Militar 15.955 19.312 18.459 Outras Contribuições Previdenciárias 344 469 0 Compensação Previdenciária entre RGPS e RPPS 0 67 322 Receita Patrimonial 0 0 5.145 Outras Receitas Correntes 13.742 26.036 112 RECEITAS DE CAPITAL 0 0 0 Alienação de Bens 0 0 0 Outras Receitas de Capital 0 0 0

REPASSES PREVIDENCIÁRIOS RECEBIDOS PELO RPPS 93.026 117.881 191.172 Contribuição Patronal do Exercício 93.026 117.881 191.172

Pessoal Civil 78.142 99.020 161.752 Pessoal Militar 14.884 18.861 29.420 Contribuição Patronal de Exercícios Anteriores 0 0 0 Pessoal Civil 0 0 0 Pessoal Militar 0 0 0 REPASSES PREVIDENCIÁRIOS PARA COBERTURA DE DÉFICIT 175.951 154.059 136.925 TOTAL DAS RECEITAS PREVIDENCIÁRIAS (I) 382.784 419.212 455.530 DESPESAS PREVIDENCIÁRIAS 2003 2004 2005 ADMINISTRAÇÃO GERAL 3.860 6.444 8.850 Despesas Correntes 3.793 5.622 8.823 Despesas de Capital 67 822 27 PREVIDÊNCIA SOCIAL 369.042 393.176 412.998 Pessoal Civil 313.390 333.613 357.791 Pessoal Militar 55.304 58.873 55.207 Outras Despesas Correntes 348 690 0 Compensação Previd.de aposent. RPPS e RGPS 0 0 0 Compensação Previd.de Pensões entre RPPS e RGPS 0 0 0 Outras Despesas de Prestação Continuada 348 690 0 TOTAL DAS DESPESAS PREVIDENCIÁRIAS (II) 372.902 399.620 421.848 RESULTADO PREVIDENCIÁRIO (I - II) 9.882 19.592 33.682 DISPONIBILIDADE FINANCEIRA DO RPPS 10.397 29.989 63.671 FONTE: AMAZONPREV

Projeção Atuarial do RPPS LRF, art. 4º, § 2º, inciso IV, alínea a R$ milhares EXERCÍCIO REPASSE CONTRIB. PATRONAL RECEITAS PREVID. DO SERVIDOR D E S P E S A S PREVID. RESULTADO PREVID. REPASSE RECEBIDO P/COBERTURA DE DEFICIT RPPS

Valor Valor Valor (a) (b) (c) (d)=(a+b-c) (e) 2006 221.989 110.994 501.335 -168.352 168.352 2007 246.278 123.139 509.621 -140.203 140.203 2008 248.241 124.120 518.851 -146.490 146.490 2009 250.177 125.089 536.135 -160.869 160.869 2010 253.424 126.712 557.217 -177.081 177.081 2011 257.776 128.888 576.163 -189.498 189.498 2012 261.464 130.732 594.866 -202.669 202.669

2013 264.693 132.347 615.603 -218.562 218.562 2014 267.254 133.627 640.665 -239.784 239.784 2015 271.325 135.663 666.163 -259.175 259.175 2016 274.197 137.098 689.114 -277.818 277.818 2017 276.961 138.480 709.680 -294.239 294.239 2018 280.068 140.034 729.149 -309.047 309.047 2019 282.351 141.175 746.467 -322.941 322.941 2020 284.894 142.447 762.363 -335.021 335.021 2021 286.697 143.349 775.200 -345.154 345.154 2022 288.195 144.098 787.630 -355.337 355.337 2023 289.984 144.992 798.044 -363.068 363.068 2024 290.548 145.274 809.682 -373.860 373.860 2025 291.661 145.831 817.006 -379.513 379.513 2026 291.904 145.952 819.453 -381.597 381.597 2027 291.131 145.566 824.193 -387.496 387.496 2028 290.532 145.266 830.081 -394.284 394.284 2029 289.423 144.712 836.466 -402.331 402.331 2030 286.492 143.246 859.154 -429.417 429.417 2031 288.619 144.309 864.120 -431.192 431.192 2032 287.742 143.871 865.026 -433.413 433.413 2033 286.559 143.279 867.153 -437.315 437.315 2034 285.398 142.699 869.120 -441.022 441.022 2035 283.232 141.616 876.993 -452.145 452.145 2036 282.088 141.044 879.347 -456.215 456.215 2037 279.886 139.943 881.696 -461.867 461.867 2038 278.447 139.224 885.378 -467.707 467.707 2039 276.541 138.271 887.679 -472.867 472.867 2040 274.782 137.391 890.828 -478.655 478.655 FONTE: AMAZONPREV

ANEXO VI Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita (

§ 2ºº, V, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000)

O Demonstrativo da Estimativa e Compensação da Renúncia de Receita visa atender ao artigo 4.º, º , inciso V da LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal. A renúncia compreende incentivos fiscais, anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alterações de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de

tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Pode destinar-se a um setor comercial ou industrial, programa de governo, ou ainda, a um benefício individual (Pessoa Física ou Jurídica). Em razão de dispositivo constitucional (Zona Franca de Manaus) e, conseqüentemente, das Leis que o regulamentam (Leis 1939, de 27.12.1989, 2.390, de 08.05.1996, 2.826, de 29.09.2003 e 2.827 de 29.09.2003), que concede incentivos fiscais e extrafiscais às empresas instaladas no Amazonas, a renúncia poderá ser de forma parcial ou total de acordo com as características do produto a ser incentivado e sua relevância ao Estado. As Leis nº 1.939/1989 e 2.390/1996 foram revogadas pela Lei n.º 2.826/2004, com efeitos a partir de 1.º de abril de 2004, que teve como principais objetivos, à aplicação isonômica dos incentivos, incrementar a atividade econômica e manter os níveis de arrecadação do ICMS. O incentivo fiscal foi concedido por prazo certo e determinado, com amparo nas disposições do artigo 15 da Lei Complementar n.º 24, de 7 de janeiro de 1975, e nas disposições do artigo 149 da Constituição Estadual. Os demais benefícios fiscais foram decorrentes de Convênios ICMS aprovados no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ - e incorporados à legislação tributária estadual por Decretos do Poder Executivo Estadual. Os valores da Renúncia Fiscal, estimados para os exercícios de 2007 a 2009, encontram-se registrados no quadro abaixo:

LRF, art. 4º, § 2º, inciso V R$ milhares SETORES/ PROGRAMAS/ BENEFICIÁRIO RENÚNCIA DE RECEITA PREVISTA COMPENSAÇÃO

Tributo / Contribuição 2007 2008 2009 Indústria Incentivada ICMS 3.104.839 3.415.323 3.756.855 Transporte Coletivo ICMS 26.588 29.247 32.172 - Embarcações 3.515 3.866 4.253 - Ônibus 23.074 25.381 27.919 Cesta Básica ICMS 41.620 45.782 50.361 Microempresa e Empresa de Pequeno Porte ICMS 19.384 21.322 23.455 TOTAL (I) 3.192,431 3.511,675 3.862,842 FONTE: SEFAZ

ANEXO VI Margem de Expansão das Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado (

§ 2ºº, V, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000)

De acordo com o artigo 17 da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, é considerada obrigatória, de caráter continuado, a despesa corrente derivada de Lei, Decreto ou ato administrativo normativo que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois (02) exercícios.

A estimativa da margem de expansão das despesas obrigatórias, de caráter continuado, é um requisito introduzido pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, corresponde ao aumento permanente da receita, capaz de financiar essas novas despesas. Como o aumento permanente da receita, entende-se aquele proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição, conforme o estabelecido no

§ 3ºº do artigo 17 da LRF. Em relação ao aumento de base de cálculo, considera-se como tal o crescimento real da atividade econômica medido pela variação real do Produto Interno Bruto - PIB; uma vez que este se refere à elevação da grandeza econômica ou numérica, sobre a qual se aplica uma alíquota para se obter o montante tributário a ser arrecadado. No âmbito do Estado do Amazonas, a margem de expansão das despesas obrigatórias, de caráter continuado, está atrelada ao cumprimento das metas estabelecidas no Programa de Apoio à Reestruturação e ao Ajuste Fiscal, que traduz os esforços fiscal e financeiro desenvolvidos pelo Estado, com o objetivo de assegurar um atendimento adequado das demandas da população a longo prazo, ao mesmo tempo em que contribuem para a manutenção do equilíbrio macroeconômico do país em curto prazo.

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