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Decreto Estadual de São Paulo nº 46842, de 19 de junho de 2002

Nº 46842/2002

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GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

Decreta:

Art. 1.
- O Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição - FECOP, criado pela Lei n.º 11.160, de 18 de junho de 2002, vincula-se à Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Gabinete do Secretário, destinando-se a apoiar e incentivar a execução de projetos relacionados ao controle, à preservação e à melhoria das condições do meio ambiente no Estado de São Paulo.

Artigo 2.º - Constituem receitas do FECOP:

Idotações ou créditos específicos, consignados no orçamento do Estado;
IItransferências dos saldos e aplicações de outros fundos estaduais ou de suas subcontas, cujos recursos se destinem à execução de projetos, planos, programas, atividades e ações relacionados à prevenção e ao controle da poluição, de interesse comum;
IIItransferências da União, dos Estados e dos Municípios para a execução de planos, programas, atividades e ações de interesse do controle, preservação e melhoria das condições do meio ambiente no Estado;
IVrecursos provenientes de ajuda e cooperação internacional e de acordos intergovernamentais;
Vo retorno de operações de crédito contratadas com órgãos ou entidades da administração direta ou indireta, consórcios intermunicipais, concessionários de serviços públicos e empresas privadas;
VIo produto de operações de crédito e as rendas provenientes da aplicação de seus recursos;
VIIdoações de pessoas naturais ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais, estrangeiras ou multinacionais;
VIIIoutros recursos que lhe forem atribuídos.

Art. 3.
- O FECOP será administrado por um Conselho de Orientação e terá uma Secretaria Executiva.

Artigo 4.º - Integram o Conselho de Orientação do FECOP:

Io Secretário do Meio Ambiente, que será o seu Presidente;
IIo Secretário da Fazenda ou seu representante designado;
IIIo Secretário de Economia e Planejamento ou seu representante designado;
IVo Secretário de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras ou seu representante designado;
Vo Diretor - Presidente da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental ou seu representante designado;
VIo Presidente do Banco Nossa Caixa S/A ou seu representante designado;
VIIum representante do Conselho de Reitores das Universidades do Estado de São Paulo - CRUESP.

Parágrafo único- Os órgãos e entidades relacionados nos incisos II a VII indicarão, por correspondência específica ao Presidente do Conselho de Orientação, seus respectivos representantes no Conselho.
Art. 5.
- Ao Conselho de Orientação compete, além da atribuições previstas no

Artigo 5.º da Lei n.º 11.160, de 18 de junho de 2002:

Isolicitar manifestações e pareceres de mérito a respeito da viabilidade técnica dos planos, programas e projetos apresentados ao Fundo;
IIaprovar os instrumentos necessários à disciplinar as atividades dos agentes financeiro e técnico do fundo, bem como da sua Secretaria Executiva;
IIIapreciar relatórios elaborados pelo agente financeiro, pelo agente técnico e pela Secretaria Executiva do fundo, determinando medidas corretivas necessárias ao fiel e cabal cumprimento dos objetivos do fundo;
IVaprovar os projetos a serem beneficiados com recursos do fundo.

Art. 6.
- A CETESB exercerá as funções de agente técnico e de Secretaria Executiva do FECOP, disponibilizando todo o suporte técnico-administrativo necessário ao seu funcionamento, mediante requisição do Conselho de Orientação.
Art. 7.
- O Banco Nossa Caixa S/A será o Agente Financeiro do FECOP e atuará como mandatário do Estado, em conformidade com o estabelecido no presente regulamento e nas deliberações do Conselho de Orientação.

Artigo 8.º - Podem habilitar-se à obtenção dos recursos do FECOP:

Iórgãos ou entidades da administração direta ou indireta;
IIconsórcios intermunicipais;
IIIconcessionários de serviços públicos;
IVempresas privadas.

Parágrafo único- Os recursos do FECOP somente poderão ser aplicados a fundo perdido, quando o tomador for pessoa jurídica de direito público, obedecidos os termos e condições estabelecidos pelo Conselho de Orientação bem como as normas legais e regulamentares aplicáveis à matéria.
Art. 9.
- O valor total das operações do FECOP a fundo perdido será fixado pelo Conselho de Orientação, em cada exercício fiscal, considerando o saldo disponível no Fundo no final do exercício imediatamente anterior.

Artigo 10 . - As aplicações do FECOP a fundo perdido deverão atender, em especial, às seguintes finalidades:

Iimplantação de projetos de aterros sanitários;
IIimplantação de projetos de reciclagem de resíduos sólidos domiciliares e de limpeza pública urbana;
IIIaquisição de máquinas, equipamentos e veículos para a coleta, tratamento e disposição adequada de resíduos domiciliares e de limpeza pública urbana;
IVadequação das condições de tratamento e disposição final de esgotos sanitários;
Vadequação das condições de drenagem urbana, visando o controle de inundações.

Art. 11.
- O agente técnico e o agente financeiro poderão ser remunerados pelos serviços prestados, observadas as peculiaridades de cada projeto, cabendo ao Conselho de Orientação fixar os pertinentes critérios que deverão constar dos instrumentos específicos de que trata o artigo 5.º, inciso II, deste decreto.
Art. 12.
- As dúvidas ou omissões surgidas na aplicação deste Regulamento serão decididas pelo Conselho de Orientação, que estabelecerá os procedimentos para cada caso.
Art. 13.
- O Conselho de Orientação poderá editar normas complementares necessárias ao fiel cumprimento dos objetivos do FECOP.
Art. 14.
- A CETESB e o Banco Nossa Caixa S/A encaminharão à Secretaria Executiva do FECOP, até o dia 30 de março de cada ano, o relatório anual das atividades desenvolvidas pelo fundo, que será submetido à apreciação do Secretário do Meio Ambiente e, posteriormente, encaminhado à Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia Legislativa.
Art. 15.
- O Banco Nossa Caixa S/A encaminhará trimestralmente à Secretaria Executiva do FECOP relatório financeiro do Fundo, que será publicado no Diário Oficial do Estado.
Art. 16.
- Fica transferido o saldo da subconta do Programa de Controle da Poluição - PROCOP, do Fundo Estadual de Saneamento Básico - FESB, em 31de maio de 2002, para o FECOP, para atender às despesas decorrentes das atividades do fundo no exercício de 2002.

Artigo 17 . - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 19 de junho de 2002

GERALDO ALCKMIN

Fernando Dall’Acqua

Secretário da Fazenda

José Goldemberg

Secretário do Meio Ambiente

Jacques Marcovitch

Secretário de Economia e Planejamento

Rubens Lara Secretário-Chefe da Casa Civil

Dalmo Nogueira Filho

Secretário do Governo e Gestão Estratégica

Publicado na Secretaria de Estado do Governo e Gestão Estratégica, aos 19 de junho de 2002.

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