São Paulo
Decreto Estadual de São Paulo nº 45765, de 20 de abril de 2001
Nº 45765/2001
GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
Considerando a importância da redução do consumo e racionalização do uso da energia como elemento essencial do esforço de modernização do Estado desenvolvido pela atual Administração;
Considerando a redução de despesas que o racional de energia produz e a conseqüente aplicação destes recursos obtidos para a melhoria dos serviços públicos;
Considerando a importância da visão moderna da Administração Pública na implementação das estratégias de conservação e uso racional da energia; e Considerando, ainda, a melhoria da qualidade de vida alcançada pelo uso eficiente e racional de energia,
Decreta:
Artigo 3.º - A coordenação do Programa Estadual de Redução e Racionalização do Uso de Energia caberá ao Conselho de Orientação - CORE constituido, junto à Secretaria de Energia, por representantes dos seguintes órgãos e entidade:
Artigo 4.º - O Conselho de Orientação do Programa Estadual de Redução e Racionalização do Uso de Energia - CORE tem por atribuições:
Artigo 6.º - São atribuições da Comissão Interna de Racionalização do Uso de Energia CIRE:
VI submeter ao Conselho de Orientação do Programa Estadual de Redução e Racionalização do Uso de Energia CORE, até o dia 1.º de novembro de cada ano, um programa de metas de racionalização do uso de energia para o ano subsequente;
VII elaborar e submeter ao Conselho de Orientação do Programa Estadual de Redução e Racionalização do Uso de Energia CORE um relatório de implantação do Programa Estadual de Redução e Racionalização do Uso de Energia, quando solicitado.
Artigo 7.º Os Órgãos e entidades abrangidos pelo artigo 1.º deste decreto deverão adotar procedimentos de gerenciamento de energia para os demais equipamentos consumidores de energia não abrangidos pelos Anexos I, II e III, conforme proposta a ser submetida e aprovada pela Comissão Interna de Racionalização do Uso de Energia CIRE.
Artigo 13 . - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário, em especial o Decreto n.º 36.455, de 19 de Janeiro de 1993, e o Decreto n.º 39.996, de 15 de março de 1995.
Palácio dos Bandeirantes, 20 de abril de 2001
GERALDO ALCKMIN
João Caramez Secretário Chefe da Casa Civil
Antonio Angarita Secretário do Governo e Gestão Estratégica
Publicado na Secretária de Estado do Governo e Gestão Estratégica3
ILUMINAÇÃO
MEDIDAS QUE NÃO REQUEREM INVESTIMENTOS
1.º Desligar as luzes das salas não ocupadas. Durante a limpeza de áreas grandes, acender apenas as luzes necessárias.
2. Nas salas e locais onde existem interruptores para comando da iluminação, instruir os usuários para desligarem as luzes ao sairem.
3. Eliminar, quando possível, a iluminação de áreas externas.
4. Estudar a reposição das lampadas por outras de menor potência que produzam a mesma intensidade de iluminação ou, se aceitável, para o objetivo em vista, um menor nível de iluminação. Substituir as peçgas acrílicas ou rebaixar as luminárias pode muitas vezes ajudar nesta decisão. Este metodo e particularmente aplicável onde os níveis normais de iluminação são maiores que os recomendados.
5. Limpar regularmente paredes, janelas, pisos e tetos ou forros.
6. Limpar regularmente as luminárias, lampadas e demais aparelhos de iluminação.
7. Usar a luz natural de janelas sempre que possível.
8. Reduzir a iluminação durante a limpeza noturna ligando apenas as luzes das áreas que estiverem sendo ocupadas.
9. Reduzir o número de áreas que requerem níveis elevados de iluminação, agrupando setores que necessitam intensidades luminosas similares.
10. Remover para proximo as janelas os setores de trabalho que requerem níveis elevados de iluminação.
11. Em locais de grande área disponível e poucos usuários, procurar concentra-los em um determinado local e deixar de utilizar parte da instalação.
MEDIDAS QUE REQUEREM INVESTIMENTOS
1. Substituir luminárias antiquadas ou quebradas por luminárias modernas de fácil limpeza e que utilizem lampadas com caracteristicas de boa eficiência luminosa.
2. Refazer os circuitos de interruptores, de forma a permitir o desligamento parcial das lampadas em desuso ou desnecessárias.
3. Ao fazer a manutenção, usar reatores de maior fator de potência e eficiência.
4. Quando a instalação elétrica de um compartimento amplo não permitir o uso parcial da iluminação , instalar lâmpadas individuals para serem usadas em pontos isolados do ambiente.
5. Substituir todas as lampadas incandescentes do estacionamento por lampadas fluorescentes ou de vapor de mercúrio. Em estacionamentos abertos , examinar a possibilidade de usar lâmpadas de vapor de sódio.
6. Quando for possível usar luz natural em um edifício, usar interruptores tipo fotocélulas (uma peça que controla a iluminação de acordo com a luz natural disponível) para desligar conjuntos de luminárias em áreas onde a luz natural e suficiente.
7. Usar fotocélulas para ligar lâmpadas externas.
8. Instalar temporizadores para desligar automaticamente lampadas incandescentes de áreas utilizadas apenas para passagem. O mesmo se aplica para lâmpadas fluorescentes, se a passagem tiver fluxo menor que 1 (uma) pessoa por hora.
9. Instalar interruptores para controlar as luminárias . A economia do custo inicial e o desconhecimrnto da distribuição final do espaço motiva a utilização de quadros centrais para controlar grandes blocos de luminárias. Desta maneira o projeto impossibilita ligar apenas o número de lâmpadas realmente necessarias, após a ocupação do espaço.
10. Estudar a localização do controle da iluminação . Interruptores individuals podem ser colocados perto das portas. Interruptores controlados à distância podem ser alocados em painéis de controle para grupos de luminárias. Circuitos de controle de baixa voltagem podem servir para controlar interruptores localizados em áreas afastadas.
11. Usar lampadas fluorescentes que consomem menos energia do que as lampadas fluorescentes comuns.
12. Na redecoração usar tintas claras e refletoras de luz.
13. Instalar sensores de presença nas salas de reunião.
ELEVADORES
MEDIDAS QUE NÃO REQUEREM INVESTIMENTOS
1. Quando houver vários elevadores no prédio, identificar os horários de maior movimento, quando todas as unidades deverão operar e reduzir o número de unidades em funcionamento, durante os demais horários.
2. Instruir os servidores para evitar o uso de elevadores para deslocamento entre andares próximos.
3. Instruir os servidores para ao "chamarem" os elevadores, acionarem um único elevador.
4. Estabelecer um programa de atendimento dos andares pares por um elevador e os ímpares por outro.
AR CONDICIONADO E VENTILAÇÃO
MEDIDAS QUE NÃO REQUEREM INVESTIMENTOS
1. Manter limpa a torre de refrigeração para minimizar as quedas de pressão de ar e de água.
2. Seguir as instruções dos fabricantes para manutenção dos ventiladores e bombas.
3. Manter todos os equipamentos operando nas condições de projeto.
4. Não deixar as áreas com ar condicionado expostas diretamente ao sol, colocando cortinas ou persianas nas janelas ou proteção similar.
5. Manter os trocadores de calor limpos para permitir melhor refrigeração.
6. Observar o ruido feito pelo compressor. Se achar excessivo, é possivel que o acoplamento do motor esteja solto ou que o conjunto não esteja devidamente fixado à base. Fazer os apertos necessários e, caso persista o ruido, chamar a Assistência Técnica.
7. Ligar os aparelhos individuais de ar condicionado somente quando necessário.
8. Não utilizar os sistemas de ar condicionado quando o prédio ou local estiver desocupado.
9. Havendo várias unidades de ar condicionado é preferivel a utilização de apenas algumas máquinas em pleno funcionamento.
10. Reduzir o uso dos sistemas de ar condicionado em áreas ocupadas por pequenos períodos de tempo ou de uso pouco freqüente.
11. Quando possível, desligar os sistemas de ar condicionado durante a última hora de ocupação, especialmente nas áreas destinadas aos trabalhos administrativos.
12. Quando os sistemas de ar condicionado estiverem ligados, verificar se todas as janelas e portas externas estão fechadas. Caso contrário, está ocorrendo desperdicio de energia.
13. Lubrificar mancais dos motores e todas as partes móveis de acordo com as recomendações dos fabricantes.
14. Manter limpas todas as partes dos aparelhos de ar condicionado instalados em janelas.
15. No caso de sistemas centrais de ar condicionado, estabelecer sistemáticas de operação adequadas para as diferentes estações do ano e para o dia e noite, levando em conta as condições especificas de cada época ou horário.
16. Colocar vários avisos junto ás janelas instriundo os servidores para não abri-las quando o sistema de ar condicionado estiver operando.
17. Colocar avisos junto às portas de acesso externo ou de ambientes com condicionamento de ar, instruindo servidores para mantê-las permanentemente fechadas a não ser quando em uso.
18. No verão, a noite, quando a temperatura externa for inferior à interna, usar o sistema de ventilação a plena carga insuflando ar externo para remover o excesso de calor interno e pré resfriar a estrutura do edificio, reduzindo dessa forma a carga do sistema de refrigeração.
19. Manter totalmente limpas as unidades de ventilação para permitir operações mais eficientes.
20. Limpar freqüentemente os filtros do sistema de ventilação para aumentar a eficiência global do sistema.
21. Se possivel, fechar os registros de entrada de ar externo durante a primeira e última hora de ocupação das salas.
22. Diminuir a velocidade dos ventiladores quando a temperatura for amena.
23. Reajustar para cima os termostatos do sistema de ar condicionado.
24. Remover as obstruções que restringirem a livre circulação do ar através das unidades de aquecimento e refrigeração. Mantenha radiadores livres de sujeira, fiapos e poeira.
25. Desligar ou remover as unidades de aquecimento e refrigeração de vestibulos, salas de espera e corredores.
MEDIDAS QUE REQUEREM INVESTIMENTOS
1. Em sistemas de condicionamento de ar de grande porte, automatize o controle de aquecimento e refrigeração.
2. Isolar termicamente as tubulações, tanques, etc., existentes. Espessuras econômicas podem ser fornecidas por firma especializada.
3. Estudar a localização dos termostatos. Recoloque-os se estiverem instalados próximos às paredes externas, sujeitos a correntes de ar ou em áreas raramente usadas.
4. Instalar termostatos para controlar cada um dos equipamentos de aquecimento e refrigeração.
5. Instalar os termostatos em caixas fechadas para evitar que sua regulagem seja alterada.
6. Contratar um consultor para rever e desensenvolver o plano de operação do sistema de aquecimento e refrigeração.
7. Uma vez por ano, calibrar, através de teste de precisão, todos os instrumentos (termômetros, manômetros, termostatos, etc.).
8. Estabelecer sistemas operacionais distintos para o dia e para a noite.
9. Construir coberturas sobre sistemas instalados ao ar livre para reduzir a radiação e evitar perdas nos dutos expostos. Limpar periodicamente todos os componentes dos aquecedores e refrigeradores.
10. Os equipamentos de aquecimento devem ser ajustados e localizados longe dos equipamentos de refrigeração.
(Publicado novamente por ter saido com incorreções)
Citada por 5 normas
Normas do acervo que mencionam esta.
- Decreto Estadual de São Paulo nº 69376, de 26 de fevereiro de 2025
- Decreto Estadual de São Paulo nº 64132, de 11 de março de 2019
- Decreto Estadual de São Paulo nº 49337, de 13 de janeiro de 2005
- Decreto Estadual de São Paulo nº 48444, de 14 de janeiro de 2004
- Decreto Estadual de São Paulo nº 47906, de 24 de junho de 2003 · 3 menções