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Decretos-Lei

Decreto-Lei nº 1699, de 24 de outubro de 1939

DL 1699

Ver fonte oficial 15 artigos
Art. 1.
O Conselho criado pelo Decreto-lei nº 1.285, de 18 de maio do corrente ano, passa a denominar-se Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica.

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Dispõe sobre o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica e seu funcionamento e dá outras providências

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição,

Decreta:

Art. 2.
Ao Conselho compete:
IEstudar:
a)as questões relativas á utilização dos recursos hidráulicos do país, no sentido do seu melhor aproveitamento para produção de energia elétrica;
b)os assuntos pertinentes à produção, exploração e utilização da energia elétrica;
c)os atuais tributos federais, estaduais e municipais que incidam direta ou indiretamente sobre a indústria da energia elétrica.
IIOpinar, por ordem do Presidente da República, sobre:
a)a criação de qualquer tributo federal, estadual ou municipal que incida direta ou indiretamente sobre a geração, a transmissão, a distribuição ou o fornecimento de energia elétrica;
b)qualquer assunto relativo a águas e energia elétrica;
c)qualquer compromisso internacional a ser assumido pelo Go­verno e que interesse à indústria da energia elétrica.
IIIPropor ao Governo Federal e aos dos Estados providencias para o desenvolvimento da produção e do uso da energia elétrica e para a realização das conclusões a que houver chegado nos seus es­tudos.
IVManter estatísticas:
a)do emprego da energia elétrica no país;
b)do material destinado a gerar, transmitir, transformar e dis­tribuir energia elétrica.
VResolver:
a)sobre a interligação de usinas elétricas;
b)em grau de recurso, os dissídios entre a administração pú­blica e os concessionários ou contratantes de serviços de eletricidade, e entre estes e os consumidores.
VIElaborar e submeter ao Presidente da República a regula­mentação do Código de Águas (Decreto nº 24.643, de 10 de julho de 1934) e das demais leis que regem os venham a reger a utilização dos recursos hidráulicos e da energia elétrica.
VIIOrganizar o seu regimento e submetê-lo à aprovação do Presidente da República.
Art. 3.
O Conselho compor-se-á de cinco membros, brasileiros natos de livre escolha e demissão do Presidente da República, que dentre' eles designará o presidente e o vice-presidente.
§ 1ºOs membros do Conselho não poderão ser empregados de pessoas ou empresas que se dediquem à geração, transmissão ou dis­tribuição de energia elétrica, ou a quaisquer negócios a esta perti­nente, nem possuir títulos de tais entidades, ou, de qualquer maneira, nelas estar interessados.
§ 2ºOs funcionários públicos civis e os militares que forem no­meados membros do Conselho terão assegurados os direitos e vantagens dos seus cargos ou postos.
Art. 4.
O Conselho será renovado anualmente pelo quinto.
Art. 5.
O presidente representará o Conselho nas suas relações com as autoridades, ou com terceiros, e será substituído nas faltas e nos impedimentos pelo vice-presidente.
Parágrafo únicoÉ-lhe vedado exercer outros empregos e negó­cios, ou' profissão remunerada; quando funcionário público, civil ou militar, aplica-se-lhe o disposto no parágrafo 2° do art. 3°, exceto quanto à, remuneração.
Art. 6.
Três membros do Conselho constituirão número suficiente para as sessões.
Art. 7.
O presidente do Conselho perceberá a gratificação anual de sessenta contos de réis.
§ 1ºOs demais membros perceberão a gratificação de duzentos mil réis por sessão a que comparecerem.
§ 2ºO presidente e os demais membros do Conselho terão direito a ajudas de custo e diárias na forma da legislação em vigor.
Art. 8.
Os serviços do Conselho serão executados por funcioná­rios civis e militares requisitados e por extranumerários admitidos na forma da lei.
Art. 9.
O Conselho terá uma Divisão Técnica. Consultoria Jurídica e secções de Comunicações e Contabilidade. '
§ 1ºA Secção de Comunicações compete a execução dos serviços de protocolo, arquivo, biblioteca e mecanografia; á de Contabilidade, a execução dos serviços relativos a contabilidade, material e esta­tística.
§ 2ºOs chefes das Secções serão designados por portaria do pre­sidente do Conselho e perceberão a gratificação anual de função de quatro contos e oitocentos mil réis.
Art. 10.
Ficam criados os cargos, em comissão, padrão N, de Diretor da Divisão Técnica e de Consultor Jurídico.
Art. 11.
presidente será auxiliado por um secretário, por ele designado, com a gratificação de função anual de seis contos de réis.
Art. 12.
A Divisão de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral servirá como órgão informativo do Conselho.
Art. 13.
As pessoas e empresas que se dediquem á geração, à transmissão, à distribuição ou ao fornecimento de energia elétrica são obrigadas a apresentar ao Conselho os dados necessários ao cum­primento do disposto no item III do art. 2º; pena de multa de um a dez contos de réis, e o dobro na reincidência, imposta pelo presidente do Conselho, no caso de omissão ou inexatidão.
Art. 14.
s atuais membros do Conselho exercerão as suas funções pelo prazo estipulado no § l' do art. 3° do Decreto nº 1.285.
Art. 15.
Esta lei entra em vigor na data da publicação:

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 1939: 118. da Independência e 51 da República.

GETÚLIO VARGAS

Francisco Campos

A. de Souza Costa

Eurico G. Dutra

Henrique A. Guilhen

João de Mendonça Lima

Oswaldo Aranha

Fernando Costa

Gustavo Capanema

Waldemar Falcão

Este texto não substitui o publicado na CLBR de 31.12.1939

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