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São Paulo

Decreto Estadual de São Paulo nº 47237, de 18 de outubro de 2002

Nº 47237/2002

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GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

Decreta:

Art. 1.
- São consideradas de pequeno valor, para os fins do disposto no
§ 3ºº do artigo 100 da Constituição Federal, as obrigações que a Fazenda do Estado de São Paulo, autarquias, fundações e universidades estaduais devam quitar em decorrência de decisão final, da qual não penda recurso ou defesa, inclusive da conta de liquidação, cujo valor seja igual ou inferior a 40 (quarenta) salários mínimos, nos termos do artigo 87, inciso I, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, independentemente da natureza do crédito.
§ 1ºº - Considera-se valor da obrigação, para os fins do disposto no “caput”, o total apurado em conta de liquidação homologada ou aprovada no processo de origem, atualizado até a data de expedição do ofício judicial requisitando o pagamento.
§ 2ºº - As obrigações de que trata este artigo terão os respectivos valores atualizados monetariamente até a data do efetivo pagamento, que se fará no prazo máximo de 90 (noventa) dias, a contar do recebimento da requisição, na forma estabelecida neste decreto.

Art. 2.
- É vedado o fracionamento, repartição ou quebra do valor global da execução, de modo que o pagamento se faça, em parte, na forma estabelecida no “caput” do artigo 1.º deste decreto e, em parte, com a expedição do precatório.
§ 1ºº - É facultada às partes exeqüentes a renúncia ao crédito, no que exceder ao valor estabelecido no “caput” do artigo 1.º, para que possam optar pela pagamento na forma deste decreto, sempre considerado o valor global da execução.
§ 2ºº - A opção pelo recebimento do crédito na forma prevista neste decreto, a ser exercida nos autos do processo, implica a renúncia do restante dos créditos porventura existentes e que sejam oriundos do mesmo processo.

Art. 3.
- A requisição do pagamento das obrigações a que se refere o artigo 1.º deste decreto será feita por meio de ofício do Juiz encarregado da execução irigido ao Procurador Geral do Estado ou aos representantes legais das autarquias, fundações e universidades estaduais.

Parágrafo único- Do ofício deverão constar cópias da conta de liquidação, da certidão do trânsito em julgado, tanto da fase de conhecimento quanto da fase de execução, e eventual renúncia dos credores por saldo restante, se for o caso.

Art. 4.
- Após a devida conferência pela Procuradoria Geral do Estado ou pelo órgão jurídico da autarquia, fundação ou universidade estadual, o ofício será encaminhado à Secretaria da Fazenda para a liberação dos recursos solicitados no prazo fixado no
§ 2ºº do artigo 1.º deste decreto.
Art. 5.
- Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 18 de outubro de 2002

GERALDO ALCKMIN

Dráusio Barreto

Secretário-Chefe da Casa Civil

Dalmo Nogueira Filho

Secretário do Governo e Gestão Estratégica

Publicado na Secretaria de Estado do Governo e Gestão Estratégica, aos 18 de outubro de 2002.

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