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Sergipe

Decreto Estadual de Sergipe nº 1477, de 3 de junho de 2026

Nº 1477/2026

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Art. 1. Art. 2. Art. 3. Art. 4. Art. 5. Art. 6. Art. 7. CAPÍTULO – 3 3. PROGRAMAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM EXECUÇÃO NO ESTADO DE SERGIPE 3.1 Saúde E Acesso Aos Serviços De Saúde A situação alimentar e nutricional da população sergipana revela um cenário complexo e desafiador, que exige atenção e cuidado das políticas públicas. Os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2023 ajudam a traçar um retrato da realidade. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2023, no estado de Sergipe, aproximadamente 4,2% das crianças menores de 5 anos apresentavam magreza e magreza acentuada, segundo o índice peso para altura, indicando uma condição de desnutrição infantil recente ou em curso. Esse percentual é inferior ao registrado em algumas áreas específicas do estado, mas próximo da média nacional, mas ainda representa um alerta, pois envolve justamente a primeira infância, fase decisiva para o desenvolvimento físico e cognitivo. Já em relação ao índice de altura para idade, cerca de 11,1% das crianças menores de 5 anos em Sergipe apresentavam déficit de estatura, classificadas como “altura muito baixa” ou “altura baixa”. Esse dado reflete desnutrição crônica e mostra patamar semelhante ao da média regional e nacional, podendo refletir um histórico de acesso insuficiente e a alimentação ou acesso prolongado a uma alimentação inadequada. Embora próximo da média regional e nacional porém apontando para a necessidade de atenção contínua. Quanto ao índice de peso para idade,o excesso de peso também tem sido motivo de preocupação. Entre os menores de 5 anos, 8,6% tinham excesso de peso (levemente acima da média brasileira). Considerando o Índice de Massa Corporal (IMC) para idade, em 2023, cerca de 14,7% das crianças menores de 5 anos em Sergipe estavam com excesso de peso (sobrepeso) (levemente abaixo da média nacional e acima da média do Nordeste). Essa realidade se intensifica entre crianças de 5 a 10 anos, faixa etária na qual 26,9% já apresentavam excesso de peso, refletindo o avanço do sobrepeso na infância (próximo à média nacional). Entre os adolescentes de 10 a 19 anos, 15,5% estavam com sobrepeso, 11,2% com obesidade e 5,3% com magreza e magreza acentuada. Esses níveis são preocupantes níveis de obesidade que se encontram semelhantes à média regional no entanto refletem o que os especialistas chamam de transição nutricional (quando uma população enfrenta, ao mesmo tempo, problemas ligados à desnutrição e ao excesso de peso). Essa dupla carga de desafios é muito característico de regiões marcadas por desigualdades sociais. Já em relação a população adulta (pessoas entre 20 a 60 anos de idade), 66,2% apresentavam excesso de peso (somando sobrepeso e graus de obesidade), enquanto 2,9% tinham baixo peso, valores semelhantes à média nacional. Isso reforça a ligação entre os hábitos alimentares atuais e o aumento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, que evidenciam a alta prevalência de doenças crônicas associadas à alimentação inadequada. Entre os idosos, o cenário é diversificado. Foi observado que 54,2% estavam com sobrepeso (excesso de peso) e 11,8% com baixo peso. Esse cenário pode estar demonstrando um padrão misto combinando excesso e deficiência nutricional na terceira idade, que exige cuidados específicos, principalmente quanto à saúde óssea, à mobilidade e à imunidade. Quanto às gestantes sergipanas acompanhadas em 2023, 13,2% estavam com baixo peso e 49,7% com excesso de peso considerando o IMC por semana gestacional. Esses dados refletem uma dupla carga de má nutrição, típica de contextos de desigualdade social e alimentar É importante notar que dentre os perfis de público observado foram evidenciadas a situação mista (déficit e excesso alimentar) o que os especialistas denominam de dupla carga de má nutrição que geralmente se configura em regiões com ocorrências de desigualdades sociais econômicas e de acesso limitado a alimentos saudáveis e de qualidade. Para tanto, ações que promovam a saúde e a boa nutrição precisam ser realizadas de maneira conjunta de forma integrada, intersetorial, pela saúde , educação, assistência social, agricultura entre outras áreas. 3.1.1 Estratégia Saúde Família A Estratégia Saúde da Família (ESF) constitui o principal modelo de organização da Atenção Primária à Saúde no SUS e desempenha papel central na promoção da segurança alimentar e nutricional. As equipes da ESF atuam de forma territorializada, desenvolvendo ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado integral ao longo do curso da vida, com foco na criação de vínculos, no acompanhamento contínuo das famílias e na identificação precoce de situações de vulnerabilidade social e alimentar. Conforme diretrizes do Ministério da Saúde, a ESF organiza a atenção básica por meio de equipes multiprofissionais que atuam próximas da comunidade, favorecendo a vigilância em saúde e fortalecendo práticas de alimentação adequada e saudável em todo o território (BRASIL, 2017). Por meio das visitas domiciliares, do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e da integração com sistemas como o SISVAN, a ESF contribui diretamente para o diagnóstico e monitoramento do estado nutricional da população, além de facilitar o encaminhamento oportuno de famílias em situação de insegurança alimentar. A estratégia também potencializa a articulação intersetorial com a assistência social, educação, agricultura e demais políticas públicas, fortalecendo ações de combate à fome, promoção da saúde e redução das desigualdades. 3.1.2. Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) orienta as ações de alimentação e nutrição no Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui um dos principais marcos para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil. A PNAN estabelece diretrizes para a promoção da alimentação adequada e saudável, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado dos agravos relacionados à nutrição e a organização da atenção nutricional ao longo do ciclo da vida, articulando essas ações de forma integrada com outras políticas públicas (BRASIL, CAPÍTULO – 4 6ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DO ESTADO DE SERGIPE O tema “Erradicar a Fome e Garantir Direitos com Comida de Verdade, Democracia e Equidade” norteou os debates da 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe, realizada em 27 de outubro de 2023, na Biblioteca Epiphânio Dórea, em Aracaju. O evento foi organizado pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEAN-SE), em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEASC) e com a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN-SE), reafirmando o compromisso do Estado com a reconstrução e o fortalecimento das políticas públicas de SAN. A conferência teve como objetivo central debater diretrizes e estratégias para o enfrentamento da fome, a promoção da segurança alimentar e a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) no território sergipano. Também reforçou a necessidade de consolidar a implementação do Sistema Nacional e Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN/SISAN-SE), conforme previsto na Lei Estadual nº 7.250/2011, marco normativo que disciplina a Política Estadual de SAN e organiza sua governança. O encontro representou um momento estratégico de mobilização social e institucional, reunindo gestores públicos, sociedade civil organizada, movimentos sociais, agricultores familiares, pesquisadores e demais atores comprometidos com a agenda da segurança alimentar. Ao longo das discussões, destacou-se a importância de fortalecer os Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEAs) como instâncias essenciais de participação e controle social, garantindo capilaridade e efetividade ao SISAN em todo o estado. As propostas aprovadas pelos delegados foram analisadas pelo CONSEAN-SE à luz das diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e sistematizadas em três eixos estruturantes: ● EIXO 1: Determinantes estruturais e macrodesafios para a soberania e segurança alimentar e nutricional (8 propostas); ● EIXO 2: SISAN e políticas pública garantidoras do DHAA (5 propostas); ● EIXO 3: Democracia, participação e controle social (5 propostas). Esses eixos, juntamente com suas proposições correspondentes, compõem as tabelas apresentadas a seguir, evidenciando a correlação direta com as diretrizes do PNSAN e a fundamentação necessária para o planejamento estratégico da política estadual. Em complemento, foi realizada a compilação das ações, programas e projetos governamentais em execução ou previstos, organizados por órgão executor, a fim de subsidiar a estruturação do I PLANSAN-SE e assegurar a articulação intersetorial necessária à efetivação das diretrizes pactuadas. EIXO 1 Determinantes Estruturais E Macrodesafios Para A Soberania E Segurança Alimentar E Nutricional “Este eixo objetiva estabelecer fatores garantidores da perpetuação das políticas públicas que promoverão a soberania e segurança alimentar e nutricional estadual, contornando a descontinuidade causada pelas transições políticas, bem como elencar os obstáculos de maior dificuldade de resolução.” PROPOSTAS 1 DIRETRIZES PNSAN: I; II;IV; VIII. Criar grupo de trabalho de assistência técnica rural para os agricultores atendidos pelos programas governamentais, PAA-Programa de Aquisição de Alimentos e PNAE- Programa Nacional de Alimentação Escolar. (SEASIC/SEED) POSSÍVEIS DIRETRIZES PNSAN PROPOSTA 1 CAPÍTULO – 5 - ANÚNCIOS, DESAFIOS, ESTRATÉGIAS , PROGRAMAS , PROJETOS AÇÕES E INICIATIVAS DO I PLANSAN-SE A efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) exige a articulação entre diferentes setores do poder público, da sociedade civil e de diversas esferas administrativas. Sergipe, assim como outros estados brasileiros, enfrenta desigualdades socioeconômicas que impactam diretamente o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente. Nesse contexto, para garantir esse direito fundamental, é necessário e essencial que políticas públicas sejam planejadas, estruturadas e executadas de maneira intersetorial e integrada entre áreas como saúde, assistência social, educação, agricultura, abastecimento e meio ambiente exigindo, cada vez mais, a superação de abordagens setoriais isoladas para o enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional. devendo ser ela, a Intersetorialidade, o fundamento estratégico na formulação e execução das políticas públicas de SAN, demandando o envolvimento coordenado das diversas áreas, promovendo sinergias que ampliam o impacto das ações governamentais na vida da população e fortalecendo a efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A abordagem integrada permite que diferentes políticas e programas dialoguem entre si, fortalecendo o enfrentamento não apenas dos efeitos imediatos da fome, mas também dos seus determinantes estruturais. Isso significa atuar de forma contínua e articulada sobre as causas da insegurança alimentar e nutricional, como a pobreza, o desemprego, o acesso precário à educação e saúde, a desigualdade no campo e na cidade, as limitações no acesso à alimentação adequada e saudável e entre outras. A articulação intersetorial permite a construção de estratégias mais eficazes e sustentáveis, atuantes nas causas estruturais da insegurança alimentar, para a superação dos desafios, bem como fortalece a rede de proteção social, ampliando o alcance das ações governamentais e promovendo a equidade no acesso a serviços e recursos. Portanto diante da complexidade e das múltiplas dimensões que caracterizam o problema (sociais, econômicas, ambientais, culturais etc..) é indispensável uma coordenação intersetorial, construtiva e sistêmica das ações públicas. Nesse sentido, o fortalecimento de instâncias como os Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) e a adoção de instrumentos de planejamento como o Plano Estadual de SAN são fundamentais para possibilitar o monitoramento contínuo da situação alimentar e nutricional da população, bem como o alinhamento de ações e recursos entre os diversos setores envolvidos. Assim como um importante passo rumo à consolidação da elaboração do PLANSAN-SE e do conjunto de políticas públicas (estruturantes e reestruturantes) sólidas e integrada de Segurança Alimentar e Nutricional, foi realizada uma compilação de programas, projetos , ações e iniciativas do Governo do Estado de Sergipe, em execução ou a executar , que possuam relação direta ou indireta com a temática da SAN. A identificação e mapeamento das iniciativas existentes favorece o planejamento e a articulação intersetorial contribuindo para a elaboração de um Plano Estadual de SAN, mais eficaz, participativo e contextualizado. Cabe ressaltar que a estruturação e execução de políticas públicas intersetoriais é, portanto, um caminho adotado pelo governo do estado de Sergipe é considerado indispensável para assegurar a soberania e a segurança alimentar e nutricional da população sergipana, especialmente dos grupos mais vulneráveis. Trata-se de uma responsabilidade de um Governo que, com compromisso junto a sociedade, vem atuando com base em uma gestão pública sensível às reais necessidades da população e à participação social para a superação dos desafios inerentes a insegurança alimentar no estado refletindo no I PLANSAN -SE É importante salientar que a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), através do Decreto nº .272/2010, estabelece diretrizes as quais foram utilizadas de base para a elaboração, do plano que segue apresentado a seguir elencando os programas , projetos, ações e iniciativas desenvolvidos e/ou que serão implantados, no âmbito da Segurança Alimentar e Nutricional pelos diferentes órgão do Governo do Estado. É importante destacar que a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN - SE) é responsável pelo monitoramento e avaliação do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de forma contínua visando o desenvolvimento e a efetivação do acesso da população vulnerável às políticas de SAN. Para tanto as tabelas a seguir apresentam de forma padronizada as ações mapeadas, incluindo: nome do programa/projeto/ação/iniciativa, órgão(s) responsável(eis), parceiros se houver, objetivo, público-alvo, status atual (executado/em execução/a executar), problema a solucionar ou demanda a atender) entrega a ser realizada , indicador metas (2024 a 2027), fonte de Recursos (Estadual, Federal…), programa PPA/ PG/ ME; Ação orçamentária (pode também ser uma ação não orçamentária). Os programas, projetos, ações e iniciativas do governo estadual descritos visam unir esforços para fortalecer e consolidar o Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) bem como buscam ampliar a capacidade de atuação do sistema nos territórios, enfrentando os diversos desafios da Política de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e promovendo a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Além disso, as estratégias têm como objetivo responder de forma direta e eficaz aos diferentes contextos e riscos políticos que impactam a segurança alimentar no estado. 5.1. Dimensão Estratégica (Anúncios Estratégicos, Estratégias Intersetoriais) ● Anúncios Estratégicos: trata-se do cenário / dos anúncios futuros que a gestão espera alcançar e realizar até o final do período de execução do Plano. Esse cenário e anúncios realizados serão resultantes da adoção das Estratégias Intersetoriais descritas no plano; ● Desafios: os desafios deverão tratar de situações, problemas e questões críticas identificados na realidade atual que representam dificuldades e obstáculos para o alcance dos anúncios estratégicos; ● Estratégias Intersetoriais: A(s) estratégia(s) intersetoriais pode ser a ou as ações/iniciativas coordenadas que envolverão mais de um setor ou órgão do governo do estado. O objetivo das estratégias setoriais é tratar a superação do desafio de maneira integrada, intersetorial e colaborativa para que o governo / a gestão alcance os anúncios estratégicos. Anúncios Estratégicos 1 do I Plansan Anúncio Estratégico 1 Redução Nos Índices De Insegurança Alimentar (Insan) Grave DESAFIO 1 Redução Dos Índices De Insan, Focando Em Estratégias E Programas Intersetoriais Para Chegar Aos Níveis Nacionais. Descrição do desafio 1 Fortalecer E Expandir Programas Como O Prato Do Povo, Programa Estadual De Aquisição De Alimentos, Programa De Aquisição De Alimentos Leite, Ampliar O Pnae. DESAFIO 2 Aumentar os investimentos nos Programas de Segurança Alimentar. Descrição do desafio 2 Aumento Da Verba Do Programa Estadual De Aquisição De Alimentos, Em Suas Modalidades. DESAFIO 3 Ampliação do Prato Do Povo. Descrição do desafio 3 Aumentar O Número De Municípios Beneficiados Com O Programa, Aumentando Assim , O Número De Famílias Assistidas. DESAFIO 4 Ampliação Das Modalidades Programa Estadual De Aquisição De Alimentos. Descrição do desafio 4 Criação De Novas Modalidades Do PEAA, Como O Programa Estadual Do Leite E Peaa Sementes Crioulas. DESAFIO 5 Novos Equipamentos De Segurança Alimentar . Descrição do desafio 6 Inauguração Do Banco De Alimentos, Das Centrais De Distribuição De Alimentos E Das Cozinhas Comunitárias. Anúncios Estratégicos 2 do I Plansan Anúncio Estratégico 2 O Fortalecimento Do Sisan Em Sergipe Reafirma O Compromisso Com A Governança Intersetorial E Participativa, Garantindo Planejamento, Monitoramento E Controle Social Das Ações De Segurança Alimentar E Nutricional Em Âmbito Estadual E Municipal. DESAFIO 2.1 Manutenção Dos 75 Municípios De Sergipe No Sisan. Descrição do desafio 2.1 Elaboração Dos 75 Planos Municipais De Segurança Alimentar E Nutricional , Assim Como, A Manutenção Das Instâncias Da Caisan E Consea . DESAFIO 2.2 Fiscalização dos Municípios. Descrição do desafio 2.2 Fiscalização Periódica Dos Municípios, Quanto A Manutenção Das Instâncias Do Sisan DESAFIO 2.3 Encontro Estadual Do Sisan. Descrição do desafio 2.3 Realização De 2 Encontros Do Sisan No Estado De Sergipe. Anúncios Estratégicos 3 do I Plansan – Eixo 3 Anúncio Estratégico 3 A Valorização Da Agricultura Familiar E Dos Povos E Comunidades Tradicionais, Promovendo Inclusão Produtiva, Geração De Renda E Ampliação Da Oferta De Alimentos Saudáveis Nos Territórios Urbanos E Rurais. DESAFIO 3.1 Manutenção De Políticas Públicas Como O Programa Mão Amiga E Programa Cmais E Suas Modalidades. Descrição do desafio 3.1 Aumentar A Capilaridade E O Público Atendido Por Esses Programas DESAFIO 3.2 Crédito Rural. Descrição do desafio 3.2 Facilitar E Ampliar Os Beneficiários Desta Modalidade De Crédito. DESAFIO 3.3 PAA Quilombola. Descrição do desafio 3.3 Manutenção Da Modalidade Do Paa Quilombola No Estado, Buscando Formas De Aumentar O Valor Investido Inicial De R$ 1.000.000,00 (Um Milhão De Reais) 5.2. Dimensão Tática – Programas Em Execução Que Com Previsão De Início Na Vigência Do Plansan 2026-2029 /Objetivo /Órgão Ou Entidade Responsável/Ações E Iniciativas De San - Governo Do Estado De Sergipe Nº Programa Objetivo Órgão Entidade Responsável Aquisição de Alimentos (PAA) Adquirir alimentos da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, doar esses produtos para entidades socioassistenciais, garantindo renda aos agricultores e promovendo o acesso à alimentação adequada para famílias em situação de vulnerabilidade. SEASIC Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA) Adquirir alimentos da agricultura familiar sergipana para fortalecer a produção local, gerar renda para os agricultores e garantir a oferta contínua de alimentos saudáveis às entidades socioassistenciais e equipamentos públicos, contribuindo para a promoção da segurança alimentar e nutricional no Estado de Sergipe SEASIC Aquisição de Alimentos (PAA) Quilombola Fortalecer a produção de alimentos das comunidades quilombolas, garantir a compra direta desses produtos e destiná-los a entidades socioassistenciais, promovendo renda, valorização cultural, segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável dos territórios quilombolas. SEASIC Estadual de Compras da Agricultura FAmiliar e Economia Solidária Promover o desenvolvimento econômico e social da agricultura familiar e empreendimentos da economia solidária em Sergipe por meio da compra institucional de produtos agropecuários, textil, artesanato extrativistas e da pesca, garantindo mercado seguro para os agricultores, fortalecendo as cadeias produtivas locais, incentivando práticas sustentáveis e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis e de qualidade. SEASIC do Povo Garantir acesso a refeições nutritivas, de qualidade e a baixo custo para a população em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, a redução da fome e a promoção da dignidade das pessoas atendidas pelos restaurantes populares mantidos pelo Governo do Estado de Sergipe. SEASIC Popular Padre Pedro Oferecer refeições nutritivas, balanceadas e de baixo custo para a população em situação de vulnerabilidade social, garantindo acesso à alimentação adequada, promovendo segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a redução da fome no município de Aracaju e regiões vizinhas. SEASIC Amiga- Cultura da Laranja Garantir apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais da citricultura durante o período da entressafra, assegurando condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e promovendo a continuidade da atividade produtiva no campo. SEASIC Amiga - Cana-de- açúcar. Oferecer apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais da cadeia da cana durante o período da entressafra, garantindo condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e contribuindo para a permanência das famílias no campo. SEASIC Amiga - Pro Sertão Bacia leiteira Oferecer apoio financeiro e social às famílias de produtores da bacia leiteira durante os períodos de maior estiagem e vulnerabilidade econômica, garantindo condições mínimas de subsistência, fortalecendo a permanência no campo e contribuindo para a sustentabilidade da pecuária leiteira no semiárido sergipano. SEASIC Amiga - Mangaba Apoiar financeiramente e socialmente as catadoras e catadores de mangaba durante o período de entressafra, garantindo condições mínimas de subsistência, valorizando a atividade extrativista tradicional e contribuindo para a manutenção cultural e econômica das comunidades que dependem dessa cadeia produtiva. SEASIC Amiga - Rizicultura Garantir apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais envolvidos na cadeia produtiva do arroz durante o período de entressafra, assegurando condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e fortalecendo a continuidade da produção agrícola nos territórios arrozeiros de Sergipe. SEASIC Amiga- Pesca Artesanal Oferecer apoio financeiro e social aos pescadores e pescadoras artesanais durante os períodos de defeso ou baixa produtividade, garantindo condições mínimas de subsistência, preservando a atividade tradicional e fortalecendo a segurança econômica das famílias que vivem da pesca. SEASIC Cisternas Ampliar o acesso à água para consumo humano e para a produção de alimentos no semiárido, por meio da construção de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva. O programa busca garantir condições dignas de sobrevivência às famílias rurais em situação de vulnerabilidade, fortalecer a convivência com o semiárido, reduzir os impactos da seca e promover segurança hídrica, alimentar e nutricional nos territórios atendidos. SEASIC Agricultura Familiar Fortalecer a comercialização dos produtos da agricultura familiar, promover a geração de renda no campo e ampliar o acesso da população urbana a alimentos frescos, saudáveis e de produção local. Além disso, busca valorizar a cultura alimentar regional, incentivar práticas sustentáveis e aproximar produtores e consumidores, fortalecendo os circuitos curtos de comercialização. SEASIC agroecológicas, ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e fortalecer a educação alimentar, a inclusão social e a economia comunitária. O programa também busca revitalizar espaços públicos, estimular o convívio comunitário e contribuir para a segurança alimentar e nutricional nos centros urbanos. SEASIC Produtivos Locais (APLs) Fortalecer setores produtivos organizados em territórios específicos, promovendo o desenvolvimento econômico regional, a geração de emprego e renda, o aumento da competitividade e a integração entre produtores, empreendedores, instituições públicas, universidades e organizações de apoio. Os APLs buscam dinamizar cadeias produtivas estratégicas, estimular a inovação e ampliar oportunidades de crescimento sustentável nos municípios. SEASIC Alimentos Reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o acesso da população em situação de vulnerabilidade a alimentos seguros e de qualidade, por meio da captação, seleção, armazenamento e distribuição de alimentos que, embora adequados ao consumo, não seriam comercializados. O programa também busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional, promover educação alimentar e apoiar entidades socioassistenciais em todo o estado. SEASIC CMAIS Inclusão garantir transferência de renda às famílias em situação de insegurança alimentar e extrema vulnerabilidade social, assegurando acesso à alimentação, fortalecendo a proteção social e contribuindo para a melhoria das condições de vida da população atendida. O programa busca complementar a política de segurança alimentar do estado, oferecendo suporte direto e imediato às famílias que mais necessitam. SEASIC Distribuição de Alimentos Organizar, armazenar e distribuir alimentos provenientes de programas públicos, doações e compras institucionais, garantindo eficiência logística, qualidade dos produtos e abastecimento regular de entidades socioassistenciais, equipamentos públicos de alimentação e demais instituições beneficentes. Também buscam fortalecer a segurança alimentar, otimizar processos de recebimento e transporte e apoiar a execução de políticas públicas de SAN no estado. SEASIC Alimentar e Nutricional Promover práticas alimentares mais saudáveis, adequadas e sustentáveis, apoiando a autonomia das pessoas e comunidades para realizarem escolhas alimentares conscientes. A EAN busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional, valorizar a cultura alimentar local, prevenir doenças relacionadas à alimentação e contribuir para a construção de ambientes alimentares mais saudáveis em todo o estado. SEASIC da Família Reorganizar a atenção básica no território, promover a saúde e prevenir doenças a partir do cuidado contínuo, integral e humanizado, garantindo acompanhamento próximo das famílias, fortalecimento do vínculo entre população e serviço de saúde e melhoria dos indicadores de saúde comunitária. SES Alimentação Adequada e Saudável (PAAS) Estimular práticas alimentares que favoreçam a saúde, o bem-estar e a prevenção de doenças, incentivando escolhas conscientes, o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e a valorização da cultura alimentar local. A PAAS busca criar ambientes alimentares mais saudáveis e contribuir para a segurança alimentar e nutricional da população. SES de Alimentação e Nutrição (PNAN) Promover, proteger e apoiar a alimentação adequada e saudável da população, contribuindo para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional no âmbito do SUS. SES Alimentar e Nutricional (VAN) Monitorar continuamente o estado nutricional e o consumo alimentar da população, subsidiando o planejamento, a gestão e a avaliação das políticas públicas de alimentação e nutrição; fornecer informações para o planejamento e a formulação de ações, programas e políticas governamentais de promoção da SAN, além de conscientizar e fortalecer o entendimento de que a Vigilância Alimentar e Nutricional é responsabilidade de toda a equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde, e não exclusiva dos nutricionistas. SES Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA) Prevenir e controlar a deficiência de vitamina A, reduzindo riscos à saúde infantil. SES Nacional de Suplementação de Ferro e Ácido Fólico (PNSF) Contribuir para a prevenção e o controle da anemia ferropriva e de agravos relacionados à deficiência de ferro e ácido fólico, por meio do monitoramento, apoio técnico e fortalecimento da execução municipal das ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde. SES Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB) Fortalecer a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável na Atenção Primária à Saúde. SES Família na Saúde Acompanhar as condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, contribuindo para a melhoria das condições de saúde, nutrição e qualidade de vida da população em situação de vulnerabilidade social. SES Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) - Rede Estadual de Ensino Garantir o acesso regular, permanente e equitativo à alimentação adequada e saudável, associado ao desenvolvimento de ações contínuas de Educação Alimentar e Nutricional, para os estudantes da rede estadual de ensino, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, o processo de aprendizagem e a formação de hábitos alimentares saudáveis, em consonância com o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequada e os princípios da Segurança Alimentar Nutricional. DAE/SEED Verde = Gestão Sustentável de Apoiar feiras agroecológicas com gestão de resíduos e SEMAC Feiras Agroecológicas coleta seletiva, promovendo sustentabilidade ambiental e inclusão social. Climático para a Produção Agrícola Monitorar impactos climáticos na produção agrícola e apoiar agricultores familiares na adaptação às mudanças climáticas. SEMAC; Secretarias de Agricultura; Associações Rurais; Prefeituras Hortaliças para Combate à Insegurança Alimentar e Nutricional Garantir acesso às hortaliças frescas para comunidades vulneráveis e reduzir a insegurança alimentar em Sergipe. SEMAC Climáticos para Prevenção de Riscos e Proteção da Produção de Alimentos Prever secas, enchentes e outros riscos climáticos, protegendo a produção agrícola e a segurança alimentar. SEMAC Produtivos – Plantar, Colher e Composta Promover a segurança alimentar e nutricional das famílias por meio da implantação de quintais produtivos e da prática da compostagem, incentivando a produção de alimentos saudáveis, o reaproveitamento de resíduos orgânicos e o cuidado com o meio ambiente. Implantação de hortas e quintais produtivos com capacitação das famílias em práticas agroecológicas, incentivo ao autoconsumo e à comercialização do excedente, promoção da alimentação saudável e diversificada e monitoramento dos impactos social, econômico e nutricional. As ações incluem a sensibilização das famílias e a implantação da compostagem doméstica por meio de oficinas práticas, com orientação técnica para o reaproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo natural, fortalecendo a segurança alimentar, a redução de resíduos e a sustentabilidade ambiental. SEMAC Aquisição de Alimentos (paa)- leite Adquirir alimentos da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, doar esses produtos para entidades socioassistenciais, garantindo renda aos agricultores e promovendo o acesso à alimentação adequada para famílias em situação de vulnerabilidade. Seagri futuro Adquirir sementes e propágulos vegetais para distribuição a pequenos agricultores familiares Seagri - Emdagro atividades de ater visando fortalecimento de cadeias produtivas locais Seagri - Emdagro Vacinação De Rebanhos Realiza visita técnica e presta serviço de vacinação em rebanhos de animais pertencentes a pequenos agricultores familiares garantindo a sanidade do rebanho Seagri - Emdagro Doce Mitigar os efeitos da falta d'água para consumo humano em comunidades isoladas em áreas do semiárido sergipano Seagri - Emdagro realiza plantio em municípios afetados. Seagri - Emdagro exigirem a emissão da nota fiscal com a inclusão do CPF em todas as compras realizadas em estabelecimentos sergipanos, fortalecendo a conscientização sobre a importância dos tributos e contribuindo para melhorar a arrecadação e a transparência fiscal. SEFAZ o custo dos alimentos essenciais e fortalecer a segurança alimentar da população. Estão isentos, nas operações internas, frutas, verduras, hortaliças, ovos, farinha de mandioca e carnes bovinas e suínas abatidas no próprio estado. A medida contribui para o acesso à alimentação adequada, valoriza a produção local e estimula o consumo de alimentos saudáveis. SEFAZ Lista De Desafios Descritos Em Outros Planos De San Consultados ● Quantitativo de profissionais de assistência técnica disponíveis nas empresas públicas estaduais e municipais; ● Redução ou ausência de recursos federais disponibilizados aos estados e municípios; ● Ausência de instrumentos jurídicos que norteiam a garantia da participação deste público alvo como prioritário nas políticas públicas estaduais; ● Ausência de iniciativas de fomento ● Ausência de apoio para logística e transporte ● Burocratização e dificuldade de acesso ao crédito ● Ausência de mão de obra qualificada para a execução ● Ausência de ferramenta para unificação das informações referente a diversidade de produtos existentes no estado ● Ausência de plataforma de preços unificadas que atenda às exigências dos programas de compras governamentais ● Ausência de recursos para contratação de mão de obra ● Ausência de mão de obra e recurso para estruturação e para manutenção ● Conseguir o engajamento da população ● Mão de obra qualificada ● Disponibilização de recursos ● Elaboração de legislação ● Falta de assistência técnica ● Ausência de projetos e iniciativas para a preservação das matas ciliares; ● Ausência de programas de pagamentos por serviços ambientais; ● Dificuldade de preservação das matrizes hídricas; ● Preservação das app 's (áreas de proteção permanentes); ● Elaboração e execução de programas e projetos que priorizem famílias em situação de insegurança hídrica, situação de pobreza; ● Falta de autonomia do estado para designar o público a ser atendido com base em critérios sociais ● Ausência de recursos federais destinados a programas e projetos de implantação de tecnologias sociais de saneamento ● Ausência de programas destinados a programas e projetos de implantação de tecnologias sociais de saneamento ● Grande rotatividade de profissional e o surgimento de novos programas com a equipe reduzida. ● Dificuldade de pactuação de parcerias com doadores fixos para o banco de alimentos estadual, ● Quebra da cultura do setorialismo, muito presente no setor público. ● Dificuldade de articulação entre programas, projetos, ações ● Dificuldades de articulação entre os órgãos públicos estaduais ● Dificuldade em erradicar a extrema pobreza e da insegurança alimentar moderada e grave no município; ● Estrutura física e humana insuficiente para a gestão, articulação e execução de san; ● Dificuldade de articulação e intersetorialidade entre as secretarias; ● Dificuldade de entendimento sobre a segurança alimentar e os níveis de insan ● Dificuldade de entendimento de forma geral sobre a segurança alimentar e nutricional e sua interface com as demais políticas públicas executadas ou a serem elaboradas; ● Dificuldade de entendimento sobre critérios de prioridade a serem adotados para o alcance do público em vulnerabilidade; ● Ausência de um sistema integrado de informações sobre programas e projetos e seus beneficiários para acompanhamento pela rede intersetorial, na perspectiva de otimizar o diálogo entre profissionais da rede ● Reversão das tendências de aumento das taxas de excesso de peso e obesidade, e conscientização para uma alimentação saudável. ● Articulação da segurança alimentar e nutricional para a implementação de programas, projetos e ações de segurança alimentar e nutricional com o público em vulnerabilidade atendido por demais secretarias. ● Dificuldade de definição de critérios unificados de priorização de participação de público em programas, projetos, ações ● Prestação de assistência técnica a agricultura familiar e urbana base agroecológica, a economia solidária e a pesca artesanal como estratégia fundamental para a promoção da SAN. ● Promover ações de educação alimentar e nutricional nos programas e nos equipamentos públicos. ● Formular e implementar programas e ações adequadas às especificidades socioculturais da população indígena e dos povos e comunidades tradicionais e sua inserção prioritária nas políticas públicas. ● Formular uma estratégia metropolitana para expansão da rede de proteção e promoção social voltada à população em situação de rua. ● Fortalecer as condições de implementação do I PLANSAN-SE ● Facilitar o acesso à informação aos agricultores familiares, por meio da divulgação de informações e dados sobre produção, compras institucionais, capacitações, seminários, entre outros. ● Compartilhamento de dados por parte de órgãos federais e secretarias ● Estimular e fortalecer parcerias e convênios de cooperação técnica com os municípios para a regularização fundiária de comunidades tradicionais e pequenos produtores. ● Mobilização da gestão pública e da sociedade civil para a implantação de conselhos municipais nos municípios sergipanos ● Mobilização para adesão ao sisan pelos municípios sergipanos ● Ampliação e consolidação das ações municipais e estaduais no âmbito da SAN. ● Fomentar o tema da san junto à sociedade e aos diversos segmentos, incluindo o setor privado comercial ● Construção de protocolos de prevenção e mitigação de situações de conflitos de interesses é fundamental. ● Realização de estudos sobre a alimentação de populações indígenas e quilombolas, inclusive sobre alimentação infantil. ● Ampliar o quadro técnico de profissionais atuantes na san por meio de concursos e editais de chamamento. ● Definir indicadores para monitoramento e a avaliação da san, tendo em vista a existência de inúmeras pesquisas e inquéritos e cada uma avaliando com um conjunto de perguntas diferentes ● Dificuldade para monitorar os indicadores de san tendo em vista que os municípios não dispõe de pesquisas sobre a situação de san em nível local. ● Ausência de conhecimento sobre a política de san ● Ausência de conhecimento para preenchimento de pesquisas e responder inquéritos de san ● Necessidade de realização de cursos de formação tendo a agenda de san como tema principal. ● A intersetorialidade ● A falta de comunicação entre gestores ● A falta de conhecimento sobre as ações de SAN ● A falta de conhecimento sobre o que SAN ● Proporcionar maior capilaridade aos editais e chamadas pública da agricultura familiar (pnae e paa); ● Incorporação da lei de compras da agricultura familiar e também da economia solidária nos contratos públicos; ● A articulação junto aos municípios e demais órgãos do estado e do governo federal para a implantação de equipamentos públicos de SAN; ● Dificuldade de mapeamento de pessoas em insan devido ao não uso da tria ● Não adoção da TRIA pelos municípios do estado ● Redução de verba federal destinada aos estados para a implantação e execução dos planos de SAN, planos de abastecimento e plano de agroecologia. ● Provimento de apoio por parte dos municípios , às organizações e cooperativas de agricultores familiares, articulando com os municípios a operacionalização das chamadas públicas e participação em espaços de comercialização ● Dificuldade de ampliar e agilizar as ações individuais que viabilizem a segurança jurídica dos agricultores familiares que ocupam áreas particulares, por meio das ações de usucapião para prover a regularização fundiária ● Quantidade pequena de centrais de distribuição espalhadas pelo estado ● Rotatividade das equipes municipais, o que exige um constante processo de capacitação e a falta de condições estruturais para a realização dos procedimentos de coleta e análise. ● Dificuldade de monitoramento e o assessoramento para o tratamento da água não encanada. ● Ausência de monitoramento sistemático da qualidade da água quanto a medição de metais pesados, como alumínio, iodo; ● Ausência de formação continuada com o objetivo de consolidar concepções compartilhadas sobre a san, o dhaa e o conjunto de atribuições das diferentes instituições e setores envolvidos, além das obrigações dos entes estatais e dos governo; ● Dificuldade de acesso e de compartilhamento de informações provenientes de ações de monitoramento de dados, pesquisas e projetos de extensão no âmbito da SAN; ● Ausência de rede formal de divulgação de seminários e demais eventos visando disseminar conhecimento, informações e mobilizar públicos diversos, incluindo estudantes, profissionais, conselheiros e gestores públicos. ● Fortalecer a agricultura familiar e urbana de base agroecológica, a economia solidária e a pesca artesanal como estratégia fundamental para a promoção da SAN. ● Promoção de ações de educação alimentar e nutricional nos programas e nos equipamentos públicos. ● Existência de inúmeros inquéritos que abordam san , descontinuidade da aplicação dos inquéritos, e ausência de padronização das perguntas contidas nos inquéritos de san ● Aperfeiçoar o marco regulatório do sisan com o objetivo de ampliar a capacidade de pactuação federativa e de adesões municipais ao sistema em todo o território nacional ● Aperfeiçoar instrumentos de repasse de recursos federais tendo em vista a construção de uma regra de cofinanciamento federativo do sisan, fortalecendo a gestão e o controle social ● Criar um marco legal que estabeleça e organize os instrumentos de monitoramento de indicadores de segurança alimentar e nutricional no âmbito do sisan ● Alcançar territórios e públicos mais afetados pela fome ● Garantir à população em insegurança alimentar e nutricional acesso aos serviços e sistemas públicos de proteção e promoção social ● Articular localmente sistemas públicos de proteção e promoção social e implantar protocolos de atendimento capazes de fazer frente ao aumento da demanda ● Reduzir as desigualdades econômicas e proteger a renda disponível das famílias para a aquisição de alimentos ● Fortalecer as políticas de acesso à terra e de regularização fundiária ● Garantir acesso regular à água ● Criar mecanismos que garantam a estabilidade da produção, da disponibilidade e do acesso aos alimentos diante dos crescentes efeitos das mudanças climáticas ● Fortalecer a capacidade de resposta dos governos para garantir a segurança alimentar e nutricional dos territórios e populações afetadas por eventos climáticos extremos ● Mitigar e promover a adaptação dos sistemas alimentares às mudanças climáticas e estimular a adoção de práticas de produção sustentáveis e agroecológicas que reduzam o impacto no ambiente e na saúde das pessoas ● Aumentar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados ● Enfrentar a persistência e coexistência de múltiplas formas de má nutrição ● Promover ambientes alimentares que incentivem a alimentação adequada e saudável ● Garantir a segurança alimentar e nutricional da população negra, quilombolas, indígenas e povos e comunidades tradicionais, com apoio à agricultura familiar, à aquisição e distribuição de alimentos culturalmente adequados em situações de vulnerabilidade, com transferência de renda e com acesso à água, ao saneamento ambiental e à energia elétrica; ● Qualificar a gestão pública e as políticas públicas para combater o racismo e o desrespeito aos modos tradicionais de vida da população negra, quilombolas, indígenas e povos e comunidades tradicionais ● Promover políticas públicas de san que consideram as especificidades locais, os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, bem como a importância dos ecossistemas onde vivem ● Aprimorar a atuação coordenada e intersetorial do governo brasileiro na implementação da cooperação internacional na área da segurança alimentar e nutricional e nos espaços multilaterais e regionais que o Brasil participa. ● Ampliar a participação social nos espaços internacionais de governança da segurança alimentar e nutricional ● Difundir o modelo brasileiro de governança intersetorial e participativa, como forma de estimular a constituição de espaços de concertação entre sociedade civil e poder público na construção de políticas de segurança alimentar e nutricional. ● Possibilitar o monitoramento da adesão e internalização pelo Brasil de documentos internacionais vinculantes e não vinculantes relacionados à segurança alimentar e nutricional e ao DHAA. É necessário como horizonte estratégico:
7 artigos
Art. 1.
Ficam homologadas a Resolução n.º 01, de 26 de março de 2026, da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe – CAISAN/SE e a Resolução n.º 17, de 27 de março de 2026, do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe – CONSEAN/SE, que aprovam o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe - PLANSAN/SE 2026-2029, as quais foram publicadas no Diário Oficial do Estado de Sergipe, respectivamente, em 28 de abril de 2026 e 16 de abril de 2026.

Homologa a Resolução n.º 01, de 26 de março de 2026, da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe - CAISAN/SE e a Resolução n.º 17, de 27 de março de 2026, do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe - CONSEAN/SE, que aprovam o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe - PLANSAN/SE 2026-2029, e dá providências correlatas. O GOVERNADOR DO ESTADO DE SERGIPE, no uso das atribuições que lhe são conferidas nos termos do art. 84, incisos V, VII e XXI, da Constituição Estadual; tendo em vista o disposto na Lei n.º 9.156, de 08 de janeiro de 2023; na Lei n.º 9.724, de 25 de agosto de 2025; na Lei n.º 7.250, de e na Lei (Federal) nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, e em observância ao disposto no processo eletrônico n.º 93/2026 - PRO.ADM.-SEASIC, Considerando que a Lei n.º 9.724, de 25 de agosto de 2025, instituiu o Programa “Sergipe Sem Fome” como política pública estadual de caráter contínuo, estabelecendo diretrizes para o fortalecimento das ações intersetoriais voltadas à promoção da segurança alimentar e nutricional, à erradicação da fome e à redução da pobreza no Estado de Sergipe; Considerando a indispensabilidade de um instrumento de planejamento destinado a estabelecer diretrizes, objetivos e metas para orientar a formulação, a implementação e o monitoramento das ações de segurança alimentar e nutricional no Estado de Sergipe; Considerando a importância da implementação, do fortalecimento e da continuidade de políticas públicas e ações estratégicas voltadas à superação das desigualdades sociais e à ampliação do acesso à alimentação adequada, com vistas à promoção da dignidade da população sergipana e à efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada, mediante articulação entre União, Estado, Municípios e sociedade civil; Considerando a relevância do III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – III PLANSAN (2025–2027), aprovado pela Resolução CAISAN/MDS n.º 11, de 28 de fevereiro de 2025, como referência para a atuação integrada dos entes federativos, D E C R E T A:

Art. 2.
O Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe - PLANSAN/SE 2026-2029, constante do Anexo Único deste Decreto, constitui instrumento estratégico e intersetorial destinado à ampliação do acesso à alimentação adequada e à promoção da dignidade da população sergipana, por meio de ações voltadas à segurança alimentar e nutricional, à erradicação da fome e à redução da pobreza no Estado de Sergipe, observados os princípios e as diretrizes estabelecidos na Lei n.° 9.7(24, de 25 de agosto de 2025.
Art. 3.
O PLANSAN/SE 2026-2029 será implementado em conformidade com os seguintes eixos estratégicos:
Iredução dos índices de Insegurança Alimentar (INSAN) grave;
IIfortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - SISAN em Sergipe, com a reafirmação do compromisso com a governança intersetorial e participativa, assegurados o planejamento, o monitoramento e o controle social das ações de segurança alimentar e nutricional em âmbito estadual e municipal; e
IIIvalorização da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais, com promoção da inclusão produtiva, da geração de renda e da ampliação da oferta de alimentos saudáveis nos territórios urbanos e rurais.
Art. 4.
O Poder Executivo Estadual contribuirá para a consolidação do PLANSAN/SE 2026–2029, reafirmando seu compromisso com a promoção da qualidade de vida, da justiça social e da superação definitiva da fome, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – PNSAN.
Art. 5.
A coordenação da execução do PLANSAN/SE 2026-2029 caberá à Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe – CAISAN/SE, com o apoio dos órgãos e entidades da Administração Pública Estadual e a participação da sociedade civil por meio do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe - CONSEAN/SE.
Art. 6.
Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7.
Revogam-se as disposições em contrário. Aracaju, 03 de junho de 2026; 205º da Independência e 138º da República. FÁBIO MITIDIERI GOVERNADOR DO ESTADO Luiz Antônio Mitidieri Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil Érica Lima Cavalcante Mitidieri Secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania Cristiano Barreto Guimarães Secretário Especial de Governo PUBLICADO NO SUPLEMENTO DO DIÁRIO OFICIAL DO DIA 03 DE JUNHO DE 2026. ANEXO ÚNICO I PLANO ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DE SERGIPE 2026-2029 FÁBIO MITIDIERI Governador do Estado de Sergipe Câmara Intersetorial do Estado de Sergipe (CAISAN/SE) 1. Secretaria de Estado da Assistência Social Inclusão e Cidadania – SEASIC Érica Lima Cavalcante Mitidieri (Presidente CAISAN SE) Raphaela Dias de Rezende (Suplente) Luiz Henrique Campos Araújo (Secretário Executivo CAISAN SE) 2. Secretaria de Estado de Educação - SEED Lucilene Rodrigues dos Santos (Titular) Dayanne Kamylle de Souza Marques (Suplente) 3. Secretaria de Estado de Saúde - SES Ronaldo Cruz Silva (Titular) Sanawá Silva Rodrigues (Suplente) 4. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura – SEDURBI Laisla Vieira Santana (Titular) Grace Kelly Souto Barros (Suplente) 5. Secretaria de Estado da Casa Civil - CASA CIVIL Michelle Mariucha Pereira tavares Xavier (Titular) Hiago Henrique Fontes Silva (Suplente) 6. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas - SEMAC Deborah Cristina de Andrade Menezes Dias (Titular) Gicélia Santos Prado (Suplente) 7. Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da PescaSEAGRI Waltenis Braga da Silva (Titular) Lucas Deda Travassos (Suplente) 8. Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ Carlos Eduardo Pereira Siqueira (Titular) Antônia Regina Coelho de Oliveira (Suplente) Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe (CONSEAN-SE) Conselheiros da Sociedade civil 1. Associação Católica Bom Pastor Tânia Maria de Lima (Titular) Maria da Conceição Bezerra Santo (Suplente) 2. Associação de Educação e Desenvolvimento Integral um Lugar ao Sol Martha Ramos Moura (Titular) Marisa Ramos (Suplente) 3. Associação Nova Esperança Estelita Santos da Conceição (Titular) Rivanda de Vasconcelos Lima (Suplente) 4. Associação Remanescente de Quilombo Manoel Bernardes dos Santos Marlene de Lima Silva (Titular) Janaína de Lima Pereira (Suplente) 5. Associação Sergipana de Pessoas com Doenças Raras Silvino José dos Santos (Titular) Dianna Batista dos Santos (Suplente) 6. Centro de Assessoria e Serviço aos Trabalhadores da Terra D. José Brandão de Castro Alex Ferdele do Nascimento (Titular) Egídio Santos Neto (Suplente) 7. Centro Santo Antônio Ogum Raio de Sol Joelma Andrade dos Santos (Suplente) 8. Colônia de Pescadores Z3 Valmira Beto dos Santos (Titular) 9. Conselho Regional de Nutrição Claudino Augusto Dantas Leandro Júnio (Titular) Maria Thaiane da Silva Mendonça (Suplente) 10.Grupo de Apoio à Criança com Câncer Ulla Ribeiro Araújo (Titular) Vanessa Gama Alves (Suplente) 11.Instituto Braços Flávia Munik Garrido de Oliveira (Titular) Maria José de Souza Batista (Suplente) 12.Instituto de Cultura Desenvolvimento Social e Territorial do Povo Cigano do Brasil Carivalda Ribeiro Sousa (Titular) Lucas Fontes Passos (Suplente) 13.Instituto dos Direitos do Povo do Estado de Sergipe Edjunio Vieira da Silva (Titular) Lucas dos Santos (Suplente) 14.Instituto Ecovida Risomar Maria Ferreira (Titular) Ana Lúcia Santos Nascimento Calazans (Suplente) 15.Movimento Negro Unificado Ana Ires Lima dos Santos (Titular) Daniel Christian dos Santos (Suplente) Conselheiros Governamentais 1. Secretaria de Estado da Assistência Social Inclusão e Cidadania – SEASIC Érica Lima Cavalcante Mitidieri (Titular) Raphaela Dias de Rezende (Suplente) 2. Secretaria de Estado de Educação - SEED Dayanne Kamylle de Souza Marques (Titular) Elis Rejane Araujo Santana (Suplente) 3. Secretaria de Estado de Saúde - SES Ronaldo Cruz Silva (Titular) Sanawá Silva Rodrigues (Suplente) 4. Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura – SEDURBI Laisla Vieira Santana (Titular) Grace Kelly Souto Barros (Suplente) 5. Secretaria de Estado da Casa Civil - CASA CIVIL Michelle Mariucha Pereira tavares Xavier (Titular) Hiago Henrique Fontes Silva (Suplente) 6. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas - SEMAC Deborah Cristina de Andrade Menezes Dias (Titular) Gicélia Santos Prado (Suplente) 7. Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da PescaSEAGRI Waltenis Braga da Silva (Titular) Lucas Deda Travassos (Suplente) 8. Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ Carlos Eduardo Pereira Siqueira (Titular) Antônia Regina Coelho de Oliveira (Suplente) GRUPO DE TRABALHO DE ELABORAÇÃO DO PLANSAN -SE 1. Secretaria de Estado da Assistência Social Inclusão e Cidadania – SEASIC Luiz Henrique Campos AraujoDSAN José Maicon Rocha SantosDSAN Anderson Santos NunesDIPLAN 2. Secretaria de Estado de Educação - SEED Lucileide Rodrigues dos Santos Dayanne Kamylle de Souza Marques Elis Rejane Araujo Santana. 3. Secretaria de Estado de Saúde – SES Yasmim Passos Prado Rodrigo do Nascimento Lopes Ronaldo Cruz Silva 4. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas – SEMAC Deborah Cristina de Andrade Menezes Dias Gicélia Santos Prado Claudineide Soares Neves 5. Secretaria de Estado de Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca - SEAGRI Waltenis Braga Silva Elizabeth Denise Campos Lucas Travesso Déda 6. Secretaria de Estado da Fazenda – SEFAZ Carlos Eduardo Pereira Siqueira Menezes Antônia Regina Coelho de Oliveira COLABORADORES Sabrina da Costa de Oliveira - SEASIC Kathleen Faro Hagenbeck - Sec Executiva CONSEAN-SE Edjunio Vieira da Silva - CONSEAN-SE Carivalda Ribeiro Sousa - Presidenta do CONSEAN-SE Claudino Augusto Dantas Leandro Júnior – CONSEAN-SE Jéssica Curvelo Fontes Belém - SEASIC LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS SIGLA SIGNIFICADO CAISAN Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional CASA CIVIL Secretaria de Estado da Casa Civil CEASA-SE Central de Abastecimento de Sergipe CODERSE Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe COMSEAN Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional CONSEAN Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional CRAS Centro de Referência de Assistência Social CREAS Centro de Referência Especializado de Assistência Social CRESAN Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional DHAA Direito Humano à Alimentação Adequada EMDAGRO Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe FNDE Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística INSAN Insegurança Alimentar PSF / ESF Programa Saúde da Família / Estratégia Saúde da Família SAN Segurança Alimentar e Nutricional SEAGRI Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca SEASIC Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania SEDETEC Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia SEDURBI Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura SEED Secretaria de Estado da Educação SEFAZ Secretaria de Estado da Fazenda SEMAC Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas SES Secretaria de Estado da Saúde SETEEM Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo SISVAN Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional 1. INTRODUÇÃO O I Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe (I PLANSAN/SE) constitui um marco estruturante na trajetória das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional no estado. Após um período em que Sergipe esteve desprovido de um instrumento formal de planejamento estratégico na área, registraram-se fragilidades institucionais decorrentes da descontinuidade das instâncias de participação social, do enfraquecimento da governança nacional durante a pandemia e da ausência de integração sistemática entre os setores responsáveis pela promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Esse conjunto de fatores impactou a coordenação das ações governamentais, limitando a capacidade de resposta diante do agravamento da fome e da insegurança alimentar. Entre 2020 e 2022, estudos apontaram a intensificação da vulnerabilidade social em Sergipe, evidenciada pelo aumento da pobreza e pela ampliação da insegurança alimentar moderada e grave em diversos territórios. Em face desse cenário, o Governo do Estado retomou, a partir de 2023, uma agenda robusta de reconstrução institucional, ampliando investimentos, instituindo novos programas e estabelecendo mecanismos essenciais de governança. A reestruturação da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN/SE) e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEAN/SE) permitiu resgatar o diálogo federativo e a articulação intersetorial, fundamentos indispensáveis ao processo de elaboração do primeiro plano estadual de SAN da história de Sergipe. Apesar dos avanços alcançados, o estado ainda enfrenta desafios estruturais: ampliar o acesso contínuo a alimentos saudáveis; fortalecer a produção local, a agricultura familiar e as cadeias curtas de abastecimento; reduzir desigualdades territoriais que incidem sobre povos e comunidades tradicionais; e reforçar a resiliência dos sistemas alimentares diante dos efeitos das mudanças climáticas. Soma-se a isso a necessidade de consolidar, de forma permanente, a governança do SISAN/SE, hoje implementado nos 75 municípios sergipanos — conquista inédita alcançada em 2024, que posiciona Sergipe como referência nacional. O I PLANSAN/SE foi construído mediante processo participativo envolvendo as secretarias de Estado pela CAISAN/SE, o CONSEAN/SE e todos os municípios integrados ao SISAN. Configura-se não apenas como documento de planejamento, mas como instrumento de comprometimento institucional, orientando políticas, programas e ações estratégicas, entre os quais se destacam o Prato do Povo, o PEAA, o PAA Alimentos, o PAA Leite, o Programa Cisternas, o Banco de Alimentos, o CMAIS, as Feiras da Agricultura Familiar, o Programa Sementes do Futuro, o Restaurante Popular Padre Pedro, o PNAE, a ATER Mulher, entre outros. Ao consolidar este Plano, o Governo do Estado de Sergipe reafirma seu compromisso com a promoção da qualidade de vida, a justiça social e a superação definitiva da fome. O I PLANSAN/SE inaugura um novo ciclo de governança, caracterizado pela cooperação entre Estado, sociedade civil e municípios, fortalecendo a missão coletiva de assegurar, a todas e todos, o direito inalienável à alimentação adequada. 2. APRESENTAÇÃO O I Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe (I PLANSAN/SE) nasce de um amplo e aprofundado processo de discussão e reconstrução institucional iniciado em 2023, impulsionado pela reativação efetiva da CAISAN/SE e pelas demandas apresentadas ao longo do ciclo conferencial de Segurança Alimentar e Nutricional. Para além das diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), o Plano incorpora a experiência acumulada de gestão pública no estado e consolida as pautas, desafios e prioridades definidas durante a 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (6ª CESAN/SE), realizada em 2023, que se constituiu em uma das principais fontes de insumos para sua elaboração. O documento expressa uma visão contemporânea e abrangente da Segurança Alimentar e Nutricional ao reconhecer, em sua estrutura, a centralidade dos impactos das mudanças climáticas sobre a produção e o acesso aos alimentos, bem como a necessidade de garantir atenção especial a grupos historicamente vulnerabilizados. Nesse sentido, o I PLANSAN/SE integra diretrizes específicas voltadas aos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais, comunidades de matriz africana e povos de religiões de matriz africana, além de incorporar de forma inédita uma abordagem consistente sobre a agenda urbana da SAN, ampliando seu escopo para além do rural. A formulação de estratégias intersetoriais voltadas a esses segmentos é condição indispensável para a efetivação plena do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) em território sergipano. Destaca-se, ainda, que o I PLANSAN/SE representa um esforço articulado do Governo do Estado, por meio do conjunto de secretarias que integram a CAISAN/SE, para reposicionar a agenda da Segurança Alimentar e Nutricional como prioridade transversal da gestão pública estadual. Sua formulação está alinhada não apenas aos debates internacionais e nacionais relacionados à SAN, mas também às realidades, necessidades e especificidades dos municípios sergipanos, fortalecendo o papel do estado na coordenação das políticas e na indução de ações integradas. O Plano configura-se como um marco histórico para Sergipe, tanto por sua dimensão estruturante quanto por seu caráter estratégico,assim como, para as comunidades e povos tradicionais, integrando-se ao movimento mais amplo de reestruturação das políticas de SAN no país e ao esforço estadual de reconstrução das instâncias de governança, financiamento e controle social. Mesmo diante dos desafios persistentes que marcam o cenário da vulnerabilidade social em Sergipe — especialmente entre grupos como crianças, adolescentes, povos tradicionais e famílias em extrema pobreza —, o I PLANSAN/SE evidencia avanços relevantes já em curso, entre eles a redução da insegurança alimentar grave e da extrema pobreza em diversos territórios. Nesse contexto, reafirma-se a necessidade de manter políticas públicas eficazes, contínuas e intersetoriais, capazes de responder às desigualdades estruturais, ampliar o acesso à alimentação adequada e garantir dignidade à população sergipana. O Governo do Estado seguirá firme no compromisso de consolidar a Segurança Alimentar e Nutricional como um direito de todas as pessoas e povos, avançando na superação dos desafios e na construção de um Sergipe mais justo, mais humano e livre da fome. 3. CONTEXTUALIZAÇÃO O enfrentamento das múltiplas determinações que produzem e perpetuam a fome e a insegurança alimentar requer a implementação de ações articuladas, integradas e sustentadas por uma visão sistêmica. Trata-se de um desafio que demanda a atuação coordenada de diferentes áreas do Governo, a participação contínua e qualificada da sociedade civil e a cooperação entre os entes federativos — União, Estado e Municípios — no âmbito de um projeto nacional e estadual de soberania e segurança alimentar. Nesse contexto, o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) foi instituído como instrumento estruturante para promover essa articulação, integrando políticas, serviços, programas públicos e instâncias de participação social. Entretanto, a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) em 2019 representou uma ruptura significativa na concepção e no funcionamento do Sistema, gerando fragilidades institucionais e descontinuidades de ações. Somou-se a isso a desconstrução de programas e políticas essenciais para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), seja por alterações legislativas, seja pela redução de recursos públicos destinados à área. Esse cenário provocou um enfraquecimento da participação social em nível federal e comprometeu a governança interfederativa do SISAN. Apesar desse contexto adverso, dois movimentos foram fundamentais para sustentar a continuidade do Sistema: (1) a manutenção, por governos estaduais e municipais, das estruturas locais do SISAN, preservando a participação da sociedade civil e a atuação de gestores públicos; e (2) a articulação da sociedade civil por meio dos presidentes dos Conselhos Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional, organizados na Comissão de Presidentes de Conselhos Estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional (CPCE), garantindo resistência institucional e política ao processo de desmonte. Em consonância com esse movimento nacional de defesa e continuidade da política de SAN, o Estado de Sergipe avançou na institucionalização do seu arcabouço normativo e organizacional, criando o Sistema Estadual e a Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, respaldados na Lei Estadual nº 355/2018. Mesmo diante das adversidades nacionais, tanto o CONSEAN-SE quanto a CAISAN-SE mantiveram suas atividades, assegurando o funcionamento do Sistema em âmbito estadual e preservando mecanismos de controle social e articulação governamental. No que se refere aos municípios sergipanos, verificou-se, a partir de 2024, um movimento expressivo de adesão ao SISAN. Ao passo que, antes desse período, apenas 4 municípios compunham o Sistema, atualmente sessenta e nove já formalizaram sua adesão, enquanto os demais encontram-se em processos avançados de construção de seus marcos legais. Tal expansão representa um compromisso estatal consolidado com a governança da SAN e constitui um dos avanços mais significativos da política no estado. Conforme previsto na legislação que rege o SISAN, nos três níveis federativos, a elaboração de planos de Segurança Alimentar e Nutricional constitui etapa obrigatória para a efetivação da adesão ao Sistema. Esses planos devem ser construídos e aprovados no prazo de até um ano após a adesão e validados pelos respectivos Conselhos de SAN, assegurando a participação de representantes da sociedade civil em todo o processo. Contudo, na prática, estados e municípios encontram-se em estágios distintos de elaboração, consolidação e execução desses instrumentos, refletindo suas capacidades institucionais e políticas locais. Os planos desempenham papel estratégico na transformação das deliberações das Conferências de SAN em ações concretas. As conferências, realizadas a cada quatro anos com ampla participação popular — sendo 2/3 da sociedade civil e 1/3 do poder público — constituem espaços soberanos de formulação de diretrizes, prioridades e demandas que orientam o ciclo de planejamento governamental. A elaboração de um Plano de SAN exige articulação intensa entre secretarias de Estado, participação ativa do CONSEAN e discussão pública da proposta em plenárias, oficinas e encontros territoriais. Em Sergipe, esse processo ganhou robustez a partir de 2023, quando a CAISANSE e o CONSEAN-SE iniciaram um trabalho colaborativo contínuo que envolveu a formação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional, composto por representantes de todas as secretarias que integram a CAISAN, membros do CONSEAN e apoio técnico das respectivas secretarias executivas. Em conformidade com o Decreto Federal nº 7.272/2010 e com os parâmetros estabelecidos pela Lei Orgânica Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN-SE, nº 355/2018), este Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN/SE) reafirma o compromisso do Governo do Estado com a institucionalização e consolidação da política de SAN. Embora avanços importantes tenham sido alcançados na redução da extrema pobreza e da insegurança alimentar grave em Sergipe, persiste a necessidade de ampliar e qualificar ações que promovam o acesso contínuo a alimentos saudáveis, fortaleçam a agricultura familiar, incentivem cadeias produtivas locais, promovam sistemas alimentares resilientes frente às mudanças climáticas e consolida a governança intersetorial do SISAN-SE. O I PLANSAN-SE responde a esses desafios ao estabelecer diretrizes estratégicas, metas, iniciativas e perspectivas de futuro, integrando as ações do Governo Estadual à agenda do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Com vigência até dezembro de 2028, o Plano alinha-se ao ciclo do Plano Plurianual (PPA 2024–2027) e às diretrizes da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), garantindo coerência entre planejamento e execução das políticas. O documento foi aprovado pelo CONSEAN-SE em plenária realizada em dezembro/2025, oportunidade em que foram amplamente discutidos os desafios para sua implementação, com participação ativa de representantes da CAISAN-SE, movimentos sociais, agricultores familiares, gestores municipais e demais segmentos da sociedade civil. Assim, este Plano tem por objetivo orientar a formulação, implementação e monitoramento das ações de Segurança Alimentar e Nutricional desenvolvidas no âmbito do Governo do Estado de Sergipe, promovendo a intersetorialidade e fortalecendo programas, projetos e políticas destinados a garantir, de maneira plena, o Direito Humano à Alimentação Adequada a toda a população sergipana. 4. METODOLOGIA O Plano de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN) é o principal instrumento de planejamento, gestão e execução da Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN). Sua elaboração deve se dar em consonância com diretrizes do PNSAN contidas no Decreto nº 7.272, de 25 de agosto de 2010, quais sejam:
Ipromoção do acesso universal à alimentação adequada e saudável, com prioridade para as famílias e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional;
IIpromoção do abastecimento e estruturação de sistemas sustentáveis e descentralizados, de base agroecológica, de produção, extração, processamento e distribuição de alimentos;
IIIinstituição de processos permanentes de educação alimentar e nutricional, pesquisa e formação nas áreas de segurança alimentar e nutricional e do direito humano à alimentação adequada;
IVpromoção, universalização e coordenação das ações de segurança alimentar e nutricional voltadas para quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais de que trata o art. 3º, inciso I, do Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de 2007, povos indígenas e assentados da reforma agrária;
Vfortalecimento das ações de alimentação e nutrição em todos os níveis da atenção à saúde, de modo articulado às demais ações de segurança alimentar e nutricional;
VIpromoção do acesso universal à água de qualidade e em quantidade suficiente, com prioridade para as famílias em situação de insegurança hídrica e para a produção de alimentos da agricultura familiar e da pesca e aquicultura;
VIIapoio a iniciativas de promoção da soberania alimentar, segurança alimentar e nutricional e do direito humano à alimentação adequada em âmbito internacional e a negociações internacionais baseadas nos princípios e diretrizes da Lei nº 11.346, de 2006;
VIIImonitoramento da realização do direito humano à alimentação adequada. A partir da instalação efetiva das instâncias de governança da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) em Sergipe, deu-se início ao levantamento minucioso das ações executadas pelo Governo do Estado no âmbito da SAN, etapa acompanhada pela criação de um Grupo de Trabalho Intersetorial (GT-PLANSAN) composto por técnicos estaduais, representantes das Secretarias que integram a CAISAN-SE e membros indicados pelo CONSEAN-SE. Esse processo estruturou o alicerce metodológico para a construção do I PLANSAN-SE. Ainda durante a fase de indicação dos integrantes do GT, foram realizadas reuniões semanais presenciais e encontros virtuais ocasionais, conduzindo à elaboração de um documento-base preliminar, que consolidou informações estratégicas para que o grupo pudesse trabalhar de forma organizada, sistemática e orientada por evidências. Essa etapa inicial contou com participação ativa do CONSEAN-SE e da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (SEASIC), reafirmando o compromisso com a intersetorialidade e a participação social. Considerando os desafios complexos que envolvem a agenda da SAN, a CAISAN-SE formalizou a criação do GT-PLANSAN, integrando representantes de oito Secretarias de Estado: ● SEASIC (Assistência Social, Inclusão e Cidadania); ● SEED (Educação); ● SES (Saúde); ● SEDURBI (Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura); ● CASA CIVIL; ● SEMAC (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas); ● SEAGRI (Agricultura); ● SEFAZ (Fazenda), Além do CONSEAN-SE como convidado permanente, garantindo a centralidade do controle social no processo. No âmbito desse Grupo de Trabalho, foram realizadas 6 reuniões, nas quais se definiram a estrutura, o método de construção do Plano, as etapas de trabalho, os instrumentos de coleta de informações e a sistematização dos dados. O processo começou pela compilação das propostas apresentadas na 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (6ª CESAN-SE, 2023), estruturada em três eixos temáticos: ● Eixo 1: Determinantes estruturais e macrodesafios para a soberania e segurança alimentar e nutricional. ● Eixo 2: Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) e políticas públicas garantidoras do DHAA. ● Eixo 3: Democracia, participação e controle social. Cada eixo foi sistematizado em tabelas específicas contendo o título, a descrição e o conjunto de propostas apresentadas pela sociedade civil e pelo poder público. Em seguida, cada uma das propostas foi analisada à luz das oito diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), conforme determina o Decreto Federal nº 7.272/2010. As correlações entre propostas e diretrizes foram registradas em tabelas, facilitando a compreensão da lógica de construção do Plano e permitindo identificar as estratégias governamentais mais adequadas para sua implementação. Além dessa sistematização inicial, foi elaborado um diagnóstico detalhado da situação de SAN em Sergipe, considerando: ● Produção e disponibilidade de alimentos; ● Renda, despesas e acesso das famílias à alimentação; ● Indicadores de saúde e acesso a serviços essenciais; ● Situação educacional associada à garantia de direitos; ● Políticas públicas vigentes de fomento à SAN; ● Análise do CadÚnico; ● Identificação de pântanos e desertos alimentares; ● Famílias em situação de pobreza e extrema pobreza Paralelamente, realizou-se a compilação de programas, projetos e ações estaduais com interface direta ou indireta com a SAN, organizados por órgão executor, compondo um mapeamento inédito e abrangente da atuação governamental no setor. Com base nesse conjunto de referências — diagnóstico, propostas da conferência, diretrizes do PNSAN, programas existentes e demandas da sociedade civil — foi estruturado o Quadro de Anúncios Estratégicos, Desafios, Programas, Projetos, Ações e Iniciativas que compõem o eixo operacional do I PLANSAN-SE. Esse trabalho foi complementado por um estudo aprofundado de indicadores e dos principais inquéritos de SAN, além da consulta a Planos Estaduais e Municipais já elaborados em outros entes federativos, e do diálogo com as diretrizes estabelecidas no III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Após consolidada a minuta preliminar inicial, o documento foi submetido ao GT para contribuições técnicas, e continuidade do preenchimento das informações e demais ações que estão sendo realizadas no governo de sergipe, além de definir as propostas do plano, de acordo com a 6º conferência, e, posteriormente, à análise do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, a fim de assegurar transparência e participação social. Cumpre destacar que o trabalho do GT e a elaboração do Plano estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os ODS 1 (Erradicação da Pobreza), 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável) e 6 (Água Limpa e Saneamento), reafirmando o compromisso do Estado com agendas globais. A pandemia da Covid-19, a partir de 2020, trouxe à tona e agravou o quadro de insegurança alimentar no Brasil e em Sergipe, conforme apontado pelo II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar (II VIGISAN, 2022). Esses dados reforçam a urgência de políticas públicas contínuas, estruturadas e intersetoriais. Assim, o I PLANSAN-SE foi construído em consonância com o Decreto Federal nº 7.272/2010, com a LOSAN-SE nº 355/2018 e com as deliberações da 6ª CESAN-SE. O Plano apresenta ações financiadas pelos diversos fundos e setores do Governo do Estado, organizando e operacionalizando as proposições discutidas e priorizadas na conferência. Nesse sentido, a elaboração do I PLANSAN-SE fundamentou-se na estratégia metodológica detalhada a seguir: I. Processo de indicação de componente do GT para elaboração do I PLANSAN-SE.
a)Realização de reuniões prévias colaborativas entre A DSAN/SEASIC e CONSEAN -SE, enquanto ocorre o processo de indicação dos componentes do grupo de trabalho, visando a elaboração de um material de minuta do I PLANSAN-SE . Reuniões presenciais semanais e com reuniões ocasionais virtuais com o objetivo de organizar um documento base para ser trabalhado junto ao GT de maneira mais organizada que dispõe dos seguintes conteúdos: II. Formação de grupo de trabalho no âmbito da CAISAN: Construção e refinamento de material textual para elaboração da minuta de proposta do I PLANSAN - SE III. Elaboração do capítulo de diagnóstico da situação da segurança alimentar e nutricional no estado: Estudo dos principais indicadores adotados pelos inquéritos de SAN;
b)Elaboração do texto de diagnóstico Situacional da Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Sergipe;
c)Processo de levantamento de ações afetas a SAN realizadas pelo governo do Estado no âmbito de suas secretarias e demais instituições; IV. Levantamento dos programas de SAN no âmbito de cada uma das Diretrizes da Política Nacional de SAN; V. Separação dos programas em objetivos correlatos:
a)Definição das diretrizes do plano em conformidade com os resultados emanados da VI CESAN-SE VI. Definição de metas prioritárias para cada um dos objetivos e seus responsáveis: Apresentação e discussão da situação do plano nas plenárias estaduais do CONSEA-SE para discutir, avaliar e definir prioridades prioridades; VII. Definição dos programas a serem monitorados, bem como de mecanismos de monitoramento e avaliação do plano: Realização de reuniões semanais no sentido de apresentar as demandas emanadas na VI CESAN-SE , para coleta refinamento da descrição de ações, programas , políticas públicas afetas a SAN em execução e proposta pelo governo estadual; Apresentar os principais indicadores requeridos pelos inquéritos de SAN a nível estadual, e definir para cada ação, programas , políticas públicas afetas a SAN em execução e proposta pelo governo estadual, os indicadores mais adequados que possibilitem o acompanhamento da execução das ações de SAN pelo estado. Esta etapa conferirá o aprimoramento da minuta proposta ( material textual) do I PLANSAN e garantirá o futuro monitoramento das políticas de SAN no estado de SE. VIII. Manifestação do CONSEA sobre o conteúdo: Validação da versão final do I PLANSAN-SE na plenária do CONSEAN-SE; IX. Aprovação pela CAISAN Análise da Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Assistência Social Inclusão e Cidadania e da Casa Civil;
b)Validação da versão final do I PLANSAN-SE na plenária da CAISANSE
c)Publicação. Desafios: os desafios deverão tratar de situações, problemas e questões críticas identificados na realidade atual que representam dificuldades e obstáculos para o alcance dos anúncios estratégicos. Estratégias Intersetoriais: A estratégia(s) intersetorial pode ser a ou as ações / iniciativas coordenadas que envolveram mais de um setor ou órgão do governo do estado. O objetivo das estratégias setoriais é tratar a superação do desafio de maneira integrada, intersetorial e colaborativa para que o governo / a gestão alcance os anúncios estratégicos. Iniciativa: correspondem a programas, políticas ou ações que comporão a estratégia intersetorial e que ao serem executados(as) pelos órgãos responsáveis viabilizaram o atendimento da estratégia intersetorial. importante lembrar que as iniciativas compõem a estratégia intersetorial. e que uma mesma iniciativa pode promover mais de uma entrega. Entrega: comunica bens ou serviços relevantes a serem entregues diretamente à sociedade para o alcance da iniciativa ao qual está vinculada. Indicador: representa a forma como será avaliado o cumprimento da entrega. Meta física: quando aplicável, expressa em número ou percentual o alcance do indicador informado. Órgãos Responsáveis/Envolvidos: órgão/departamento específico encarregado de executar e coordenar a iniciativa e demais órgãos envolvidos no instrumento. Geralmente é responsável pela implementação e monitoramento das ações para garantir que as metas sejam alcançadas. Cada estratégia intersetorial proposta necessitará descrever ao menos uma iniciativa, uma entrega. Descrever o indicador das metas para os anos de 2025, 2026 e 2027, bem como os órgão responsáveis pela execução da iniciativa o programa no PPA e a ação orçamentária referente.

CAPÍTULO – 3 3. PROGRAMAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL EM EXECUÇÃO NO ESTADO DE SERGIPE 3.1 Saúde E Acesso Aos Serviços De Saúde A situação alimentar e nutricional da população sergipana revela um cenário complexo e desafiador, que exige atenção e cuidado das políticas públicas. Os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) de 2023 ajudam a traçar um retrato da realidade. De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2023, no estado de Sergipe, aproximadamente 4,2% das crianças menores de 5 anos apresentavam magreza e magreza acentuada, segundo o índice peso para altura, indicando uma condição de desnutrição infantil recente ou em curso. Esse percentual é inferior ao registrado em algumas áreas específicas do estado, mas próximo da média nacional, mas ainda representa um alerta, pois envolve justamente a primeira infância, fase decisiva para o desenvolvimento físico e cognitivo. Já em relação ao índice de altura para idade, cerca de 11,1% das crianças menores de 5 anos em Sergipe apresentavam déficit de estatura, classificadas como “altura muito baixa” ou “altura baixa”. Esse dado reflete desnutrição crônica e mostra patamar semelhante ao da média regional e nacional, podendo refletir um histórico de acesso insuficiente e a alimentação ou acesso prolongado a uma alimentação inadequada. Embora próximo da média regional e nacional porém apontando para a necessidade de atenção contínua. Quanto ao índice de peso para idade,o excesso de peso também tem sido motivo de preocupação. Entre os menores de 5 anos, 8,6% tinham excesso de peso (levemente acima da média brasileira). Considerando o Índice de Massa Corporal (IMC) para idade, em 2023, cerca de 14,7% das crianças menores de 5 anos em Sergipe estavam com excesso de peso (sobrepeso) (levemente abaixo da média nacional e acima da média do Nordeste). Essa realidade se intensifica entre crianças de 5 a 10 anos, faixa etária na qual 26,9% já apresentavam excesso de peso, refletindo o avanço do sobrepeso na infância (próximo à média nacional). Entre os adolescentes de 10 a 19 anos, 15,5% estavam com sobrepeso, 11,2% com obesidade e 5,3% com magreza e magreza acentuada. Esses níveis são preocupantes níveis de obesidade que se encontram semelhantes à média regional no entanto refletem o que os especialistas chamam de transição nutricional (quando uma população enfrenta, ao mesmo tempo, problemas ligados à desnutrição e ao excesso de peso). Essa dupla carga de desafios é muito característico de regiões marcadas por desigualdades sociais. Já em relação a população adulta (pessoas entre 20 a 60 anos de idade), 66,2% apresentavam excesso de peso (somando sobrepeso e graus de obesidade), enquanto 2,9% tinham baixo peso, valores semelhantes à média nacional. Isso reforça a ligação entre os hábitos alimentares atuais e o aumento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, que evidenciam a alta prevalência de doenças crônicas associadas à alimentação inadequada. Entre os idosos, o cenário é diversificado. Foi observado que 54,2% estavam com sobrepeso (excesso de peso) e 11,8% com baixo peso. Esse cenário pode estar demonstrando um padrão misto combinando excesso e deficiência nutricional na terceira idade, que exige cuidados específicos, principalmente quanto à saúde óssea, à mobilidade e à imunidade. Quanto às gestantes sergipanas acompanhadas em 2023, 13,2% estavam com baixo peso e 49,7% com excesso de peso considerando o IMC por semana gestacional. Esses dados refletem uma dupla carga de má nutrição, típica de contextos de desigualdade social e alimentar É importante notar que dentre os perfis de público observado foram evidenciadas a situação mista (déficit e excesso alimentar) o que os especialistas denominam de dupla carga de má nutrição que geralmente se configura em regiões com ocorrências de desigualdades sociais econômicas e de acesso limitado a alimentos saudáveis e de qualidade. Para tanto, ações que promovam a saúde e a boa nutrição precisam ser realizadas de maneira conjunta de forma integrada, intersetorial, pela saúde , educação, assistência social, agricultura entre outras áreas. 3.1.1 Estratégia Saúde Família A Estratégia Saúde da Família (ESF) constitui o principal modelo de organização da Atenção Primária à Saúde no SUS e desempenha papel central na promoção da segurança alimentar e nutricional. As equipes da ESF atuam de forma territorializada, desenvolvendo ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado integral ao longo do curso da vida, com foco na criação de vínculos, no acompanhamento contínuo das famílias e na identificação precoce de situações de vulnerabilidade social e alimentar. Conforme diretrizes do Ministério da Saúde, a ESF organiza a atenção básica por meio de equipes multiprofissionais que atuam próximas da comunidade, favorecendo a vigilância em saúde e fortalecendo práticas de alimentação adequada e saudável em todo o território (BRASIL, 2017). Por meio das visitas domiciliares, do trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e da integração com sistemas como o SISVAN, a ESF contribui diretamente para o diagnóstico e monitoramento do estado nutricional da população, além de facilitar o encaminhamento oportuno de famílias em situação de insegurança alimentar. A estratégia também potencializa a articulação intersetorial com a assistência social, educação, agricultura e demais políticas públicas, fortalecendo ações de combate à fome, promoção da saúde e redução das desigualdades. 3.1.2. Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) orienta as ações de alimentação e nutrição no Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui um dos principais marcos para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil. A PNAN estabelece diretrizes para a promoção da alimentação adequada e saudável, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado dos agravos relacionados à nutrição e a organização da atenção nutricional ao longo do ciclo da vida, articulando essas ações de forma integrada com outras políticas públicas (BRASIL,

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CAPÍTULO – 4 6ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DO ESTADO DE SERGIPE O tema “Erradicar a Fome e Garantir Direitos com Comida de Verdade, Democracia e Equidade” norteou os debates da 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Sergipe, realizada em 27 de outubro de 2023, na Biblioteca Epiphânio Dórea, em Aracaju. O evento foi organizado pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEAN-SE), em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEASC) e com a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN-SE), reafirmando o compromisso do Estado com a reconstrução e o fortalecimento das políticas públicas de SAN. A conferência teve como objetivo central debater diretrizes e estratégias para o enfrentamento da fome, a promoção da segurança alimentar e a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) no território sergipano. Também reforçou a necessidade de consolidar a implementação do Sistema Nacional e Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN/SISAN-SE), conforme previsto na Lei Estadual nº 7.250/2011, marco normativo que disciplina a Política Estadual de SAN e organiza sua governança. O encontro representou um momento estratégico de mobilização social e institucional, reunindo gestores públicos, sociedade civil organizada, movimentos sociais, agricultores familiares, pesquisadores e demais atores comprometidos com a agenda da segurança alimentar. Ao longo das discussões, destacou-se a importância de fortalecer os Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEAs) como instâncias essenciais de participação e controle social, garantindo capilaridade e efetividade ao SISAN em todo o estado. As propostas aprovadas pelos delegados foram analisadas pelo CONSEAN-SE à luz das diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e sistematizadas em três eixos estruturantes: ● EIXO 1: Determinantes estruturais e macrodesafios para a soberania e segurança alimentar e nutricional (8 propostas); ● EIXO 2: SISAN e políticas pública garantidoras do DHAA (5 propostas); ● EIXO 3: Democracia, participação e controle social (5 propostas). Esses eixos, juntamente com suas proposições correspondentes, compõem as tabelas apresentadas a seguir, evidenciando a correlação direta com as diretrizes do PNSAN e a fundamentação necessária para o planejamento estratégico da política estadual. Em complemento, foi realizada a compilação das ações, programas e projetos governamentais em execução ou previstos, organizados por órgão executor, a fim de subsidiar a estruturação do I PLANSAN-SE e assegurar a articulação intersetorial necessária à efetivação das diretrizes pactuadas. EIXO 1 Determinantes Estruturais E Macrodesafios Para A Soberania E Segurança Alimentar E Nutricional “Este eixo objetiva estabelecer fatores garantidores da perpetuação das políticas públicas que promoverão a soberania e segurança alimentar e nutricional estadual, contornando a descontinuidade causada pelas transições políticas, bem como elencar os obstáculos de maior dificuldade de resolução.” PROPOSTAS 1 DIRETRIZES PNSAN: I; II;IV; VIII. Criar grupo de trabalho de assistência técnica rural para os agricultores atendidos pelos programas governamentais, PAA-Programa de Aquisição de Alimentos e PNAEPrograma Nacional de Alimentação Escolar. (SEASIC/SEED) POSSÍVEIS DIRETRIZES PNSAN PROPOSTA 1

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CAPÍTULO – 5 - ANÚNCIOS, DESAFIOS, ESTRATÉGIAS , PROGRAMAS , PROJETOS AÇÕES E INICIATIVAS DO I PLANSAN-SE A efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) exige a articulação entre diferentes setores do poder público, da sociedade civil e de diversas esferas administrativas. Sergipe, assim como outros estados brasileiros, enfrenta desigualdades socioeconômicas que impactam diretamente o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente. Nesse contexto, para garantir esse direito fundamental, é necessário e essencial que políticas públicas sejam planejadas, estruturadas e executadas de maneira intersetorial e integrada entre áreas como saúde, assistência social, educação, agricultura, abastecimento e meio ambiente exigindo, cada vez mais, a superação de abordagens setoriais isoladas para o enfrentamento da insegurança alimentar e nutricional. devendo ser ela, a Intersetorialidade, o fundamento estratégico na formulação e execução das políticas públicas de SAN, demandando o envolvimento coordenado das diversas áreas, promovendo sinergias que ampliam o impacto das ações governamentais na vida da população e fortalecendo a efetivação do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A abordagem integrada permite que diferentes políticas e programas dialoguem entre si, fortalecendo o enfrentamento não apenas dos efeitos imediatos da fome, mas também dos seus determinantes estruturais. Isso significa atuar de forma contínua e articulada sobre as causas da insegurança alimentar e nutricional, como a pobreza, o desemprego, o acesso precário à educação e saúde, a desigualdade no campo e na cidade, as limitações no acesso à alimentação adequada e saudável e entre outras. A articulação intersetorial permite a construção de estratégias mais eficazes e sustentáveis, atuantes nas causas estruturais da insegurança alimentar, para a superação dos desafios, bem como fortalece a rede de proteção social, ampliando o alcance das ações governamentais e promovendo a equidade no acesso a serviços e recursos. Portanto diante da complexidade e das múltiplas dimensões que caracterizam o problema (sociais, econômicas, ambientais, culturais etc..) é indispensável uma coordenação intersetorial, construtiva e sistêmica das ações públicas. Nesse sentido, o fortalecimento de instâncias como os Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) e a adoção de instrumentos de planejamento como o Plano Estadual de SAN são fundamentais para possibilitar o monitoramento contínuo da situação alimentar e nutricional da população, bem como o alinhamento de ações e recursos entre os diversos setores envolvidos. Assim como um importante passo rumo à consolidação da elaboração do PLANSAN-SE e do conjunto de políticas públicas (estruturantes e reestruturantes) sólidas e integrada de Segurança Alimentar e Nutricional, foi realizada uma compilação de programas, projetos , ações e iniciativas do Governo do Estado de Sergipe, em execução ou a executar , que possuam relação direta ou indireta com a temática da SAN. A identificação e mapeamento das iniciativas existentes favorece o planejamento e a articulação intersetorial contribuindo para a elaboração de um Plano Estadual de SAN, mais eficaz, participativo e contextualizado. Cabe ressaltar que a estruturação e execução de políticas públicas intersetoriais é, portanto, um caminho adotado pelo governo do estado de Sergipe é considerado indispensável para assegurar a soberania e a segurança alimentar e nutricional da população sergipana, especialmente dos grupos mais vulneráveis. Trata-se de uma responsabilidade de um Governo que, com compromisso junto a sociedade, vem atuando com base em uma gestão pública sensível às reais necessidades da população e à participação social para a superação dos desafios inerentes a insegurança alimentar no estado refletindo no I PLANSAN -SE É importante salientar que a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), através do Decreto nº .272/2010, estabelece diretrizes as quais foram utilizadas de base para a elaboração, do plano que segue apresentado a seguir elencando os programas , projetos, ações e iniciativas desenvolvidos e/ou que serão implantados, no âmbito da Segurança Alimentar e Nutricional pelos diferentes órgão do Governo do Estado. É importante destacar que a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN - SE) é responsável pelo monitoramento e avaliação do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de forma contínua visando o desenvolvimento e a efetivação do acesso da população vulnerável às políticas de SAN. Para tanto as tabelas a seguir apresentam de forma padronizada as ações mapeadas, incluindo: nome do programa/projeto/ação/iniciativa, órgão(s) responsável(eis), parceiros se houver, objetivo, público-alvo, status atual (executado/em execução/a executar), problema a solucionar ou demanda a atender) entrega a ser realizada , indicador metas (2024 a 2027), fonte de Recursos (Estadual, Federal…), programa PPA/ PG/ ME; Ação orçamentária (pode também ser uma ação não orçamentária). Os programas, projetos, ações e iniciativas do governo estadual descritos visam unir esforços para fortalecer e consolidar o Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) bem como buscam ampliar a capacidade de atuação do sistema nos territórios, enfrentando os diversos desafios da Política de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e promovendo a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). Além disso, as estratégias têm como objetivo responder de forma direta e eficaz aos diferentes contextos e riscos políticos que impactam a segurança alimentar no estado. 5.1. Dimensão Estratégica (Anúncios Estratégicos, Estratégias Intersetoriais) ● Anúncios Estratégicos: trata-se do cenário / dos anúncios futuros que a gestão espera alcançar e realizar até o final do período de execução do Plano. Esse cenário e anúncios realizados serão resultantes da adoção das Estratégias Intersetoriais descritas no plano; ● Desafios: os desafios deverão tratar de situações, problemas e questões críticas identificados na realidade atual que representam dificuldades e obstáculos para o alcance dos anúncios estratégicos; ● Estratégias Intersetoriais: A(s) estratégia(s) intersetoriais pode ser a ou as ações/iniciativas coordenadas que envolverão mais de um setor ou órgão do governo do estado. O objetivo das estratégias setoriais é tratar a superação do desafio de maneira integrada, intersetorial e colaborativa para que o governo / a gestão alcance os anúncios estratégicos. Anúncios Estratégicos 1 do I Plansan Anúncio Estratégico 1 Redução Nos Índices De Insegurança Alimentar (Insan) Grave DESAFIO 1 Redução Dos Índices De Insan, Focando Em Estratégias E Programas Intersetoriais Para Chegar Aos Níveis Nacionais. Descrição do desafio 1 Fortalecer E Expandir Programas Como O Prato Do Povo, Programa Estadual De Aquisição De Alimentos, Programa De Aquisição De Alimentos Leite, Ampliar O Pnae. DESAFIO 2 Aumentar os investimentos nos Programas de Segurança Alimentar. Descrição do desafio 2 Aumento Da Verba Do Programa Estadual De Aquisição De Alimentos, Em Suas Modalidades. DESAFIO 3 Ampliação do Prato Do Povo. Descrição do desafio 3 Aumentar O Número De Municípios Beneficiados Com O Programa, Aumentando Assim , O Número De Famílias Assistidas. DESAFIO 4 Ampliação Das Modalidades Programa Estadual De Aquisição De Alimentos. Descrição do desafio 4 Criação De Novas Modalidades Do PEAA, Como O Programa Estadual Do Leite E Peaa Sementes Crioulas. DESAFIO 5 Novos Equipamentos De Segurança Alimentar . Descrição do desafio 6 Inauguração Do Banco De Alimentos, Das Centrais De Distribuição De Alimentos E Das Cozinhas Comunitárias. Anúncios Estratégicos 2 do I Plansan Anúncio Estratégico 2 O Fortalecimento Do Sisan Em Sergipe Reafirma O Compromisso Com A Governança Intersetorial E Participativa, Garantindo Planejamento, Monitoramento E Controle Social Das Ações De Segurança Alimentar E Nutricional Em Âmbito Estadual E Municipal. DESAFIO 2.1 Manutenção Dos 75 Municípios De Sergipe No Sisan. Descrição do desafio 2.1 Elaboração Dos 75 Planos Municipais De Segurança Alimentar E Nutricional , Assim Como, A Manutenção Das Instâncias Da Caisan E Consea . DESAFIO 2.2 Fiscalização dos Municípios. Descrição do desafio 2.2 Fiscalização Periódica Dos Municípios, Quanto A Manutenção Das Instâncias Do Sisan DESAFIO 2.3 Encontro Estadual Do Sisan. Descrição do desafio 2.3 Realização De 2 Encontros Do Sisan No Estado De Sergipe. Anúncios Estratégicos 3 do I Plansan – Eixo 3 Anúncio Estratégico 3 A Valorização Da Agricultura Familiar E Dos Povos E Comunidades Tradicionais, Promovendo Inclusão Produtiva, Geração De Renda E Ampliação Da Oferta De Alimentos Saudáveis Nos Territórios Urbanos E Rurais. DESAFIO 3.1 Manutenção De Políticas Públicas Como O Programa Mão Amiga E Programa Cmais E Suas Modalidades. Descrição do desafio 3.1 Aumentar A Capilaridade E O Público Atendido Por Esses Programas DESAFIO 3.2 Crédito Rural. Descrição do desafio 3.2 Facilitar E Ampliar Os Beneficiários Desta Modalidade De Crédito. DESAFIO 3.3 PAA Quilombola. Descrição do desafio 3.3 Manutenção Da Modalidade Do Paa Quilombola No Estado, Buscando Formas De Aumentar O Valor Investido Inicial De R$ 1.000.000,00 (Um Milhão De Reais) 5.2. Dimensão Tática – Programas Em Execução Que Com Previsão De Início Na Vigência Do Plansan 2026-2029 /Objetivo /Órgão Ou Entidade Responsável/Ações E Iniciativas De San - Governo Do Estado De Sergipe Nº Programa Objetivo Órgão Entidade Responsável Aquisição de Alimentos (PAA) Adquirir alimentos da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, doar esses produtos para entidades socioassistenciais, garantindo renda aos agricultores e promovendo o acesso à alimentação adequada para famílias em situação de vulnerabilidade. SEASIC Estadual de Aquisição de Alimentos (PEAA) Adquirir alimentos da agricultura familiar sergipana para fortalecer a produção local, gerar renda para os agricultores e garantir a oferta contínua de alimentos saudáveis às entidades socioassistenciais e equipamentos públicos, contribuindo para a promoção da segurança alimentar e nutricional no Estado de Sergipe SEASIC Aquisição de Alimentos (PAA) Quilombola Fortalecer a produção de alimentos das comunidades quilombolas, garantir a compra direta desses produtos e destiná-los a entidades socioassistenciais, promovendo renda, valorização cultural, segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável dos territórios quilombolas. SEASIC Estadual de Compras da Agricultura FAmiliar e Economia Solidária Promover o desenvolvimento econômico e social da agricultura familiar e empreendimentos da economia solidária em Sergipe por meio da compra institucional de produtos agropecuários, textil, artesanato extrativistas e da pesca, garantindo mercado seguro para os agricultores, fortalecendo as cadeias produtivas locais, incentivando práticas sustentáveis e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis e de qualidade. SEASIC do Povo Garantir acesso a refeições nutritivas, de qualidade e a baixo custo para a população em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, a redução da fome e a promoção da dignidade das pessoas atendidas pelos restaurantes populares mantidos pelo Governo do Estado de Sergipe. SEASIC Popular Padre Pedro Oferecer refeições nutritivas, balanceadas e de baixo custo para a população em situação de vulnerabilidade social, garantindo acesso à alimentação adequada, promovendo segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a redução da fome no município de Aracaju e regiões vizinhas. SEASIC AmigaCultura da Laranja Garantir apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais da citricultura durante o período da entressafra, assegurando condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e promovendo a continuidade da atividade produtiva no campo. SEASIC Amiga - Cana-deaçúcar. Oferecer apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais da cadeia da cana durante o período da entressafra, garantindo condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e contribuindo para a permanência das famílias no campo. SEASIC Amiga - Pro Sertão Bacia leiteira Oferecer apoio financeiro e social às famílias de produtores da bacia leiteira durante os períodos de maior estiagem e vulnerabilidade econômica, garantindo condições mínimas de subsistência, fortalecendo a permanência no campo e contribuindo para a sustentabilidade da pecuária leiteira no semiárido sergipano. SEASIC Amiga - Mangaba Apoiar financeiramente e socialmente as catadoras e catadores de mangaba durante o período de entressafra, garantindo condições mínimas de subsistência, valorizando a atividade extrativista tradicional e contribuindo para a manutenção cultural e econômica das comunidades que dependem dessa cadeia produtiva. SEASIC Amiga - Rizicultura Garantir apoio financeiro e social aos trabalhadores rurais envolvidos na cadeia produtiva do arroz durante o período de entressafra, assegurando condições mínimas de subsistência, reduzindo a vulnerabilidade econômica e fortalecendo a continuidade da produção agrícola nos territórios arrozeiros de Sergipe. SEASIC AmigaPesca Artesanal Oferecer apoio financeiro e social aos pescadores e pescadoras artesanais durante os períodos de defeso ou baixa produtividade, garantindo condições mínimas de subsistência, preservando a atividade tradicional e fortalecendo a segurança econômica das famílias que vivem da pesca. SEASIC Cisternas Ampliar o acesso à água para consumo humano e para a produção de alimentos no semiárido, por meio da construção de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva. O programa busca garantir condições dignas de sobrevivência às famílias rurais em situação de vulnerabilidade, fortalecer a convivência com o semiárido, reduzir os impactos da seca e promover segurança hídrica, alimentar e nutricional nos territórios atendidos. SEASIC Agricultura Familiar Fortalecer a comercialização dos produtos da agricultura familiar, promover a geração de renda no campo e ampliar o acesso da população urbana a alimentos frescos, saudáveis e de produção local. Além disso, busca valorizar a cultura alimentar regional, incentivar práticas sustentáveis e aproximar produtores e consumidores, fortalecendo os circuitos curtos de comercialização. SEASIC agroecológicas, ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e fortalecer a educação alimentar, a inclusão social e a economia comunitária. O programa também busca revitalizar espaços públicos, estimular o convívio comunitário e contribuir para a segurança alimentar e nutricional nos centros urbanos. SEASIC Produtivos Locais (APLs) Fortalecer setores produtivos organizados em territórios específicos, promovendo o desenvolvimento econômico regional, a geração de emprego e renda, o aumento da competitividade e a integração entre produtores, empreendedores, instituições públicas, universidades e organizações de apoio. Os APLs buscam dinamizar cadeias produtivas estratégicas, estimular a inovação e ampliar oportunidades de crescimento sustentável nos municípios. SEASIC Alimentos Reduzir o desperdício de alimentos e ampliar o acesso da população em situação de vulnerabilidade a alimentos seguros e de qualidade, por meio da captação, seleção, armazenamento e distribuição de alimentos que, embora adequados ao consumo, não seriam comercializados. O programa também busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional, promover educação alimentar e apoiar entidades socioassistenciais em todo o estado. SEASIC CMAIS Inclusão garantir transferência de renda às famílias em situação de insegurança alimentar e extrema vulnerabilidade social, assegurando acesso à alimentação, fortalecendo a proteção social e contribuindo para a melhoria das condições de vida da população atendida. O programa busca complementar a política de segurança alimentar do estado, oferecendo suporte direto e imediato às famílias que mais necessitam. SEASIC Distribuição de Alimentos Organizar, armazenar e distribuir alimentos provenientes de programas públicos, doações e compras institucionais, garantindo eficiência logística, qualidade dos produtos e abastecimento regular de entidades socioassistenciais, equipamentos públicos de alimentação e demais instituições beneficentes. Também buscam fortalecer a segurança alimentar, otimizar processos de recebimento e transporte e apoiar a execução de políticas públicas de SAN no estado. SEASIC Alimentar e Nutricional Promover práticas alimentares mais saudáveis, adequadas e sustentáveis, apoiando a autonomia das pessoas e comunidades para realizarem escolhas alimentares conscientes. A EAN busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional, valorizar a cultura alimentar local, prevenir doenças relacionadas à alimentação e contribuir para a construção de ambientes alimentares mais saudáveis em todo o estado. SEASIC da Família Reorganizar a atenção básica no território, promover a saúde e prevenir doenças a partir do cuidado contínuo, integral e humanizado, garantindo acompanhamento próximo das famílias, fortalecimento do vínculo entre população e serviço de saúde e melhoria dos indicadores de saúde comunitária. SES Alimentação Adequada e Saudável (PAAS) Estimular práticas alimentares que favoreçam a saúde, o bem-estar e a prevenção de doenças, incentivando escolhas conscientes, o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e a valorização da cultura alimentar local. A PAAS busca criar ambientes alimentares mais saudáveis e contribuir para a segurança alimentar e nutricional da população. SES de Alimentação e Nutrição (PNAN) Promover, proteger e apoiar a alimentação adequada e saudável da população, contribuindo para a garantia da Segurança Alimentar e Nutricional no âmbito do SUS. SES Alimentar e Nutricional (VAN) Monitorar continuamente o estado nutricional e o consumo alimentar da população, subsidiando o planejamento, a gestão e a avaliação das políticas públicas de alimentação e nutrição; fornecer informações para o planejamento e a formulação de ações, programas e políticas governamentais de promoção da SAN, além de conscientizar e fortalecer o entendimento de que a Vigilância Alimentar e Nutricional é responsabilidade de toda a equipe multiprofissional da Atenção Primária à Saúde, e não exclusiva dos nutricionistas. SES Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA) Prevenir e controlar a deficiência de vitamina A, reduzindo riscos à saúde infantil. SES Nacional de Suplementação de Ferro e Ácido Fólico (PNSF) Contribuir para a prevenção e o controle da anemia ferropriva e de agravos relacionados à deficiência de ferro e ácido fólico, por meio do monitoramento, apoio técnico e fortalecimento da execução municipal das ações no âmbito da Atenção Primária à Saúde. SES Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB) Fortalecer a promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e à alimentação complementar saudável na Atenção Primária à Saúde. SES Família na Saúde Acompanhar as condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, contribuindo para a melhoria das condições de saúde, nutrição e qualidade de vida da população em situação de vulnerabilidade social. SES Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) - Rede Estadual de Ensino Garantir o acesso regular, permanente e equitativo à alimentação adequada e saudável, associado ao desenvolvimento de ações contínuas de Educação Alimentar e Nutricional, para os estudantes da rede estadual de ensino, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, o processo de aprendizagem e a formação de hábitos alimentares saudáveis, em consonância com o Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequada e os princípios da Segurança Alimentar Nutricional. DAE/SEED Verde = Gestão Sustentável de Apoiar feiras agroecológicas com gestão de resíduos e SEMAC Feiras Agroecológicas coleta seletiva, promovendo sustentabilidade ambiental e inclusão social. Climático para a Produção Agrícola Monitorar impactos climáticos na produção agrícola e apoiar agricultores familiares na adaptação às mudanças climáticas. SEMAC; Secretarias de Agricultura; Associações Rurais; Prefeituras Hortaliças para Combate à Insegurança Alimentar e Nutricional Garantir acesso às hortaliças frescas para comunidades vulneráveis e reduzir a insegurança alimentar em Sergipe. SEMAC Climáticos para Prevenção de Riscos e Proteção da Produção de Alimentos Prever secas, enchentes e outros riscos climáticos, protegendo a produção agrícola e a segurança alimentar. SEMAC Produtivos – Plantar, Colher e Composta Promover a segurança alimentar e nutricional das famílias por meio da implantação de quintais produtivos e da prática da compostagem, incentivando a produção de alimentos saudáveis, o reaproveitamento de resíduos orgânicos e o cuidado com o meio ambiente. Implantação de hortas e quintais produtivos com capacitação das famílias em práticas agroecológicas, incentivo ao autoconsumo e à comercialização do excedente, promoção da alimentação saudável e diversificada e monitoramento dos impactos social, econômico e nutricional. As ações incluem a sensibilização das famílias e a implantação da compostagem doméstica por meio de oficinas práticas, com orientação técnica para o reaproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo natural, fortalecendo a segurança alimentar, a redução de resíduos e a sustentabilidade ambiental. SEMAC Aquisição de Alimentos (paa)- leite Adquirir alimentos da agricultura familiar e, ao mesmo tempo, doar esses produtos para entidades socioassistenciais, garantindo renda aos agricultores e promovendo o acesso à alimentação adequada para famílias em situação de vulnerabilidade. Seagri futuro Adquirir sementes e propágulos vegetais para distribuição a pequenos agricultores familiares Seagri - Emdagro atividades de ater visando fortalecimento de cadeias produtivas locais Seagri - Emdagro Vacinação De Rebanhos Realiza visita técnica e presta serviço de vacinação em rebanhos de animais pertencentes a pequenos agricultores familiares garantindo a sanidade do rebanho Seagri - Emdagro Doce Mitigar os efeitos da falta d'água para consumo humano em comunidades isoladas em áreas do semiárido sergipano Seagri - Emdagro realiza plantio em municípios afetados. Seagri - Emdagro exigirem a emissão da nota fiscal com a inclusão do CPF em todas as compras realizadas em estabelecimentos sergipanos, fortalecendo a conscientização sobre a importância dos tributos e contribuindo para melhorar a arrecadação e a transparência fiscal. SEFAZ o custo dos alimentos essenciais e fortalecer a segurança alimentar da população. Estão isentos, nas operações internas, frutas, verduras, hortaliças, ovos, farinha de mandioca e carnes bovinas e suínas abatidas no próprio estado. A medida contribui para o acesso à alimentação adequada, valoriza a produção local e estimula o consumo de alimentos saudáveis. SEFAZ Lista De Desafios Descritos Em Outros Planos De San Consultados ● Quantitativo de profissionais de assistência técnica disponíveis nas empresas públicas estaduais e municipais; ● Redução ou ausência de recursos federais disponibilizados aos estados e municípios; ● Ausência de instrumentos jurídicos que norteiam a garantia da participação deste público alvo como prioritário nas políticas públicas estaduais; ● Ausência de iniciativas de fomento ● Ausência de apoio para logística e transporte ● Burocratização e dificuldade de acesso ao crédito ● Ausência de mão de obra qualificada para a execução ● Ausência de ferramenta para unificação das informações referente a diversidade de produtos existentes no estado ● Ausência de plataforma de preços unificadas que atenda às exigências dos programas de compras governamentais ● Ausência de recursos para contratação de mão de obra ● Ausência de mão de obra e recurso para estruturação e para manutenção ● Conseguir o engajamento da população ● Mão de obra qualificada ● Disponibilização de recursos ● Elaboração de legislação ● Falta de assistência técnica ● Ausência de projetos e iniciativas para a preservação das matas ciliares; ● Ausência de programas de pagamentos por serviços ambientais; ● Dificuldade de preservação das matrizes hídricas; ● Preservação das app 's (áreas de proteção permanentes); ● Elaboração e execução de programas e projetos que priorizem famílias em situação de insegurança hídrica, situação de pobreza; ● Falta de autonomia do estado para designar o público a ser atendido com base em critérios sociais ● Ausência de recursos federais destinados a programas e projetos de implantação de tecnologias sociais de saneamento ● Ausência de programas destinados a programas e projetos de implantação de tecnologias sociais de saneamento ● Grande rotatividade de profissional e o surgimento de novos programas com a equipe reduzida. ● Dificuldade de pactuação de parcerias com doadores fixos para o banco de alimentos estadual, ● Quebra da cultura do setorialismo, muito presente no setor público. ● Dificuldade de articulação entre programas, projetos, ações ● Dificuldades de articulação entre os órgãos públicos estaduais ● Dificuldade em erradicar a extrema pobreza e da insegurança alimentar moderada e grave no município; ● Estrutura física e humana insuficiente para a gestão, articulação e execução de san; ● Dificuldade de articulação e intersetorialidade entre as secretarias; ● Dificuldade de entendimento sobre a segurança alimentar e os níveis de insan ● Dificuldade de entendimento de forma geral sobre a segurança alimentar e nutricional e sua interface com as demais políticas públicas executadas ou a serem elaboradas; ● Dificuldade de entendimento sobre critérios de prioridade a serem adotados para o alcance do público em vulnerabilidade; ● Ausência de um sistema integrado de informações sobre programas e projetos e seus beneficiários para acompanhamento pela rede intersetorial, na perspectiva de otimizar o diálogo entre profissionais da rede ● Reversão das tendências de aumento das taxas de excesso de peso e obesidade, e conscientização para uma alimentação saudável. ● Articulação da segurança alimentar e nutricional para a implementação de programas, projetos e ações de segurança alimentar e nutricional com o público em vulnerabilidade atendido por demais secretarias. ● Dificuldade de definição de critérios unificados de priorização de participação de público em programas, projetos, ações ● Prestação de assistência técnica a agricultura familiar e urbana base agroecológica, a economia solidária e a pesca artesanal como estratégia fundamental para a promoção da SAN. ● Promover ações de educação alimentar e nutricional nos programas e nos equipamentos públicos. ● Formular e implementar programas e ações adequadas às especificidades socioculturais da população indígena e dos povos e comunidades tradicionais e sua inserção prioritária nas políticas públicas. ● Formular uma estratégia metropolitana para expansão da rede de proteção e promoção social voltada à população em situação de rua. ● Fortalecer as condições de implementação do I PLANSAN-SE ● Facilitar o acesso à informação aos agricultores familiares, por meio da divulgação de informações e dados sobre produção, compras institucionais, capacitações, seminários, entre outros. ● Compartilhamento de dados por parte de órgãos federais e secretarias ● Estimular e fortalecer parcerias e convênios de cooperação técnica com os municípios para a regularização fundiária de comunidades tradicionais e pequenos produtores. ● Mobilização da gestão pública e da sociedade civil para a implantação de conselhos municipais nos municípios sergipanos ● Mobilização para adesão ao sisan pelos municípios sergipanos ● Ampliação e consolidação das ações municipais e estaduais no âmbito da SAN. ● Fomentar o tema da san junto à sociedade e aos diversos segmentos, incluindo o setor privado comercial ● Construção de protocolos de prevenção e mitigação de situações de conflitos de interesses é fundamental. ● Realização de estudos sobre a alimentação de populações indígenas e quilombolas, inclusive sobre alimentação infantil. ● Ampliar o quadro técnico de profissionais atuantes na san por meio de concursos e editais de chamamento. ● Definir indicadores para monitoramento e a avaliação da san, tendo em vista a existência de inúmeras pesquisas e inquéritos e cada uma avaliando com um conjunto de perguntas diferentes ● Dificuldade para monitorar os indicadores de san tendo em vista que os municípios não dispõe de pesquisas sobre a situação de san em nível local. ● Ausência de conhecimento sobre a política de san ● Ausência de conhecimento para preenchimento de pesquisas e responder inquéritos de san ● Necessidade de realização de cursos de formação tendo a agenda de san como tema principal. ● A intersetorialidade ● A falta de comunicação entre gestores ● A falta de conhecimento sobre as ações de SAN ● A falta de conhecimento sobre o que SAN ● Proporcionar maior capilaridade aos editais e chamadas pública da agricultura familiar (pnae e paa); ● Incorporação da lei de compras da agricultura familiar e também da economia solidária nos contratos públicos; ● A articulação junto aos municípios e demais órgãos do estado e do governo federal para a implantação de equipamentos públicos de SAN; ● Dificuldade de mapeamento de pessoas em insan devido ao não uso da tria ● Não adoção da TRIA pelos municípios do estado ● Redução de verba federal destinada aos estados para a implantação e execução dos planos de SAN, planos de abastecimento e plano de agroecologia. ● Provimento de apoio por parte dos municípios , às organizações e cooperativas de agricultores familiares, articulando com os municípios a operacionalização das chamadas públicas e participação em espaços de comercialização ● Dificuldade de ampliar e agilizar as ações individuais que viabilizem a segurança jurídica dos agricultores familiares que ocupam áreas particulares, por meio das ações de usucapião para prover a regularização fundiária ● Quantidade pequena de centrais de distribuição espalhadas pelo estado ● Rotatividade das equipes municipais, o que exige um constante processo de capacitação e a falta de condições estruturais para a realização dos procedimentos de coleta e análise. ● Dificuldade de monitoramento e o assessoramento para o tratamento da água não encanada. ● Ausência de monitoramento sistemático da qualidade da água quanto a medição de metais pesados, como alumínio, iodo; ● Ausência de formação continuada com o objetivo de consolidar concepções compartilhadas sobre a san, o dhaa e o conjunto de atribuições das diferentes instituições e setores envolvidos, além das obrigações dos entes estatais e dos governo; ● Dificuldade de acesso e de compartilhamento de informações provenientes de ações de monitoramento de dados, pesquisas e projetos de extensão no âmbito da SAN; ● Ausência de rede formal de divulgação de seminários e demais eventos visando disseminar conhecimento, informações e mobilizar públicos diversos, incluindo estudantes, profissionais, conselheiros e gestores públicos. ● Fortalecer a agricultura familiar e urbana de base agroecológica, a economia solidária e a pesca artesanal como estratégia fundamental para a promoção da SAN. ● Promoção de ações de educação alimentar e nutricional nos programas e nos equipamentos públicos. ● Existência de inúmeros inquéritos que abordam san , descontinuidade da aplicação dos inquéritos, e ausência de padronização das perguntas contidas nos inquéritos de san ● Aperfeiçoar o marco regulatório do sisan com o objetivo de ampliar a capacidade de pactuação federativa e de adesões municipais ao sistema em todo o território nacional ● Aperfeiçoar instrumentos de repasse de recursos federais tendo em vista a construção de uma regra de cofinanciamento federativo do sisan, fortalecendo a gestão e o controle social ● Criar um marco legal que estabeleça e organize os instrumentos de monitoramento de indicadores de segurança alimentar e nutricional no âmbito do sisan ● Alcançar territórios e públicos mais afetados pela fome ● Garantir à população em insegurança alimentar e nutricional acesso aos serviços e sistemas públicos de proteção e promoção social ● Articular localmente sistemas públicos de proteção e promoção social e implantar protocolos de atendimento capazes de fazer frente ao aumento da demanda ● Reduzir as desigualdades econômicas e proteger a renda disponível das famílias para a aquisição de alimentos ● Fortalecer as políticas de acesso à terra e de regularização fundiária ● Garantir acesso regular à água ● Criar mecanismos que garantam a estabilidade da produção, da disponibilidade e do acesso aos alimentos diante dos crescentes efeitos das mudanças climáticas ● Fortalecer a capacidade de resposta dos governos para garantir a segurança alimentar e nutricional dos territórios e populações afetadas por eventos climáticos extremos ● Mitigar e promover a adaptação dos sistemas alimentares às mudanças climáticas e estimular a adoção de práticas de produção sustentáveis e agroecológicas que reduzam o impacto no ambiente e na saúde das pessoas ● Aumentar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados e reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados ● Enfrentar a persistência e coexistência de múltiplas formas de má nutrição ● Promover ambientes alimentares que incentivem a alimentação adequada e saudável ● Garantir a segurança alimentar e nutricional da população negra, quilombolas, indígenas e povos e comunidades tradicionais, com apoio à agricultura familiar, à aquisição e distribuição de alimentos culturalmente adequados em situações de vulnerabilidade, com transferência de renda e com acesso à água, ao saneamento ambiental e à energia elétrica; ● Qualificar a gestão pública e as políticas públicas para combater o racismo e o desrespeito aos modos tradicionais de vida da população negra, quilombolas, indígenas e povos e comunidades tradicionais ● Promover políticas públicas de san que consideram as especificidades locais, os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, bem como a importância dos ecossistemas onde vivem ● Aprimorar a atuação coordenada e intersetorial do governo brasileiro na implementação da cooperação internacional na área da segurança alimentar e nutricional e nos espaços multilaterais e regionais que o Brasil participa. ● Ampliar a participação social nos espaços internacionais de governança da segurança alimentar e nutricional ● Difundir o modelo brasileiro de governança intersetorial e participativa, como forma de estimular a constituição de espaços de concertação entre sociedade civil e poder público na construção de políticas de segurança alimentar e nutricional. ● Possibilitar o monitoramento da adesão e internalização pelo Brasil de documentos internacionais vinculantes e não vinculantes relacionados à segurança alimentar e nutricional e ao DHAA. É necessário como horizonte estratégico:

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