São Paulo
Decreto Estadual de São Paulo nº 48702, de 24 de outubro de 1967
Nº 48702/1967
DECRETO N. 48.702, DE 24 DE OUTUBRO DE 1967
Cria na Secretaria do Turismo o "Sêlo de Confiança", e da outras providências
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, usando de suas atribuições legais, e
Considerando que compete à Secretaria de Estado dos Negócios do Turismo nos têrmos do que dispõe a Lei n. 8.663, de 25 de Janeiro de 1965, o apoio e a divulgação das atividades relacionadas com o incremento do turismo;
Considerando que todos os setores de atividade humana que tratem com turistas devem ser orientados por técnicos;
Considerando que o turista deve ser recebido e tratado da melhor maneira possível;
Considerando que a qualidade dos serviços prestados ao turista o chamado turismo receptivo - é responsável pelo incremento ao turismo;
Considerando, finalmente, que o turista é um comprador em potencial e como tal deve ser protegido;
Decreta:
Artigo 1.° - Fica instituido, na Secretaria de Estado dos Negócios do Turismo, o "Sêlo da Confiança", símbolo de garantia e confiança destinado à reromendação de estabelecimentos comerciais e serviços que atendam aos requisitos essenciais estabelecidos nêste decreto
Parágrafo único - O "Sêlo de Confiança" será inicialmente conferido a hotéis, motéis, bares, restaurantes e "boites", podendo de futuro ser atribuido a outros ramos de atividade comercial ou profissional, ligados direta ou indiretamente a indústria do Turismo.
Artigo 2.° - Para a obtenção do "Sêlo" deverão ser preenchidos os seguintes requisitos:
A - Condições gerais:
1) - Inscrição regular, nos respectivos órgãos de classe, e autorização de funcionamento pelas autoridades competentes;
2) - Pessoal com formação profissional adequada, em cursos feitos pela Secretaria do Turismo, pelo Departamento Regional do SENAC de São Paulo ou por escolas idôneas e reconhecidas pela Secretaria do Turismo;
3) - Apresentação de certidões negativas passadas por Cartórios de Protestos de folha corrida policial quanto aos seus proprietarios e empregados, e ainda de atestado de idoneidade profissinal fornecido por seus órgãos de classe;
4) - Publicidade e material de propaganda aprovados pela Secretaria do Turismo; e
5) - Registro na Secretaria de Estado dos Negócios do Turismo do Estado de São Paulo.
B - Condições específicas:
1) - Para Motéis e Hotéis:
a - Portaria e recepção com funcionamento permanente e funcionários falando no mínimo dois idiomas estrangeiros, sendo obrigatório o inglês;
b - Serviço de informações turísticas e local visível para colocação de cartazes e folhetos considerados publicação oficial da Secretaria do Turismo. Êste serviço deverá entre outras atribuições, auxiliar o turista a realizar suas excursões, sendo vedado exigir ou solicitar qualquer remuneração, gratificação ou comissão do organizador de quaisquer excursões;
c - Restaurante, bar, copa noturna com funcionamento ininterrupto, sala de leitura e sala de recepções. Para os móteis será exigido somente o restaurante;
d - Manutenção no restaurante, de Cardápio Turistico (preço fixo);
e - Garagem própria e manobristas, quando a Secretaria a do Turismo julgar conveniente;
f - 1/3 de seus empregados inscritos ou formados pela Escola de Hotelaria do SENAC ou por qualquer outra reconhecida pela Secretaria do Turismo;
g - Mínimo de 80% (oitenta por cento) dos apartamentos com banheiro privativo completo;
h - Telefone, campainha de chamada e radio em todos os apartamentos:
i - Ar condicionado, quando a Secretaria do Turismo julgar necessário;
j - Acomodações para empregados de hóspedes, com tabelas especiais para os mesmos, quando a Secretaria do Turismo julgar necessário;
k - Tabelas de preços de diárias para alta e baixa Estação, nas estâncias balneárias, climáticas, hidrominerais e estações permanentes ou periódicas de turismo, excetuando-se a Capital do Estado;
l - Afixação das tabelas de pregos, regulamentos internos e comunicados da Secretaria do Turismo, em todos os apartamentos, em locais visíveis;
m - Manutenção, à vista do público, na portaria, do livro de reclamações e sugestões, da Secretaria do Turismo;
n - Dependências de uso comum em perfeitas condições de higiene uso obrigatório de toalheiros de papel ou ar quente nos lavatórios, e pedras sanitárias nos aparelhos sanitários;
o - Serviço de higienização e desinfecção diária, em todas as dependências.
2) - Para bares, restaurantes e "boites":
a - Instalações de cozinha e copa dentro da mais rigorosa higiene;
b - Sanitários conservados com o maior asseio, com a utilização de pedras desinfetantes e desinfecção diária dos aparelhos, pisos, paredes e portas. Todos os sanitarios deverao ter barra de azulejo com um minimo de 2 (dois) metros de altura, piso em cerâmica ou material similar, fôrro em estuque caiado, iluminação direta, aparelhos sanitários de louça, toalheiros de papel, sabonetes, além de permanência de um funcionário uniformizado para uma fiscalização permanente, quando se tratar de estabelecimento situado a margem de rodovia;
c - Uso de toalheiros automáticos, de papel ou ar quente;
d - Louças, talheres, copos, toalhas e guardanapos em boas condições e conservados com a mais absoluta higiene;
e - Cardápio turístico (preço fixo) e exibição, em cada mesa, da lista de preços, com a indicação expressa quando houver obrigatoriedade de pagamento por "couvert" e por consumação mínima (indicação clara do preço e a que o mesmo corresponde);
f - Obrigatoriedade de servir bebidas nacionais, quando solicitadas; e
g - Quadro de funcionários com um número determinado de elementos formados pelo SENAC, quando a Secretaria do Turismo julgar conveniente.
Artigo 9.° - A mudança de enderêço ou de proprietário do estabecimento ou serviço, deverá ser comunicada à Secretaria do Turismo, que providenciará nova investigação e troca do "Sêlo".
Artigo 10 - Êste decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Palácio dos Bandeirantes, 24 de outubro de 1967.
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ
Orlando Gabriel Zancaner
Publicado na Casa Civil, aos 24 de outubro de 1967.
Marcelo A. Monteiro de Oliveira, Responsável pelo S.N.A.
Citada por 1 norma
Normas do acervo que mencionam esta.