São Paulo
Decreto Estadual de São Paulo nº 21620, de 14 de novembro de 1983
Nº 21620/1983
DECRETO N. 21.620, DE 14 DE NOVEMBRO DE 1983
Concede anistia fiscal, dispondo sobre o cancelamento de multas e acréscimos relativos ao ICM, nas condições que especifica
ANDRÉ FRANCO MONTORO, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e considerando, o disposto no
Artigo 3.º da Lei n. 1.003, de 22 de junho de 1976, e no Convênio ICM-20/83, celebrado em Brasília, DF, em 11 de outubro de 1983, ratificado pelo Decreto n. 21.534, de 24 de outubro de 1983,
Decreta:
1 - imposto declarado em Guia de Informação e Apuração do ICM ou transcrito pelo fisco;
2 - imposto apurado no livro próprio mas não declarado, desde que seja apresentada a respectiva Guia de Informação e Apuração do ICM;
3 - imposto espontaneamente denunciado pelo contribuinte;
4 - parcela mensal de estimativa vencida até 31 de março de 1983;
5 - imposto exigido em Auto de Infração e Imposição de Multa ou notificação;
6 - imposto remanescente de acordo de parcelamento em curso ou rompido.
Artigo 1.° poderá ser efetuado em parcelas mensais e consecutivas, na seguinte conformidade:
I - desde que o débito seja totalmente recolhido até 31 de janeiro de 1984, em até 3 (três) parcelas iguais, dispensado o acréscimo financeiro de parcelamento;
II - desde que o recolhimento da primeira parcela ocorra até 31 de janeiro de 1984:
a) em até 6 (seis) parcelas, exigido o acréscimo financeiro de parcelamento;
b) em até 12 (doze) parcelas, exigido o acréscimo financeiro de parcelamento e 20% (vinte por cento) do valor da multa.
Artigo 3.º - A atualização monetária do valor do débito far-se-á, na forma do Artigo 558 do Regulamento do ICM:
I - até o mês do pagamento, se efetuado de uma só vez;
II - até o mês em que for protocolizado o pedido de parcelamento
Artigo 7.º - Na pendência de apreciação, pelo Tribunal de Impostos e Taxas, de recurso interposto pelo fisco, ou na fluência de prazo para sua interposição, o contribuinte poderá nos prazos fixados nos Artigos 1.° e 2.°, valer-se dos benefícios previstos neste decreto, relativamente a parte incontroversa da decisão anterior, ficando-lhe assegurado o gozo dos mesmos benefícios, em relação a parte recorrida, se exercitar seu direito no prazo de trinta dias da publicação da decisão definitiva daquele Tribunal.
Artigo 8.º - Este decreto aplica-se, tambem, aos débitos inscritos, qualquer que seja a fase da cobrança, independentemente da garantia de execução e da existência de outro parcelamento.
Artigo 9.º - - O disposto neste decreto nao autoriza a retituição ou compensação de importâncias já pagas.
Artigo 10 - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, 14 de novembro de 1983.
ANDRÉ FRANCO MONTORO
João Sayad, Secretário da Fazenda
Publicado no Gabinete Civil do Governador, aos 14 de novembro de 1983.
Maria Angelica Galiazzi, Diretora da Divisão de Atos Oficiais
Citada por 1 norma
Normas do acervo que mencionam esta.