São Paulo
Decreto Estadual de São Paulo nº 51742, de 29 de abril de 1969
Nº 51742/1969
Casa Civil
DECRETO N. 51.742, DE 29 DE ABRIL DE 1969
Aprova o Regimento Interno do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÂO PAULO, usando de suas atribuições,
Decreta:
Artigo 3.° - Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio dos Bandeirantes, 29 de abril de 1969.
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ
José Henrique Turner - Secretário de Estado-Chefe da Casa Civil
Publicado na Casa Civil, aos 29 de abril de 1969.
Maria Angelica Galiazzi - Responsável pelo S.N.A.
REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO ESTADUAL DE HONRARIAS E MÉRITO
I - Das Atribuições
Artigo 1.º - O Conselho Estadual de Honrarias e Merito (C.E.H.M.), instituido pelo Decreto n. 50.386, de 19 de setembro de 1968, tem por atribuições:
I - Assessorar o Govêrno do Estado na criação e oficialização de condecorações, medalhas e outras honorificências.
II - Opinar, prévia e fundamentadamente, quanto à oportunidade e conveniência das medidas referidas no item anterior.
III - Manifestar-se a propósito das características das honrarias instituendas e respectivos diplomas, condições para suas concessões e regulamentos
IV - Registrar os regulamentos das condecorações e medalhas oficializadas.
V - Fiscalizar o cumprimento dos regulamentos das condecorações e medalhas estaduais.
VI - Propor a criação e extinção de condecorações e medalhas e a cassação dos atos de oficialização.
VII - Manter o cadastro das condecorações federais, estaduais e estrangeiras.
VIII - Manter o cadastro do armorial dos órgaos da administração centralizada e descentralizada do Estado e o dos municípios paulistas.
IX - Interpretar a legislação e dirimir dúvidas no campo de sua competência.
X - Propor alterações da legislação referente às honrarias estaduais e opinar quando de pedidos feitos em tal sentido.
XI - Ser depositário dos cunhos e peças excedentes das condecorações extintas.
XII - Baixar instruções sôbre assuntos de sua competência e fiscalizar-lhes o cumprimento.
XIII - Opinar quanto à concessão da medalha "Valor Cìvico", nos têrmos do seu Regulamento, bem como de outras láureas cuja legislação lhe defira tal atribuição.
XIV - Decidir casos omissos.
XV - Prestar informações a propósito das honorificências paulistas.
XVI - Alterar seu Regimento Interno.
II - Da Composição do Conselho e da Vacância
- O C.E.H.M. é integrado por 5 (cipco) membros, denominados Conselheiros, designados pelo Governador do Estado, um dos quais para a Presidência.
Artigo 5.° - Na eventualidade de algum dos Conselheiros ficar permanentemente impossibilitado de continuar a prestar serviços, será substituído.
III - Do Presidente
Artigo 6.° - Ao Presidente do C.E.H M., especificamente, incumbe:
I - Representar o Conselho.
II - Convocar sessões extraordinárias.
III - Presidir reuniões, orientando-lhes os trabalhos.
IV - Distribuir processos aos membros do Conselho e a si próprio, relatando os que lhe couberem.
V - Participar das votações.
VI - Superintender as atividades auxiliares e administrativas do Conselho.
VII - Designar seu substituto na forma do artigo 3.°.
VIII - Dirigir-se diretamente a quaisquer autoridades.
IV - Do Substituto da Presidência
Artigo 7.° - Competirá ao Conselheiro designado pelo Presidente como seu substituto, além dos encargos atribuídos aos demais Conselheiros:
I - Substituir o Presidente nas suas férias, licenças e demais impedimentos.
II - Desempenhar as incumbências que lhe forem delegadas na forma do artigo 3.°,
V - Dos Conselheiros em Geral
Artigo 8.° - A todos os Conselheiros, indistintamente, compete:
I - Comparecer às reuniões do Conselho, discutindo e votando as matérias em pauta.
II - Desempenhar fielmente as incumbências recebidas.
III - Estudar e opinar, nos prazos estabelecidos, sôbre as matérias submetidas à sua apreciação, sugerindo as diligências que julgar necessárias.
IV - Relatar, por escrito e verbalmente, os processos que lhes forem distribuidos.
V - Sugerir medidas relacionadas com a competência do Conselho.
VI - Propor ao Presidente, fundamentadamente a convocação de sessões extraordinárias do Colegiado.
VII - Propor inclusão de assuntos na ordem do dia.
VIII - Solicitar vista de processos e papéis em pauta.
VI - Da Tramitação de Processos e Papéis
Artigo 9.° - Recebidos papéis ou processos, serão êstes protocolados e feitos presentes ao Presidente do Conselho.
Artigo 10 - Verificado que a matéria é pertinente às atividades do Conselho, e que estão preenchidos os requisitos indispensáveis, o Presidente determinará a abertura de processo interno.
Artigo 11 - Em seguida, será a matéria distribuida ao Relator, para fins de exame.
Artigo 12 - No despacho que distribuir a matéria, o Presidente fixará prazo para a manifestação, não inferior a 7 dias nem superior a 15, que poderá ser dilatado, a juízo do Presidente, mediante pedido fundamentado do Relator, ressalvada a hipótese do artigo 18, II.
Artigo 13 - Findo o prazo de que trata o artigo anterior, o Relator devolverá o processo com o relatório por escrito ou com pedido de diligências que reputar necessárias.
Artigo 14 - Caso sejam solicitadas diligências, o Presidente, determinará sua realização, após o que reencaminhará o processo ao Relator.
Artigo 15 - Apresentado o relatório final, o Presidente designará dia e hora para a discussão da matéria.
VII - Do Julgamento e demais Reuniões
Artigo 16 - O Conselho se reunirá, ordináriamente, uma vês por semana, em dia e horário a serem estabelecidos pelo Presidente e extraordináriamente sempre que haja matéria em pauta.
Artigo 17 - As reuniões ordinárias e extraordinárias realizar-se-ão com a presença de pelo menos três Conselheiros e sempre em sessão secreta.
Artigo 18 - As reuniões extraordinárias serão convocadas, por qualquer meio, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, exceto:
I - Quando a convocação se fizer durante reunião ordinária.
II - Quando a matéria a ser discutida fôr de caráter urgente e inadiável, assim considerada pelo Governador do Estado ou o Secretário de Estado Chefe da Casa Civil.
Artigo 19 - Aberta a sessão, o Presidente anunciará a matéria, em pauta, iniciando os trabalhos, de preferência, pela apreciação da que deva ser submetida a julgamento.
Artigo 20 - Apresentada a matéria para julgamento, dará o Presidente a palavra ao Relator, que, após a leitura do relatório, oferecerá seu voto, colhendo-se, a seguir, os votos dos demais Conselheiros.
Artigo 21 - O Conselho decidirá pela maioria absoluta de seus mem-
Artigo 22 - Das reuniões do Conselho será lavrada ata em livro próprio, a qual será assinada pelos Conselheiros que estiveram presentes.
Artigo 23 - É vedada a vista de documentos, atas, têrmos de delíberação e julgamento do Conselho, a não ser por determinação expressa do Governador do Estado ou do Secretário de Estado Chefe da Casa Civil, ouvido o Conselho.
Artigo 24 - Aos interessados, dar-se-á, tão sòmente, ciência de súmula da decisão.
Artigo 25 - Das decisões do Conselho cabe recurso apenas ao Governador do Estado, ouvido o C.E.H.M.
VIII - Das Instruções
Artigo 26 - O C.E.H.M. baixará instrugões, no terreno de sua com petência, a serem seguidas pelas entidades públicas e privadas do Estado.
Artigo 27 - A fiscalização do cumprimento das Instruções referidas no artigo anterior será feita pelo próprio Conselho, que requisitará, ,se fôr o caso, o concurso de outros órgãos da Administração do Estado.
Artigo 28 - O uso de condecorações nas solenidades cívicas e pelas Corporações uniformizadas do Estado, será objeto de regulamentação pelo C.E.H.M.
IX - Dos Serviços Auxiliares
Artigo 29 - São serviços auxiliares do C.E.H.M., o Museu, a Biblioteca, o Cadastro, o Registro, o Protocolo, a Documentação e Administrativos.
Artigo 30 - O Museu e a Biblioteca serão organizados com material atinente à competência do Conselho.
Artigo 31 - O Cadastro se referirá as atribuições do Conselho referidas no artigo 1.°, VII e VIII.
Artigo 32 - O Registro, terá por objetivo coletar, em livro próprio, os regulamentos das condecorações e medalhas oficializadas.
Artigo 33 - A Documentação será organizada com referência legislativa e bibliográfica, pareceres e decisões do Conselho pertinentes à sua competência
Artigo 34 - Os serviços Auxiliares e Administrativos serão providenciados pela Casa Civil do Governador do Estado.
Artigo 35 - É dever dos servidores colocados à disposição do Conselho, manter absoluto sigilo sôbre a matéria de que venham a tomar conhecimento.
X - Disposição Transitória
Citada por 2 normas
Normas do acervo que mencionam esta.