Santa Catarina
Lei Estadual de Santa Catarina nº 8513, de 28 de dezembro de 1991
Nº 8513/1991
Aprova o Plano Plurianual para o quadriênio 1992/1995 e dá outras providências.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA,
Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembléia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
I ‑ diretrizes e conjunto de critérios de ação e decisão que disciplinam e orientam a atuação dos órgãos e entidades da administração pública;
II ‑ objetivos os resultados a serem alcançados pela administração pública;
III ‑ metas a especificação física ou monetária dos objetivos estabelecidos;
Florianópolis, 28 de dezembro de 1991
VILSON PEDRO KLEINUBING
Governador do Estado
ÍNDICE
INTRODUÇÃO
Condicionante Nacional................6
A Sócio‑Economia Catarinense..........................6
A Opção pelo Social....................13
Saneamento e Reordenamento Financeiro.............................15
A Reforma e a Modernização do Estado..........17
DIAGNÓSTICOS, DIRETRIZES, OBJETIVOS e METAS FÍSICO‑FINANCEIRAS
PODER LEGISLATIVO
1. Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.......18
2. Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina..............21
PODER JUDICIÁRIO
1. Tribunal de Justiça do Estado.......................25
MINISTÉRIO PÚBLICO
1. Ministério Publico....................29
PODER EXECUTIVO
1. ‑ Gabinete do Governador do Estado..........32
1.1 ‑ Secretaria de Estado da Casa Civil..........32
1.2 ‑ Gabinete de Comunicação Social.............35
1.3 ‑ Procuradoria Geral do Estado..................37
1.4 ‑ Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina ...................38
2. - Gabinete do Vice‑Governador...................42
3. - Procuradoria Geral da Fazenda Junto ao Tribunal de Contas ............................43
4. ‑ Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento..................44
5. ‑ Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Desporto......................64
5.1 ‑ Fundação Catarinense de Educação Especial...............80
5.2 - Fundação Catarinense de Cultura ...........84
5.3 - Fundação Universidade do Estado de Santa Catarina......................92
6. ‑ Secretaria de Estado da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Comunitário..................98
6.1 ‑ Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina..................104
6.2 - Companhia de Águas e Saneamento de Santa Catarina..................108
7. ‑ Secretaria de Estado da Justiça e Administração .........111
7.1 ‑ Imprensa Oficial do Estado de Santa Catarina ..........120
7.2 - Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina....................123
8. ‑ Secretaria de Estado da Saúde.................125
9. ‑ Secretaria de Estado da Segurança Pública..................140
10 ‑ Secretaria de Estado da Tecnologia, Energia e Meio Ambiente.................162
10.1 ‑ Fundação de Meio Ambiente...............182
10.2 ‑ Centrais Elétricas de Santa Catarina.........................195
10.3 ‑ Santa Catarina Turismo S/A.................203
11. ‑ Secretaria de Estado do Planejamento e Fazenda.......210
11.1 ‑ Banco do Estado de Santa Catarina..........................221
11.2 ‑ Banco de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina.............226
12. ‑ Secretaria de Estado dos Transportes e Obras.............229
INTRODUÇÃO
CONDICIONANTE NACIONAL
O esforço nacional de desenvolvimento vem experimentando sério revés. O esgotamento do modelo de financiamento, seja por poupança interna ou externa, fez cair drasticamente a taxa de formação bruta de capital fixo, hoje situada na média de 17% do PIB nacional, considerada a década de 80.
A crise financeira, resultante do vencimento dos contratos de empréstimos externos, somada à queda de novos Ingressos vem impondo um ajustamento ímpar e transformou o Brasil em exportador de divisas.
Não se tem conseguido implementar uma política eficaz que reordene as forças sociais para a retomada do crescimento.
Até mesmo porque grandes faixas da população não tiveram acesso aos benefícios do crescimento econômico e já são chamadas novamente a contribuírem para a solução da crise. O grau de politização hoje demonstrado pelo cidadão brasileiro permite-lhe ver que o conjunto de medidas e propostas de cunho liberal postes em prática vem aprofundando o quadro de concentração da renda e da recessão, levando o país a uma situação sócio‑econômica embaraçosa.
O grande desafio que se coloca para a presente década é reimprimir uma nova fase de crescimento do PIB com inequívocos avanços sociais da população.
A SÓCIO‑ECONOMIA CATARINENSE
Uma sociedade dinâmica como a catarinense exige que as suas infra-estruturas econômica e social acompanhem as crescentes necessidades. A Indicação do dinamismo pode ser extraída por alguns grandes dados. Sob o ângulo social, a evolução demográfica registrando taxas que se situam em torno de 2% de crescimento anual, fazendo com que hoje sejamos mais de 4 milhões de pessoas e seremos mais de 6 milhões no ano 2010, ou seja, em menos de 20 anos.
SANTA CATARINA ‑ Evolução da População 1970 – 2010
ANOS
POPULAÇÃO
TAXA ANUAL DE CRESCIMENTO
1970
2.901.734
-
1980
3.637.933
2,26
1990
4.390.212
1,93
2000
5.245.526
1,80
2010
6.176.489
1,65
Fonte: Fundação IBGE, Censos
SEPLAN/SC ‑ Estudo da Evolução Populacional 1970‑2010
O crescimento populacional é, mantido os demais fatores, amparado pelas possibilidades da atividade econômica. Apesar de diretamente condicionada pela Política economicamente nacional por sua condição de estado federado, a produção de Santa Catarina tem mantido taxas de crescimento superiores à brasileira. Poder-se-ia afirmar que em períodos expansivos desta, a resposta catarinense é imediata e superior; inversamente, nas fases recessivas como a que estamos atravessando já há longo tempo, o efeito negativo sabre Santa Catarina é retardado, é menos implacável.
SANTA CATARINA: Comparativo de Taxas de Crescimento do Produto Interno Bruto (% a.a.)
1975/89
ANO
SANTA CATARINA
BRASIL
1975
11,30
5,2
1978
7,17
4,8
1981
2,48
‑3,3
1984
3,92
5,7
1987
4,38
2,9
1989
4,01
3,6
Fonte: Fundação ITEP; SEPLAN/SC; SPF/SC; Fundação IBGE
Este comportamento da economia catarinense sempre mais positivo que o da nacional, deve ser justificado por uma série de fatores, porém, é importante fixar o reconhecidamente importante papel de uma mão-de-obra de fácil especialização e treinamento, culturalmente condicionada a trabalho rotineiro; o empresariado com espírito inovador, conseguindo manter competitividade; a grande diversificação do seu aparato produtivo e relativo equilíbrio entre os setores e o papel do Estudo, que tem conseguido ofertar a infra-estrutura indispensável à iniciativa Privada.
Todavia, presentemente, acompanha o quadro desfavorável da economia nacional. Isso indica claramente que as “crises” até então vividas eram meras flutuações setoriais que não chegavam a prejudicar o desempenho da economia como um todo. Contudo, a crise atual é conjuntural, afetando igualitariamente todos os setores de atividade. A volta da economia catarinense aos patamares de crescimento já alcançados em passado recente depende da solução dos problemas nacionais.
Nas atuais circunstâncias, pouco pode-se fazer a nível local para minorar os efeitos da queda dos níveis de expansão da economia.
Ao Estado cabe a responsabilidade de suprir a infra-estrutura necessária para que o setor produtivo cresça na oferta de novos postos de trabalho e dar assistência de saúde, instrução, segurança e moradia, principalmente e prioritariamente as camadas de baixa renda. Entretanto, não sendo o Estudo um gerador de recursos mas sim um gestor e distribuidor, vê-se diretamente afetado nesse fluxo pelo fraco desempenho econômico.
A evolução da produção econômica tem-se verificado sobretudo nas atividades ligadas ao setor industrial e ao setor terciário da economia. SE em 1970 o setor primário participava com 22% na formação do PIB catarinense, hoje mal passa dos 17%. Já a Indústria aumentou de 32,13 para 39.39% seu papel na formação do PIB, enquanto o setor de comércio e serviços manteve sua alto parcela de mais de 43%, segundo dados da SEPLAN/1990.
Essa transformação da estrutura econômica reflete-se no espaço geográfico provocando um processo de crescimento dos centros urbanos onde se localizam as atividades do setor secundário e terciário, maior do que a evolução populacional do meio agrícola. A taxa de urbanização, isto é, a relação população urbana como parcela da total, situava-se em mais de 59%. Já em 1980 (dados SEPLAN/SC, Séries Estatísticas 1990). E na década de 80, com intensa tecnificação do meio rural e o crescimento do industrial e dos serviços e comércio, a tendência foi a de ampliar a posição relativa do meio urbano. Este (fenômeno cria problemas adicionais, pois a sociedade mais urbana e mais complexa econômica e socialmente, é também mais exigente de infra-estrutura social que ao Estado cabe atender.
O desenvolvimento econômico de Santa Catarina vem acontecendo com preponderância pela ação da iniciativa privada.
Esse desenvolvimento tem sido caracterizado pelas diferentes vocações, que marcam suas várias regiões, identificadas pelas condicionantes naturais e culturais das populações que as ocupam.
A carência de infra-estrutura que se presenciou, no processo de ocupação do território catarinense, pouco favorecendo o intercâmbio entre os pólos internos, resultou na implantação deles independentemente do mercado interno, dando-lhes rumo para a produção com vistas a mercados noutros estados e no exterior.
O comportamento do empresariado com relação às exportações, ou setor externo, por outro lado, bem demonstra o seu dinamismo, adaptabilidade às condições ditadas pelo mercado e agressividade.
Tendo como pontos referenciais meados dos anos 70 e o ano 1990, observa-se:
- a crescente participação dos produtos manufaturados;
- a ampliação do número de empresas exportadoras (de 250 para 750) e a diversificação da pauta de produtos exportados
- a evolução com relação ao total exportador brasileiro, passando de 2,8% em 1977 para 4,6% em 1990;
- a abertura de novos mercados, hoje abrangendo 142 países;
‑ a especialização de alguns produtos tradicionais, mas onde a indústria catarinense tem-se mostrado capaz de inovações e modernizações.
Os Investimentos governamentais, em especial na Infra-estrutura viária, distribuição de energia elétrica e comunicações, a par de promover crescente integração social, política e econômica do Estado, vem fortalecendo a produção industrial dos centros regionais produtivos, proporcionando-lhes apoio para expansão de suas vendas fora do território estadual, base de economia de escala e competitividade nacional e internacional.
Fruto do dinamismo exposto, o crescimento da produtividade é refletido por uma renda per-capita que experimentou períodos de expansão bastante expressivos em quase toda a década de 70.
Todavia, mercê do comportamento errático da economia brasileira, e seus reflexos sobre a catarinense, a partir de 1981 e durante toda a década de 80, a renda per-capta evoluiu ora positiva, ora negativamente, crescendo apenas de 2506 dólares em 1980 para 3015 dólares em 1989 (mais de 5.000 ela deveria ser, se o ritmo da década anterior tivesse se mantido).
SANTA CATARINA: Evolução da Renda Per‑Capita
ANOS
US$ DOLAR
Variação sobre o ano anterior
1971
1.119
10,33
1973
1.339
7,29
1976
1.819
11,47
1980
2.506
12,92
1983
2.485
-5,73
1984
2.532
1,90
1986
2.960
7,36
1989
3.015
2,21
Fonte: SEPLAN/SC, Séries Estatísticas de Santa Catarina 1990
O crescimento da produção e da produtividade tem sido todavia, acompanhados de um processo de concentração da renda que se acentua progressivamente. fazendo com que a diferença relativa entre os rendimentos das diversas camadas da população se acentue.
SANTA CATARINA E BRASIL: Grau de Concentração da Renda Pessoal
1970/1980/1986
ESTADO/PAÍS
COEFICIENTE DE GINI
1970
1980
1986
SANTA CATARINA
0,46
0,49
0,57
BRASIL
0,52
0,57
0,60
FONTE: SEPLAN/SC, Análise Conjuntural nº 5 e PNAD 86 (Cálculos de D. Montibeller)
A evolução do índice de GINI tendendo no sentido da unidade (1) indica a dimensão do processo. O Estado apresenta-se em 1986 com o mesmo grau de concentração da renda vigente no país seis anos antes.
Embora a situação catarinense seja um pouco melhor que a brasileira e sendo resultado, também da política econômica e salarial levada a efeito a nível nacional, o fenômeno deve servir para indicar à iniciativa privada, principalmente, a necessidade de gerar empregos mais existentes de especialização do trabalho, em conseqüência, com maior remuneração.
Os ganhos de produção e de produtividade possibilitaram alguns avanços sociais conforme demonstram alguns índices como aumento da expectativa de vida e queda significativa na taxa de mortalidade infantil, esta última melhorando de 62 por mi1 nascimentos em 1970 para 28,80 em 1985.
SANTA CATARINA: Indicadores Sociais
INDICADORES
1970
1980
1985
Mortalidade Infantil
62,54
39,80
28,80
Esperança de Vida
60,85
66,78
-
Taxa de Alfabetização
74,50
81,41
84,54
Fonte: SPF/SC; Secretaria da Educação; IBGE; Anuário Estatístico Brasil
Todavia, numa visão global, em que se combina os vários indicadores sociais e a medida do grau de concentração da renda, o resu1tado é a obtenção de um índice de Desenvolvimento Social relativamente baixo, muito bom em relação ao Brasil, porém ainda deixando muito a desejar comparativamente outras sociedades, inclusive com renda per-capita mais baixas que a catarinense.
O estancamento desse processo depende de modificações profundas na economia nacional, mas também de alterações na estrutura produtiva de Santa Catarina, no sentido de ramos especializados, exigentes de força-de-trabalho qualificada, portanto mais valorizada.
Há, portanto, uma dívida social importante: a necessidade de orientar os investimentos estaduais e os privados em direção à Infra-estrutura social e econômica e às atividades que propiciem, também, melhor condição de vida à população em geral.
Afastados os obstáculos que estrangulam a economia, a sociedade catarinense pode se programar para uma expansão sustentada pelo mesmo dinamismo que lhe alçou à posição de um grande centro produtor. Nos próximos 26 anos o PIB per capita pode alcançar os mesmos níveis das economias mais desenvolvidas.
O Governo e sociedade juntos detém potencialidade para tanto. Alguns problemas desde já precisam ser equacionados para que a união desses esforços resultem em maior eficiência e eficácia. À exemplo. Pode-se citar:
- Integração do Brasil com os países do Cone Sul deve levar a uma Programação de transporte. Santa Catarina, além de passagem obrigatória Sul‑Norte, realiza a possibilidade do caminho mais curto entre o Atlântico e o Pacífico;
- faltam melhores rodovias, estrutura de transporte, recursos de comunicação, sistema portuário e energia. A BR‑101, a BR‑282 e outras estradas fundamentais para o escoamento da produção estão deterioradas;
- é preciso que se deflagre o aproveitamento integrado do potencial dos vários pólos econômicos e tecnológicos já existentes no Estado e se projete a criação de novos pólos;
- a valorização do consumidor, desde a preservação de seus direitos constitucionais até a satisfação plena de suas necessidades, objeto principal da atividade comercial, assume um papel fundamental;
- Santa Catarina tem percentualmente 2,93% da população nacional e recebeu para habitação e saneamento básico apenas 0,9% do total, o menor repasse de todos os Estados da Federação;
- o índice de distribuição de terras mostra uma tendência de concentração da posse das propriedades e um aumento do número de desmembramentos, criando minifúndios anti-econômicos e anti-sociais;
- uma parcela importante da população não tem acesso aos bens culturais, turísticos e de meio ambiente. Esta falta, em grande parte, é devida à pouca informação prestada ao povo das possibilidades culturais, turística e de meio ambiente;
- a pulverização dos recursos disponíveis no Brasil e em particular em Santa Catarina torna insustentáveis os esforços que se desenvolvem em várias frentes de pesquisa e desenvolvimento;
- entende-se como condição básica ao desenvolvimento social, tecnológico e econômico de SC, a geração, domínio e aplicação de avançados conhecimentos científicos e tecnológicos.
Apesar dessa forte evidência, os indicadores sociais apresentando ganhos ao longo do tempo e, mais ainda, sempre mais expressivos comparativamente aos mesmos dados a nível nacional, obscurecem, no mais das vezes, a problemática social em Santa Catarina. Há, então, papel importante a ser desempenhado pelo Estado em articulações com a iniciativa privada, para recuperar parte da dívida social.
O grande crescimento demográfico que tem se manifestado em Santa Catarina, resultado em parte, de saldo importante de movimento migratório líquido, aliado ao processo de urbanização intenso, sobretudo e, direção às cidades maiores, aponta para a necessidade crescente de aparelhamento Infra-estrutural, social e econômico em áreas onde o investimento é relativamente cada vez mais dispendioso.
Investimentos públicos e privados impulsionam o desenvolvimento e o crescimento econômico e dentro dessa premissa o Governo Estadual passa agora, no cumprimento da Lei, a não só elaborar, como a executar seu plano plurianual de investimentos, obedecendo prioridades e elegendo áreas de maiores repercussões na economia e na sustentação de serviços de caráter social.
Assim, também, atua na expectativa de novos investimentos privados e por isso, pelo seu plano plurianual, oferece-lhes ainda, especificamente, melhorias na Infra-estrutura, ou seja, nas chamadas economias externas, como através de recursos previstos em seus programas de desenvolvimento.
A OPÇÃO PELO SOCIAL
As transformações que se processam na sociedade moderna, precipitadas numa dinâmica surpreendente nos anos 80, são a manifestação concreta de um homem mais consciente de mais responsabilidades e direitos sociais.
Uma profunda reflexão acerca do seu compromisso existencial levou-o a uma melhor definição do seu papel social e assim ao desenho de uma nova ordem, manifesta em todos os campos da atividade humana.
Compromisso e participação definem a gênese do novo ordenamento social. O comprometimento com o atendimento das suas necessidades intrínsecas tornou a sociedade mais participativa na discussão e realização de seu destino.
Com especial zêlo tem inquirido as ações governamentais, nunca descurando que estes sejam socialmente justas na dimensão e democráticas na amplitude.
Contemporânea desse pensamento social, a Constituição brasileira é o espelho desse processo interativo. Por isso mesmo, discorre, em seu artigo 165, sobre lei de iniciativa do Poder Executivo, que estabeleça as diretrizes, objetivos e metas da administração pública.
Apresentados sob a forma de um Plano Plurianual, estes marcos de governo são submetidos à discussão e aprovação da sociedade, através de seus representantes eleitos.
O Plano assim concebido torna-se, na verdade, um contrato entre a sociedade e o governo.
O presente documento é um compromisso firmado com o cidadão catarinense. O conjunto de ações a serem encetadas busca, sobretudo, criar oportunidades e condições para uma vida melhor em Santa Catarina. A base é o social. Afinal, os altos índices de desenvolvimento econômico experimentados pelo país não produziram o desenvolvimento social que seria esperado, este medido pelo grau de acesso da População à condições adequadas de remuneração, saúde, educação, habitação, alimentação, transporte e outros serviços que caracteriza. a qualidade de vida da sociedade.
De fato, tomado um índice de desenvolvimento social, composto pelos indicadores esperança de vida ao nascer, taxa de alfabetização de adulto e grau de distribuição de todos os recebimentos auferidos pela população economicamente ativa, chega-se à conclusões nada animadoras.
ÍNDICES DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL E RENDA PER‑CAPITA/1987
Santa Catarina
IDS
0,62
Renda Per-Capita U$
3.035
Brasil
0,52
2.020
Chile
0,80
1.310
México
0,70
1.830
Coréia do Sul
0,86
2.690
Dados: 1987 – DIEP/SRF (Cálculo do IDS para Santa Catarina
FGV‑ Revista Conjuntura Econômic/Jan.91
Como se vê na tabela, com relação à Renda Per-capta, o Estudo de Santa Catarina sobressai. O outro lado da questão é, todavia, menos animador: o desenvolvimento social catarinense é inferior a qualquer dos países da tabela, exceção feita ao Brasil, os quais tem renda média muito inferior. E, no entanto, a tabela não traz nenhum dos chamados países desenvolvidos.
A opção pelo social ganha vulto e prioridade a partir desta forte evidência. Assim, os critérios de ação e de decisão que disciplinam e orientam os diversos aspectos deste plano enfocam sempre, uma Santa Catarina que quer crescer como sociedade moderna, forte economicamente, mas também eloqüente na sua dimensão social.
SANEAMENTO E REORDENAMENTO FINANCEIRO
É bastante evidente o quadro de deteriorização das finanças públicas. O esforço de indução e realização de investimentos produtivos e de melhoria da sua infra-estrutura, desempenhado pelo setor público, seja a partir da poupança gerada nas próprias contas ou pela mobilização de recursos de terceiros, por meio de empréstimos, inclusive externos, perdeu ímpeto com a crise da dívida externa. O subsequente estrangulamento financeiro do Estado incapacitou-o a continuar desempenhando este importante papel.
A situação atingida, de total comprometimento dos recursos apenas com o pessoal, manutenção e serviço da dívida, ganha contornos dramáticos ao verificarmos o grau atingido pela deteriorização e insuficiência da infra-estrutura de produção e de serviços públicos.
Soma-se, nesse cenário, o decréscimo das receitas tributárias em relação ao PIB, devido, entre outras razões, à benefícios com isenção e redução de tributos, aumento da evasão de impostos e expansão das atividades empresariais informais.
Por fim, a evolução dos dispêndios com juros e o aumento dos encargos governamentais, estes por força da nova constituição de 1988, completam o quadro de exaustão financeira do Estado.
Dada a relativa inelasticidade dos demais ítens da despesa e da receita fiscal, coube aos dispêndios de investimento assumirem o papel de principal variável de ajuste ao longo dos últimos anos, até sua total anulação.
Assim, evidencia-se a necessidade premente de uma profunda reestruturação nas finanças do Estado. Não foi outra a razão que determinou, como medida primeira do governo ora instalado, a aplicação de medidas que visaram elevar a arrecadação estadual e implementar um programa de austeridade e modernização do serviço público. Estabeleceram-se parâmetros máximos para os diversos gastos públicos com vistas a permitir ao Estado o equilíbrio de suas finanças:
Gastos com Pessoal
– 60%
Gastos com Manutenção
– 10%
Amortização e Serviço de dívida
– 14%
Investimentos
– l6%
TOTAL
l00
Busca-se, assim, a uma elevação da arrecadação do ICMS e a manutenção das despesas de pessoal dentro dos Parâmetros legais ditados por lei. A renegociação da dívida pública dentro das disponibilidades orçamentárias, completa o elenco das medidas de saneamento financeiro.
Readquirida a capacidade de investimentos, os recursos públicos serão aplicados preferencialmente na infra-estrutura econômica e social, acionando novamente o processo de desenvolvimento do Estado, anseio maior de toda a sua população.
Ao Estado, assim saneado, e com recursos para contrapartida, voltaram os organismos financeiros internacional (BID, BIRD) e o próprio Governo Federal com projetos que permitam, nos próximos anos, resgatar as necessidades básicas da sociedade.
A REFORMA E MODERNIZAÇÃO DO ESTADO
A crise do Estado decorre tanto da excessiva abrangência da sua atuação, quanto, principalmente, da má utilização dos mecanismos de intervenção pública e da forma como se delineou, dentro do processo político. a articulação entre Estado e Sociedade
É inquestionável a importância das intervenções estatais na implementação da infra-estrutura básica e na consolidação do processo de expansão produtiva, tanto na área agrícola quanto industrial e, agora, também na de serviços, especialmente informática e turismo. O setor público assumiu o papel de promotor e indutor do processo de desenvolvimento econômico.
O processo atual, no entanto, é de grave deterioração financeira e organizacional, projetando uma imagem do poder público de ineficiência, ineficácia e corporativismo.
Várias distorções administrativas foram-se acumulando, como a proliferação de entidades governamentais, da administração indireta, como forma de fugir as restrições do setor público, tudo contribuindo para a deterioração do serviço prestado à sociedade.
Impõe-se, pois, a necessidade de se redefinir o papel do Estado e de preparar a administração pública para a viabilização do processo de retomada do desenvolvimento. Os principais fundamentos dessa reforma são o aumento da eficiência do serviço público e a adequação das estruturas organizacionais às novas funções programadas para o Estado. A valorização da carreira profissional do servidor público coloca-se igualmente como prioritária.
Habilitar o setor público ao cumprimento de suas funções essenciais implica, em suma, superar as deficiências que hoje se verificam em duas grandes frentes as capacidades públicas de administração e de financiamento. A viabilização da reforma do Estado e a reconstrução de bases para o processo de desenvolvimento econômico e social são exigências de toda a Sociedade.
A construção de um Estado moderno e eficiente, capaz de enfrentar os desafios do desenvolvimento econômico e social, segundo as regras do modelo democrático, é um dos objetivos fundamentais do Governo.
DIAGNÓSTICOS, DIRETRIZES, OBJETIVOS E METAS FÍSICO-FINANCEIRAS
PODER LEGISLATIVO
l. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DIAGNÓSTICO
A complexidade e abrangência das atribuições do Poder Legislativo foram substancialmente ampliadas pela nova Constituição. Sua ação legislativa, fiscalizadora e de controle, justifica o esforço para obtenção de um relacionamento mais equilibrado com áreas técnicas de outros poderes, principalmente do Executivo.
Na atividade parlamentar estão compreendidos procedimentos investigatórios e de natureza diligencial, com ocorrência freqüente, envolvendo viagens, audiências e contratações de técnicos para prestação de serviços especiais.
Dentro deste quadro elege-se como prioridade o projeto de reestruturação e dinamização dos serviços da Assembléia Legislativa, adequando seu quadro de pessoal às atribuições decorrentes do novo diploma, inclusive no tocante ao espaço físico.
Desta forma, também as despesas com investimentos tornam-se relevantes para o período 1992/1995 pois, além das novas prerrogativas constitucionais, o Palácio Barriga Verde, que serve de sede do Poder Legislativo, está a requerer reformas urgentes de recuperação dos bens móveis e imóveis.
DIRETRIZES E OBJETIVOS
- Dar prosseguimento as ações com vistas ao cumprimento das novas atribuições constitucionais, promovendo as adequações de seu quadro pessoal (Reforma administrativa).
- Reforçar, ampliar e adaptar as instalações físicas do prédio e anexo do Palácio Barriga Verde.
- Instituir sistema de informática nos gabinetes dos Parlamentares.
- Modernizar e ampliar a atual central telefônica, objetivando atender às necessidades de expansão dos serviços legislativos e administrativos.
- Reaparelhar e modernizar os sistemas de som e outros.
- Dotar as Comissões permanentes e temporárias da Assembléia, bem como a Comissão prevista no art. 23 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de condições financeiras, técnicas e administrativas que assegurem seu regular funcionamento, para o cumprimento de sua destinação constitucional e legal.
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO
LEGISLATIVA
PROCESSO LEGISLATIVO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/1995
1992/1995
1992/1995
UNID. MEDIDA
QTIDADE
CUSTO
AMPLIAÇÃO E ADAPTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES FÍSICAS
NÚMERO
M2
1
2268
186.000
INFORM. MODER. E REAPAREL DAS INSTALAÇÕES FÍSICAS
414.000
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
Recursos 1992/95
Processo Legislativo
Recursos do Tesouro-Ordinários
600.000
ORGÃO/UNIDADE
FONTE
Recursos 1992/95
Assembléia Legislativa do Estado
Recursos do Tesouro-Ordinários
600.000
2 . TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
DIAGNÓSTICO
Dentre as ações a serem desenvolvidas por este Tribunal, conforme preceito constitucional, destacam-se as seguintes:
- Apreciação das contas anuais do governador;
- Julgamento das contas dos administradores e de responsáveis por dinheiro, bens e valores da administração direta e indireta, incluídas as sociedades instituídas e mantidas pelo poder público estadual;
- Fiscalização da aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Estado à Município mediante convênios, acordos, ajustes ou qualquer outro instrumentos congêneres.
São necessidades deste órgão:
Recursos humanos, espaço físico, informatização e transporte para serviços de inspeção e auditoria, reciclagem e treinamento para o corpo instrutivo.
DIRETRIZES
- Estar presente mais constantemente junto aos órgãos fiscalizados, a fim de atender a exigência maior da sociedade na fiscalização e controle de recursos e bens públicos.
- Emitir parecer prévio sobre as contas dos prefeitos municipais.
- Apreciar para fins de registro a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título na administração direta e indireta.
OBJETIVOS
- Expandir a área de informática, interligando o sistema de processamento de dados junto à administração estadual.
- Renovar a frota de veículos destinados aos deslocamentos para o interior do Estado, quando da realização de inspeções e auditorias.
- Oferecer cursos de curta duração objetivando a reciclagem e o treinamento dos recursos humanos.
- Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pelo Estado à municípios bem como à administração direta e indireta estadual.
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
LEGISLATIVA
ADMINISTRAÇÃO
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Cursos de Pequena Duração
Cursos de Especialização
Evento
Evento
88
12
LEGISLATIVA
FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA EXTERNA CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
UNID. MEDIDA
QUANTIDADE
CUSTO
Ampliação de Prédio Público com Finalidades Administrativas
Ampliação do Prédio do Tribunal de Contas
NÚMERO
M2
1
6600
1.035.000
1.035.000
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Fiscalização Contábil, Financeira
Orçamentária, Operacional e Patrimonial
Órgãos da Administração Direta
NÚMERO
16
Autarquias Estaduais
Fundações Estaduais
Fundos Estaduais
Empresas Públicas Estaduais
Prefeituras
Autarquias Municipais
Fundações Municipais
Fundos Municipais
Empresas Públicas Municipais
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
NÚMERO
6
4
16
23
226
27
26
16
12
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
Recursos 1992/95
Fiscalização Financeira e Orçamentária Externa
Administração
Assistência
Previdência
Recursos do Tesouro – Ordinários
Recursos do Tesouro – Ordinários
Recursos do Tesouro – Ordinários
Recursos do Tesouro - Ordinários
7.836.972
40.000
28.184
3.892.000
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
Recursos 1992/95
Tribunal de Contas do Estado
Recursos do Tesouro-Ordinários
11.797.156
PODER JUDICIÁRIO
1 TRIBUNAL DE JUSTIÇA
DIAGNÓSTICO
O Judiciário Catarinense defronta-se com dificuldades financeiras para investimentos. Há necessidade de construção de fóruns, de informatização de todos os órgãos que compõem sua estrutura, de aquisição de veículos utilitários para agilização no cumprimento de mandatos e de fixação dos Juizes nas respectivas comarcas, pelo oferecimento a eles, por locação, de moradias funcionais econômicas.
A par dessas necessidades, outras se acrescem com a vigência da Constituição Federal e, na sua esteira e implantação dos Juizados Especiais e das Turmas de Recursos, dos Juizados de Paz Eletivos, dos Juizados Especiais da Criança e do Adolescente, de Varas Distritais, de Comarcas em Municípios de população igual ou superior a 15.000 habitantes, bem como dos Juizados Informais de Pequenas Causas, todos a determinar a expansão do espaço físico e aparelhamento material.
A fim de que os recursos humanos acompanhem a filosofia de agilização, racionalização, economicidade e eficiência, através da modernização dos serviços forenses, torna-se necessário as sua capacitação..
- Realizando um minucioso diagnóstico da caótica situação em que se encontra o Judiciário Catarinense, em especial no primeiro grau de jurisdição, partiu-se para a eleição de prioridades e estabelecimentos de metas. Assim, foi dada ênfase à edificação das instalações físicas de vários fóruns, à recuperação das existentes e o início da implantação da informática, com a automação dos serviços operacionais e de apoio ao setenciamento.
DIRETRIZES
- Alcançar, no período abrangido pelo presente Plano, a plenitude da eficiência dos serviços judiciários, de forma a cumprir com sua destinação constitucional em favor do usuário, de forma ágil, segura, econômica e universal
- Implantar e gerenciar eficazmente os novos órgãos com finalidade de levar a justiça perto do cidadão comum, proporcionando-lhe maior comodidade
OBJETIVOS
- Dotar os órgãos da justiça, prioritariamente nas comarcas, de instalações próprias.
- Evitar o pagamento de aluguéis.
- Devolver às Prefeituras o espaço físico ocupado pelo Poder Judiciário.
- Melhorar as condições de atendimento ao usuário da Justiça.
- Informatizar o órgão priorizando o primeiro grau de jurisdição com ênfase para as comarcas de maior movimento e imediata expansão para o segundo grau.
- Adquirir veículos utilitários a serem empregados no programa de agilização dos serviços de cumprimento de mandados, obedecendo o mesmo critério de importância e movimento da comarca.
- Capacitar recursos humanos, especialmente voltados para a implantação da informática, visando à elevação da qualidade dos serviços e à redução do contingente humano.
- Concretizar o desempenho das seguintes funções derivadas diretamente da Constituição: Justiça de Paz, Juizados Especiais e designação de Juizes de direito com competência exclusiva para questões agrárias.
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
JUDICIÁRIA
PROCESSO JUDICIÁRIO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unid. Medida
Quantidade
Custo
Construção de Prédio Público de Apoio Administrativo
Conclusão do Almoxarifado
NÚMERO
M2
1
2500
336.000
24.000
Construção do Depósito Judicial
NÚMERO
M2
1
2500
70.000
Construção do Centro de Treinamento Rec. Humanos
NÚMERO
M2
1
800
72.000
Construção do Arquivo Judicial
NÚMERO
M2
1
2500
120.000
Edificação da Recepção ao Tribunal
NÚMERO
M2
1
70
50.000
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
Recursos 1992/95
Processo Judiciário
Recursos do Tesouro-Ordinários
336.000
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
Recursos 1992/95
ÓRGÃO/UNIDADE
Recursos do Tesouro-Ordinários
336.000
FUNDO DE REAPARELHAMENTO DO PODER JUDICIÁRIO
JUDICIÁRIA
PROCESSO JUDICIÁRIO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unid. Medida
Quantidade
Custo
Construção de Fórum
2.377.500
Conclusão Fórum de Piçarras
NÚMERO
M2
1
810
20.000
Construção do Fórum de Fraiburgo
NÚMERO
M2
1
810
72.900
Construção do Fórum de Joinville
NÚMERO
M2
1
5500
300.000
Construção do Fórum de Blumenau
NÚMERO
M2
1
5500
300.000
Construção do Fórum de Indaial
NÚMERO
M2
1
1100
99.000
Construção do Fórum de Lages
NÚMERO
M2
1
5500
350.000
Construção do Fórum de Tubarão
NÚMERO
M2
1
3000
224.000
Construção do Fórum de São José
NÚMERO
M2
1
4500
384.000
Conclusão do Fórum de Tijucas
NÚMERO
M2
1
1100
10.580
Construção do Fórum Regional do Estreito
NÚMERO
M2
1
3000
270.000
Construção do Fórum de Pomerode
NÚMERO
M2
1
1100
99.000
Construção do Fórum de Içara
NÚMERO
M2
1
650
58.500
Construção do Fórum de Quilombo
NÚMERO
M2
1
650
58.500
Construção do Fórum de Urubici
NÚMERO
M2
1
810
72.900
Construção do Fórum de São Joaquim
NÚMERO
M2
1
1100
99.000
Conclusão do Fórum de Biguaçu
NÚMERO
M2
1
810
10.000
Conclusão do Fórum de Maravilha
NÚMERO
M2
1
1000
15.000
Conclusão do Fórum de Gaspar
NÚMERO
M2
1
810
8.000
Construção do Fórum de Tangará
NÚMERO
M2
1
810
70.000
Ampliação de Fórum
65.000
Ampliação do Fórum de Criciúma
NÚMERO
M2
1
300
27.000
Ampliação do Fórum de Chapecó
NÚMERO
M2
1
700
38.000
FUNDO DE REAPARELHAMENTO DO PODER JUDICIÁRIO
JUDICIÁRIA
PROCESSO JUDICIÁRIO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unid. Medida
Quantidade
Custo
Construção de Prédio Público de Apoio Administrativo
172.400
Construção do Almoxarifado
NÚMERO
M2
1
2500
24.000
Construção do Depósito Judiciário
NÚMERO
M2
1
2500
60.000
Construção Centro Treinamento Rec. Humanos
NÚMERO
M2
1
800
28.400
Construção do Arquivo Judicial
NÚMERO
M2
1
2000
60.000
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Implantação e Desenvolvimento de Serviços de Informática
Comarca
81
FUNDO DE REAPARELHAMENTO DO PODER JUDICIÁRIO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Processo Judiciário
Tranf. Rec. do Tes. - Ordinários
2.899,500
MINISTÉRIO PÚBLICO
DIAGNÓSTICO
O Ministério Público, por definição constitucional, é uma instituição permanente, essencial à distribuição da Justiça e à defesa dos interesses da sociedade. É ele quem promove, com exclusividade, a responsabilização penal dos autores de delito; quem defende, nos processos judiciais civis, o interesse público e, também, o dos menores, incapazes e carentes; também é ele quem exerce o controle externo da atividade policial e promove a ação civil pública para a defesa do consumidor, do meio ambiente, do patrimônio público e social e de quaisquer outros interesses coletivos e difusos. Também é atribuição sua fiscalizar, sob a ótica dos direitos sociais, os serviços de relevância pública.
Para atender a toda essa gama de atribuições, conta com um órgão central – a Procuradoria-Geral de Justiça – onde funciona a administração superior da instituição, e com 163 Promotorias de Justiça, instaladas em 81 comarcas. O órgão central, onde atuam 29 Procuradores de Justiça e 8 Assessores, dispõe de uma base física de 1.300 m2 e conta com o apoio de 52 servidores administrativos. Para atendimento às 163 Promotorias de Justiça, instaladas em situações precárias junto aos Foruns de Justiça, conta com apenas 11 servidores administrativos.
Face as novas atribuições constitucionais estabelecidas para o Ministério Público, ampliando assim o seu campo específico de atuação, tornou-se ainda mais evidente a insuficiência de pessoal de apoio, a deficiência das instalações físicas tanto do órgão central como das promotorias, a falta de especialização e deficiência numérica de promotores, carência de instrumentalização material, como por exemplo da necessidade imediata de informatização dos servidores da Procuradoria Geral de Justiça e das Promotorias.
DIRETRIZES
- Reduzir os índices de criminalidade e elevar o nível de segurança da população.
- Restaurar a moralidade do serviço público e a regularização da conduta dos contribuintes.
- Preservar o Erário e o incremento da Receita Pública.
- Sustentar os padrões de cidadania e a defesa sistemática dos direitos sociais e coletivos.
- Incrementar a produtividade funcional.
- Desenvolver ações integrantes com organismos afins, especialmente com os órgãos da polícia administrativa que militam no âmbito de sua atuação.
- Aperfeiçoar e especializar seus profissionais.
- Preservar a moralidade administrativa no plano estadual e municipal e regularidade dos serviços de relevância pública.
- Intensificar o combate à criminalidade, em especial à criminalidade etilizada.
- Defender o patrimônio público, o meio ambiente, o consumidor e o patrimônio histórico e paisagístico.
- Promover a tutela da infância e da adolescência nos casos de abandono, delinquência e maus tratos.
OBJETIVOS
- Alocar e adaptar a nova sede física da Procuradoria-Geral de Justiça.
- Ampliar e qualificar o quadro de pessoal permanente do Ministério Público.
- Informatizar os serviços do Ministério Público, compreendendo a Procuradoria-Geral de justiça e as Promotorias da Capital e do Interior.
– Reaparelhar materialmente a Procuradoria-Geral de Justiça e das Promotorias de Justiça.
- Ampliar e adaptar o espaço físico em Promotorias do interior do Estado.
- Implantar e manter a Escola de Aperfeiçoamento do Ministério.
- Implantar e manter as Coordenadorias Especializadas (Meio Ambiente; Consumidor; Moralidade Administrativa e Serviços Públicos; Infância e Adolescência; Criminalidade Fiscal e Econômica; Controle Externo da Atividade Policial)
- Treinar e especializar os Membros do Ministério Público.
- Ampliar o número de cargos de Promotores de Justiça, especialmente para sustentação das atividades ligadas à defesa dos interesses público, social e coletivo.
MINISTÉRIO PÚBLICO
JUDICIÁRIA
PROCESSO JUDICIÁRIO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unid. Medida
Quantidade
Custo
Reforma de Prédio Público com Finalidades Administrativas
1.197.600
Adaptação e Reequipamento da Procuradoria Geral Justiça
NÚMERO
1
598.840
Informatização dos Serviços do Ministério Público
NÚMERO
1
598.840
MINISTÉRIO PÚBLICO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Processo Judiciário
Recursos do Tesouro-Ordinários
1.197.680
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Ministério Público
Recursos do Tesouro-Ordinários
1.197.680
PODER EXECUTIVO
1. GABINETE DO GOVERNADOR DO ESTADO
1.1 - SECRETARIA DE ESTADO DA CASA CIVIL
DIAGNÓSTICO
Os problemas já existentes nesta Secretaria encontravam-se em todos os níveis. A situação era precária em vários setores com deficiência na execução das tarefas, devido principalmente a uma estrutura “inchada”.
Existiam três Secretarias, além da casa militar, com estruturas próprias, onerando sobremaneira o custeio e nem sempre tendo esse custeio transformado em eficiência. Com a implantação do PMG, foram eliminadas duas Secretarias (Brasília e Comunicação Social) e Transformada a Casa Militar em Gabinete.
A Casa Civil foi dotada de uma nova estrutura permitindo a eliminação de problemas existentes, assim como melhoria no desempenho de atividade a ela atribuídas.
Seguindo a orientação do PMG, foi realizada também uma redução de níveis funcionais com correspondente diminuição do número de cargos e pessoal.
Num primeiro momento, esta reestruturação, devido ao remanejamento de pessoal ocorrido entre os setores, aliado a necessidade da integração dos comissionados, provocou uma diminuição nos desempenhos das atividades, natural nestes casos, até que se estabelecerá a readaptação à nova situação.
DIRETRIZES
- Manter a harmonia interna e externa dos agentes políticos, auxiliando o Governador na manutenção da unidade de equipe.
- Coordenar o relacionamento do Governo com os demais poderes.
- Proporcionar a integridade da Coligação Partidária e a interação das ações de Governo com a representação parlamentar em todos os níveis.
- Promover uma efetiva integração da sociedade nos planos de ação do Governo.
- Estimular a sinergia de ação do Governo, através de uma atuação permanente junto ao Colegiado.
OBJETIVOS
- Proporcionar condições ao Governado do Estado de exercer a direção superior da administração estadual, bem como o funcionamento das unidades encarregadas da representação Civil e militar.
- Priorizar, nas audiências com o Governador, as de natureza política.
- Estabelecer uma política de comunicação com a imprensa e demais órgãos de divulgação.
- Assumir a coordenação da ação política do Governo junto à Assembléia Legislativa, objetivando conquistar e manter o apoio da maioria parlamentar
- Estabelecer uma linha de ação com as demais Secretarias de Estado, visando a unidade administrativa.
- Manter um sistema de acompanhamento governamental e parlamentar visando o gerenciamento das ações do Governo.
- Identificar fontes de recursos no Governo Central e órgãos creditícios, mantendo um sistema de acompanhamento dos processos de interesse do Executivo Estadual, especialmente na Capital da República
- Dar atendimento suplementar aos interesses de municípios e entidades catarinenses.
- Conscientizar a juventude quanto a importância da participação efetiva nos destinos político, econômico e social da sua comunidade, do Estado e do País.
- Coordenar a elaboração de atos, decretos, projetos de lei e mensagens legislativas.
- Dotar a Secretaria da Casa Civil de infra-estrutura necessária que proporcione condições adequadas a otimização dos serviços prestados.
- Incorporar, de forma contínua e dinâmica, os avanços tecnológicos, notadamente na área de informática, tornando os serviços mais ágeis e eficientes.
- Contemplar a Casa Civil com quadro funcional próprio permanente.
- Treinar adequadamente e qualificar os recursos humanos para melhor desempenho de suas atividades.
- Treinar adequadamente e qualificar os recursos humanos para melhor desempenho de suas atividades.
- Racionalizar os custos operacionais correspondentes as atividades desempenhadas pela Casa Civil.
- Subsidiar instituições públicas e privadas de caráter social para que possam atender a demanda e desenvolver suas atividades.
1.2. - GABINETE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
DIAGNÓSTICO
A área de Comunicação Social caracteriza-se pela necessidade e o dever constitucional do Estado de dar publicidade aos seus atos.
Sendo assim, o Governo do Estado tem o dever de prestar contas das suas ações à sociedade catarinense, que manifestou democraticamente os seus anseios, desejos e esperanças, através de um amplo e abrangente processo participativo.
A confiança que, através das urnas, o povo catarinense depositou no Governo, obriga-o realizar um trabalho sério, competente e transparente na área de comunicação social, que dinamize os serviços na área de imprensa e racionalize a publicidade governamental aos atos que devam ser do conhecimento de todos, por questões de direito e de uso social.
DIRETRIZES E OBJETIVOS
- Planejar e elaborar estudos, programas e projetos de comunicação social, com efetiva participação dos órgãos e entidades estaduais.
- Promover pesquisas de opinião pública, objetivando colher informações para direcionar ou redirecionar as ações de governo.
- Prestar contas das ações governamentais, periodicamente, através dos meios de comunicação de massa, para que a sociedade catarinense possa obter elementos objetivando acompanhar, bem como participar da administração estadual, através de críticas e sugestões.
- Promover as campanhas publicitárias de caráter informativo, educativo ou de orientação social que se fizerem necessárias.
- Estabelecer, como órgão central do Sistema Estadual de Comunicação Social, normas operacionais visando a assegurar uniformidade de procedimentos, bem como evitar a duplicidade de ações e a dispersão de recursos humanos, técnicos e financeiros.
- Coordenar, orientar e supervisionar a realização de encontros periódicos do Governador com a imprensa.
- Desenvolver atividade na área da imprensa, visando a difusão de notícias de interesse da comunidade catarinense e do Governo do Estado.
- Providenciar ações na sua área de competência tendo por objetivo projetar, a nível nacional e internacional, as características e potencialidades do Estado de Santa Catarina, para tanto produzindo matéria de interesse na imprensa, promovendo encontros, reuniões e seminários e estimulando o interesse no conhecimento do Estado.
1.3 – PROCURADORIA GERAL DO ESTADO
DIAGNÓSTICO
Órgão criado em 1982, definido constitucionalmente como instituição permanente, tem por finalidade o assessoramento, defesa, representação e consultoria jurídica ao Estado.
As diversas disposições legais, art. 37 “CAPUT” da CF e art. 103 da CE, ampliaram enormemente as atribuições do órgão em todo o Estado, inclusive, vinculando à Procuradoria do Estado os serviços jurídicos das autarquias e fundações. Sua estrutura de pessoal e equivalente está, porém, longe de atender e satisfazer as exigências para o adequado cumprimento dessas atribuições.
Até a presente data não possui a Procuradoria Geral do Estado quadro de pessoal próprio, e seu quadro de procuradoria é incipiente. Essa insuficiência acentua-se, ainda mais, pelo fato do Procurador Geral do Estado ser o chefe de toda a advocacia do Estado, inclusive da Procuradoria Fiscal, face aos termos do art. 103, parágrafo 1º da CE.
DIRETRIZES E OBJETIVOS
- Prestar assessoria ao Governador do Estado em assuntos de natureza jurídica.
- Defender o Estado e propor ações em juízo, inclusive a execução da dívida ativa.
- Prestar consultoria jurídica ao poder executivo.
- Representar o Estado no Conselho Estadual de Contribuinte.
- Instituir um quadro de pessoal de apoio e de um número de Procuradores do Estado em condições de cumprir as tarefas que lhe são inerentes.
- Instrumentalizar o órgão com equipamentos, inclusive de informatização, para ter acesso aos principais bancos de jurisprudência e de legislação do País, bem como serem adequadamente informatizados seus serviços e atividades.
- Criar um centro de estudos e pesquisas jurídicas, visando acompanhar a evolução do direito público e subsidiar os Procuradores do Estado com informações e reciclagem no campo jurídico.
1.4 – CENTRO DE INFORMÁTICA E AUTOMAÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S/A – CIASC
DIAGNÓSTICO
No momento em que o Governo passou por uma transformação estrutural, objetivando simplificar e dar agilidade de atendimento aos Serviços Públicos, é imprescindível a modernização de forma eficaz na área pública, com ferramentas modernas e adequadas às necessidades setoriais.
Com a missão de ser o Gestor da Política Estadual de informática, o CIASC encontra-se atualmente com o Parque Central de Equipamentos e softwares totalmente defasado, o que vem gerando problemas de “performance” a nível técnico operacional.
Além disso, sistemas em desenvolvimento para atendimento da Administração Pública Estadual encontram-se com cronogramas atrasados e processo de implantação lento.
O CIASC vem adequando-se, visando buscar soluções com padrões relevantes de qualidade e preços competitivos, no âmbito público e privado.
A reedequação do Parque de Equipamentos e Softwares permitirá a expansão da capacidade de processamento na ordem de 130%, possibilitando a interiorização dos serviços, dentro de padrões adequados a nível operacional.
DIRETRIZES
- Promover a administração Pública com suporte informacional nos níveis estratégicos e gerencial.
- Promover a difusão da cultura da informática entre o funcionalismo público.
- Contribuir para o aprimoramento da organização da sociedade catarinense, promovendo o desenvolvimento da informática social.
- Modernizar a administração pública através do uso de inovações tecnológicas da informática com a valorização da inteligência catarinense.
- Estimular a integração entre o governo e a sociedade na área de informática.
OBJETIVOS
- Prestar Serviços de Processamento de Dados, dar tratamento automatizado às informações, desenvolver sistemas, organização e métodos, microfilmagem, telemática, consultoria e treinamento em informática, bem como a organização, reorganização, implantação e operacionalização, contratação de serviços, aquisição, alienação e locação de equipamentos de processamento de dados, microfilmagem e “SOFTWARES”.
- Expandir e adequar o Parque Produtivo e a Rede de Teleprocessamento.
PROGRAMA PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
CENTRO DE INFORMÁTICA E AUTOMAÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S/A
ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO
ADMINISTRAÇÃO
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Capacitação de Recursos Humanos da Administração Pública
Evento
Participante
Hora/Aula
740
1.300
12.600
Organização do Sistema Estadual de Informática e Automação
Expedição de Atos Administrativos
Decreto
Resolução
Ofício
Parecer
4
8
8
24
Elaboração de Manuais
Manual
8
Sistemas de Informática
Desenvolvimento de Sistemas
Sistema
115
Implantação de Sistemas
Sistema
76
Operação de Sistemas
Sistema
645
Manutenção de Sistemas
Sistema
335
Alocação de Equipamentos para Atendimento às Instituições
Equipamento
Instituição
12.084
36
Alocação de Pessoal para Atendimento as Instituições
Pessoa
Instituição
131
12
Sistemas de Microinformática
Desenvolvimento de Sistemas
Sistema
75
Manutenção de Sistemas
Sistema
115
Prestação de Consultoria
Hora/Técnica
10.300
Assessoramento Técnico as Unidades de Informática
Instituição
Hora/Técnica
30
13.800
Promoção de Eventos Ligados a Área de Informática
Evento
Participante
42
4.200
Prestação de Serviços de Microfilmagem
Documento (Mil)
Instituição
52.000
38
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
CENTRO DE INFORMÁTICA E AUTOMAÇÃO DO ESTADO DE SANTA CATARINA S/A CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Administração
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
46.756,925
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S/A
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
46.756,925
2. GABINETE DO VICE-GOVERNADOR
O Gabinete do Vice-Governador tem como objetivo fundamental promover a representação Governamental em assuntos pertinentes ao âmbito de sua competência, bem como desempenhar missões especiais cujo alcance e abrangência correspondem ao cumprimento dos compromissos de Governo.
3. PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA JUNTO AO TRIBUNAL DE CONTAS
DIAGNÓSTICO
O Ministério Público junto ao Tribunal de contas, ao qual se aplicam os princípios institucionais da unidade, indivisibilidade e independência funcional, por definição dos artigos 130 da Constituição Federal, 102 da Constituição Estadual e 16 a 20 da Lei Complementa nº 31/90, é exercido pela Procuradoria Geral junto ao Tribunal de Contas.
Para atender todas as atribuições, conta com um corpo de 7 (sete) Consultores. Dispões de uma base física de 190m2 e conta com o apoio de 20 (vinte) servidores administrativos.
Nessa conformidade, os principais problemas e necessidades são os seguintes;
- Insuficiência de pessoal de apoio,
- Deficiência de instalações físicas;
- Falta de programas de treinamento para a Consultoria Técnica e demais servidores administrativos;
- Carência de instrumentalização material. A Procuradoria precisa contar com sistema de computação que permita agilizar a demanda de novos processos.
DITRETRIZES
- Incrementar a produtividade funcional.
- Exaurir plena e eficazmente suas competências legais.
- Aperfeiçoar e especializar seus profissionais.
OBJETIVOS
- Alocar e adaptar a sede do órgão
- Ampliar e qualificar o quadro de pessoal permanente.
- Informatizar e reaparelhar os serviços do órgão.
- Treinar e especializar os membros do Ministério Público Especial, bem como os Consultores Técnicos.
4. SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
DIAGNÓSTICO
Ocupando pouco mais de 1% do território nacional, Santa Catarina participa com cerca de 5% do Produto Interno Bruto agrícola brasileiro, evidenciando, assim, um uso econômico do território mais eficiente do que a média do País. A participação interna do setor rural no Produto Interno Bruto do Estado anda ao redor de 17%. Considerando-se neste contexto as agroindústrias e os serviços ligados à agricultura, estima-se que essa participação ultrapasse a 25%, o que retrata a importância da atividade rural na economia catarinense.
Em termos sociais, a expressão do setor rural não é menos significativa. Dos 4,5 milhões de habitantes do Estado, cerca de 1,7 milhão (38%) trabalham e vivem no meio rural.
Em 1980, o Estado possuia cerca de 216 mil estabelecimentos agrícolas, 89% dos quais com menos de 50 ha. Em 1985 este número passou para 235 mil. O estrato com menos de 10 ha foi o maior responsável por este aumento de 19 mil novos estabelecimentos, fato que merece atenção já que a fragmentação da pequena propriedade certamente trará problemas de subsistência para as famílias que ocupam estas miniunidades
A produção catarinense está, dessa forma, assentada em uma estrutura fundiária caracterizada pela pequena propriedade, situando-se ao redor de 14 ha a área média dos estabelecimentos com menos de 50 ha. Assim, apesar da pequena área territorial, da topografia eminentemente acidentada e da predominância da pequena propriedade, Santa Catarina destaca-se nacionalmente no que se refere à produção agropecuária, em particular nas atividades que demandam pouca área (alta densidade econômica), cabendo ressaltar a produção de aves, suínos, mel alho e maçã, nas quais o Estado ocupa as primeiras posições.
À exceção do feijão, que ocupa a Segunda posição na produção nacional, nos demais produtos alimentares básicos (milho, arroz, batata, mandioca e trigo), a participação de Santa Catarina é mais modesta, sendo estes produtos, contudo, essenciais para o abastecimento interno. Por ser auto-suficiente na maioria dos produtos alimentares básicos, a preocupação do Estado com o abastecimento interno volta-se para os aspectos: qualidade e redução de custos, visando atender às principais reivindicações do consumidor catarinense.
Os principais produtos agropecuários produzidos pelo Estado, em termos de participação no Valor Bruto da Produção, são, pela ordem: carne de frango (17%), milho (14%), carne suína (11,3%), carne bovina (7,9%), leite (6,6%), soja (6,3%), fumo (5,9%) e feijão (5,5%), além da produção florestal e do pescado que também merecem destaque pela importância econômica e social que representam.
No que se refere à produtividade média, Santa Catarina destaca-se no País, tendo, na última década, aumentando significativamente a produção de área de algumas lavouras (arroz, alho, maçã e cebola). Nas demais, no entanto, a produtividade apresenta-se estagnada, ocorrendo, mesmo, uma queda em alguns casos, devido principalmente ao desgaste, à erosão e à correção inadequada de nossos solos que, como se sabe, são pronunciadamente ácidos. Merecem destaque, também, as perdas que ocorrem na colheita e na armazenagem a nível de propriedade que, no caso de milho, por exemplo, chegam a 20% da produção.
Uma análise ambiental das tendências para os anos noventa destacou os seguintes aspectos:
- A produção “per capta” de muitos alimentos está diminuindo;
- A produtividade de vários produtos está em queda;
- O Setor Público Agrícola está dissociado dos agentes mais distantes;
- Os agricultores apresentam um baixo nível gerencial;
- Há um reduzido nível de adoção de tecnologia;
- A produção, historicamente, é de natureza conjuntural;
- A execução orçamentária é dissociada da programação;
- Inexiste uma política de Desenvolvimento de Recursos Humanos;
- Há descontinuidade administrativa.
A primeira preocupação com a agricultura catarinense é, portanto, com o aumento da produção por unidade de área, o que significa basicamente investir em tecnologia, em pesquisa e em assistência técnica. A correção e a recuperação do solo, a produção e o uso de sementes, mudas e matrizes selecionadas, a adoção da irrigação, a armazenagem adequada da produção e o gerenciamento racional da propriedade, entre outras, são práticas imprescindíveis para melhorar a renda, viabilizando a pequena propriedade. Ao programa TROCA-TROCA caberá um importante papel neste sentido, dando suporte e segurança para que o produtor use o crédito rural para investir na propriedade, vale dizer, no seu futuro.
E síntese, a agricultura deverá desenvolver ações que tenham por objetivo a elevação do nível tecnológico e gerencial da propriedade, o bem-estar da família rural e a preservação do meio ambiente. Tem-se consciência que para a concretização de muitas destas ações o associativismo (cooperativas, grupos de produtores e de pesquisadores, sindicatos, etc.) tem um importante papel a desenvolver, razão pela qual o governo apoiará e promoverá todas as medidas que visem o seu fortalecimento e expansão.
DIRETRIZES
- Antever oportunidades, identificar alternativas e prover os agentes de instrumentos e serviços que induzam à modernização da agricultura.
- Promover o desenvolvimento tecnológico, ampliando o intercâmbio científico e os investimentos em tecnologias apropriadas, otimizando a gestão dos recursos naturais e as oportunidades de mercado.
- Conscientizar a população para a preservação ambiental e promover a recuperação, conservação e o manejo dos recursos naturais, visando ao aumento sustentado da produtividade agrícola.
- Buscar permanentemente a adequação dos instrumentos econômico-financeiros para estimular atividades competitivas e de alto valor agregado, de modo a tornar a agricultura menos vulnerável às crises.
- Promover ações para modernizar a agricultura familiar, conferindo-lhe competitividade e maior capacidade de articulação com o complexo agro-industrial.
- Implementar o planejamento estratégico no setor público agrícola, permitindo uma melhor visão do futuro, flexibilidade de ações e rapidez de decisões, buscando sempre efetividade dos serviços e dos instrumentos.
- Estar permanentemente voltado para a identificação e implementação de ações que racionalizem a administração pública, comprometendo-a com os resultados.
- Implementar política permanente de valorização dos recursos humanos, privilegiando a criatividade como forma de assegurar a efetividade dos serviços.
OBJETIVOS
- Ampliar a abrangência dos serviços e instrumentos para 75% do público-meta.
- Modernizar 50% das explorações agrícolas, elevando sua margem bruta em 5% ao ano.
- Identificar novas oportunidades de mercado para produtos agrícolas e agro-industriais, gerando receitas adicionais de 100 milhões de dólares por ano.
- Identificar alternativas tecnológicas apropriadas, que sejam adotadas por, no mínimo, 20% dos produtores.
- Preparar 100% dos recursos humanos para a modernização dos serviços públicos.
- Reequipar laboratórios e estações meteorológicas.
- Oferecer condições para que o agricultor catarinense possa participar e competir no Mercosul.
- Identificar alternativas de incentivo à atividade agrícola para firmar o agricultor catarinense no campo.
- Dar prioridade para a questão fundiária, participando das ações de Governo Federal, na área, reestruturando e ampliando as atividades do Fundo de Terras.
- Promover a regularização de áreas indígenas e dispensar assistência técnica às respectivas comunidades, mediante convênio com o Governo Federal.
Promover as ações políticas, administrativas e financeiras necessárias à instituição de seguro agrícola como instrumento de desenvolvimento rural catarinense.
- Construir em pontos estratégicos terminais de armazenamento e distribuição de calcário, bem como estimular a construção de galpões coletivos ou individuais para o mesmo fim.
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
META FÍSICA
1992/95
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Transferência de Recursos para Custeio
Reposição de Veículos
Município
Veículo
200
200
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Desenvolvimento de Pesquisa
Para Avaliação do Impacto Sócio-Econômico
Do Plano Estadual de Irrigação
Pesquisa
Amostra
5
528
Informação Agrícola
Elaboração e Divulgação de Análises Conjunturais do Comportamento das Safras e do Mercado
Tiragem
Edição
214.640
236
Levantamento de Preços e Monitoramento de Safras
Ponto
Itens
4.404
37.828
Elaboração da Síntese Anual da Agricultura Catarinense
Tiragem
Edição
5.360
8
Divulgação Sistemática de Preços Agrícolas
Tiragem
Edição
41.100
1.240
Implantação e Manutenção de uma Base de Informações Agrícolas
Variável
Consulta
2.050
2.500
Planejamento Agrícola
Assessoria na Elaboração dos Planos Municipais de Desenvolvimento Rural
Município
400
Treinamento de Técnicos em Planejamento Agrícola
Evento
Participante
20
400
Elaborar Estudos e Projetos para o Desenvolvimento Rural
Projeto
8
Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos
Cursos de Curta Duração
Cursos de Média e Longa Duração
Participante
Participante
32
4
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
CIÊNCIA E TECNOLOGIA
CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
1992/95
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Custo
Ampliação e Adaptação de Unidade de Pesquisa
M2
60
3.000.000
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Desenvolvimento de Pesquisas
Em Produtos Estrangeiros
Em Recursos Naturais
Em Administração Rural
Em Biotecnologia
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
841
206
41
56
Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos
Pesquisa Agropecuária
EVENTO
PARTICIPANTE
3.548
6.280
Financiamento de Pesquisa Em Culturas Alimentícias e Agroindustriais
Em Fruticultura
PROJETO
192
Em Olericultura
Em Silvicultura
Em Pecuária
Em Aquicultura
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
280
184
80
200
Em Sistemas Diversificados de Produção Agropecuária
Em Recursos Naturais
Em Outras Áreas
PROJETO
PROJETO
PROJETO
60
40
120
Difusão de Tecnologia
PROJETO
44
Edição de Publicações Técnico-Científicas
TIRAGEM
231.000
Desenvolvimento de Programas em Comunicação e Teledifusão
Edição de Publicações Técnico-Científicas
Mapeamento, Planejamento e Monitoramento do Uso do Solo
TIRAGEM
MAPA
217.800
74
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
ORGANIZAÇÃO AGRÁRIA
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Desenvolvimento de Pesquisas
Em Produtos Estrangeiros
Em Recursos Naturais
Em Administração Rural
Em Biotecnologia
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
841
206
41
56
Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos
Pesquisa Agropecuária
EVENTO
PARTICIPANTE
3.548
6.280
Financiamento de Pesquisa
Em Culturas Alimentícias e Agroindustriais
Em Fruticultura
Em Olericultura
Em Silvicultura
Em Pecuária
Em Aquicultura
Em Sistemas Diversificados de Produção Agropecuária
Em Recursos Naturais
Em Outras Áreas
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
192
280
184
80
200
60
40
120
44
Difusão de Tecnologia
Edição de Publicações Técnico-Cien
tíficas
TIRAGEM
231.000
Desenvolvimento de Programas em
Comunicação e Teledifusão
Edição de Publicações Técnico-Cien-
tíficas
TIRAGEM
217.800
Mapeamento, Planejamento e Monitoramento
Do Uso do Solo
MAPA
74
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Apoio a Assentamentos e Agricultores
Assistência Técnica em Projetos de
Assentamento de Trabalhadores
Rurais
Família
Projeto
Município
13.400
358
130
Diagnóstico e Elaboração de Planos
De Viabilidade Sócio-Econômica
Município
Projeto
30
73
Treinamento para Técnicos e Traba-
lhadores Rurais Assentados
Evento
48
Regularização Fundiária
Levantamento de Problemas Fundiários
Município
170
Ação Discriminatória Administrativa
Imóvel
Município
23
23
Levantamento Topográfico
Município
20
AGRICULTURA
PRODUÇÃO VEGETAL
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Participação em Projetos de Desenvolvimento Agrícola
Distribuição de Formicida
Participação na Aquisição de Fatores de Produção Agrícola
Realização de Obras de Infra-Estrutura para Uso Coletivo
Projeto
KG
Fator
120
200.000
60
De Suporte Elétrico em Redes de Transmissão
De Macrodrenagem
De Captação e Adução de Água
KM
Projeto
Projeto
1.800
240
300
Administração e Apoio Técnico
Elaboração de Projetos
Cursos de Capacitação
Projeto
Evento
600
120
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
PRODUÇÃO ANIMAL
META FÍSICA
1992/95
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Apoio ao Desenvolvimento Animal
Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura
Projeto
Projeto
40
80
AGRICULTURA
ABASTECIMENTO
META FÍSICA
1992/95
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Abastecimento de Produtos de Origem
Pecuária
Projeto
40
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
PRESERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Apoio a Execução de Obras de
Melhoria da Qualidade da Água
OBRA
18.583
Destino Final de Dejetos
OBRA
21.611
Administração e Monitoramento do Projeto
de Recuperação, Conservação e Manejo dos
Recursos Naturais em Microbacias
MICROBACIA
130
Avaliação do Projeto de Recuperação, Com-
servação e Manejo de Recursos Naturais em
Microbacias Hidrográficas
PESQUISA
AMOSTRA
MICROBACIA
1
524
81
Fundo de Manejo e Conservação do Solo e de
Controle da Poluição
Incentivo a Compra de Equipamentos
para Conservação do Solo ou de
Controle da Poluição
EQUIPAMENTO
9.137
Incentivo a Conservação do Solo
HECTARE
130.062
Incentivo ao Reflorestamento
HECTARE
49.676
Desenvolvimento de Pesquisa
Em Solos
Em Agrometeorologia
Em Florestas
Em Engenharia Agrícola
Em Produção de Sementes Básicas de Adubo Verde
Mapeamento, Planejamento e Monitoramento do Uso do Solo
PROJETO
PROJETO
PROJETO
PROJETO
KG
MAPA
27
13
5
8
129.500
4.064
Assistência Técnica e Extensão Rural em
Microbacias Hidrográficas
FAMÍLIA
MICROBACIA
80.300
390
Desenvolvimento Florestal e Proteção dos
Recursos Naturais
Implantação de Viveiros para a
Produção de Mudas
VIVEIRO
HÁ FLORESTADO
460
6.069
Capacitação e Desenvolvimento de Recursos
Humanos
Microbacias Hidrográficas
PARTICIPANTE
32.195
Desenvolvimento Florestal
Mapeamento da Aptidão Agroflorestal
e Uso Atual do Solo
HECTARE
4.000.000
Aquisição e distribuição de Mudas
MUDA
PRODUTOR
MUNICÍPIO
40.000.000
20.000
200
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
PRESERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Elaboração e Distribuição de Folhetos
Sobre Manejo Florestal
Tiragem
400.000
Apoio na Implantação de Viveiros
Florestais
Viveiro
Muda
Município
200
40.000.000
200
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO RURAL CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
1992/95
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Custo
Ampliação e Adaptação de Centro de
Treinamento
M2
22.269
460.827
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
FUNDAÇÃO E EXTENSÃO RURAL
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Profissionalização de Agricultores
PARTICIPANTE
5.600
Formação de Jovens Rurais pelo Método
Da Alternância Pedagógica
JOVEM
2.400
Promoção de Exposições e Feiras
FEIRA/EXPOSIÇÃO
80
Difusão de Tecnologia Agropecuária
EVENTO
PARTICIPANTE
1.451
24.691
Produção e Difusão de Programas de Rádio
Produção e Difusão de Programas de TV
Produção de Vídeos Educativos
Edição de Impressos Educativos
PROGRAMA
PROGRAMA
NÚMERO
TIRAGEM
1.248
1.448
57
2.276.000
Assistência Técnica a Viveiros
Municipalizados
VIVEIRO
230
Coleta de Sêmen no Posto de Insemi-
nação Artificial de Indaial
DOSE
65.000
Treinamento em Inseminação Artificial
e em Reprodução Animal
TÉCNICO
INSEMINADOR
280
940
Granéis Sólidos
Granéis Líquidos
Outros
TONELADA
TONELADA
TONELADA
5.250.000
200.000
40.000
Abertura de Açudes
Perfuração de Poços
Dragagem
Macrodrenagem
AÇUDE
POÇO
M3
M3
2.000
480
2.720.000
660.000
Controle de Qualidade de Insumos e de
Produtos
Fiscalização da Produção e do
Comércio de Mudas
VIVEIRO
560
Classificação de Produtos de Origem
Vegetal
TONELADA
3.450.000
Apoio Laboratorial a Produção
Animal e Vegetal
AMOSTRA
266.500
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO RURAL
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
De Origem Vegetal
ESTABELECIMENTO
AMOSTRA
14.760
580
Assessoramento aos Municípios em Progra-
mas de Abastecimento
MUNICÍPIO
40
Alocação de Recursos Humanos e
Material
TÉCNICO
ADMINISTRATIVO
VEÍCULO
434
190
247
Orientação em Gestão e Administração
Rural
PROPRIEDADE
1.700
Profissionalização de Agricultores e
Pescadores
Cursos de Profissionalização
PRODUTOR
8.000
Treinamento
EVENTO
PARTICIPANTE
3.820
71.046
Preservação e Manejo de Recursos Naturais
Difusão de Tecnologias em Microba-
cias
FAMÍLIA
MICROBACIA
44.800
296
Treinamento em Microbacias Hidro-
grafias
PARTICIPANTE
3.765
Assistência Técnica em Irrigação e
Drenagem
EVENTO
2.435
Orientação em Marketing Agropecuário e
Agroindustrial
Estímulo e Assistência Técnica em
Agroindustrialização
AGROINDUSTRIAL
1.550
Assistência em Armazenagem
UNIDADE
27.340
Orientação em Comercialização e
Mercado
ESTABELECIMENTO
220
AGRICULTURA
ENERGIA ELÉTRICA CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Custo
Ampliação de Rede de Distribuição
Elétrica Rural
Consumidor
KM
28.500
11.200
Melhoramento de Rede de Distribuição
Elétrica
Poste
Transformador
20.000
1.000
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Administração
Recursos do Tesouro-Ordinários
4.419.308
Administração Financeira
Recursos do Tesouro-Ordinários
1.600.000
Planejamento Governamental
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
2.299.522
23.000
Ciência e Tecnologia
Recursos do Tesouro-Ordinários
24.532.153
Organização Agrária
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
219.418
1.353.000
Produção Vegetal
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
7.936.110
10.722.150
Produção Animal
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
560.000
15.000
Abastecimento
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
120.000
5.000
Preservação de Recursos Naturais
Renováveis
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. Tes-OP. de Cred. Externas
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
8.669.475
5.345.101
2.888.150
Promoção e Extensão Rural
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
61.867.707
450.000
Energia Elétrica
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
5.197.530
13.604.609
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Secretaria de Estado da Agricultu-
ra e do Abastecimento
Recursos do Tesouro-Ordinários
Rec. Tes-OP. de Cred. Externas
Rec. do Tes. – Rec. de Convênios
117.421.223
5.345.101
29.060.909
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
FUNDO AGROPECUÁRIO
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO RURAL
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Revenda de Fatores de Produção
A Produtores Individuais
CONTRATO
PRODUTOR
2.400
2.400
A Prefeituras
CONTRATO
1.200
A Cooperativas e Associações de Produtores
CONTRATO
1.200
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
CONTRATO
PRODUTOR
2.400
2.400
A Prefeituras
A Cooperativas e Associações de Produtores
CONTRATO
1.200
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
FUNDO AGROPECUÁRIO CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Promoção e Extensão Rural
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
7.290.000
1.100.000
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Fundo Agropecuário
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
7.290.000
1.100.000
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
FUNDO DE ESTÍMULO AO PEQUENO PRODUTOR RURAL
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Recursos 1992/95
Incentivo a Investimentos
CONTRATO
PRODUTOR
15.000
75.000
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
FUNDO DE ESTÍMULO AO PEQUENO PRODUTOR RURAL CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Incentivo e Extensão Rural
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
950.022
5.000
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Fundo de Estímulo ao Pequeno
Rural
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
950.022
5.000
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
FUNDO DE TERRAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
AGRICULTURA
ORGANIZAÇÃO AGRÁRIA
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
Concessão de Financiamento
Para Aquisição de Terras
FAMÍLIA
2.400
Para Implantação de Infra-Estrutura na Propriedade
FAMÍLIA
2.000
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
FUNDO DE TERRAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Organização Agrária
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir.Arrec.
7.350.000
100.000
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Fundo de Terras do Estado de Santa Catarina
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
7.350.000
100.000
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
COMPANHIA INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE SANTA CATARINA – CIDASC
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO RURAL
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Aquisição de Equipamentos
NÚMERO
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
COMPANHIA INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA
DE SANTA CATARINA – CIDASC CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Promoção e Extensão Rural
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
495.000
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Companhia Integrada de Desen-
volvimento Agrícola de Santa
Catarina - CIDASC
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
495.000
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
EMPRESA CATARINENSE DE PESQUISA AGROPECUÁRIA S/A – EMPASC
AGRICULTURA
CIÊNCIA E TECNOLOGIA CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
CUSTO
Ampliação e Adaptação de Unidade de
Pesquisa
M2
11.008
1.286.854
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
EMPRESA CATARINENSE DE PESQUISA AGROPECUÁRIA
S/A – EMPASC CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Ciência e Tecnologia
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
271.845
3.972.424
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Empresa Catarinense de Pesquisa
Agropecuária S/A - EMPASC
Tranf. Rec. do Tes. – Ordinários
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
271.845
3.972.424
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO FINANCEIRA 1992/95
EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E ESTENSÃO RURAL – EMATER/SC
AGRICULTURA
PROMOÇÃO E EXTENSÃO RURAL
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
CUSTO
Ampliação e Adaptação de Centro de
Treinamento
NÚMERO
10
PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA 1992/95
EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL –
EMATER/SC CR$ 1.000,00
PROGRAMA
FONTE
RECURSOS 1992/95
Promoção e Extensão Rural
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
741.914
ÓRGÃO/UNIDADE
FONTE
RECURSOS 1992/95
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER/SC
Rec. Out. Fontes-Rec. Dir. Arrec.
741.914
5. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO
DIAGNÓSTICO
A educação é direito de todos e dever do Estado, e se constitui em condição de acesso ao conhecimento que permita ao cidadão a melhor compreensão de sua realidade para transformá-la em seu próprio benefício e de sua comunidade. A classe mais desprovida da sociedade não tem acesso à escolarização básica nem à preparação para o trabalho, justamente por sua condição social que obriga a ingressar prematuramente no trabalho, condição esta que a leva fatalmente ao subemprego.
Segundo o Programa Estadual de Alfabetização e Cidadania de Santa Catarina 1990-1995 “a condição de analfabeto é resultado do contexto sócio-econômico e político do País e do Estado, o que acarreta o não acesso do indivíduo à escolaridade, aliado à má qualidade do ensino, à frequência parcial à escola ou à evasão antes de completar o processo de alfabetização e educação básica”.
O Estado de Santa Catarina, embora situado dentro da média nacional no que se refere ao índice de escolarização, ainda possui um expressivo número de cidadãos não escolarizados.
Pré-Escolar e Ensino Fundamental
No Estado existem, aproximadamente, 1.700.000 crianças e adolescentes, na faixa etária de 0 a 14 de anos. Destes, aproximadamente 800.00 deixam de receber Educação Pré-Escolar e Ensino Fundamental. Há que se considerar, ainda, que 400.000 catarinenses de 7 anos ou mais, se enquadram na situação de analfabetos.
Do total de matrícula atual (150.458) na Educação Pré-Escolar, a Rede Pública detém 70% do atendimento. Embora a rede municipal atenda ao maior número de criança nesta fase, é importante considerar que a rede estadual contribui com 34% do total de matrícula, com um corpo docente atuante de 1.588, sendo que destes apenas 38% possuem habilitação específica.
Na faixa etária de 7 a 14 anos – Ensino Fundamental: constata-se que 719.729 alunos são atendidos nas Redes Pública e Particular, sendo que 68% deste atendimento é efetuado pela Rede Pública Estadual, com um corpo docente atuante de 26.948. Aproximadamente 150.000 crianças e adolescentes, nesta faixa etária, encontram-se fora da escola.
A matrícula total do Estado, no período de 86/90, por série, cresceu consideravelmente, enquanto que o percentual de evasão e repetência apresentou índice de aumento em 1987 e decréscimo gradativo a partir de 1988.
Diversos fatores de ordem econômica, social e pedagógica tem influenciado na definição deste quadro, tanto na questão intra-escolar, quanto na extra-escolar.
Ensino Médio
O Ensino Médio atendeu, em 1990, 117.795 alunos, distribuídos nas 04 redes de ensino, a saber: 4.446 na rede federal; 78.446 na rede estadual; 33.133 na rede particular; e 1.770 na rede municipal de ensino. Este atendimento significa que 16,12% da população catarinense na faixa etária de 15 a 19 anos está incluída no processo.
O poder público, mormente o estadual, expandiu seu atendimento com maior intensidade na parte oriental do Estado, avançando com lentidão no Oeste. A omissão do poder público no Oeste provocou maior expansão do ensino não gratuito, que foi visto pela população local como alternativa possível. Desta realidade a Campanha Nacional das Escolas da Comunidade CNEC aparece com expressivo número de cursos implantados na região.
A expansão do ensino médio não foi acompanhada por estudos e assessoramentos efetivos, capazes de oferecer alternativas para atender adequadamente a demanda, e também a necessidade dos cursos em termos de infra-estrutura física, material e de recursos humanos. O ensino profissionalizante está dissociado da realidade econômica, colocando no mercado de trabalho profissionais de nível médio que não encontram emprego.
Este grau de ensino apresenta um grande índice de evasão e repetência, atingindo 22,82% respectivamente, ficando muitos alunos, em consequência, à margem do processo educacional e desqualificado no processo produtivo.
No que se refere aos cursos em funcionamento, o Estado oferece 58 tipos diferentes, totalizando 803 cursos, sendo 14 de caráter profissionalizante no setor primário, 58 no setor secundário, 505 no setor terciário e 226 cursos de 2º Grau de Educação Geral. A maior procura recai sobre os cursos de 2º Grau de Educação Geral em 266 escolas, Magistério de 1º Grau – 1º a 4º série em 170 escolas e Técnico de contabilidade em 168 escolas.
A maioria destes cursos funciona no período noturno devido a significativa procura por este período.
No período de 1988 a 1990 foram desativados 71 cursos profissionalizantes e 07 cursos de 2º Grau de Educação Geral.
Ensino Supletivo
Estavam sendo atendidos, em 1989, via ensino supletivo de 1º e 2º graus, 20.953 adultos, no ano de 1990 o atendimento foi de 13.455 adultos.
Preocupados com a formação integral do indivíduo, que passa necessariamente por seu engajamento no mercado de trabalho, é meta prioritariamente da Secretaria contribuir para sua formação de maneira a despertar seu senso crítico e competência técnica, melhorando, consequentemente, suas condições e participação social.
Salientamos que para minimizar a situação hoje existente, a Secretaria vem desenvolvendo programas e projetos situados em todas as regiões do Estado, aperfeiçoando e habilitando uma clientela na faixa etária própria do Ensino Supletivo.
Rede Física Escolar
A rede física escolar Estadual contava, em 1990, com 5.763 Unidades Escolares, sendo 351 Colégios Estaduais, 1.058 Escolas Básicas, 62 Grupos Escolares, 308 Escolas Reunidas, 2.987 escolas Isoladas e 997 Pré-Escolares.
Os Grupos Escolares, Escolas Reunidas e Escolas Isoladas serão municipalizados, ficando sob a responsabilidade da Secretaria o atendimento às Escolas Básicas e Colégios Estaduais, num total de 1.409 Unidades, com serviços de construção, ampliação, reforma e manutenção, bem como o atendimento com mobiliário e materiais de consumo em geral.
Na Educação Pré-Escolar, o funcionamento foi viabilizado através da ocupação de salas de aula do Ensino Fundamental. Para a manutenção das classes existentes, faz-se necessário a construção de mais 595 ambientes adequados: salas de aula e instalações sanitárias.
Para atender à demanda de matrícula do Ensino Fundamental, a rede pública estadual conta com 4.415 Unidades Escolares.
Embora venha ocorrendo aumento na matrícula na faixa etária de 7 a 14 anos, o crescimento do número de Unidades Escolares tem sido irrelevante, uma vez que foram construídas somente 91 Unidades Escolares, na rede pública estadual no período 1986/90. Portanto, há necessidade de construção de novas Unidades Escolares, reforma e/ou ampliação para oferecer espaço físico à demanda escolar do Ensino Fundamental.
No ensino de 2º Grau, o Estado conta atualmente com 581 Unidades Escolares pertencentes as 04 redes de ensino: estadual com 351, particular com 211, federal com 06 e municipal com 13 escolas. A grande maioria destes estabelecimentos funciona, hoje, com base física construída para atendimento ao Ensino Fundamental.
A rede física escolar encontra-se em precário estado de conservação, tendo em vista o exíguo recurso até então aplicado para manter e conservar as Unidades Escolares.
Com relação ao Almoxarifado Central, depara-se com uma estrutura deficiente, o que nos levou a tomar medidas imediatas de algumas condições mínimas de controle, agilidade e eficiência.
No tocante aos serviços do Setor de Patrimônio, mesmo quando havia o apoio das UCREs, poucos eram aquelas que levavam a sério o seu poder de fiscalização junto às Unidades Escolares. Diante disso, todo o patrimônio da Secretaria encontra-se hoje extremamente comprometido.
DIRETRIZES
Pré-Escolar e Ensino Fundamental
- Garantir uma ação pedagógica fundamentada na realidade sócio-cultural da criança, que possibilite o desenvolvimento e a aprendizagem, na perspectiva de construção do conhecimento do mundo físico e social.
- Garantir à clientela escolar a respeito a sua condição sócio-econômica-familiar enquanto ser em desenvolvimento e integrante de um contexto cultural.
- Promover condições a máxima união de esforços entre o Estado e Município no processo de descentralização gradativa da Pré-Escola e do Ensino Fundamental.
- Oferecer a Instrução como atributo essencial para dotar o homem de habilidades que tornem possível a obtenção de índices crescentes de produtividade.
- Assegurar a unidade de ações no Sistema de Ensino, para oferecer a toda a clientela escolar igualdade de oportunidades educacionais, melhorar o atendimento e a qualidade do ensino e reduzir significativamente os índices de reprovação e evasão escolar.
- Aprimorar e valorizar os recursos humanos diretamente ligados ao processo educacional.
- Desenvolver o currículo escolar no sentido de que contemple o conhecimento do mundo físico e social, fundamentado na realidade sócio-cultural da criança.
Ensino Médio
- Garantir a formação de um cidadão que associe a competência científico-técnica política e, em conseqüência, seja capaz de compreender os processos produtivos a ponto de capacitar-se para dirigí-los e não apenas executá-los.
- Proporcionar a preparação básica ao educando para continuar aprendendo, de modo a adaptar-se com flexibilidade às novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posterior.
- Proporcionar uma formação histórico/crítica, de modo a permitir a compreensão das relações sociais, onde estão inseridas as práticas políticas e produtivas.
- Propiciar melhorias no aparato patrimonial e material permanente e de consumo.
Ensino Superior
- Estimular o desenvolvimento das vocações das instituições em consonância com o meio onde estão inseridas, comprometendo-se com o mesmo.
- Desenvolver formas de atuação integrada, no objetivo de solucionar os problemas relacionados com o ensino, pesquisa e extensão, tanto a nível regional como estadual.
- Viabilizar formas alternativas com vista à construção de um contexto democrático de acesso ao ensino superior.
- Requerer do ensino superior uma intervenção racional e planejada de tal forma que suas ações em torno do ensino, da pesquisa e da extensão sejam fatores de fortalecimento das instituições sociais.
- As instituições deverão capacitar-se com vistas a transformarem-se em organismos dinâmicos e capazes de absorver, adaptar e desenvolver tecnologias aplicáveis ao desenvolvimento sócio-econômico do Estado.
- Desenvolver qualitativamente o processo educacional.
- Agir em conjunto com o contexto social visando a discussão e a configuração dos perfis desejáveis para os diferentes profissionais requeridos pelo mercado de trabalho presente e futuro.
OBJETIVOS
- Assegurar o acesso à educação Pré-Escolar a crianças na faixa etária de 0 a 6 anos e melhorar as condições de atendimento visando o aumento da qualidade dos serviços educacionais.
- Assegurar o acesso ao ensino fundamental a crianças e adolescentes na faixa etária de 7 a 14 anos, e garantir a permanência dos mesmos nas escolas objetivando uma significativa redução nos índices de reprovação e evasão escolar.
- Ampliar o acesso ao ensino médio à população na faixa etária de 15 a 18 anos e garantir a permanência da mesma na escola através da melhoria qualitativa do ensino.
- Oferecer oportunidade de alfabetização e educação continuada de 1º a 4º séries a jovens e adultos e atender a população maior de 14 anos que não concluiu escolaridade de 1º e 2º graus.
- Proporcionar aos jovens e adultos habilitação para o exercício legal da profissão, mediante a instalação de escolas técnicas, em especial nas áreas agrícola e industrial, concessão de estímulos à sua frequência e a prestação de assistência financeira às instituições comunitárias ou filantrópicas, sem fins lucrativos, que atuem nesse campo de ensino.
- Proporcionar infra-estrutura adequada ao desenvolvimento das atividades dos Centros de Educação de Adultos.
- Incorporar a prática da Educação Física e do Esporte na escola como instrumento de educação integral ao indivíduo, possibilitando a realização de competições locais, regionais e estaduais.
- Participar do desenvolvimento e expansão do Ensino Superior Catarinense. Integrar as instituições de Ensino Superior ao Sistema Estadual de Educação, proporcionando melhoria da qualidade do ensino, desenvolvimento cultural, científico e tecnológica da sociedade catarinense.
- Agilizar as ações de conservação e manutenção de unidades escolares através de administração descentralizada.
- Assegurar a melhoria do processo educativo no Estado através da coordenação supervisão e controle das atividades pedagógicas e técnico-administrativas das escolas dos municípios vinculadas às Secretarias Executivas.
- Desenvolver o esporte amador através da promoção de competições, treinamento e aperfeiçoamento de atletas e técnicos bem como prestar o apoio necessário a dinamização das atividades esportivas.
- Integrar, através do esporte, regiões e municípios do estado promovendo jogos e joguinhos micro-regionais, regionais e abertos.
- Desenvolver estudos e projetos para melhoria dos serviços educacionais, executar ações que contribuam para a formação psico-social e intelectual do educando através de programas especiais, bem como manter atualizado o sistema de informações estatístico-educacionais do Estado.
- Promover, de forma integrada, a qualificação de pessoal em todos os níveis de graduação e serviços de modo que se obtenha melhores condições de trabalho e mais altos índices de produtividade.
- Inspecionar e avaliar a realidade do processo educativo junto as Unidades Escolares, proporcionando a melhoria da qualidade do ensino.
- Subsidiar técnica e financeiramente as fundações educacionais de ensino superior, instituídas por Lei Municipal, visando elevar a nível de aprendizagem e proporcionar melhores oportunidades educacionais.
- Prestar assistência técnica e financeira a escolas comunitárias, filantrópicas e confessionais, sem fins lucrativos, visando elevar o nível de aprendizagem e oportunidades educacionais ao jovem catarinense.
- Prestar assistência, mediante a distribuição de merenda escolar, material didático básico, uniformes e agasalhos, e atendimento médico-odontológico e oftalmológico a alunos economicamente carentes, matriculados em estabelecimentos públicos de 1º e 2º graus.
- Conceder bolsas de estudo para alunos economicamente carentes, matriculados em escolas comunitárias, filantrópicas e confessionais, sem fins lucrativos, de 1º e 2º graus, bem como aos matriculados em instituições de ensino superior criadas pelo Poder Público, favorecendo-lhes, ainda, bolsas de trabalho e estágio.
- Proporcionar infra-estrutura adequada ao desenvolvimento das atividades administrativas.
- Possibilitar atendimento imediato as situações de emergência que ocorrem junto a rede física escolar como enchentes, vendavais, incêndios e outros sinistros.
- Proporcionar espaços esportivos adequados à promoção e desenvolvimento da prática esportiva.
- Dotar a rede física escolar de infra-estrutura adequada ao desenvolvimento das atividades escolares.
- Dotar as instalações físicas educacionais com equipamento, mobiliário, material didático e escolar necessários ao desenvolvimento de suas atividades técnico-administrativos e pedagógicos.
- Criar condições favoráveis à participação comunitária no processo educacional, nos aspectos físicos, sociais, administrativos e pedagógicos da escola.
- Instituir programas de educação à distância com a utilização de canais de rádio e televisão, visando a qualificação dos recursos humanos no sistema educacional.
- Criar o Conselho de Política do Ensino Superior com a participação da Instituições de Ensino Superior sediados no Estado.
- Prestar assistência financeira a projetos de Escolas Florestais.
- Instituir o Fundo para a Modernização da Instituição.
- Promover a instalação de serviços de atendimento psicológico a alunos carentes das escolas da rede pública.
- Criar estímulos e valorizar o professor, promovendo sua profissionalização e atualização constante.
- Estabelecer política de cargos e remuneração compatível com a importância do trabalho do educador.
- Incluirmos programas das disciplinas dos currículos de 1º e 2º graus conteúdos sobre a realidade cultural catarinense, educação para a segurança do trânsito, prevenção contra doenças, especialmente a AIDS, educação sanitária e ambiental, e direitos do cidadão.
- Elaborar, a partir dos Municípios, o Plano Estadual de Educação.
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO
EDUCAÇÃO E CULTURA
ADMINISTRAÇÃO CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
CUSTO
Reforma de Prédio Público com Finalidades
Administrativas
NÚMERO
95
1.807.050
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Elaboração e Distribuição de Informativos
Técnicos e Didáticos
DOCUMENTO
EXEMPLO
63
205.500
Capacitação de Recursos Humanos da Área
Educacional
Docente
EVENTO
PARTICIPANTE
HORA/AULA
77
129.753
12.471
Administrativo
EVENTO
PARTICIPANTE
HORA/AULA
22
14.525
652
Promoção de Eventos Ligados a Educação
Campanhas
NÚMERO
UNIDADE ESCOLAR
MUNICÍPIO
CARTAZ
40
3000
217
4.000
Seminários, Simpósios e Congressos
NÚMERO
PARTICIPANTE
67
26.320
Feiras e Exposições
NÚMERO
80
Realização de Pesquisa
PESQUISA
TÉCNICO
MUNICÍPIO
4
10
217
Assessoramento Técnico Pedagógico
Ao Serviço Comunitário Educacional
VISITA
REUNIÃO
UNIDADE ESCOLAR
MUNICÍPIO
1.020
610
1.100
217
Implementação do Ensino de Informática
na Educação
CENTRO
ALUNO
11
11.000
Avaliação de Desempenho das Unidades
Escolares
UNIDADE ESCOLAR
VISITA
INSPETOR
TÉCNICO
2.530
8.303
88
10
Apoio Institucional a Agremiações Educa-
tivas
NÚMERO
5.800
Realização de Monitores Visando a Melhoria
Das Condições Físicas das Unidades de
Ensino
UNIDADE ESCOLAR
178
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO
EDUCAÇÃO E CULTURA
EDUCAÇÃO DA CRIANÇA DE 0 A 6 ANOS
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Escolarização a Nível de
Pré-Escolar
MATRÍCULA
UNIDADE ESCOLAR
PROFESSOR
76.924
1.997
3.307
Elaboração e Distribuição de Informativos
Técnicos e Didáticos
DOCUMENTO
EXEMPLAR
12
730.000
Assessoramento Técnico Pedagógico
A Pré-Escola e Creches Institucionais
VISITA
REUNIÃO
SALA
INSTITUIÇÃO
400
160
6.400
3.000
Atendimento Integral a Crianças Carentes
de 0 a 3 Anos na Periferia Urbana
Creches para Crianças de 0 a 3 Anos
CENTRO
CRIANÇA
PROFESSOR
13
1.372
184
Atendimento Médico e Psico-Social
CENTRO
CRIANÇA
ATENDIMENTO
13
1.372
28.000
Alimentação
CENTRO
CRIANÇA
REFEIÇÃO (MIL)
13
1.372
8.232
PLANO PLURIANUAL
PROGRAMAÇÃO FÍSICO-FINANCEIRA 1992/95
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTO
EDUCAÇÃO E CULTURA
ENSINO DE PRIMEIRO GRAU CR$ 1.000,00
META FÍSICA
1992/95
Unidade de Medida
Quantidade
CUSTO
Construção de Unidade Escolar
NÚMERO
M2
SALA
DEPENDÊNCIA
3.681
335.271
3.812
6.344
25.587.478
Ampliação de Unidade Escolar
NÚMERO
M2
SALA
DEPENDÊNCIA
1.353
232.578
1.969
1.964
17.866.635
Reforma de Unidade Escolar
NÚMERO
4.139
28.373.879
Melhoria de Unidade Escolar
NÚMERO
787
3.688.766
Construção de Outras Obras Ligadas a
Educação
NÚMERO
M2
18
11.010
889.750
Ampliação de Outras Obras Ligadas a
Educação
NÚMERO
M2
4
1.408
105.524
META FÍSICA
1992/95
UNIDADE DE MEDIDA
QUANTIDADE
Escolarização a Nível de
I Grau
MATRICULA
UNIDADE ESCOLAR
PROFESSOR
718.616
4.427
34.666
Elaboração e Distribuição de Informativos
Técnicos e Didáticos
DOCUMENTO
EXEMPLAR
4
160.000
Promoção de Eventos Ligados a Educação
Campanhas
NÚMERO
UNIDADE ESCOLAR
MUNICÍPIO
CARTAZ
4
4.427
217
40.000
As Unidades Escolares e Prefeituras Municipais
VISITA
REUNIÃO
MUNICÍPIO
UNIDADE ESCOLAR
8
8
217
4.400
Acervo Bibliográfico
LIVRO UNIDADE – ESCOLAR FITA DE VÍDEO
LIVRO – PLANO PLURIANUAL
LIVRO CARTAZ – FOLHETO
TÍTULO EDIÇÃO – TIRAGEM EXEMPLAR
Florianópolis, 20 de março de 1992.
VILSON PEDRO KLEINUBING
Governador do Estado
Citada por 3 normas
Normas do acervo que mencionam esta.