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Santa Catarina

Lei Estadual de Santa Catarina nº 19693, de 21 de janeiro de 2026

Nº 19693/2026

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Art. 1.
Fica instituído o Programa de Intercâmbio Educacional Internacional, pelo qual o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação, poderá ofertar, mediante processo seletivo, intercâmbio internacional para estudantes e professores do ensino médio e da educação profissional e tecnológica da rede pública estadual de ensino de Santa Catarina.
Parágrafo únicoO Programa de Intercâmbio Educacional Internacional poderá ser ofertado nas seguintes modalidades:
Iintercâmbio que ofereça curso equivalente ao ensino médio no Brasil, na língua pátria do País de destino;
IIintercâmbio para curso de imersão na língua pátria do País de destino;
IIIintercâmbio para curso técnico de nível médio ou qualificação profissional em País estrangeiro; e
IVintercâmbio para participação em olimpíadas, congressos e outros eventos educacionais internacionais.

Institui o Programa de Intercâmbio Educacional Internacional, da rede pública estadual de ensino do Estado de Santa Catarina.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 2.
O Programa terá caráter educativo e formativo, observados os seguintes objetivos:
Iampliar o conhecimento de línguas estrangeiras;
IIqualificar o processo de ensino e da aprendizagem no ensino médio e na educação profissional e tecnológica;
IIIpromover a integração cultural e acadêmica de estudantes e professores do ensino médio e da educação profissional da rede pública estadual de ensino; e
IVatender às necessidades de formação em áreas específicas de interesse estratégico do Estado de Santa Catarina, definidas anualmente pela Secretaria de Estado da Educação.
Art. 3.
O Programa será ofertado por meio de Processo Seletivo específico contendo os requisitos de participação, as etapas da seleção e a quantidade de vagas definidas anualmente em edital, observada a dotação orçamentária e financeira disponível.
Art. 4.
São elegíveis aos incentivos do Programa de Intercâmbio Educacional, o estudante:
Icom, no mínimo, 14 (quatorze) anos de idade;
IIque não foi selecionado anteriormente para participar do Programa;
IIIautorizado por seus pais ou representante legal a participar do Programa;
IVque frequentou escola pública desde o 6º ano do ensino fundamental e no ensino médio;
Vque apresenta desempenho e frequência escolar superior a 80% (oitenta por cento) na educação básica e/ou educação profissional tecnológica.
Art. 5.
Os candidatos elegíveis, a depender da modalidade de intercâmbio do Programa, avançam para as próximas fases do processo seletivo:
IFase Preparatória: curso intensivo de idiomas e atividades de formação cultural, ministrado de forma presencial ou online, sendo critério obrigatório o alto desempenho do candidato para classificação no processo seletivo do Programa;
IIFase de Intercâmbio: realização de experiência educacional internacional, por período determinado, destinada aos candidatos que concluírem com êxito a fase preparatória, observados os demais critérios de seleção e a disponibilidade de vagas.
Parágrafo únicoA Secretaria de Estado da Educação realizará os procedimentos de equivalência e revalidação de estudos feitos no exterior, conforme legislação específica vigente, quando necessário.
Art. 6.
Para viabilizar o acesso e a permanência dos estudantes selecionados no Programa de Intercâmbio Educacional Internacional, fica o Governo do Estado autorizado a conceder, por meio da Secretaria de Estado da Educação, assistência financeira, em pecúnia, na forma de bolsa estudantil intercâmbio, regulamentada por decreto.
Parágrafo únicoAlém da bolsa estudantil intercâmbio, poderá ser garantido, conforme a dotação orçamentária anualmente prevista, o seguinte:
Ipassagens aéreas em classe econômica de ida e volta;
IIacomodações para residência durante o período de intercâmbio;
IIIalimentação;
IVemissão de passaporte e vistos para entrada nos países de destino;
Vseguros de viagem e de saúde;
VItranslado entre aeroporto e local de estadia;
VIIcontratação dos serviços de curso intensivo ou imersão acadêmica, a depender da modalidade de intercâmbio; e
VIIIserviço de supervisão.
Art. 7.
Como contrapartida, os beneficiários do Programa deverão, após seu retorno, participar de atividades de multiplicação dos conhecimentos adquiridos, tais como:
Ipalestras e oficinas em escolas da rede pública;
IIprodução de relatórios reflexivos ou audiovisuais;
IIIparticipação em eventos promovidos pela Secretaria de Estado da Educação; e
IVmentorias ou apoio a novos selecionados do Programa.
Art. 8.
A Secretaria de Estado da Educação implantará sistema de monitoramento e avaliação contínua do Programa, devendo estabelecer indicadores que possibilitem o acompanhamento dos seguintes aspectos:
Iimpacto na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes;
IIretorno social das atividades de contrapartida;
IIIparcerias estabelecidas e sua efetividade; e
IVeficiência na execução orçamentária do Programa.
Art. 9.
A participação no Programa dependerá da obtenção das autorizações legais cabíveis e do cumprimento das exigências do País de destino.
Art. 10.
São causas de exclusão de beneficiários do Programa:
Ia desistência do professor, estudante ou de seus pais ou responsável legal apresentada formalmente à Secretaria de Estado da Educação nos termos do edital de seleção;
IIo descumprimento de quaisquer dos requisitos previstos nesta Lei;
IIIo descumprimento dos regramentos do Programa e do edital de seleção para o Programa; e
IVa não obtenção dos documentos necessários à viagem ao País de destino.
§ 1ºAs vagas que se tornarem disponíveis em virtude de exclusão do candidato somente poderão ser redistribuídas e concedidas aos classificados em cadastro de reserva se houver tempo hábil para obtenção dos documentos e vistos necessários para o embarque, respeitando-se a data do início do Programa.
Art. 11.
Para a execução da fase preparatória e da fase de intercâmbio do Programa, o Poder Executivo poderá firmar convênios ou instrumentos congêneres com instituições públicas e privadas, nacionais ou internacionais, com ou sem fins lucrativos, nos termos da legislação pertinente, visando à cooperação técnica, operacional e financeira.
Art. 12.
Programa de Intercâmbio Educacional Internacional, em todas as suas modalidades, poderá contemplar a participação de professores da rede pública estadual de ensino, desde que atendam os seguintes requisitos de elegibilidade:
Iser professor titular de cargo de provimento efetivo da Secretaria Estadual de Educação;
IIser estável no cargo;
IIIter desenvolvido com os estudantes da unidade escolar onde atua como docente projetos de tecnologias, científicos, culturais, sociais e esportivos;
Vnão estar em gozo de qualquer licença ou afastamento;
VInão ter sido selecionado anteriormente para participar do Programa, nos últimos 5 (cinco) anos;
VIIter sido aprovado na fase preparatória do processo seletivo;
VIIIobter as autorizações necessárias para a viagem ao exterior;
IXatender às exigências do País de destino;
Xmanter sua atribuição de sala de aula até o momento do embarque ao exterior;
XInão ter sido condenado administrativamente à pena disciplinar nos 5 (cinco) anos anteriores à data do embarque;
XIIcumprir todos os requisitos.
Art. 13.
Aos professores selecionados na fase de intercâmbio, fica assegurada a participação no Programa com ônus, quando implicarem direito a passagens e diárias, assegurados ao professor o vencimento ou salário e demais vantagens de cargo, com observância das normas vigentes para afastamento do País de servidores do Governo do Estado de Santa Catarina.
Art. 14.
A efetivação e a continuidade anual do Programa de Intercâmbio Educacional Internacional não constituem despesa de execução obrigatória e correrão à conta de dotação orçamentária própria, condicionadas à previsão expressa na respectiva Lei Orçamentária Anual (LOA) e à disponibilidade financeira do Poder Executivo em cada exercício.
Art. 15.
Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 21 de janeiro de 2026.

JORGINHO MELLO

Governador do Estado

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