Decretos
Decreto nº 11.981, de 8 de março de 1916
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Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Approva o regulamento de tiro para metralhadoras
O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil, usando da autorização que lhe confere o art. 48, n. 1, da Constituição, resolve approvar o regulamento de tiro para metralhadoras, que com este baixa, assignado pelo general de divisão José Caetano de Faria, ministro de Estado da Guerra.
Rio de Janeiro, 8 de março de 1916, 95º da Independencia e 28º da Republica.
WENCESLAU BRAZ P. GOMES.
José Caetano de Faria.
Este texto não substitui o publicado no DOU, de 12..4.1916
Regulamento de tiro para metralhadoras
Metralhadora Maxim - Modelo 1908
I
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 308 FIGURA 1.
II. INSTRUCÇÃO DE TIRO
Os officiaes, inferiores e praças devem conhecer perfeitamente a metralhadora, seu rendimento, seu emprego, e estar em condições de reconhecer as avarias e de fazerem desapparecer as interrupções.
A instrucção de tiro comprehende:
DISPERSÃO TOTAL EM ALTURA COM EMPREGO DO FOGO ESCALONADO
| Distancia | Dispersão em altura | Distancia | Dispersão em altura | ||
| Fogo escalonado de | Fogo escalonado de | ||||
| 50 metros | 100 metros | 50 metros | 100 metros | ||
| 800 | 0,6 | 7,7 | 1.300 | 12,0 | 14,3 |
| 900 | 6,8 | 8,7 | 1.400 | 14,1 | 16,7 |
| 100 | 7,8 | 9,7 | 1,500 | 16,4 | 19,6 |
| 1.100 | 8,9 | 10,9 | 1.600 | 19,1 | 22,7 |
| 1.200 | 10,3 | 12,4 | |||
A) EXERCICIOS PREPARATORIOS
Generalidades
Estas ordens são relativas aos seguintes pontos:
Posições da metralhadora;
Altura da metralhadora, levando em conta o campo de tiro e os abrigos;
Estabilidade da metralhadora;
Carregamento correcto;
Collocação da alça;
Designação do objectivo;
Pontaria precisa em todas os posições;
Correcção das interrupções.
Os homens cuja vista é insufficiente são aproveitados como conductores ou como estafetas de ligação.
Posições de tiro
Apontar
Execução
Depois de preparada a alça o apontador afrouxa o apparelho de pontaria em altura; com a mão esquerda dirige a metralhadora para o objectivo, ao passo que com a direita actúa na alavanca de pontaria em altura, travando-a; afrouxa o freio de pontaria em direcção; aponta em direcção; trava o freio de pontaria em direcção, e termina o serviço com a mão direita no volante; por ultimo, com a mão esquerda, aperta o freio do volante de pontaria em altura; com ambas as mãos pega os punhos da metralhadora.
O apontador em voz alta diz: «1, 2, 3, prompto!»
A pontaria é feita primeiramente nos alvos de tiro de instrucção; e depois com a maior frequencia, nos objectivos do combate escolhidos no campo.
O instructor explica as causas que modificam a pontaria.
Especies de fogo
Ao commando de Attenção! o atirador levanta o retem da tecla com o polegar direito, e com o esquerdo faz pressão na tecla até que encontre resistencia, em seguida o polegar direito auxilia o esquerdo para premir a tecla.
Ao commando de Fogo de salva! os dous dedos continuam a pressão. Após um disparo de 50 cartuchos mais ou menos ao signal de cessar fogo o fogo cessa, soltam-se os freios de altura e direcção.
Para executar o fogo ceifante a mão esquerda moverá lateralmente a metralhadora de um modo lento e regular, emquanto a direita agirá no volante de pontaria em altura e procurará manter a pontaria no objectivo. O fogo escalonado serve para augmentar o terreno batido, deslocando o feixe de trajectorias no sentido da linha de tiro (vide pag. 3).
A mão direita age sobre o volante de uma maneira regular, e sem parar ao mudar de sentido.
No começo da instrucção; o atirador é levado a accellerar esses movimentos de uma maneira pouco continua e irregular, devendo o instructor a todo custo corrigir esta tendencia.
B) TIRO DE INSTRUCÇÃO
Não sómente os soldados e graduados mas tambem os inferiores e os officiaes se esforçarão para adquirir nos tiros de instrucção a maior habilidade na sua execução, afim de se tornarem aptos a agir com as metralhadoras em todas as posições e empregar todas as especies de fogo.
Todos os 1ºs e 2ºs tenentes, aspirantes, inferiores, graduados e praças tomam parte nos tiros de instrucção, salvo aquelles que por terem baixado ao hospital, etc., estejam impedidos disso.
Os exercicios, de tiro continuo começam contra os alvos n. 1 e alvos de combate nos stands de infantaria, passando-se mais tarde a pratical-os contra os alvos ns. 2 e 3, objectivos de combate em terreno variado e alvos em movimentos, avançando, retrocedendo ou movendo-se no sentido lateral.
Apponta-se em principio contra o pé do alvo; porém nas pequenas distancias ou em caso de perfeita observação dos effeitos do fogo pode-se ordenar outro ponto de visada, cuja escolha caberá ao atirador, no caso em que haja desapparecido a direcção do fogo.
E' prohibido um atirador fazer mais de um exercicio em cada sessão.
O uniforme para os tiros de instrucção é o de fachina com cinturão, sabre e cartucheira.
Classificação dos atiradores
Os que regressarem á companhia antes daquella data farão todos os tiros de sua classe de atiradores.
Recommenda-se o maior cuidado na instrucção dos homens que apresentam difficuldades para cumprir as condições impostas á sua classe.
Policia de tiro
Faz o registro do tiro, tem a seu cuidado a reparação do material necessario ao tiro e á guarda de munição.
Disto dará conta ao official director do tiro, que estiver presente.
Estas prescripções se estendem aos tiros com cartuchos de festim.
Medidas de segurança
Excepcionalmente um primeiro sargento póde substituir o official. Geralmente o pessoal de segurança é substituido de duas em dua horas
Antes do tiro lhe cumpre examinar a linha de tiro, os alvos e o numero de cartuchos transportados. Sómente por ordem sua é que podem ser carregadas as metralhadoras e começar o fogo.
Durante o tiro elle dirige a instrucção de atirador e fiscaliza a praça que annota os resultados. Faz descarregar a metralhadora logo que haja uma pausa de fogo, e só dá ordem para ser levantado o resultado quando se tiver retirado o bloco.
Terminada a sessão, o official sanccionará com sua assignatura a exactidão dos reultados annotados, o numero de condições que foram preenchida, a munição consumida e todas as observações que julgar necessarias.
Durante o tiro de metralhadoras, os abrigos dos marcadores não são occupados.
Antes de levantar o resultado, faz descarregar e retirar o bloco e, em seguida verifica si não existem cartuchos no cano ou no tubo de ejecção e si os alvos estão bem collocados, dando ao official parte do serviço executado.
Nos tiros de apontadores e nos exercicios ns. 3 e 4, dirige o fogo.
__________________
(I) Em todos os exercicios de tiro o pessoal põe algodão nos ouvidos.
O registrador annota á tinta os resultados no boletm do tiro e nas cadernetas individuaes, que lhe são entregues.
Nos tiros de combate o serviço junto aos alvos será executado pelos marcadores, sendo para esse fim designados um cabo ou um atirador de primeira classe e os necessarios atiradores de segunda classe. Esse pessoal será substituido de duas em duas horas.
O cabo ou atirador de primeira classe é o responsavel pela exacta collocação do alvo, pela observação e communicação dos resultados do tiro e pela tapagem cuidadosa dos impactos.
Annualmente, antes de começar o curso de tiro, todo o pessoal é instruido pelo commandante da unidade sobre as faltas em que poderá incorrer em tudo quanto se refere á segurança, policia e escripturação do tiro, e antes de cada exercicio o official deve advertil-o dos seus deveres e responsabilidades.
Regras a observar pela fracção que atira
Os atiradores são numerados. O atirador a quem cabe a vez de atirar funcciona camo pontador. Elle se colloca junto a metralhadora com o 3º servente na posição indicada pelo exercicio e só carrega quando o official ordena. No mais segue os arts. 13 a 27.
Os resultados são annunciados e mvoz alta indicando o nome do atirador.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 314. Tabelas
C - TIROS DE COMBATE
Tiro de metralhadora isolada;
Tiro de secção;
Tiro de companhia.
Os tiros de combate são o coroamento da instrucção do tiro e por conseguinte a sua parte mais importante.
Execução
Como serventes (1º, 3º e 4º) todos os atiradores que tenham feito os tiros de instrucção.
Como apontador (2º servente); todos os serventes designados como apontadores; é prohibido empregar o cia os apontadores reconhecidamente habeis, devendo-se contrariar a tendencia a constituir um grupo de excepcional gráo de instrucção.
Si se atira em um mesmo dia contra varios objectivos ou varias vezes contra um mesmo objectivo, deve-se trocar de apontador, a não ser que seja conveniente á instrucção uma repetição exacta com o mesmo atirador.
Nos tiros de companhia pode-se conservar os apontadores.
Como chefe de peça devem funccionar os inferiores e os graduados, assim como alguns homens escolhidos entre os mais antigos.
Como chefe de secção os segundos tenentes, aspirantes e os inferiores antigos. Como commandantes de companhia o capitão e todos os primeiros e segundos tenentes.
Todos os officiaes, inferiores e soldados que não estejam impedidos pelo serviço assistirão o tiro de combate.
Os tiros de combate se realizam em terreno variado nos campos do instrucção e nos arredores das guarnições, dentro dos limites permittidos pela segurança das povoações vizinhas.
Direcção e disciplina de fogo
Si a situação tactica ou o objectivo não exige um tiro de efficacia immediata, é conveniente procurar determinar a alça, por uma regulação.
O meio de obviar esse inconveniente, augmentando as probabilidades de efficacia do fogo, consiste em bater uma zona de 100, 200 e 300 metros na qual esteja comprehendido o objectivo que se quer attingir.
da natureza do objectivo;
da distancia;
da precisão com a qual se póde avaliar a distancia ou fazer as observações.
O grande consumo de munição, a producção de vapor e a usura do material só permittem atirar durante pouco tempo. O fogo só será aberto sobre objectivos que tenham importancia tactica. Aos chefes cabe reconhecer as occasiões propicias para abertura do fogo.
Efficacia do fogo
DP. T. EM PROFUNDIDADE E ZONAS EFFICAZMENTE BATIDAS COM OU SEM ESCALONAMENTO
| DISTANCIAS | SEM ESCALONAMENTO | COM ESCALONAMENTO DE : | ||||||||
| 50 METROS | 100 METROS | 200 METROS | 300 METROS | |||||||
| D.P. t. | Zona efficazmente batida | D.P. t. | Zona efficazmente batida | D.P. t. | Zona efficazmente batida | D.P. t. | Zona efficazmente batida | D.P. t. | Zona efficazmente batida | |
| 800 | 250 | 80 | 350 | 140 | 460 | 190 | ||||
| 900 | 220 | 75 | 290 | 120 | 385 | 170 | 780 | 230 | ||
| 1.000 | 200 | 70 | 250 | 110 | 330 | 150 | 420 | 220 | 600 | 300 |
| 1.100 | 185 | 70 | 220 | 100 | 290 | 140 | 375 | 210 | 530 | 300 |
| 1.200 | 170 | 65 | 200 | 00 | 260 | 130 | 340 | 200 | 480 | 300 |
| 1.300 | .......... | ............ | 190 | 85 | 240 | 120 | 310 | 200 | 440 | 300 |
| 1.400 | .......... | ............ | ............ | ............ | 225 | 110 | 280 | 200 | 410 | 300 |
| 1.500 | .......... | ............ | ............ | ............ | 215 | 105 | 160 | 200 | 380 | 300 |
| 1.600 | .......... | ............ | ............ | ............ | 210 | 100 | 250 | 200 | 350 | 300 |
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 318. Tabelas
Para poder executar com segurança o fogo por cima das tropas amigas, além do conhecimento exacto da distancia que separa essas tropas do inimigo e das considerações que resultam do exame das tabellas 1, 2 e 3, é preciso levar em conta o seguinte:
Exercicios preparatorios
Como objectivo para esses exercicios podem ser utilizados os proprios soldados da companhia ou alvos da guerra.
Tiros de metralhadora isolada
Si se considera a metralhadora enquadrada na secção esses tiros offerecem occasião de encaminhar a instrucção dos chefes de secção.
Por outro lado é necessario dar aos chefes de peça themas simples para cada exercicio, semelhantes áquelles que elle terá de resolver, fazendo parte da secção, afim de desenvolver seu espirito de iniciativa.
Escolha e occupação de uma posição;
As medidas preparatorias para a abertura do fogo;
A rapida descoberta e determinação dos objectivos;
A execução das ordens de fogo;
A actividade dos atiradores;
A cooperação na direcção do fogo;
As observações sobre o objectivo e seu emprego para augmentar o rendimento do tiro;
As trocas de objectivos;
A mudança de posição.
Todas essas particularidades de execução devem ser explicadas e criticadas, e em caso de erro reconhecido fazendo repetir o exercicio.
Tiros de secção e de companhia
Durante o descanço ou no fim dos exercicios os resulta dos são communicados aos atiradores.
Tiros de exames
O tiro de exame é annual e deve ser executado sempre em terreno variado permittindo assim aos chefes superiores inspeccionar a instrucção do tiro de combate em condições semelhantes ás da guerra. O tiro de exame, que tem sempre o caracter de uma inspecção, será levado a effeito com a presença do commandante da brigada.
Os exercicios são organizados de modo a dar uma idéa exacta, da competencia dos officiaes e inferiores e da instrucção dos serventes. Si por circumstancias de ordem superior o tiro de exame não se puder realizar, os cartuchos reservados para este tiro serão por ordem do commandante de brigada, empregados em outros tiros de combate ou ainda conservados para o mesmo fim no anno seguinte.
Um relatorio succinto do tiro de exame acompanhado dos resultados obtidos, que permitta julgar do estado da instrucção do tiro do combate da unidade, será apresentado pelo director ao commando da brigada.
D) TIROS DE APP'ICAÇÃO
Elles devem ser organizados de maneira a desviar tanto quanto possivel todas as circumstancias fortuitas que podem influir sobre o resultado.
III. AVALIAÇÃO DAS DISTANCIAS
APRECIAÇÃO DAS DISTANCIAS
MEDIDA DAS DISTANCIAS
IV. RECOMPENSA DE TIRO
DISTINCTIVO DE TIRO
1º) 3 inferiores;
2º) 3 atiradores de primeira classe;
3º) 2 atiradores de segunda classe.
Tomarão parte no concurso os inferiores e soldados que tiverem obtido resultado sufficiente em todos os exercicios inclusive no de pontaria. Para julgar o resultado do concurso levar-se-ha em conta em primeiro logar o numero de cartuchos que foram consumidos e, no caso de igualdade daquelles, passa-se a considerar a somma de impactos e de rectangulos attingidos.
PREMIO DE HONRA
O melhor atirador entre os officiaes receberá uma pistola e entre os inferiores um relogio, sobre o qual será gravado o nome laureado premios estes que serão conferidos em nome do Presidente da Republica.
PREMIOS DE PONTARIA
E' prohibido dar premios em dinheiro.
PRIMEIRO CONCURSO DE PONTARIA
O concurso terá logar antes do tiro de combate.
Os serventes tomam a posição correspondente. Apontarn oito vezes sobre o objectivo designado pelo commandante da companhia.
A pontaria terminada, as peças conservam-se immoveis.
A cada pontaria, o mesmo official verifica todas as peças : si a pontaria está boa, si a alça é bem collocada e si a direcção da linha de mira é correcta, em altura e em direcção.
Os dous atiradores classificados em primeiro logar recebem premios.
Segundo concurso de pontaria
Este concurso é semelhante ao primeiro.
Os dous atiradores classificados em primeiro logar rece-
V. ALVOR E MUNIÇÕES
Em cada alvo, na, parte média traçam-se de ponta a ponta duas faixas horizontaes de 0m,60 de comprimento por 0m,08 de altura. Estas faixas, da mesma côr do campo do alvo, são enquadradas por traços negros e divididas em 15 rectangulos de 0m,04 de largura.
No meio dos rectangulos impares a 0m,03 do traço inferior figura 1 silhueta cabeça reduzida ferior figura 1 silhueta cabeça, reduzida (altura 0m,015, largura 0m ,025, toda negra) ; cada faixa representa um grupo do atiradores a 500m de distancia.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 323 Figura 2.
Duas faixas de 15 rectangulos, como as do alvo n. 1 collocadas obliquamente.
Para exercicios particulares empregam-se outras figuras.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 323 Figura 3.
Tres faixas de 15 rectangulos colladas obliquamente.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 323 Figura 4.
A 15 centimetros do bordo superior, do alvo, colloca-se uma reducção do alvo cabeça como no alvo de metralhadora n. 1. Na parte inferior desta silhueta tira-se uma linha horizontal, depois, traça-se á distancia de cinco centimetros uma linha parallela, em cima e nove faixas em baixo, de modo a obter dez faixas de cinco centimetros de altura. O conjunto de duas dessas faixas fórma uma dupla faixa; dous traços verticaes a quinze centimetros de uma parte e de outra da silhueta, limitam o alvo no sentido lateral.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 323 Figura 5.
Cinco faixas de quinze rectangulos colladas obliquamente, como na figura 4.
Os rectangulos são divididos por traços verticaes de maneira a ter-se um total de 150 rectangulos de dous centimetros.
MUNIÇÃO
1º, tire de combate 50.000;
2º, tiro de exame 7. 500;
3º, prermio de honra dos officiaes e inferiores 250 para cada atirador;
4º, tiro de verificação de metralhadora 1. 000;
5º, tiro de applicação 1.000.
O restante é destinado aos tiros de instrucção.
1º, tiro de metralhadora isolada pelo menos 10.000 cartuchos ;
2º tiros de secção 15.000;
Si involuntariamente sobrarem alguns cartuchos serão empregados nos tiros de combate do anno seguinte.
Si se fizerem outras economias poder-se-ha empregal-as nos tiros de combate ou no aperfeiçoamento dos tiros de instrucção.
FUNDOS
VI. ESCRIPTURAÇÃO DO TIRO
REGISTRO DO TIRO
oo) recochete;
Os tiros que attingirem dous rectangulos ao mesmo tempo são contados uma vez sómente.
CADERNETA INDIVIDUAL DO TIRO
Numero de metralhadora, classificação dos impactos, listas dos exercicios a executar nos tiros de instrucção, certificado da passagem de uma para outra classe de tiro disctinctivo, premio de tiro e de pontaria. Todos os homens comparecerão aos exercicios com as suas cadernetas do tiro que serão entregues ao registrador para que este assignale os resultados, recebendo-a do mesmo, logo que terminem os exercicios.
RELATORIO DE TIRO
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 323 Figura 6.
O apparelho de pontaria deve ser protegido contra a luz do sol.
Em principio só se atira em uma mesma secção uma vez sómente com cada metralhadora. Não se deve trocar o apontador em uma mesma metralhadora desde que esteja obtendo bons resultados a não ser em casos excepcionaes.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 326 Tabela.
Atirador de ........... classe. Metralhadora n. ............
Nome.....................................
| 1 N. | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| Tiros de instrucção | Indicar aqui tudo o que se passa de ano mal; destacamento; troca; licença; doença de longa duração. Razões que obrigarem a interromper o tiro durante um certo tempo, ou de executar muito em pouco tempo. | ||||
1
2
| 3 etc. | Total ................. |
Supplemento aos tiros de instrucção
| 1 | Indicação do que o impedir de dar todos os cartuchos destinados a uma das condições. Incidentes relativos á arma e no cartucho rupturas, falhas. |
2
3
etc.
Tomou parte nos tiros de combate de metralhadora isolada.
" " " " " " " da secção.
" " " " " " " da companhia.
No concurso de tiro.
Passagem para a 1ª classe.
Insignias de tiro.
Premio de pontaria.
<<ANEXO>>CLBR Vol. 02 Ano 1916 Pág. 326 Tabelas.
O atirador colloca-se na posição sentado; toma a alça de quatrocentos metros, visa o pé do alvo.
A verificação é feita sob a fiscalização de um official e o alvo fiscalizado por um inferior.
1º, quando se colloca um cano novo; 2º logo que o cano usado possa ser a causa dos tiros defeituosos.
Para a verificação do caso a) empregam-se cinco cartuchos; para o caso b) tres.
Não se registram os impactos.
Si no caso b) uma metralhadora não preenche as condições desejadas, o que deve ser communicado immediatametne por signaes, o mesmo apontador atira ainda dous cartuchos.
Os pontos de impactos são levantados pelo inferior do alvo, sobre um graphico figurativo (reducção de 1/10 do alvo), nelle se expressa a data, numero da metralhadora, do cano, nome do atirador, desvio em centimetros.
Os graphicos obtidos são conservados durante o anno de instrucção correspondente, e no anno seguinte devem ser remettidos ao commandante da brigada que os enviará ao chefe do serviço do material bellico da região.
Os defeitos encontrados e as reparações são registrados no boletim.
Si no novo ensaio após a reparação a metralhadora não satisfazer ainda, procede-se do mesmo modo até que se conclua que ella não póde ser reparada. Neste caso é enviada, com um seu cano, uma exposição de motivo e o graphico correspondente ás fabricas de armamento por intermedio das autoridades competentes.
Rio de Janeiro, 8 de março de 1916. - José Caetano de Faria.
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