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Decretos-Lei

Decreto-Lei nº 305, de 28 de fevereiro de 1967

DL 305

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Art. 1.
São obrigatórios para qualquer comerciante com firma em nome individual e para as sociedades mercantis em geral os livros "Diário" e "Copiador", além dos que forem exigidos em lei especial.
§ 1ºAlém dos livros a que se refere o artigo anterior, as sociedades por ações deverão possuir:
Io livro de “Registro de Ações Nominativas”;
IIo livro de “Transferência de Ações Nominativas";
IIIo livro de "Registro de Partes Beneficiárias Nominativas”;
IVo livro de “Transferências de Partes Beneficiárias Nominativas";
Vo livro de "Atas de Assembléias-Gerais";
VIo livro de “Presença dos Acionistas";
VIIo livro de "Atas das Reuniões da Diretoria";
VIIIo livro de "Atas e Pareceres do Conselho Fiscal".
§ 2ºOs livros a que se referem os ns. III e IV do parágrafo anterior só serão obrigatórios para as sociedades que emitirem partes beneficiárias nominativas.
§ 3ºAs sociedades por cotas de responsabilidade limitada poderão possuir facultativamente os livros a que se referem os ns. V a VIII, do § 2º, dêste artigo.

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

Dispõe sôbre a legalização dos livros de escrituração das operações mercantis.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o § 2, do Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966,

decreta:

Art. 2.
Efetuado o pagamento da taxa cobrada pelo órgão do Registro do Comércio local, pelo mesmo será procedida a legalização dos livros, onde receberá, na furação própria ao longo do dorso e no sentido vertical, um fio e sêlo metálicos, conforme figura anexa ficando suprimida a rubrica de fôlhas.
Parágrafo únicoA furação de que trata êste artigo será feita mecânicamente pelos respectivos fabricantes dos livros, entre as sobrecapas que ficam junto à primeira e a última fôlha útil do livro.
Art. 3.
Os livros deverão ser encadernados e suas fôlhas numeradas, devendo conter na primeira e na última páginas úteis, respectivamente, têrmos de abertura e encerramento com indicação de firma individual ou do nome comercial da sociedade a que pertencem, do local da sede ou estabelecimento do número e data do registro da firma ou do arquivamento dos atos constitutivos da sociedade no Registro do Comércio, do fim a que se destinam os livros, dos respectivos números de ordem e do número de suas páginas.
§ 1ºOs têrmos de abertura e do encerramento deverão ser datados e assinados pelo comerciante e pelo responsável por sua escrituração.
§ 2ºOs têrmos de abertura e de encerramento serão ainda assinados pelo funcionário competente do Registro do Comércio.
§ 3ºO mesmo funcionário aplicará o fio e sêlo metálicos de inviolabilidade.
§ 4ºFora do Distrito Federal e das sedes das Juntas Comerciais ou de suas Delegacias, as formalidades de que trata êste artigo poderão ser preenchidas pelo Juiz de Direito, a cuja jurisdição estiver sujeito o comerciante ou sociedade mercantil.
Art. 4.
Quando o comerciante adotar fichas, ao invés de livros, para os casos de escrituração mecânica, serão as mesmas numeradas seguidamente e autenticadas mecânicamente no Registro do Comércio, recebendo a de número um, no anverso, o têrmo de abertura e a última, no verso, o têrmo de encerramento a que se refere o artigo anterior.
Parágrafo únicoA série de fichas abrange as fichas guias onde deverão ser anotadas as eventualmente inutilizadas em conseqüência de êrro, bordadura ou qualquer outro motivo que deverá ser registrado na ficha guia.
Art. 5.
É facultado a qualquer comerciante, em nome individual, ou sociedade, solicitar a legalização de livros não obrigatórios.
Art. 6.
É facultado a qualquer comerciante, em nome individual, ou sociedade, solicitar a transferência de livros para seus sucessores, dede que conste expressamente do instrumento próprio, devidamente arquivado, que a sucessão foi realizada assumindo o sucessor a responsabilidade do ativo e passivo do sucedido.
Art. 7.
Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de fevereiro de 1967; 146º da Independência e 79º da República.

h. CASTELLO BRAnCO Octávio Bulhões

Roberto Campos

Paulo Egydio Martins

Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.2.1967, retificado em 10.3.1967 e retificado em 24.4.1967

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