CNJ — Resoluções
Resolução CNJ nº 59/2008
Res. CNJ 59/2008
CAPÍTULO ÚNICO – DO PROCEDIMENTO DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES
SEÇÃO I
DA DISTRIBUIÇÃO E ENCAMINHAMENTO DOS PEDIDOS DE INTERCEPTAÇÃO
SEÇÃO II
DA ROTINA DE RECEBIMENTO DOS ENVELOPES PELA SERVENTIA
SEÇÃO III
DO DEFERIMENTO DA MEDIDA CAUTELAR DE INTERCEPTAÇÃO
SEÇÃO IV
DA EXPEDIÇÃO DE OFÍCIOS ÀS OPERADORAS
SEÇÃO V
DAS OBRIGAÇÕES DAS OPERADORAS DE TELEFONIA
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS APRECIADAS PELO PLANTÃO JUDICIÁRIO
SEÇÃO VII
DOS PEDIDOS DE PRORROGAÇÃO DE PRAZO
SEÇÃO VIII
DO TRANSPORTE DE AUTOS PARA FORA DO PODER JUDICIÁRIO
SEÇÃO IX
DA OBRIGAÇÃO DE SIGILO E DA RESPONSABILIDADE DOS AGENTES PÚBLICOS
SEÇÃO X
Do Processamento das Informações
18-B. Compete às Corregedorias dos Tribunais a fiscalização da corretautilização das TPUs e o fornecimento de dados ao DataJud. (Incluído pela Resolução 328, de 08.07.2020)
18-C. As presidências dos tribunais são responsáveis pela fidedignidade das informações apresentadas ao Conselho Nacional de Justiça. (Incluído pela Resolução 328, de 08.07.2020)
SEÇÃO XI
DO ACOMPANHAMENTO ADMINISTRATIVO PELA CORREGEDORIA NACIONAL DE JUSTIÇA
SEÇÃO XII
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Ministro GILMAR MENDES
Disciplina e uniformiza as rotinas visando ao aperfeiçoamento do procedimento de interceptação de comunicações telefônicas e de sistemas de informática e telemática nos órgãos jurisdicionais do Poder Judiciário, a que se refere a Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996.
CUMPRDEC 0200975-87.2008.2.00.0000
Código: C-AJJ
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas atribuições constitucionais e regimentais,
CONSIDERANDO a necessidade de aperfeiçoar e uniformizar o sistema de medidas cautelares sigilosas referentes às interceptações telefônicas, de informática ou telemática, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, tornando-o seguro e confiável em todo o território nacional;
CONSIDERANDO a necessidade de propiciar ao Magistrado condições de decidir com maior independência e segurança;
CONSIDERANDO a imprescindibilidade de preservar o sigilo das investigações realizadas e das informações colhidas, bem como a eficácia da instrução processual;
CONSIDERANDO dispor o art. 5°, inciso XII, da Constituição Federal ser inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e nas formas que a Lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
CONSIDERANDO estipular o art. 1° da Lei n°. 9.296/96, o qual regulamentou o inciso XII, parte final, do art. 5° da Constituição Federal, que todo o procedimento nele previsto deverá tramitar sob segredo de justiça;
CONSIDERANDO a atribuição do Conselho Nacional de Justiça de zelar pela observância dos princípios do artigo 37 da Constituição Federal, pela escorreita prestação e funcionamento do serviço judiciário, para isso podendo expedir atos regulamentares (art. 103-B, parágrafo 4°, acrescentado pela Emenda Constitucional nº 45/2004);
CONSIDERANDO, finalmente, que a integral informatização das rotinas procedimentais voltadas às interceptações de comunicações telefônicas demanda tempo, investimento e aparelhamento das instituições envolvidas;
RESOLVE: